Poltrona de Opinião/Eduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/Eduardo Guimarães

OS FILMES QUE NUNCA SAÍRAM DO PAPEL

Existem filmes que, infelizmente, nunca saíram do papel.

Alguns viraram até lendas.

Mas o exercício de pensar em como eles seriam é divertido.

A primeira lenda é a tão famosa continuação de Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986, direção de John Hughes).

Segundo a lenda que seria Ferris Bueller, eternizado por Matthew Broderick, iria fugir um dia do trabalho para ir atrás do seu antigo inimigo de escola: o diretor Ed Rooney (Jeffrey Jones), contando novamente com a ajuda de seu amigo Cameron Frye (Alan Ruck).

Os rumores são que o roteirista Rick Rapier escreveu a nova história em 2007 e está até hoje tentando vende-lo para algum estúdio.

Outro que parece que vai ficar somente na lenda é Gonnies 2. Gonnies (de 1985, direção de Richard Donner) é um clássico da Sessão da Tarde é filme obrigatório para qualquer criança até 14 anos.

Ano passado o ator Josh Brolin, que interpretou Brad Walsh (irmão mais velho de Mikey Walsh interpretado por Sean Astin), declarou que Steven Spielberg, produtor do filme original, já tem um roteiro pronto, mas até agora nada foi feito para levar esse roteiro às telas.

Mais um que ficou somente na história de botequim foi De Volta para o Futuro 4. Neste caso, sempre foi uma vontade dos fãs do que dos produtores.

Agora quem parece que realmente vai sair é Os Caça-Fantamas 3.

Segundo o ator Dan Akroyd, que interpretou o Dr. Raymond Stantz, e Ivan Reitman, diretor dos 2 primeiros filmes, o roteiro para o filme foi aprovado no início de 2011. E ele iria acontecer com ou sem Bill Murray, que interpretou o Dr. Peter Venkman. E o filme começaria a ser rodado em 2012.

Mas (sempre existe um mas) tanto o estúdio responsável pela produção já declarou que o filme não sai sem Murray. E outros atores parecem que irão “desembarcar” do projeto, caso seja confirmado que Bill Murray não vá participar. Sigourney Weaver, que interpretou Dana Barret, namorada de Venkman, já avisou que sem Murray, ela não irá participar.

O primeiro Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters, de 1984) também é um clássico divertidíssimo que, infelizmente, teve uma continuação fraca, em 1989. Apesar de ambos terem sido dirigidos por Ivan Reitman, o roteiro foi fraco, mesmo contando com cenas divertidas e atuações boas de Murray, Weaver e Akroyd.

Bom, existem várias outras lendas e histórias perdidas por aí.

É torcer para que alguma realmente possa virar realidade, para os fãs do cinema.

Poltrona de Opinião/Eduardo Guimarães

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OS 7 PASSOS PARA FAZER UMA COMÉDIA ROMÂNTICA

(AVISO: ESTE TEXTO TEM SPOLIERS DE FILMES)

Não tenho nada contra comédias românticas. Mas também não tenho nada a favor.

O problema que vejo nesse tipo de filme é que você mata a história nos primeiros 10 minutos do filme.

Muito raramente você pode ser surpreendido no final do filme. Mas em 99,99% dos casos não existe surpresas.

Agora vamos aos 7 passos para montar uma comédia romântica.

1- Pegue 2 personagens totalmente diferentes: um homem e uma mulher, que se conhecem de alguma maneira: ou são colegas de trabalho, ou estudaram juntos, ou são amigos desde infância ou tem alguns amigos em comum;

2- Estes dois personagens principais ou são muito amigos ou se odeiam;

3- Durante o filme, eles tentam se relacionar com outras pessoas, mas acabam fracassando;

4- Os personagens acabam brigando e um deles toma uma decisão drástica, do tipo mudar de país ou se casar com a pessoa errada;

5- Os personagens passam por uma situação bizarra, mas muito engraçada, que normalmente acaba valendo o filme inteiro;

6- Alguém abre o olho de um dos personagens (pode ser um amigo, um parente ou uma pessoa de um antigo relacionamento) para a verdade: eles se amam;

7- Na última cena, um dos personagens, que estava prestes a se casar ou mudar de país, acaba se encontrando com o outro e é feita uma declaração de amor da maneira mais improvável (e bonita) possível. E o outro personagem percebe que também está apaixonado e eles ficam juntos.

Fim.

Posso citar como exemplo aqui o filme Amizade Colorida (Friends with Benefits, de 2011, direção de Will Gluck), estrelado por Justin Timberlake e Mila Kunis.

Dylan (Justin Timberlake) é amigo de Jamie (Mila Kunis), mas ambos estão muito ocupados e desgastados de relações anteriores. Por isso, decidem ter um relacionamento intimo sem compromisso (o famoso sexo e amizade). Depois de um tempo nessa relação, eles decidem procurar algo sério com outras pessoas, mas não conseguem.

Jamie começa a se apaixonar por Dylan, mas eles acabam brigando porque ele não tem coragem de declarar seu amor. Então Jamie decide sair de NY, mas o pai de Dylan abre os olhos para ele ver que está apaixonado pela garota e ele acaba fazendo uma declaração de amor na Grand Central Station, no meio de um Flash Mob.

