232- Gravidade

232- Gravidade

O filme é um escândalo de bom. Desde 2001, uma odisseia no espaço, não via um filme de ficção científica tão impactante. Deve levar todos os prêmios técnicos que concorre. E Alfonso Cuarón deve levar o prêmio de Melhor Diretor.

Sandra Bullock corre por fora e pode desbancar a favorita, Amy Adams, no quesito Melhor Atriz.

Apesar de passar no espaço e às vezes parecer meio lento, é muito bom e tem uma fotografia simplesmente maravilhosa.

Super recomendo!

Há outra resenha no Poltrona, de Thiago Simão.E ele apostava no filme e em Sandra. Com razão. Justo, justíssimo.

Inacreditável. Para ver e rever.

Deve ser o grande vencedor da noite por causa dos prêmios secundários, técnicos. Merecido!

Sinopse: Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana.

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Filmes do Oscar: Nebraska/Por Flavia Barbieri Soares

Filmes do Oscar: Nebraska/Por Flavia Barbieri Soares

Resenha de “Nebraska”

Por Flávia Barbieri Soares

 

 O filme conta a história de um senhor rabujento (Woody Grant) que após receber uma propaganda pelo correio, informando que ele era ganhador de uma quantia em dinheiro, sai em busca de sua fortuna.  Compadecido pelo pai teimoso, seu filho mais novo (David Grant) resolve levá-lo ao lugar especificado na carta. Essa é a base para uma aventura entre família, amigos e lembranças do passado.

A intensidade do filme já começa pelo tipo de película e coloração escolhidas pelo diretor. O filme se passa todo em preto e branco. Diferente de outros diretores que utilizaram o recurso para enfatizar uma história antiga ou acentuar uma cor específica (como no “A lista de Schindler”, de Spielberg), Alexander Payne optou pela coloração monocromática para demonstrar uma imensa sutileza. O filme é isso!  Extremamente sutil!  Com sentimentos avassaladores que todo ser humano que já conviveu com uma família será capaz de entender.

Bruce Dern (Woddy Grant) tem uma atuação brilhante, de uma sinceridade tão extrema que é capaz de amolecer o mais duro dos corações. A postura, a forma de andar, o cabelo sempre desarrumado ajudaram na construção de um personagem que exala ternura, embora seja sobremaneira amargo e aflitivo. Uma pessoa em busca de um objetivo para uma vida enfadonha e amagurada.

Will Forte (David Grant) traz o equilíbrio de um personagem ao mesmo tempo envolvente e cativante, num tom certo de comicidade que poucos atores conseguiriam. June Squibb (Kate Grant),  a esposa de Woody, é a irreverência do filme. Suas falas são inesperadas e sem escrúpulos, como alguém que já viveu demais para se impor limites.

A viagem em busca do prêmio é fio principal que liga todos os personagens. Nessa viagem, Woddy passa por sua cidade natal, revê amigos de infância, alguns primos e decide resolver algumas questões antigas com seu ex-sócio.  O elo entre a família nunca se quebra, e no final, esposa e filhos estão, de certa forma, participando de sua aventura pessoal.

Escrito por Bob Nelson, o filme não tem um ápice, é uma história linear com momentos graciosos e sedutores das relações que ligam pai, filho, e toda aquela família. É a sutileza que torna o filme especial. A sutileza de sentimentos tão esplendidamente interpretados, que os atores quase conseguiram transformar personagens em pessoais reais.

 O filme está, com mérito, concorrendo a 6 (seis) Oscars, incluindo melhor filme. Bruce Dern concorre a estatueta por melhor ator principal. June Squibb foi indicada com melhor atriz coadjuvante.

Já Bob Nelson está concorrendo por seu roteiro impecável e Alexander Payne por sua direção criativa e vaporosa. O filme ainda concorre por melhor fotografia.

 Nebraska” é um filme eterno, para assistir, refletindo sobre as relações peculiares que envolvem nossa vida e sobre as escolhas que fazemos em relação a nós mesmos e aos outros.

Top 10 – Injustiçados do Oscar parte 2

Top 10 – Injustiçados do Oscar parte 2

Pegando carona no excelente post de meu amigo e colunista do Poltrona, Eduardo Guimarães, vou enumerar os dez injustiçados do Oscar, a meu ver.

10- Leonardo Dicapprio não ter sido indicado à categoria de Melhor Ator, por Titanic.

9- ET não ter sido indicado ao Oscar de Melhor Filme em 1982.

8-Tom Hanks não ter ganho o Oscar de Melhor Ator por Náufrago. Russell Crowe foi quem levou a estatueta.

7- 2001, uma odisseia no espaço não ter levado o Oscar de Melhor Filme.O filme é um ícone da ficção científica.

6- O resgate do soldado Ryan, de Steven Spielberg, não levou a estatueta de Melhor Filme em detrimento de Shakespeare apaixonado.

