Jogos Vorazes

Jogos Vorazes

Jogos Vorazes

Por Eduardo Guimarães

Estreou no dia 23 de março o filme Jogos Vorazes (The Hunger Games), baseado no livro homônimo da escritora americana Suzanne Collins.

Com orçamento de US$ 78 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 152,5 milhões somente no seu final de semana de estréia.

Fui convidado para a pré-estréia que aconteceu na quinta-feira, dia 22 de março.

Seguindo a linha de filmes como Harry Potter e Senhor dos Anéis, Jogos Vorazes cumpre a meta de ser um bom entretenimento. Principalmente para os adolescente.

O filme, dirigido por Gary Ross, conta a história de uma nação pós-apocalíptica chamada Panem, constituída por 12 distritos e uma capital. Após serem derrotados em uma guerra civil contra a capital, os 12 distritos são obrigados a oferecer um casal de adolescentes como tributo à capital. E os tributos participam dos Jogos Vorazes, onde todos se enfrentam até sobrar somente um. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), moradora do Distrito 12, é enviada como tributo ao lado de Peeta Mellark (Josh Hutcherson). E os jogos são transmitidos pela TV, monopolizando as atenções e patrocínios em todo o país.

Na capital, ela é treinada por Haymitch Abernathy (Woody Harrelson), conta com a amizade do Cinna (Lenny Kravitz) na equipe liderada por Effie Trinket (Elizabeth Banks).

Durante os jogos, Katniss começa a criar um sentimento por Peeta, o que fortalece a atração que o público tem por ela.

No elenco também estão Liam Hemsworth, Wes Bentley e Donald Sutherland.

Jogos Vorazes tem várias referências de outras histórias e filmes, como O Sobrevivente (The Running Man, de 1987, direção de Paul Michael Glaser, com Arnold Schwarzenegger, Maria Conchito Alonso e Jesse Ventura), Mad Max Além da Cúpula do Trovão (Mad Max Beyond Thunder Dome, de 1985, direção de George Miller e George Ogilvie, com Mel Gibson e Tina Turner)  e 1984 (1984, de 1987, direção de Michael Radford, com John Hurt, Suzanna Hamilton e Richard Burton), além da lenda grega de Teseu, que foi enviado como tributo para o labirinto do Minotauro.

Não li o livro para saber a adaptação está fiel ou não, mas pelo rosto de felicidade de todos os adolescentes que estavam na pré-estréia, acho que o filme cumpriu seu papel e deixou várias fãs do livro esperando pelos próximos filmes.

É esperar para ver se a saga Jogos Vorazes terá o mesmo sucesso de Crepúsculo, Harry Potter e Senhor dos Anéis.

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Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/Por Eduardo Guimarães

STEPHEN KING VS CINEMA

Sou fã de King. Adoro seus livros e filmes.

E quinzena passada, falei dos filmes baseados em seus livros que são bons.

E agora, infelizmente, temos que falar dos filmes ruins.

PARTE 2: IT, QUE COISA RUIM

Um dos maiores problemas das adaptações dos filmes de King para o cinema é que nunca eles conseguem transmitir o mesmo medo que o livro passa.

Outro problema é quando o roteiro fica confuso e deixa a história sem pé nem cabeça.

Vamos começar por It – Uma Obra Prima do Medo (It, 1990, direção de Tommy Lee Wallace, com Tim Curry, Tim Reid e Harry Anderson).

O filme conta a história de um grupo de crianças que enfrentam uma criatura chamada It, que pode assumir várias formas assustadoras, como o palhaço Pennywise ou de uma aranha gigante.

Mas o filme é lento e não consegue assustar o espectador. Pelo contrário, a narrativa acaba tornando o filme chato.

Outro que acabou se perdendo durante sua historia é Christine – O Carro Assassino (Christine, 1983, direção de John Carpenter, com Keith Gordon, John Stockwell e Alexandra Paul).

