POLTRONA DE OPINIÃO: Filmes de Terror

POLTRONA DE OPINIÃO: Filmes de Terror

Por Eduardo Guimarães

Nunca fui muito fã de filmes de terror.

Para falar a verdade, só consegui assistir o primeiro A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, de 1984, direção de Wes Craven) quando tinha mais de 10 anos, quase 7 anos depois do seu lançamento. Sexta Feira 13 (Friday the 13th, de 1980, direção de Sean S. Cunningham) eu também devo ter visto nessa época. Brinquedo Assassino (Child’s Play, de 1988, direção de Tom Holland) também nunca esteve na minha lista de filmes preferidos quando moleque.

Não porque eu tivesse medo, mas sim porque nunca me atraiu a ideia de pessoas sendo mortas por maníacos homicidas imortais que matavam apenas por diversão.

A Morte do Demônio (The Evil Dead, de 1981, direção de Sam Raimi) eu lembro que fui assistir na casa de um amigo: juntamos um monte de gente e fomos ver o filme “proibido”! Explico: a versão original foi proibida em vários países, como Alemanha e Finlândia. Então todos os moleques queriam ver e mostrar que eram machos.

Mas no geral, nunca fui muito fã desse tipo de filme. E hoje, já adulto, vejo esses filmes com certa graça até. Porque até hoje não entendo como o Jason andando consegue alcançar uma garota de 17 anos correndo. Outros, como A Morte do Demônio viraram cult.

Diferente desses filmes, as atuais produções de terror não me agradam. São extremamente violentas e tem uma carga de terror psicológico exagerado.

Por exemplo, a franquia Jogos Mortais. É o tipo de filme que quando você assiste você sai mal do cinema, com um embrulho no estomago. Algumas cenas são muito fortes. A mesma coisa de outros filmes, como O Albergue, Rec, Atividade Paranormal, Turistas e por aí vai.

Não posso deixar de destacar alguns filmes.

Um é Turistas (Turistas, de 2006, direção de John Stockwell), filme que foi muito criticado por se passar no Brasil. Para falar a verdade, acho que esse é o menor dos detalhes. Mas as cenas das pessoas sendo atacadas e mortas fazem você se sentir mal.

Outro é o remake Doce Vingança (I Spit on Your Grave, de 2011, direção de Steven R. Monroe). O filme mostra a vingança de uma mulher que foi estuprada por vários homens de uma pequena cidade, inclusive o xerife. E como não pode esperar por justiça, ela resolve fazer justiça com as próprias mãos. O filme inteiro é pesado: a cena do estupro é exageradamente forte, assim como as cenas dela torturando e matando os estupradores.

Centopeia Humana (The Human Centipede, de 2009, direção de Tom Six) é o tipo de filme que juro não entender como foi produzido. A história de um cientista maluco que quer criar uma centopeia humana, unindo pessoas pela boca e pelo anus é de um extremo mau gosto. E pior ainda é pensar que já teve uma continuação e um terceiro filme está sendo estudado.

Gosto de filmes que saibam como trabalhar o terror. Por exemplo, A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, de 1999, direção de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez). Em momento nenhum a bruxa aparece, mas a tensão e medo são transmitidos de forma maravilhosa, que prendem o espectador. E muitas vezes, não é necessário aparecer um monstro na tela, mas apenas um movimento ou um barulho podem ser muito mais apavorantes. Também gosto dos filmes japoneses e suas versões americanas, como O Chamado, O Grito e Águas Passadas.

E em breve vai ser lançada a refilmagem de A Morte do Demônio. Sam Raimi está trabalhando como produtor e não irá dirigir o filme, que foi entregue para o uruguaio Fede Alvarez. E o trailer não é lá muito animador. Pelo menos para mim.

Eu não gosto da ideia de assistir um filme e sair dele enjoada. Toda vez que vou ao cinema, procuro me divertir. E não passar mal.

@guimaraesedu

166- Um dia

166- Um dia

O livro é bem melhor que o filme, mas mesmo assim chorei muito. Não dava para resumir tudo que é o livro em duas horas ou menos de filme.

Eu vivi duas vezes essa situação de “Um dia”, de viver em apenas um dia sentimentos fortes. Talvez sem o envolvimento profundo que tiveram, mas marcantes, a seu modo. E é por isso que amei o filme porque sempre irei lembrar das situações vividas. Estão gravadas em minha memória e em meu coração. Para sempre.