5- Moulin Rouge, de Baz Luhrman, não levou o Oscar de Melhor Filme. Em seu lugar, Uma mente brilhante.

4- Julie Andrews não levou a estatueta máxima do cinema por A noviça rebelde.,A Academia “reparou” o erro, anos mais tarde,por seu desempenho em Mary Poppins.

3- Central do Brasil não levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A vida é bela ganhou com uma fábula pró-Estados Unidos e extremamente apelativa. Parece um comentário-pacheco, mas não é.

2- A nossa Fernanda Montenegro perdeu o Oscar de Melhor Atriz para Gwyneth Paltrow, numa das maiores injustiças da história da Academia. Gwyneth nem se compara à Fernandona, muito menos nesse papel em Shakespeare apaixonado. Para inglês ver.

1- Guerra ao Terror venceu o Oscar de Melhor Filme ao invés do fabuloso Avatar. Para mim, a maior injustiça de todos os tempos.

Top 10 Injustiçados no Oscar

Top 10 Injustiçados no Oscar

Salve galera.

Sei que é complicado falar de injustiças no Oscar. Até porque cada um tem sua opinião. Mas aqui vai meu Top 10 Maiores Injustiçados no Oscar.

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1942 – Cidadão Kane perde o Oscar de Melhor Filme para Como Era Verde Meu Vale ;

1953 – Cantando na Chuva perde o Melhor Filme para O Maior Espetáculo da Terra;

1971 – Laranja Mecanica perde o Oscar de melhor filme para Operação França;

1980 – Apocalypse Now perde na categoria Melhor Filme para Kramer vs. Kramer;

1981 – Martin Scorsese perde com Touro Indomável o Oscar de melhor diretor para Robert Redford com o filme Gente como a Gente;

1982 – Caçadores da Arca Perdida perde em Melhor Filme para Carruagens de Fogo;

1990 – Scorsese novamente perde o Melhor Diretor e Melhor Filme com os Bons Companheiros para Kevin Costner com Dança com Lobos.

1999 – Roberto Benigni vence com A Vida é Bela como Melhor Ator, batendo Tom Hanks em O Resgate do Soldado Ryan, Edward Norton em A Outra História Americana e Ian McKellen em Deuses e Monstros;

2010 – Quentin Tarantino e Bastardos Ingloriso perdem como Melhor Filme e Diretor para Kathryn Bigelow com o filme Guerra ao Terror;

2012 – Ben Affleck nem chegou a ser indicado com Argo para as categorias de melhor filme e diretor.

Além de toda essa lista, não podemos esquecer dado curioso: Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick e Charles Chaplin, três dos maiores diretores da história do cinema, nunca ganharam um oscar como Melhor Diretor.

Trapaça

Trapaça

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “Trapaça”Captura de Tela 2014-02-08 às 18.59.26

Trapaça tem boas chances no Oscar. Por seu todo. Pela qualidade de um trabalho que merece ser premiado. É um bom filme que peca, talvez, em uma história que não prende a quem assiste, sem um ritmo espetacular. Muitas reviravoltas onde ninguém se salva – todos são culpados. Mas que é espetacular por cada uma de suas atuações. Onde, agora sim, todos se salvam. O elenco parece ter sido escolhido a dedo para a qualidade. Excepcional.

Como o próprio filme diz, é baseado em “algumas coisas que realmente aconteceram” – a Abscam, operação do FBI para flagrar congressistas corruptos. Vivido no pós-Watergate, Trapaça não quer retratar algo com total fidelidade. Mas alerta para a corrupção que ronda o mundo desde os anos 70.

Comédia ácida, com toques de drama e crime, tem excelente qualidade, e mostra um David O. Russell, diretor, diferente do habitual – de O Vencedor e O Lado Bom da Vida -, que novamente consegue colocar indicações nas principais categorias do Oscar, mas que ainda não acerta a mão na busca pelo filme excepcionalmente perfeito.

American Hustle retrata o golpista Irving Rosenfeld (Christian Bale) e sua parceira e amante Sydney Prosser/Edith Greensly (Amy Adams), que são pegos pelo FBI e forçados pelo agente Richard DiMasio (Bradley Cooper) a trabalhar em uma missão contra corruptos, forçando-os a golpes que envolvem desde o prefeito de Camden, Carmine Polito (Jeremy Rennner), a mafiosos, prejudicados pela falastrona esposa de Irving, Rosalyn (Jennifer Lawrence).

As atuações são definitivamente sensacionais. Christian Bale está magnífico no papel. Voltando a trabalhar com Russell após O Vencedor (que lhe rendeu muitos prêmios, como um Oscar de melhor ator coadjuvante), ele aparece diferente. Careca e gordo. Encarnado ao papel, dando seu melhor. Esmerilhando. Amy Adams, espetacular como Sydney. Bradley Cooper, idem. Na coadjuvância, Jennifer Lawrence novamente apresenta-se fantástica. E a força do resto do elenco é algo impressionante. Jeremy Renner e Louis CK apoiam magistralmente, além de contar com uma participação especial de Robert De Niro como Victor Tellegio. Faltam adjetivos para classificar tal cast.