Não estou falando somente das inúmeras mudanças de fatos, lugares e personagens entre o filme e o livro, mas sim da história, que acabou ficando fraca.

Mesmo dirigido por John Carpenter, um dos mestres dos filmes de ação, Christine acabou virando uma piada e se tornou Cult, pelo fato de ser um filme muito ruim.

Um tema que King gosta de trabalhar em seus filmes é aliens. Mas os filmes baseados em suas histórias aliens são muito ruins.

Começando por Tommyknockers (The Tommyknockers, 1987, direção de John Power, com Jimmy Smith e Marg Helgenberger), que conta a história de eventos estranhos que começam a acontecer em uma pequena cidade logo após um romancista violar um cemitério indígena, que logo após se descobre ser a prisão de uma raça de seres alienígenas.

A história é totalmente sem pé nem cabeça. Igual a O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher, 2003, direção de Lawrence Kasdan, com Morgan Freeman, Thomas Jane, Jason Lee, Tom Sizemore e Donnie Wahlberg).

A historia de um grupo de amigos que ganha poderes especiais de um garoto e depois de velhos eles usam esses poderes para evitar uma invasão alienígena é horrível.

Mesmo com um elenco de peso, os personagens não conseguem convencer na história, que começa com o que parece ser uma maldição indígena e vira uma guerra entre militares e aliens.

Já A Metade Negra (The Dark Half, 1993, direção de George A. Romero, com Timothy Hutton, Amy Madigan e Michael Rooker) começa bem, mas o final acaba ficando confunso.

A história do escritório fracassado de romances Thad Beaumont (Hutton) que acaba virando um sucesso quando começa a escrever histórias violentas sob o pseudonome de George Stark. Então ele resolve acabar com a Stark, mas este aparece vivo e tenta matar o Beaumont. O final, com o confronto entre os dois personagens, fica confuso.

O filme A Maldição do Cigano (Thinner, 1996, direção de Tom Holland, com Robert John Burke, Joe Mantegna e Lucinda Jenney) simplesmente não convence. A história é fraca e seus personagens não convencem.

Colheita Maldita (Children of the Corn, 1992, direção de Fritz Kiersch, com Peter Horton, Linda Hamilton e Courtney Gains) e Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989, direção de Mary Lambert, com Denise Crosby, Fred Gwynne e Dale Midkiff) assustam mais pelas cenas fortes do que pela história. Ambos os filmes perdem a graça após uma vez assistidos.

Como citei na última coluna, o problema destes filmes é que eles não conseguem passar o mesmo ambiente, o mesmo suspense e o mesmo medo que os livros de King passam.

Um Dia

Um Dia

Não vi ainda o filme, mas estou lendo o livro e amando. É claro que ele mexe com meus sentimentos, ainda mais pelo fato de os dois protagonistas serem tão diferentes, de mundos completamente diversos, mas com algo em comum, além do amor que nutrem um pelo outro por 20 anos.

Queria partilhar com vocês o trailer.

Eduardo Tironi me disse que o livro é melhor que o filme. Minha irmã que viu, disse que o final é diferente e triste.

Recomendo a leitura: Um Dia, de David Nicholls. Há muito tempo um livro não me marcava tanto, como este. Desde O Caçador de Pipas. Passou pelo diário de uma Piaxão de Nicholas Sparks, que adorei também.

Deliciem-se com esse trailer. Não existe cinema sem literatura.

Poltrona de Opinião/Eduardo Guimarães

Poltrona de Opinião/Eduardo Guimarães

STEPHEN KING VS CINEMA

Talvez você estranhe o título desta coluna e se pergunte: por que comparar um dos maiores escritores de fantasia e ficção com o cinema?

Simples: porque grandes filmes foram feitos em cima de suas obras. Filmes inesquecíveis, que merecem ser assistidos mais de uma vez.

Porém, uma grande quantidade de filmes ruins também foi feitos em cima de suas histórias.