Não imagino pessoas diferentes de Anne Hathway e Jim Burguess personificando Emma e Dexter. Eles estão simplesmente perfeitos.

O filme é sublime. E me tocou muito. Tanto que custei muito a dormir porque o final é mega triste.

Amei a história. Duas pessoas que se esbarram e têm suas vidas mudadas para sempre até a descoberta de que se amam verdadeiramente. E que demoram a ficar juntas.

Não mostram o Dexter reconstruindo totalmente a vida dele no final,mas a cena em que ele relembra vividamente o dia 15 de julho de 1988 é tocante demais, mexe com os nossos sentimentos como se realmente relacionássemos as imagens ao belo texto de Nicholls.

Vale a pena ver e ler o livro. Inesquecíveis.

Cenas emblemáticas: quando eles viajam como amigos para França, quando Emma diz que ama Dexter, mas que não está gostando dele naquele momento e quando Ian, o ex-namorado dela, procura Dexter, no final, para lhe dizer que só ele fez Emma realmente feliz.

Sinopse: Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgees) se conheceram na faculdade, em 15 de julho. Esta data serve de base para acompanhar a vida deles ao longo de 20 anos. Neste período Emma enfrenta dificuldades para ser bem sucedida na carreira, enquanto que Dexter consegue sucesso fácil, tanto no trabalho quanto com as mulheres. A vida de ambos passa por várias outras pessoas, mas sempre está, de alguma forma, interligada.

165- Amanhecer parte 2

165- Amanhecer parte 2

Para quem curte a saga Crepúsculo, esse é o gran finale. Kirsten Stewart arrebenta como Bella,mais madura e decidida.

Só nao administrei bem o fato de Jacob se apaixonar por Renesmee, através do imprinting, mas se isso não acontecesse, ele não conseguiria protegê-la.

A batalha é sensacional e guarda uma surpresa. Depois do filme,voltei a acreditar em amor verdadeiro e eterno. Bella amava Jacob também , mas ela nãopodia ficr com os dois, à la Suellen, de Avenida Brasil, e acabou escolhendo Edward.

O flashback com que ela o presenteia é simplesmente divino.

O filme é muito bom, mas Amanhecer parte 1 é melhor.

E graças a Deus tiraram o pó de arroz excessivo do Robert Patinson. Confiram!

Sinopse: Após dar a luz a Renesmee (Mackenzie Foy), Bella Swan (Kristen Stewart) desperta já vampira. Ela agora precisa aprender a lidar com seus novos poderes, assim como absorver a ideia de que Jake (Taylor Lautner), seu melhor amigo, teve um imprinting com a filha. Devido ao elo existente entre eles, Jake passa a acompanhar com bastante atenção o rápido desenvolvimento de Renesmee, o que faz com que se aproxime cada vez mais dos Cullen. Paralelamente, Aro (Michael Sheen) é informado por Irina (Maggie Grace) da existência de Renesmee e de seus raros poderes. Acreditando que ela seja uma ameaça em potencial para o futuro dos Volturi, ele passa a elaborar um plano para atacar os Cullen e eliminar a garota de uma vez por todas.

164- Gonzaga,de pai para filho

164- Gonzaga,de pai para filho

A meu ver, o filme de Breno Silveira, é melhor que Dois filhos de Francisco.

Emocionante, correto, sem se alongar.

Não tem como não se apaixonar pela história de Gonzagão. Coisas que eu mesma desconhecia. Sempre gostei mais de Gonzaguinha e ele aparece muuuito no filme.

Chambinho do Acordeon arrebenta. E Julio Andrade também., Ótimo papel de Nanda Costa como Neia, mulher de Gonzagão, e mãe de Gonzaguinha.

Super recomendo!

Sinopse: Decidido a mudar seu destino, Gonzaga sai de casa jovem e segue para cidade grande em busca de novos horizontes e para apagar uma tristeza amorosa. Lá, ele conhece uma bela mulher, Odaléia (Nanda Costa), por quem se encanta. Após o nascimento do filho e complicações de saúde da esposa, ele decide voltar para a estrada para garantir os estudos e um futuro melhor para o herdeiro. Para isso, deixa o pequeno aos cuidados de amigos no Rio de Janeiro e sai pelo Brasil afora. Só não imaginava que essa distância entre eles faria crescer uma complicada relação, potencializada pelas personalidades fortes de ambos. Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a história do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, também conhecido como O Rei do Baião ou Gonzagão, e de seu filho, popularmente chamado de Gonzaguinha.

