“O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS”, de Lírio Ferreira, é lançado em DVD

“O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS”, de Lírio Ferreira, é lançado em DVD

O filme conta a história do Baião através da ascensão e queda do seu principal proponente, o letrista e compositor Humberto Teixeira, conhecido como o Doutor do Baião.

Lançado em 22 de agosto de 2011, o longa-metragem “O Homem que Engarrafava Nuvens”, de Lírio Ferreira chega agora ao mercado de DVDs em lançamento da Biscoito Fino. O filme, produzido por Denise Dummont, filha de Humberto Teixeira, conta a história do baião, um ritmo nordestino que tomou conta do país e logo se espalhou pelo mundo, além de ser considerado por muitos artistas consagrados o som mais excitante e autêntico do Brasil.

Com fotografia de Walter Carvalho, direção musical de Guto Graça Mello e videografismos de Gringo Cardia e Fabio Arruda, “O Homem Que Engarrafava Nuvens” ganhou os prêmios de melhor roteiro, melhor som e ainda o prêmio Oscarito, da Câmara Municipal de Fortaleza,no 19º Cine Ceará, realizado em julho de 2009.

*Sinopse*

Do premiado diretor de Árido Movie, Cartola e Baile Perfumado, o documentário devolve a vida a uma década esquecida da música brasileira através da história de Humberto Teixeira.

Teixeira foi um dos compositores mais prolíficos na música popular brasileira e precursor da criação de um dos estilos mais importantes, o Baião. Ele foi responsável por clássicos como “Adeus Maria Fulo” e “Asa Branca”, a segunda canção mais popular no Brasil. A sua subida ao estrelato nos anos 50 foi meteórica, mas foi eclipsada pelo seu parceiro, Luiz Gonzaga, o ícone que imortalizou suas canções e tornou-as mais conhecidas na cultura brasileira. Com a chegada da Bossa Nova, o Baião e Humberto Teixeira afundaram-se na obscuridade. Nas décadas seguintes, a sua música só era ocasionalmente registrada, por exemplo, em resposta à ditadura militar de 1964.

O documentário acompanha a filha de Humberto Teixeira, Denise Dummont, em uma viagem para aprender mais sobre seu pai. *O Homem Que Engarrafava Nuvens* é uma celebração da obra artística e musical de Humberto Teixeira e de sua contínua influência, pois Teixeira tem expressiva importância não somente através de seu trabalho como advogado lutando pela proteção de direitos autorais dos artistas no Brasil, mas também pela sua devoção à divulgação da música brasileira no resto do mundo. É uma celebração do próprio Brasil. O Baião é redescoberto agora e registrado por algumas estrelas mais vibrantes do país.

 

Poltrona de Opinião/PorEduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/PorEduardo Guimarães

UM NERD CHAMADO KEVIN SMITH

O diretor Kevin Smith é a personificação do nerd do século XXI.

Com apenas 24 anos, já tinha atingido o sucesso no Sundance Festival e pode colocar em seus próximos filmes todas as referências dos quadrinhos e cinemas que os garotos de sua geração nunca tinham vistos nas telas.

Smith tem em sua filmografia nove filmes, além de vários curtas, séries, roteiros parafilmes e participação em outros. Sem contar o período em que foi roteirista do personagem Demolidor, da Marvel Comics. Por sinal, Kevin Smith faz uma pequena ponta no filme de 2003.

Mas vamos se concentrar em apenas seis filmes do diretor, que fazem parte do Universo chamado pelos fãs de View Askewnivers, onde as histórias de passam em Nova Jersey, são freqüentes as referencias aos filmes da saga Star Wars, sempre é citada a morte de Julie Dwyer na piscina da Y.M.C.A., o ritmo e a qualidade dos diálogos é impressionante e dois personagens são obrigatórios: Jay e Silent Bob.

Seu primeiro filme, O Balconista (Clerks, de 1994), Smith pagou a produção vendendo toda a sua coleção de HQs. E segundo dizem, após o filme ter sido o grande vencedor do Sundance Festival, ele foi lá e a recomprou inteira.

O filme se destaca pelo roteiro simples, mas cativante. Este filme também marca a 1ª aparição dos personagens Jay (Jason Mewes) e Silent Bob (o próprio Kevin Smith). Eles são dois garotos que vendem maconha na porta da loja, mas acabam roubando a cena sempre que aparecem.