Como este é um assunto muito longo para ser tratado, irei dividir este artigo em 2 partes: a primeira, falando dos bons filmes feitos e a segunda, daqui 15 dias, falando dos filmes ruins.

 

PARTE 1: CONTA COMIGO PARA BOAS HISTÓRIAS

Por mais estranho que possa parecer, alguns dos melhores filmes baseados em contos de King não são filmes de terror. E sim histórias sobre pessoas.

O primeiro da minha lista de grandes filmes baseados em histórias de Stephen King é Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994, direção de Frank Darabont, com Tim Robbins e Morgan Freeman). É de longe a melhor adaptação dos livros de King para o cinema.

E as 7 indicações ao Oscar em 1995 mostram que ele foi muito bem recebido pela critica. Infelizmente, o filme não ganhou nenhum. Inclusive o de Melhor Ator para Freeman, uma das maiores injustiças da história da Academia. Sei que Tom Hanks merecia a estatueta por Forrest Gump, mas Morgan Freeman também merecia uma.

A história sobre o banqueiro Andy Dufresne (Robbins) condenado injustamente pelo assassinato de sua esposa. E na prisão de Shawshank ele conhece Ellis “Red” Redding (Freeman) um dos chefes do mercado negro. E a amizade dos dois vai crescendo, enquanto que no período de 2 décadas de prisão, Dufresne se mostra um interno incomum, ajudando presos a estudar e o diretor da prisão a lavar dinheiro de esquemas de corrupção.

Outro filme sobre prisão é À Espera de um Milagre (The Green Mile, 1999, direção de Frank Darabont, com Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse e Bonnie Hunt). Apesar de ter um lado místico, sobre um preso que consegue curar as pessoas, a prisão e a relação de amizade entre os guardas e os presos é o ponto alto do filme.

Destaque também para Conta Comigo (Stand by Me, 1986, direção de Rob Reiner, com Will Wheaton, River Phoenix, Corey Feldman, Jerry O’Connell e Kiefer Sutherland). A história, contada em flashback, é sobre um grupo de amigos que vai atrás do corpo de um garoto que foi atropelado pelo trem. E durante a viagem, eles embarcam uma viagem de auto descobrimento e amizade.

O filme O Aprendiz (Apt Pupil, 1998, direção de Brian Singer, com Ian McKellen, Brad Renfro e David Schwimmer) é um drama psicológico forte.

Passado em 1986, Todd Bowden (Renfro) é um estudante de 16 anos que descobre que seu vizinho Arthur Denker (McKellen) é um fugitivo nazista e criminoso de guerra chamado Kurt Dussander.

E ao invés de denuncia-lo, Denker obriga o velho a contar suas histórias de assassinatos e crimes que cometeu durante a II Guerra Mundial. E cada vez mais ele vai se interessando pelo velho e pelos crimes, deixando de lado sua vida. E o velho vê no jovem uma chance de manipular sua mente e manter vivo o espírito nazista.

É um filme extremamente forte e com uma atuação impecável de Ian McKellen. E tem em sua direção um jovem Brian Singer, que havia acabado de se tornar uma estrela, após o sucesso de Os Suspeitos em 1995. Infelizmente o filme passou despercebido do grande público.

Já na linha de terror, O Iluminado (The Shining, 1980, direção de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson e Shelley Duvall) é um clássico do terror. A cena de Nicholson derrubando a porta e berrando através do vão “here’s Johnny” é apavorante.

Dizem as lendas, que quando Nicholson se preparava para entrar no personagem, ele ficava em um canto do estúdio quieto, como se estivesse em transe e saia de lá alucinado, como personagem do livro. E após cada cena, ele precisava de um tempo para voltar a ser um homem tranquilo. E essa transformação pode ser vista no filme: seu personagem tem um jeito de se mexer e falar que realmente parece que Nicholson está possuído.