A luta Interna

A luta Interna

Por Sabrina Salton

Hoje eu vou falar de um filme que mudou a minha vida. Aos 16 anos assisti pela primeira vez o que seria tema da minha monografia e ainda nem havia entrado na faculdade e mal sabia o que queria fazer, mas o impacto de assisti-lo foi imenso.

Assim que começo a escrever sobre ele sua trilha sonora, assunto da nossa última coluna me vem à mente e é justamente sobre a mente de um homem comum a abordagem deste filme.

Lutar contra antigos erros representam o nosso maior desafio a ser vencido, pois a luta interna que praticamos todos os dias pode nos levar a uma nova vida, a transformação de um ser. “Se você acorda num lugar diferente, em um horário diferente, você pode acordar como uma pessoa diferente?”.

Edward Norton

Em Clube da Luta, filme de David Fincher, a identificação de uma sociedade de consumo e o enlace entre ela e nossas vidas se dá descaradamente a cada cena que sentimos como um soco na boca do estômago. Toda a suposta violência e terrorismo no filme são apenas um pretexto para que nosso pensamento seja instigado a descobrir algo novo: a nós mesmos. A ousadia está em desconstruir a vida como conhecemos e a partir daí mudar o rumo da história, pois nada está bom se não foi ainda questionado.

Conforme o desenrolar do filme, cujo existe vários aspectos a serem discutidos e em apenas um texto isso não é possível, podemos notar a transmutação da mente humana e agora completamente liberta. O filme representa toda uma geração de consumismo e melancolia, “as crianças do meio da história”, mas mostra de uma forma irônica com toques de humor e até sagaz como isso pode ser alterado.

A forma escancarada que Fincher usa incomoda muita gente, por isso as opiniões sobre Clube da Luta são divididas. Alguns não gostam, principalmente, por se tratar de um filme feio e, sim ele é feio. Não vá esperando assistir a uma fábula animada e colorida, afinal pra isso já existem os desenhos. Esse filme te pede algo a mais e se você não estiver preparado é melhor nem tentar.

A chamada cena do sacrifício – uma das mais importantes do filme

O melhor mesmo agora é ir parando de falar por aqui, pois pra quem já conhece o filme sabe que não respeitei as duas primeiras regras sobre ele, mas é impossível ignorá-lo e não identificá-lo como uma das maiores obras primas fílmicas dos anos noventa e que perpetuará enquanto existirem pessoas prontas para a reflexão.

Dica da semana: Alguma dúvida? Clube da Luta, é claro!

POLTRONA DE OPINIÃO: O passado trash de Peter Jackson

POLTRONA DE OPINIÃO: O passado trash de Peter Jackson

Por Eduardo Guimarães

Quem acha que a filmografia do premiado diretor Peter Jackson se resume a hobbits e macacos gigantes, está enganado. O diretor neozelandês esconde alguns fantasmas dentro do armário. Fantasmas, zumbis e alienígenas.

Antes de se aventurar pelo cinema fantasia, Jackson era o rei do cinema trash.

Sua carreira  como diretor começou em 1987, com o filme Trash – Náusea Total (Bad Taste, de 1987, direção de Peter Jackson, com Peter Jackson, Terry Potter e Craig Smith). O filme demorou quatro anos para ser concluído e foi feito de maneira totalmente amadora. Sem dinheiro, Jackson escreveu, dirigiu e atuou no filme, que conta a história de uma raça alienígena que invade uma cidade, com o objetivo de abastecer sua rede de fast food intergalática com carne humana. Acabou se tornando uma obra Cult e extremamente rara de se achar.

Em 1989 ele dirigiu Meet the Feebles (Meet the Feebles, de 1989, direção de Peter Jackson, com Donna Akersten e Stuart Devenie), uma parodia trash musical e cheia de humor negro baseada nos personagens dos Muppets. Assim como Trash – Náusea Total, virou Cult.

