Jobs

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Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “Jobs”Captura de Tela 2013-10-03 às 15.50.19

Gosto mais dos produtos da Apple do que do filme “Jobs”. O que não quer dizer que seja uma película ruim. Em minha escala, colocaria a biografia de Steve Jobs, definida no gênero drama, como algo de razoável para bom. Assisti ao filme totalmente em inglês, diga-se de passagem, sem legendas, então pode ser que tenha deixado passar algo. Mas acredito que nada grave.

Um ponto muito explorado no filme é a semelhança física do protagonista, Ashton Kutcher (bem escolhido para o papel, aliás), com Steve Jobs. Inclusive até mais do que deveria. Kutcher é mesmo mais importante no filme por suas características físicas do que por sua atuação, que não pode ser demasiadamente criticada, porém. Como o filme, é de razoável para boa. Ainda destaco o papel de Josh Gad na coadjuvância, como Steve Wozniak, cofundador da Apple. Foi muito bem, o rapaz.

Outra boa situação do filme: não quis “passar a mão” na cabeça de Jobs. Coloca-o, obviamente, como um gênio, importantíssimo no desenvolvimento tecnológico mundial e em tantas outras coisas, mas mostra que não foi o único a fundar a Apple e também apresenta o lado “canalha” de Steve, como uma pessoa por vezes ignorante e sem fixar alguma amizade ou amor. Focado demais no trabalho.

O grande pecado da produção é o roteiro. Matt Whiteley quis fazer o muito em pouco. Em cerca de duas horas, buscou explorar praticamente a vida toda de Jobs, o que faz da produção algo raso. A passagem do tempo é irregular. Amostra: em uma cena, Steve deixa a Apple. Na outra, já retorna à empresa. Não há nada entre os momentos além de uma passagem no jardim de sua casa e uma conversa rápida com o então CEO da companhia que fundou. A NeXT, por exemplo, é praticamente nula.

A citada passagem no jardim, aliás, transcende outro momento superficial. Anteriormente, ele recusava sua filha, não a assumia. Pois em tal cena já está morando junto dela. Inclusive é um dos poucos momentos do cotidiano de Steve Jobs apresentados no filme. Falta isso, ainda. Mas da forma com que o roteirista quis explorar Jobs, seria impossível acrescentar o dia-a-dia do ex-CEO da Apple no longa.

Por isso mesmo posso afirmar que a produção, dirigida por Joshua Michael Stern, foca muito mais na carreira de Steve Jobs do que em sua vida. Quem leu a longa biografia escrita por Walter Isaacson pode se decepcionar com o filme. Encontrará alguns momentos peculiares (um deles é a discussão com Bill Gates ao telefone após ser apresentado à Microsoft, ou seja, a famosa rivalidade Apple x Microsoft, bastante tratada na obra de Isaacson), mas sentirá falta de alguma coisa.

Concluindo: a pessoa que busca na obra algo sobre o trabalho geral de Steve encontrará um filme bom e eficaz como um MacBook. Já quem quer o cotidiano de Jobs, acreditará ter visto algo ruim como a bateria de um iPhone.

Sinopse:
A história da ascensão de Steve Jobs, de rejeitado no colégio até tornar-se um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia no século 20. A trama passa pela jornada de autodescobrimento da juventude, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que transformaram sua vida adulta.

O trailer de “Jobs”

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