POLTRONA DE OPINIÃO ESPECIAL: Os “Vencedores” do Framboesa de Ouro 2013

POLTRONA DE OPINIÃO ESPECIAL: Os “Vencedores” do Framboesa de Ouro 2013

Por Eduardo Guimarães

framboesa de ouro

 

E no sábado aconteceu a festa mais importante do cinema mundial: o Framboesa de Ouro 2013. E o grande vencedor foi Saga Crepúsculo – Amanhecer Parte 2, com 7 prêmios.

Vamos direto para os vencedores e meus comentários.

PIOR FILME

Battleship – A Batalha dos Mares (minha aposta)
The Oogieloves in Big Balloon Adventure
Este é o Meu Garoto
As Mil Palavras
Amanhecer – Parte 2 (vencedor)

Apesar de eu sempre achar que qualquer coisa ligada ao Michael Bay mereça o prêmio, ficou em boas mãos com Crepúsculo.

PIOR DIRETOR

Peter Berg – Battleship – A Batalha dos Mares
Sean Anders – Este é o Meu Garoto (minha aposta)
Bill Condon – Amanhecer – Parte 2 (vencedor)
Tyler Perry – Good Deeds / Madea’s Witness Protection
John Putch – Atlas Shrugged: Part II

Como o filme do Adam Sandler não teve diretor, realmente não tem como dar o prêmio para ele.

PIOR ATRIZ

Katherine Heigl – Como Agarrar meu Ex-Namorado
Milla Jovovich – Resident Evil 5: Retribuição
Tyler Perry – Madea’s Witness Protection
Kristen Stewart – Amanhecer – Parte 2 / Branca de Neve e o Caçador (minha aposta / vencedora)
Barbra Streisand – The Guilt Trip

Aqui era fácil de acertar.

PIOR ATOR

Nicolas Cage – Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança / O Pacto (minha aposta)
Eddie Murphy – As Mil Palavras
Robert Pattinson – Amanhecer – Parte 2
Tyler Perry – A Sombra do Inimigo e Good Deeds
Adam Sandler – Este é o Meu Garoto (vencedor)

Adam Sandler faz sempre o mesmo papel. O prêmio deveria ir para alguém que faça algo ruim mas diferente.

PIOR ATRIZ COADJUVANTE

Jessica Biel – Playing For Keeps / O Vingador do Futuro (minha aposta)
Brooklyn Decker – Battleship – A Batalha dos Mares e O Que Esperar Quando Você Está Esperando
Ashley Greene – Amanhecer – Parte 2
Jennifer Lopez – O Que Esperar Quando Você Está Esperando
Rihanna – Battleship (vencedora)

Pelo menos a Rihanna não vive da carreira de atriz dela.

PIOR ATOR COADJUVANTE

David Hasselhoff – Piranha 3-DD
Taylor Lautner – Amanhecer – Parte 2 (vencedor)
Liam Neeson – Battleship e Fúria de Titãs 2
Nick Swardson – Este é o Meu Garoto
Vanilla Ice – Este é o Meu Garoto (minha aposta)

Como o Vanilla Ice não é ator (nem músico), acho que o prêmio foi para quem mais merecia.

PIOR ELENCO

Battleship – A Batalha dos Mares
The Oogieloves in Big Balloon Adventure
Este é o Meu Garoto
Amanhecer – Parte 2 (minha aposta / vencedor)
Madea’s Witness Protection

Outro que era aposta fácil

PIOR ROTEIRO

Atlas Shrugged Part II
Battleship – A Batalha dos Mares
Este é o Meu Garoto (minha aposta / vencedor)
As Mil Palavras
Amanhecer – Parte 2

Como falei antes, este filme não tinha roteiro.

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança
Piranha 3-DD (minha aposta)
Amanhecer Violento
Amanhecer – Parte 2 (vencedor)
Madea’s Witness Protection

Ainda acho que um filme de terror 3D é a pior coisa já feita no cinema.

PIOR DUPLA

Qualquer dupla de Jersey Shore em Os Três Patetas
Mackenzie Foy e Taylor Lautner em Amanhecer – Parte 2 (vencedor)
Robert Pattinson e Kristen Stewart em Amanhecer – Parte 2 (minha aposta)
Tyler Perry e seu disfarce em Madea’s Witness Protection
Adam Sandler e Andy Samberg, Leighton Meester ou Susan Sarandon em Este é o Meu Garoto

Qualquer um do Crepúsculo merecia.