Um ano após o sucesso do primeiro filme, Smith lança Barrados no Shopping (Mallrats, de 1995). Contando com um pouco mais de sucesso e dinheiro, pode fazer um filme mais elaborado. E no elenco podemos ver jovens promessas de Hollywood, como Jason Lee e Bem Affleck.  Novamente o destaque fica por conta da participação de Jay e Silent Bob.

O terceiro filme, em minha opinião é o melhor destes seis filmes: Procura-se Amy (Chasing Amy, de 1997). No elenco, novamente estão Bem Affleck e Jason Lee, dois escritores de HQ.  O filme conta o envolvimento romântico de Holden McNeil (Affleck) com Alyssa Jones (Joey Lauren Adams), também escritora de HQ e lésbica. Mas o que se destaca é a conversa que McNeil tem com Jay e Silent Bob, que fala pela primeira vez no cinema, contando a história de Amy.

Dogma, de 1999, com certeza foi o filme de Smith com maior repercussão. Infelizmente, repercussão negativa. Na trama, dois anjos caídos (Ben Affleck e Mat Damon) tentam voltar para o Céu. Mas precisam ser impedidos por uma equipe formada por Rufus (Chris Rock), o décimo terceiro apóstolo, (que foi esquecido na Bíblia por ser negro); Serendipity (Salma Hayek), uma musa; Metatron (Alan Rickman), a voz de Deus; Jay e Silent Bob; e a humana Bethany Sloane (Linda Fiorentino).

Além dos anjos, eles também têm que enfrentar Azrael (Jason Lee) e salvar Deus, interpretada por Alanis Morissette, que por sinal, que faz uma ponta muito divertida no final do filme.

Apesar das críticas, o filme é divertido e não merecia ser colocado na lista negra da Igreja. Principalmente depois de filmes com temas religiosos bem piores, como Anjos Rebeldes, (The Prophecy) de 1995, com Christopher Walken, Eric Stoltz, Virgina Madsen e Viggo Mortensen. Neste filme, o arcanjo Gabriel se revolta contra Deus e quem acaba salvando o mundo é Lúcifer.

O quinto filme do Universo View Askewnivers é O Império do Besteirol Contra-Ataca (Jay and Silent Bob Strike Back, de 2001 – Nota do Autor: tá certo que traduzir Mallrats para Barrados no Shopping foi complicado, mas gostaria de saber quem foi o autor desta pérola).

Neste filme, Jay e Silent Bob descobrem que os personagens de histórias em quadrinhos baseados em suas vidas (essa história é mostrada em Procura-se Amy) irão aparecer em um filme. E eles resolvem partir para Hollywood. Durante a viagem, eles acabam cruzando com quase todos os personagens dos filmes anteriores.

O problema principal deste filme é que os personagens começam a dar sinal de cansaço. Infelizmente, a mesma história está sendo contada faz quase uma década e é realmente impossível manter o mesmo ritmo.

O último filme, O Balconista 2 (Clerks 2, de 2006). Infelizmente, o filme não consegue manter o mesmo ritmo do primeiro Balconista, apesar de algumas tiradas excelentes e bons diálogos. Para mim, o filme vale muito pela personagem de Rosario Dawson.

Kevin Smith deixou este universo faz algum tempo. Dirigiu filmes ruins (Menina dos Olhos), filmes razoáveis (Pagando Bem que Mal Tem – Nota do Autor: o filme em inglês se chama Zack and Miri Make a Porno, Zack e Miri fazem um pornô, em tradução livre; novamente eu gostaria de saber quem foi o gênio por trás desta pérola) e filme bons (Tiras em Apuros). Ele também aposentou Silent Bob e fez pontas em Duro de Matar 4.0 e em Pegar e Largar, ao lado de Jennifer Garner e Juliette Lewis.

Mas ele já deixou sua marca no cinema, criando um novo ritmo de diálogo e sabendo explorar de maneira única as referências culturais em que sua geração cresceu.

Sem duvida, o mais nerd dos nerds em Hollywood

92- A princesa e o plebeu

92- A princesa e o plebeu

Adoro Audrey Hepburn e Roma. Este filme alia as duas coisas.

Um conto de fadas moderno, mas sem final feliz.

