Forrest Gump

Forrest Gump

Captura de Tela 2014-07-31 às 19.33.13Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “Forrest Gump”

Ontem assisti Forrest Gump mais uma vez. Só que, agora, de uma maneira diferente: no cinema. Sim! O Cinemark, em uma ideia brilhante, está reprisando clássicos da telona em alta definição. Nesta semana, após O Poderoso Chefão na anterior, foi a vez da produção que fez todos voltarem a 1994 – ou, os que nasceram depois, como eu, se sentirem em 1994. Foram três sessões aqui em São José dos Campos, interior de São Paulo. Óbvio que aproveitei.

Forrest Gump é um dos melhores filmes que já assisti. Aborda temas espetaculares de uma forma muito peculiar, afetiva, o que ajuda muito na recepção. A produção mostra um Robert Zemeckis, diretor, impecável como em De Volta para o Futuro, e uma atuação brilhante, digníssima do Oscar de melhor ator que venceu, de Tom Hanks.

Foi o bicampeonato de Hanks na categoria pela Academia, que ainda cedeu ao Contador de Histórias, entre outros, os prêmios de melhor diretor para Zemeckis e melhor filme. Hanks ganhara no ano anterior por Filadélfia, outro grande longa, onde interpretou um soropositivo excluído pela sociedade. Incrível a mudança de Tom entre um ano e outro: o magérrimo de Filadélfia se tornou o espetacular Forrest. Exemplo de bom ator, que também fez em sequência dois filmes que abordam a Aids: o primeiro, em 93, explicitamente; o segundo, em 94, de maneira discreta, com o “vírus incurável” que mata Jenny, interpretada por Robin Wright (hoje Claire Underwood em House of Cards), grande amiga e mulher de Gump.

A facilidade com que envolve todos os temas abordados é impressionante. Debilidade, com a tentativa de maior normalidade possível por Forrest – que, sem querer, participa dos mais importantes fatos da história americana; Guerra do Vietnã, para onde o protagonista é enviado pelo exército; mesmo passagens com artistas como John Lennon, inspirado por Forrest a escrever ‘imagine’, e Elvis Presley, que baseia sua dança característica em movimentos de Gump; cenas com políticos, como os presidentes dos EUA Kennedy, Johnson e Nixon (e o Watergate) e Mao; problemas com drogas em épocas de hippies e discotecas; e até a fundação da Ku Klux Klan. “Forrest Gump” toca em tudo em duas horas e meia. Improvável? Sim. Mas possível.

A trilha sonora também é nota 10. Vai de The Doors a Simon & Garfunkel. Excepcional. Além, claro, de belos efeitos especiais (principalmente para a época), com a possibilidade de colocar Hanks ao lado de presidentes até mesmo mortos, como citado acima, e cumprimentá-los, via chroma-key, que também ajudou a ‘amputar’ as pernas de Gary Sinise, o Tenente Dan.

O filme, com a correta combinação de comédia e drama, é absolutamente fantástico. Os Oscar abocanhados à época são merecidíssimos. Fiquei feliz ao extremo em poder revê-lo no cinema. Também feliz por mostrá-lo aos meus pais, que não assistiram em 1994 – a vida não era fácil na época… Vi pessoas muito alegres por conta da reprise. Assim, mais do que uma simples crítica de Forrest Gump, esta coluna é um agradecimento ao Cinemark. Belíssima ideia de repetir clássicos. Demais, mesmo.

Afinal, “a vida é como uma caixa de chocolates… nunca se sabe o que irá encontrar”. Run, Forrest, run.

Nota: 5/5

Sinopse:
Forrest Gump é um homem muito especial. Considerado estúpido por todos que o conheçem, ele é na verdade apenas uma pessoa ingênua que vê o mundo por uma perspectiva diferente. Gump acidentalmente participa de alguns dos momentos mais importantes da história recente dos Estados Unidos – Guerra do Vietnã, Caso Wategate, entre outros – enquanto tenta ir atrás do grande amor de sua vida. Sua história é contada com drama e bom humor em iguais proporções, surpreendendo o espectador a cada cena.