Seu terceiro filme conseguiu ser pior do que os anteriores: Fome Animal (Dead Alive, de 1992, direção de Peter Jackson, com Timothy Balme e Diana Peñalver) é considerado um dos maiores clássicos dos trash movies. O filme é cheio de clichês, sangue e uma história totalmente sem pé nem cabeça. Por isso se tornou um marco. E mesmo assim, o filme é ruim. O filme mostra um garoto que tem a mãe mordida por um macaco raro e agora é um zumbi e ele tenta esconde-la da namorada e da cidade onde mora. Mas a fome por carne humana faz a mulher começar a matar os moradores da cidade, que também começam a virar zumbis.

A partir daí seus filmes tem um salto de qualidade: ele lança em 1994 Almas Gêmeas (Heavenly Creatures, de 1994, direção de Peter Jackson, com Melanie Lynskey e Kate Winslet), sobre a amizade entre duas amigas na Nova Zelândia em 1954, que acaba se tornando um romance e uma trama para assassinar a mãe de uma delas; e em 1996 ele dirige Os Espíritos (The Frighteners, de 1996, direção de Peter Jackson, com Michael J. Fox, Trini Alvarado, Peter Dobson, John Astin e Chi McBride), sobre um detetive médium charlatão, que acaba envolvido em uma série de assassinatos, cometidos por um fantasma de um assassino em série que não quer parar de matar.

Ambos os filmes são bons e diferem muito dos primeiros trabalhos de Peter Jackson. E eles também abriram as portas de Hollywood para o diretor, que conseguiu então assumir a trilogia do Senhor dos Anéis.

Peter Jackson é um excelente diretor. E acredito que ele saiba da importância de seus primeiros filmes para sua carreira, principalmente porque foi através deles que ele conseguiu produções melhores. Mas aposto também que faz tempo que ele não assiste a nenhum deles.

@guimaraesedu

Música para os meus olhos

Música para os meus olhos

Por Sabrina Salton

Todo mundo ou quase todo mundo conhece alguém que já teve uma banda de rock ou tem um conhecido cujo primo já tocou num grupo de pagode ou ainda uma mocinha simpática do cursinho que acabou de gravar um CD em virtude do seu vozeirão. Essas coisas acontecem, assim como a música faz parte das nossas vidas. Até hoje só conheci uma pessoa que dizia não gostar de música, mas também ela não gostava nem de chocolate, por isso acreditei.

Nos filmes, a trilha sonora é uma das partes mais importantes na composição, afinal ela dá o tom das cenas, inclusive é uma categoria de premiação em diversos festivais de cinema pelo mundo inteiro. Até hoje muitos cantores e bandas tiveram seus hits impulsionados graças a alguns filmes e esses temas se tornaram tema da vida de muita gente. Lembro da minha mãe e do seu filme favorito: Ghost, cuja trilha intitulada Unchained Melody embalou romances por todo o planeta após o seu sucesso. Como ela ama essa música! Não existe filme sem música, pelo menos prefiro acreditar que não.

Há também longas ou até mesmo curtas metragens que além de possuírem uma vasta trilha sonora tem como roteiro a história de cantores, compositores, bandas, um mundaréu artístico e sinfônico para nossos olhos e ouvidos. São tantos gêneros, tantos sons… E nem vou falar dos musicais que representam outro tipo de filme, além dos documentários que merecem um texto à parte. 

 

Posso citar exemplos de filmes brasileiros que já falaram de grandes cantores e intérpretes da nossa música como Cartola, Roberto Carlos, Cazuza, Noel Rosa, entre outros. Muitos desses filmes relatam a vida dos artistas sempre, para a sorte e deleite dos fãs, com suas músicas contando os fatos por elas mesmas. Também existem outros filmes cujo roteiro é meio a meio. Meio ficção meio verdade, pois sabemos que as histórias de algumas bandas e artistas que saíram do underground para o mainstream são bem parecidas. 

Cena de Quase Famosos

Falando ou não sobre músicos, os filmes que possuem a companhia de uma trilha sonora bem elaborada ficam na cabeça de quem assistiu. Ao rever uma cena é possível relembrar exatamente a música do filme ou vice-versa. Ver um filme é muito mais do que assistir passivamente, assim como ouvir um bom som pode se tornar mais sentir do que apenas escutar.

Dica da Semana: Quase Famosos