Algumas comédias românticas acabam se destacando mais pela cena bizarra da 5ª etapa do que pelo filme inteiro.

No caso de Amizade Colorida, a cena mais engraçada acaba sendo Justin Timberlake dançando igual ao Kriss Kross, uma dupla de rapper da década de 80.

Em outros filmes, a cena é mais engraçada.

Como no caso do filme A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth, de 2009, direção de Robert Luketic), com Katherine Heigl e Gerard Butler.

A cena no restaurante onde Abby (Katherine Heigl) está usando uma calcinha com um vibrador embutido e controle – presente de Mike (Gerard Butler) – e o controle cai na mão de uma criança é hilária. O filme vale por essa cena.

Mas como eu disse, existem alguns filmes que fugiram dessa formula.

O melhor exemplo é O Casamento do Meu Melhor Amigo (My Best Friensd’s Wedding, de 1997, direção de P.J. Hogan), estrelado por Julia Roberts, Dermot Mulroney, Cameron Diaz e Rupert Everett.

O filme segue o roteiro direitinho até o 5º passo. Mas no final, Julianne (Julia Roberts) não fica com seu melhor amigo (Dermot Mulroney), que acaba se casando com Kimberly (Cameron Diaz). Para falar a verdade, ela fica sozinha.

Um final que surpreende.

Bom, de qualquer forma, assistir uma comédia romântica é sempre um bom programa.

Principalmente se você estiver bem acompanhado.

99- Tarde demais para esquecer

99- Tarde demais para esquecer

Amo esse filme. Já falei aqui sobre a minha paixão por filmes antigos. E amo Cary Grant. Simples, assim.

Sempre choro ao ver esse filme por ser sensível e emotiva.

A história gira em torno de um homem e de uma mulher que se conhecem num navio, ambos comprometidos. Ele, um bon vivant, ela, uma cantora. Até que se apaixonam e decidem se desincompatiblizar de suas relações e se encontrarem. O local? O Empire State Building, seis meses depois.

Só que uma ironia do destino faz com que Terry se acidente e fique paraplégica. Nick mofa ao esperá-la e fica ressentido.

Ambos ficam sozinhos até que decidem reencontrar os exs, como amigos, num espetáculo de ballet.

Nick é frio com Terry que sofre e impede que o ex-noivo conte a verdade.

Só que Nick a procura e acaba descobrindo, depois de destilar ressentimentos e mágoas, o real motivo que a impediu de encontrá-lo. Ficam juntos e as lágrimas de quem assiste rolam.

Filme simplesmente maravilhoso.

Sinopse

Nickie Ferrante (Cary Grant) é um playboy mulherengo, que é considerado o solteiro mais cobiçado da atualidade e está para se casar com Lois Clark (Neva Patterson). Terry McKay (Deborah Kerr) é uma ex-cantora que também está de casamento marcado, com Kenneth Bradley (Richard Denning). Ambos estão em um cruzeiro que parte da Europa rumo a Nova York, no qual se conhecem. Nickie e Terry se apaixonam mas, como ambos têm relacionamentos com outras pessoas, combinam de se encontrar 6 meses após a chegada da viagem, no alto do Empire State. Neste período eles poderão acertar suas vidas e, caso se reencontrem, se casar.

Título original: (An Affair to Remember)

Lançamento: 1957 (EUA)

Direção: Leo McCarey

Atores: Cary GrantDeborah Kerr, Richard Denning, Neva Patterson.

Duração: 115 min

Gênero: Romance

Fonte: Site Adoro Cinema

98- A pele que habito

98- A pele que habito

Me frustrei com o filme de Almodóvar. Achei uma loucura sem fim. E penso que a censura deveria ser 18 e não 16.

Penso que foi o pior filme dele que vi. Com tramas violentas e chocantes.

O tema é a obsessão e o cirurgião plástico Robert Legard é um vilão de marca maior, mas Vicente, sua vítima, não fica atrás.

O desenrolar é surpreendente, mas o enredo nos prende até o final.

É realmente um thriller psicológico, mas totalmente diferente de Cisne Negro, por exemplo.

Mas, mesmo assim, recomendo que quem gosta de Almodóvar, vá assistir.

Segundo meu amigo, Marcio Milman, no Facebook, o filme é muito doido.

Assino embaixo.

Sinopse

Roberto Ledgard (Antonio Banderas) é um conceituado cirurgião plástico, que vive com a filha Norma (Bianca Suárez). Ela possui problemas psicológicos causados pela morte da mãe, que teve o corpo inteiramente queimado após um acidente de carro e, ao ver sua imagem refletida na janela, se suicidou. O médico de Norma acredita que esteja na hora dela tentar a socialização com outras pessoas e, com isso, incentiva que Roberto a leve para sair. Pai e filha vão juntos a um casamento, onde ela conhece Vicente (Jan Cornet). Eles vão até o jardim da mansão, onde Vicente a estupra. A situação gera um grande trauma em Norma, que passa a acreditar que seu pai a violentou, já que foi ele quem a encontrou desacordada. A partir de então Roberto elabora um plano para se vingar do estuprador.

Título original: (La Piel que Habito)

Lançamento: 2011 (Espanha)

Direção: Pedro Almodóvar

Atores: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet.

Duração: 117 min

Gênero: Drama