Eles vivem em mundos totalmente diferentes, mas sabem que em algum momento terão que se separar. Vivem o momento, mas sabem que jamais se esquecerão um do outro.

Ela, princesa. Ele, jornalista.

Ela quer transgredir, ser livre. Ele quer uma matéria, um furo. Por amor à ela, acaba desistindo da reportagem.

Descobri, num insight, que Notting Hill copiou a coletiva de imprensa do final deste filme maravilhoso.

E a película é em preto e branco, o que confere um charme a mais.

E ela se chama Anne. Adoro filmes que tenham o meu nome.

Sinopse

Ao visitar Roma, Ann (Audrey Hepburn), uma princesa, resolve “passear” anonimamente e se envolve com Joe Bradley (Gregory Peck), um repórter que, ao reconhecê-la, tem a oportunidade de um “furo”, mas resolve por preservar Anne.

Título original: (Roman Holiday)

Lançamento: 1953 (EUA)

Direção: William Wyller

Atores: Gregory Peck, Audrey Hepburn, Eddie Albert, Hartley Power.

Duração: 119 min

Gênero: Romance

Assalto ao Banco Central bate a marca de 1.600.000 de espectadores

Assalto ao Banco Central bate a marca de 1.600.000 de espectadores

“Assalto ao Banco Central”: sucesso de público entre os filmes do gênero.
 
Filme atinge mais de 1.600.000 espectadores e assume o primeiro lugar antes mesmo de completar um mês em cartaz.

 
Lançado em 22 de julho, hoje está em cinemas de todo o Brasil.
 
No elenco estão: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Eriberto Leão, Lima, Duarte, Giulia Gam, Gero Camilo, Cassio Gabus Mendes, Tonico Pereira, Vinicius de Oliveira, Milton Gonçalves, Antonio Abujamra, entre outros.
 
Sinopse: Em Agosto de 2005, R$ 164.7 milhões foram roubados do Banco Central de Fortaleza, Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre, carregando três toneladas de dinheiro. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento. Foi um dos crimes mais sofisticados e bem planejados de que já se teve notícia no Brasil. Quem eram essas pessoas? E o que aconteceu com elas depois? São as perguntas que todo o Brasil se faz desde então. 
 

http://youtu.be/7pgisplgLCA

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

TRILOGIA GUERRA DO VIETNÃ

Sou apaixonado por filmes de guerra. E acho que existem algumas obras primas da 7ª arte neste quesito.

 

E hoje vou falar dos três filmes básicos para qualquer amante do cinema sobre a Guerra do Vietnã: Apocalypse Now, Platoon e Nascido para Matar.

 

Só um detalhe: hoje eu vou falar sobre os filmes que retratam a guerra. Futuramente pretendo escrever sobre dois filmes que falam do pós guerra, que também são obrigatórios. Mas o nome dos filmes eu só irei falar quando escrever o texto.

 

Seguindo a ordem cronológica, começaremos por Apocalypse Now, de 1979. Dirigido por Francis Ford Coppola, tem no elenco Martin Sheen, Marlon Brando e Robert Duvall. O filme conta a história do capitão Willard (Sheen) enviado ao interior do Camboja assinar o coronel Kurtz (Brando), que se tornou louco.

 

Durante o trajeto de barco até o Camboja, Willard acaba se envolvendo em situações absurdas que aconteceram durante a guerra com os soldados americanos: desde surfistas de rio à show das coelhinhas da Playboy. E ao encontrar Kurtz, Willard não sabe mais se deve ou não completar sua missão.

 

Além de todo este conflito ético que o personagem de Sheen passa durante o filme, não podemos deixar de destacar duas cenas que se tornaram clássicas no cinema: o ataque dos helicópteros, liderado pelo tenente-coronel Kilgore (Duvall) ao som da música Cavalgada das Valquírias e a frase que Kilgore fala após um ataque com bombas de napalm feito pela força aérea: “Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã”.

 

O filme ganhou os Oscars de Melhor Fotografia e Melhor Som, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Direção de Arte e Melhor Edição (perdeu nas duas categorias para All That Jazz), Melhor Filme (perdeu para Kramer VS Kramer), Melhor Ator Coadjuvante com Robert Duvall (perdeu para Melvyn Douglas, que atuou no filme Muito Além do Jardim) e Melhor Diretor (Coppola perdeu para Robert Redford com o filme Gente como a Gente).