@guimaraesedu

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O mais bem vestido do Oscar

O mais bem vestido do Oscar

Foi Bradley Cooper. Que não levou seu Oscar por causa de Daniel Day Lewis, mas a meu ver, foi o mais bonito da noite dos Oscars.

Levaria para casa, fácil.Ainda mais que está separado e foi com a mãe. Fofo!

85th Annual Academy Awards - Arrivals

A mais bem vestida do Oscar

A mais bem vestida do Oscar

A meu ver, a mais bem vestida do Oscar foi Jessica Chastain. Não gosto de nude, mas ela arrasou geral! Seu vestido Armani Privé era maravilhoso. Não levou o Oscar, mas foi a mais elegante da noite.

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And the Oscar goes to…

And the Oscar goes to…

O Oscar 2013 foi pontuado por equilíbrio. Aqui no Poltrona já tinha escrito que ele seria pulverizado. E deu para agradar a gregos e troianos, ou quase. Foi a noite de Argo, mas As aventuras de Pi foi consagrado com quatro estatuetas, incluindo a de Melhor Diretor, para Ang Lee. Gosto demais do trabalho do taiwanês.Ele tem filmes memoráveis!

A outra surpresa, que eu cravei aqui, foi a estatueta para Melhor Ator Coadjuvante, para o excelente Christoph Waltz. Seu trabalho em Django é soberbo.

De resto, confirmou-se o favoritismo dos demais. As barbadas: Daniel Day Lewis e Anna Hathway. Confesso que achei que Jessica Chastain e  Emanuelle Riva em determinado momento ameaçaram Jennifer Lawrence que levou o prêmio. O lado bom da vida não podia sair de mãos abanando. É um filme delicioso.

Os pontos altos: A homenagem aos 50 anos de James Bond,a recriação de alguns musicais, como por exemplo, Chicago, que eu adorei,  a performance do elenco de Os miseráveis, com Hugh Jackman maravilhoso e a performance da diva Adele.

Gostei que Michelle Obama anunciou o Oscar de Melhor Filme para Argo.Gosto muito da família Obama.

As piadas de Seth MacFarlane foram um pouco sem graça, mas ele esteve correto. Eu prefiro Billy Cristal como apresentador.

Assisti um pouco no TNT e um pouco na TV Globo. Rubens Ewald Filho arrebenta,mas confesso que adoro Maria Beltrão e José Wilker. Eu a acho sensacional: precisa, correta e bem informada.

E, vocês, gostaram dos contemplados?

Eis os premiados:

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz, por Django

Melhor longa de animação: Brave(Valente)

Melhor Fotografia: As aventuras de Pi

Melhores Efeitos Visuais: Asaventuras de Pi

Melhor Curta de Animação: Paperman

Melhor Figurino: Anna Karenina

Melhor Maquiagem: Os miseráveis

Melhor Curta de Animação: Curfew

Melhor Documentário de Curta Metragem: Inocente

Melhor Documentário de Longa Metragem: Procurandopor Sugar Mn

Melhor Filme Estrangeiro: Amor, de Michael Haneke

Melhor Mixagem de Som: Os miseráveis

Melhor Edição de Som: A hora mais escura e Skyfall

Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathway por Os miseráveis

Melhor Montagem: Argo

Melhor Direção de Arte: Lincoln

Oscar Honorário: D.A. Pennebaker, George Stevens JR e Hal Needham.

Prêmio Humanitário: Jeffrey Katzenberg

Melhor Trilha Sonora: As aventuras de Pi

Melhor Canção Original: Skyfall, de Adele

Melhor Roteiro Adaptado: Argo -Chris Terrio

Melhor Roteiro Original:  Django Livre – Quentin Tarantino

Melhor Direção: Ang Lee por As Aventuras de Pi

Melhor Atriz: Jennifer Lawrence, por O lado bom da vida

Melhor Ator: Daniel Day Lewis, por Lincoln

Melhor filme: Argo

 

Dedico esse post a Maria Beatriz Buffara Martins, filha de meu querido amigo Eduardo Martins e Christiana Buffara Martins, que nasceu no dia do Oscar, 24 de fevereiro. A bonequinha nasceu para brilhar!