Além disso, a trilha sonora ainda é arrasadora. Reúne grandes nomes da música, priorizando blues e rock. Duke Ellington, Frank Sinatra, Elton John, Santana, Bee Gees, Paul McCartney, David Bowie. Um espetáculo.

American Hudle já ganhou três Globos de Ouro (melhor filme – comédia ou musical, melhor atriz – comédia ou musical [Amy Adams] e melhor atriz coadjuvante [Jennifer Lawrence]), disputando em sete categorias. E concorre a dez Oscars. Melhor filme, diretor, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, edição, figurino, direção de arte. Se houvesse a categoria melhor elenco, seria hors-concours.

Não vencerá tudo, apesar de tantas indicações. Melhor filme? Possível. Mas na história de dinheiro e golpes, não tem fôlego comparável a O Lobo de Wall Street, com o dedo de Martin Scorsese. Na direção, Russell ainda concorre com Alfonso Cuarón (Gravidade). Complicado levar. Christian Bale mitou. Mas deu o azar de encarar Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas) e Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street). Para Amy Adams, o mesmo com Cate Blanchett (Blue Jasmine). Bradley Cooper perderá para Jared Leto (Clube de Compras Dallas). Uma aposta? Jennifer Lawrence como coadjuvante. Grandes chances. De resto, a sorte conta.

Enfim, Trapaça é muito bom. Não perfeito. Um tanto quanto enrolado. Mas acima da média. Um filme certo. Com o elenco certo. Mas, quem sabe, na hora errada.

Nota: 4/5

Sinopse:
Irving Rosenfeld é um grande trapaceiro, que trabalha junto da sócia e amante Sydney Prosser. Os dois são forçados a colaborar com um agente do FBI, infiltrando o perigoso e sedutor mundo da máfia. Ao mesmo tempo, o trio se envolve na política do país, através do candidato Carmine Polito. Os planos parecem dar certo, até a esposa de Irving, Rosalyn, aparecer e mudar as regras do jogo.

231- Edifício Master

231- Edifício Master

A outra perda do dia 2 de fevereiro e que pode decretar esse domingo como o dia do luto no cinema,. foi a do documentarista, Eduardo Coutinho. Coutinho se mostrava um cineasta doce.

Edifício Master é um filme sensacional que vale a pena ser visto. Cacá Diegues disse que Coutinho tinha como  o assunto o outro e é a mais pura verdade. Eduardo Coutinho foi assassinado e há suspeitas sobre o seu próprio filho.

Lembrei imediatamente de meu orientador, o professor Guto Neto, quando eu soube dessa péssima notícia. Recomendo esse belo filme. Outros da filmografia de Coutinho: Cabra marcado para morrer e Outras canções.

Sinopse: O cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.

230- Capote

230- Capote

O filme é interpretado magistralmente por Philip Seymour Hofman que faleceu no dia 2 de fevereiro por provável overdose de drogas. Ele interpreta o personagem- título de forma magnífica, tanto que ganhou o Oscar de Melhor Ator em 2005.

Capote é um dos expoentes do New Journalism, assim como Gay Talese. Escreveu um livro em que ele analisa fatos reais sob uma ótica literária, a base do New Journalism.

O desempenho de Seymour é espetacular. Outros filmes dele que gosto muito: Patch Adams, Magnólia e Dúvida.

Este post é uma homenagem a Hofman e um repúdio às drogas, mal do século.

Sinopse: Em novembro de 1959, Truman Capote (Philip Seymour Hoffman) lê um artigo no jornal New York Times sobre o assassinato de quatro integrantes de uma conhecida família de fazendeiros em Holcomb, no Kansas. O assunto chama a atenção de Capote, que estava em ascensão nos Estados Unidos. Capote acredita ser esta a oportunidade perfeita de provar sua teoria de que, nas mãos do escritor certo, histórias de não-ficção podem ser tão emocionantes quanto as de ficção. Usando como argumento o impacto que o assassinato teve na pequena cidade, Capote convence a revista The New Yorker a lhe dar uma matéria sobre o assunto e, com isso, parte para o Kansas. Acompanhado por Harper Lee (Catherine Keener), sua amiga de infância, Capote surpreende a sociedade local com sua voz infantil, seus maneirismos femininos e roupas não–convencionais. Logo ele ganha a confiança de Alvin Dewey (Chris Cooper), o agente que lidera a investigação pelo assassinato. Pouco depois os assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino), são capturados em Las Vegas e devolvidos ao Kansas, onde são julgados e condenados à morte. Capote os visita na prisão e logo nota que o artigo de revista que havia imaginado rendia material suficiente para um livro, que poderia revolucionar a literatura moderna.