 

Em 1986 estreou o filme Platoon, de Oliver Stone. Estrelado pelo então promissor (e não garoto problema) Charlie Sheen, também tem no elenco Tom Berenger e Williem Dafoe. O filme conta as loucuras da guerra através do olhar do soldado Chris Taylor (Sheen), que se alista para ir ao Vietnã. E durante seu período lá, ele entra em contato com os sargentos Barnes (Berenger), um assassino louco e brutal, e Elias (Dafoe), um homem inteligente e pacifista. E durante o tempo que passa lá, Taylor muda completamente sua visão da guerra e dos motivos pelos quais os jovens são enviados para lá.

 

A loucura da Barnes pode ser resumida em uma cena: quando ele pega uma criança e coloca a arma na cabeça dela, para obrigar que seus pais contem onde estão os soldados vietcongues. E a morte de Elias, sendo assassinado por soldados enquanto os helicópteros de resgate vão embora é linda.

 

Platoon venceu o Oscar nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Som e Melhor Montagem. Também foi indicado nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante, com Tom Berenger e Williem Dafoe, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia.  Berenger e Dafoe perderam para Michael Caine, no filme Hannah e Suas Irmãs, que também venceu a categoria de Melhor Roteiro Original. Já o prêmio de Melhor Fotografia ficou com filme A Missão.

 

E para encerrar, temos Nascido para Matar, de 1987. Dirigido por Stanley Kubrick, mostra dois aspectos muito importantes da guerra: o primeiro é a lavagem cerebral pela qual os soldados passam antes de ir para guerra e depois, já durante a guerra, como os soldados viam a guerra.

 

Este filme tem três cenas marcantes: a primeira, quando o sargento Hartman (magistralmente interpretado por R. Lee Ermey) se apresenta aos recrutas. E toda vez que ele fala, a raiva com que ele cita os comunistas já mostrava a visão dos americanos do “perigo vermelho”. A segunda cena é quando o soldado Leonard “Gomer Pyle” (interpretado por Vincent D’Onofrio) mata o sargento e se suicida. E a terceira cena é quando, após um ataque, os soldados americanos resolvem fazer sexo com uma prostituta vietcongue. Por sinal, do meio para o fim do final, é muito bem trabalhado essa parte de como os solados americanos vêem a guerra como seus superiores parecem não se importar com a população local.

 

O filme foi indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado em 1988, mas perdeu para O Último Imperador, de Bernardo Bertolucci.

 

Como falei no começo do texto, os três filmes são imperdíveis. Clássicos absolutos. Infelizmente, eles retratam com fidelidade uma das maiores insanidades do homem: a guerra.

Festival de Gramado – Premiados

Festival de Gramado – Premiados

Os premiados do 39º Festival de Gramado foram:

Melhor longa: “Uma longa viagem”, de Lúcia Murat

Melhor diretor: Gustavo Pizzi (“Riscado”)

Prêmio especial do júri: “As hiper mulheres”, de Leonardo Sette, Carlos Fausto e Takumã Kuikuro

Melhor atriz: Karine Teles (“Riscado”)

Melhor ator: Caio Blat (“Uma longa viagem”)

Melhor Roteiro: “Riscado”

Melhor fotografia: “O carteiro”

Melhor montagem: “As hiper mulheres”

Melhor direção de arte: “Uma longa viagem”

Trilha sonora: “Riscado”

Júri popular: “Uma longa viagem”

Júri de estudantes de cinema: “Uma longa viagem”

Júri de crítica: “Riscado”

Melhor filme estrangeiro: “Medianeras – Buenos Aires na era do amor virtual”, de Gustavo Taretto

Melhor filme estrangeiro: Gustavo Taretto (“Medianeras – Buenos Aires na era do amor virtual”) e Sebastián  Hiriart (“A tiro de piedra”)

Assalto ao Banco Central

Assalto ao Banco Central

O filme está fazendo muito sucesso. Em onze dias de produção, alcançou a marca de um milhão de espectadores.

O filme fala de um assalto em agosto de 2005 de um banco em Fortaleza onde forma levados 164,7 milhões.

Meu primo André trabalhou no site como freelancer.

Ainda não assisti, mas quando eu vir, farei uma resenha no Poltrona.

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