 

 

Momento Oscar: filmes de animação/Alejjandro Furlan Claro

Momento Oscar: filmes de animação/Alejjandro Furlan Claro

Eita missão dura, essa. Falar dos indicados ao Oscar de Melhor Filme de Animação de 2013.

Tudo bem, eu gosto muito de desenhos e animações, mas não num nível “cinéfilo”. Por isso vocês lerão a seguir a opinião de um apreciador deste tipo de filme, não de um especialista.

E só pra provar que não são necessariamente os meus gostos pessoais que definem minha opinião, dois stop-motions de terror foram indicados, mas acho que não ganham o Oscar: ParaNorman (Laika/Focus) e Frankenweenie (Disney), de Tim Burton.

O primeiro me deixou bastante surpreso, mas o roteiro é bem voltado para as crianças. Fala sobre um garoto que vê e fala com mortos, e tem que salvar uma cidade da “maldição da bruxa”. Vale lembrar que não foi feito por nenhum estúdio famoso, o que é muito legal em se falando de Oscar (ou seja, o desenho foi indicado porque é bom).

Já o segundo, apesar da história simples, tem todo um aspecto noir, é cheio de referências a clássicos do terror, e é baseado num dos melhores livros que já li (Frankenstein, de Mary Shelley). Outro ponto interessante é que ele, na verdade, foi criado originalmente em 1984 pelo próprio Tim Burton, mas como um curta-metragem.

Piratas Pirados! (The Pirates! Band of Misfits), da Aardman/Sony Animation, pra mim é o “último” dos cinco. Isso não menospreza o desenho, pois afinal ele é um dos indicados ao Oscar. Mas a aventura do Capitão Pirata em busca do prêmio “O Pirata do ano” não é exatamente uma trama que me interesse tanto, apesar de ser mais um stop-motion (perceberam que eu adoro essa técnica, não?!).

Já Detona Ralph (Wreck-It Ralph), da Disney Animation, é uma animação que conta a estória de um vilão que quer ganhar uma medalha e ser querido por todos e tem como pano de fundo o mundo dos games, e é LO-TA-DA de referências! De todas, a que eu mais gostei foi quando o Kano arrancou o coração do zumbi no reunião de vilões que se passa no começo do desenho – para quem não sabe, esse ‘movimento’ é o fatality deste personagem no primeiro Mortal Kombat. Aliás, sabe quem ‘faltou’ no desenho? Não?! Mario e Luigi. A Disney e a Nintendo não conseguiram chegar a um acordo sobre o papel que o irmãos bigodudos teriam no longa, e por isso a segunda só liberou a participação do vilão Bowser Koopa (li isso na Mundo Estranho 134, mas você acha a notícia por aí). Só que, apesar da animação ser muito boa, ainda acho que ela não ganharia o Oscar.

Pra mim, quem deveria vencer é Valente (Brave), da Pixar (e acabei de perceber que minha opinião diverge da “diretora-geral” do Poltrona. Xiiiii…). Não é por nada não, os caras são bons mesmo; e nem porque sou ruivo. Tem ótima estória (que gira em torno de uma lenda antiga, e que descobre-se ser verdadeira), traço magnífico, e uma heroína (a primeira da Pixar) carismática e… valente (além de manejar o arco-e-flecha muito bem)!

Sinopse – Valente: A jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava… Agora caberá à jovem ajudar a sua mãe e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos.

(by Adoro Cinema)

Trailer:

Obrigado pela paciência, e até a próxima!

Alejjandro Furlan Claro é cientista da computação formado, analista de processos tralhado, e procura ser sempre do contra. Enfim, é uma confusão ambulante.

POLTRONA DE OPINIÃO ESPECIAL: Cheiro de Oscar

POLTRONA DE OPINIÃO ESPECIAL: Cheiro de Oscar

Por Eduardo Guimarães

Alguns filmes são tão bons e tem atores trabalhando de forma tão precisa que é impossível não ver esse filme com uma estatueta no começo do ano.

LincolnComo por exemplo Lincoln (Lincoln, de 2013, direção de Steven Spielberg, com Daniel Day-Lewis, Sally Field, Tommy Lee Jones, James Spader, David Strathairn e Joseph Gordon-Levitt). Não tem como você sair do cinema sem falar que o filme tem cheiro de Oscar. E tem mesmo.