Nesse quesito, podemos comparar a atuação de Nicholson com a de Heath Ledger como Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas, em 2008. Digo isso porque Ledger também precisou de um tempo para criar uma “personalidade alternativa” para seu personagem que diferia totalmente de seu jeito de ser.

A história de A Hora da Zona Morta (The Dead Zone, 1983, direção de David Cronenberg, com Christopher Walken e Sarah Bracknell) é uma das mais bem elaboradas em minha opinião.

O professor Johnny Smith (Walken) sofre um acidente e entra em coma por 6 anos. E quando acorda, tem o dom de ver o futuro imediato das pessoas. E assim ele começa a ficar sem saber se deve ou não interferir.

O primeiro e um dos melhores livros de King também foi parar no cinema: Carrie, a Estranha (Carrie, 1976, direção de Brian de Palma, com Sissy Spacek, Piper Laurie, John Travolta, Amy Irving e Nancy Allen). A história de Carrie White (Spacek), filha de uma líder religiosa que acaba sendo ridicularizada no baile de formatura da escola e resolve se vingar de seus colegas com seus poderes paranormais despertados pelo seu ódio é referência até hoje no cinema.

E mais recentemente temos 1408 (1408, 2007, direção de Mikael Hafstrom, com John Cusack, Mary McCormack e Samuel L. Jackson), que fala do escritor Mike Enslin (Cusack), especialista em desvendar casos sobrenaturais, que resolve se hospedar no quarto 1408 do Hotel Dolphin, em Nova York, apesar dos avisos do gerente, o Sr. Olin (Jackson).

Este não é um dos melhores filmes de terror baseados em uma história de King, mas consegue manter uma tensão e um clima sombrio que estavam perdidos, principalmente se comparados com outros filmes de terror lançados nos últimos anos, que também são baseados em outras obras de King.

Outro tema que King gosta de abordar é tecnologia. Tanto que escreveu The Lawnmower Man, que deu origem ao filme O Passageiro do Futuro (The Lawnmower Man, 1992, direção de Brett Leonard, com Jeff Fahey e Pierce Brosnan).

O filme se destacou pelos efeitos especiais e pela visão de futuro, mostrando um mundo conectado pelos computadores. Hoje é um filme ultrapassado, mas pode ser considerado um marco nos efeitos especiais e no conceito de tecnologia online assim como Tron foi em 1982.

A história do jardineiro Jobe Smith (Fahey) que se submete a uma experiência com realidade virtual do Dr. Lawrence Angelo (Brosnan), criada para aumentar a inteligência em chimpanzés.

E após a experiência, Jobe desenvolve poderes mentais e uma capacidade de interagir com o ciberespaço, moldando a realidade virtual como desejar. E de onde ele pretende assumir o controle do mundo.

Os conceitos de realidade virtual, de ensino via ciberespaço e o controle mundial via internet podem parecer batidos hoje, mas em 1992 foram totalmente inovadores. E a maneira como o ciberespaço é mostrado no filme é muito similar ao que temos na Internet hoje em dia. E o filme soube muito bem como trabalhar e mostrar as ideias de King.

E não podemos deixar de falar de Louca Obsessão (Misery, 1990, direção de Rob Reiner, com James Caan e Kathy Bates).

A história é da enfermeira Annie Wilkes (Bates) que resgata o escritor Paul Sheldon (Caan) e passa a torturá-lo para que ele traga de volta a personagem mais famosas de seus livros, que ele resolveu matar.

É em minha opinião um dos filmes mais tensos que já vi. A cena onde Bates quebra as pernas James Caan dá calafrios só de lembrar.

E o Oscar que Kathy Bates levou foi mais do que merecido. Sua atuação está perfeita.

Infelizmente a lista de filmes bons baseados nas histórias de Stephen King acaba por aqui. Se você achou que faltou algum, deixe seu comentário.

E semana que vem a lista de filmes ruins.