Fazia tempo que Spielberg não realizava um trabalho tão bom na direção. E o elenco está perfeito nos papeis.

Será difícil este filme não sair com pelo menos duas estatuetas no final da festa: melhor ator para Daniel Day-Lewis e melhor diretor para Spielberg.

Mas não é sempre assim. Em alguns anos, a surpresa imperou na Academia.

O exemplo mais recente foi 2010, quando Guerra ao Terror (Theguerra ao terror Hurt Locker, de 2009, direção de Kathryn Bigelow, com Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes e David Morse) ganhou melhor filme e diretor. Nada contra o filme, que é muito bom. Mas não acho que ele fosse o melhor da lista em 2010. Preciosa (Precious, de 2009, direção de Lee Daniels, com Gabourey Sidibe, Paula Patton, Mariah Carey, Lenny Kravitz e Mo’Nique) na minha opinião era um filme mais merecedor do Oscar do que Guerra ao Terror.

retorno do reiA mesma coisa aconteceu em 2004, quando Peter Jackson venceu Sofia Coppola na categoria Melhor Diretor com O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, de 2003, com Elijah Wood, Sean Astin, Viggo Mortensen e Ian McKellen).

Mas também temos casos em que eraultimo imperador impossível não dizer que um filme era aposta mais do que certa para o prêmio, como O Último Imperador (The Last Imperor, de 1987, direção de Bernardo Bertolucci, com John Lone, Joan Chen e Peter O’Toole). O cheiro de Oscar era forte e na festa aconteceu o que todos imaginavam: o filme levou o prêmio em todas as categorias em que concorreu.

Agora temos que aguardar para ver se teremos surpresas ou não em 2013.

Mas eu aposto em Lincoln como grande vencedor da noite.

@guimaraesedu

Colunista convidada: Thaty Moura/Amor

Colunista convidada: Thaty Moura/Amor

Amor (Amour)

Dirigido por Michael Haneke. Com: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell.

Respirei fundo algumas vezes antes de começar a escrever essa crítica ao filme Amor. Uma grande obra de arte e uma ode ao sentimento que dá título ao filme, ouso dizer que é um dos
melhores filmes que já assisti (se não o melhor). Porém intenso e incômodo.

Nos primeiros minutos de filme somos capazes de perceber a delicadeza de seus detalhes, mas a intensidade característica do brilhante Michael Haneke. O longa austríaco  nos leva para dentro do apartamento do casal de idosos Georges (Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva). Consequentemente, passamos a viver seus dramas e sentir as dores do homem que se vê forçado a cuidar daquela que foi o grande amor de sua vida. Sozinho, como sempre foram. Apenas ele e ela.

Todo o filme acontece naquele cenário confuso de corredores, portas e cômodos vazios. Apenas uma única cena nos tira daquele cenário. Acredito que não tenha transcorrido nem 2
minutos, mas encarar um plano aberto de uma plateia de teatro te encarando fixamente foi uma experiência cinematográfica minimamente incomoda. E se encerram aqui minhas observações “negativas” ao filme.

Cores, texturas, quadros, planos, sons e silêncios completamente irretocáveis. Amor nos transporta para angústia de nos depararmos conosco. De questionarmos a morte, o tempo e o quanto somos capazes de nos dedicar ao outro. Amor humaniza e devasta.

O longa contrasta cenas intensas de gritos, dor e delírio, com a simplicidade do amor no olhar de Georges enquanto Anne diverte-se com os movimentos de sua cadeira de rodas.

Anne é uma felizarda por ter tido a oportunidade de envelhecer com uma linda história. E que tudo aquilo que “não precisa ser visto” é apenas a assinatura do tempo ao final de sua vida.

Nota da editora: Michael Haneke é o mesmo diretor de A fita branca, que não ganhou Melhor Filme Estrangeiro, mas desta vez pode ser a grande barbada da categoria.

Sinopse: Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados, que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive com a família em um país estrangeiro. Certo dia, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos, que colocarão o seu amor em teste.

Thaty Moura é jornalista, produtora e analista de mídias sociais. Contribui com o Poltrona de Cinema de vez em quando. É blogueira também e tem um blog chamado Microcâmera.