Top 10- Melhores filmes brasileiros

Top 10- Melhores filmes brasileiros

Impulsionada pela partida do genial Ariano Suassuna, listo o Top 10 de Melhores Filmes Brasileiros.

É uma escolha eminentemente pessoal que se atém a meus gostos cinematográficos. Deus e o Diabo na Terra do Sol é um clássico, mas a meu ver, há filmes melhores, dentro dos estilos que mais me agradam.

10- O Auto da Compadecida – Guel Arraes

9- Edificio Master – Eduardo Coutinho

8- Diários de Motocicleta – Walter Salles

7- O Jardineiro Fiel – Fernando Meirelles

6- Deus e o Diabo na Terra do Sol – Glauber Rocha

5- Bye, Bye, Brasil – Cacá Diegues

4- Dona Flor e seus dois maridos – Bruno Barreto

3- Cidade de Deus – Fernando Meirelles

2- Tropa de Elite – José Padilha

1- Central do Brasil- Walter Salles

 

Crédito: Reprodução da Internet
Crédito: Reprodução da Internet
242- O Auto da Compadecida

242- O Auto da Compadecida

Crédito: Reprodução da Internet

Ariano Suassuna faleceu no dia 23 de julho e nos deixa a saudade. Impossível conter as lágrimas com a perda desse genial escritor paraibano e um amante do Sport Club de Recife.

 

Para homenageá-lo, nada mais justo que a resenha de uma de suas mais belíssimas histórias transplantada para as telonas de cinema: O Auto da Compadecida.

 

O filme é divertido e contém várias situações críticas, principalmente à Igreja.  Mas a Compadecida acaba salvando a dupla de malandros João Grilo e Chicó.

 

Há elementos circenses no filme, que é inspirado no livro de Suassuna, pois era uma das paixões do escritor. O filme beira à fábula. O tom cômico dá leveza às críticas embutidas. Selton Mello e Matheus Natchergale dão show de interpretação.

 

Esse filme é um dos melhores filmes já produzidos, sem dúvida. Para ver e rever.

 

Ariano Suassuna fazia aniversário no mesmo dia e ano do meu pai. Só por isso, já tinha um imenso carinho por ele. Além da paixão por literatura e esportes, minhas paixões também. O Céu está em festa porque ele tinha um bom humor incrível, além de um toque de classe, refinado, para falar e se expressar. É inevitável não derrubar lágrimas.

 

Faço minhas as palavras do crítico de cinema Pablo Villaça: se o Auto da Compadecida tivesse sido escrito em inglês, seria um dos marcos da humanidade na Literatura. É isso!

 

Tenho muita dificuldade de lidar com a morte. Aí vai a minha singela homenagem. Descanse em paz, Ariano.

 

Sinopse: As aventuras dos nordestinos João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos do pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora (Fernanda Montenegro). Adaptação da obra de Ariano Suassuna.

 

 

 

 

 

 

 

Poltrona Geek – Especial Dia dos Amigos // Happy Friend’s Day

Poltrona Geek – Especial Dia dos Amigos // Happy Friend’s Day

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Poltroneiros, Geeks, Cinéfilos, Terráqueos,

 

Feliz dia do Amigo!!!

Desejamos tudo de bom para todos nós que fazemos do mundo um lugar único!!!

Abraços!!!

 

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“A amizade é um dos ingredientes mais importantes na receita da vida.”

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“Um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo será sempre um irmão.”

(Benjamin Franklin)

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“Quem ama não vê defeitos, quem odeia não vê qualidades. E quem é amigo vê as duas coisas.”

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“Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração.”

(Gabriel García Márquez)

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“Amizade é sentir-se perto mesmo quando se está longe.”

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“Um verdadeiro amigo é aquele que entra quando o resto do mundo sai.”

(Walter Winchell)

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“Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão. Poderá morrer de saudades, mas não estará só.”

(Amyr Klink)

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A fortuna faz amigos e a desgraça prova que eles existem.

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Nota

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Pode ficar tranquilo, pois agora está entre amigos…”

 

Top 5 John Candy

Top 5 John Candy

Salve Galera.

John Candy 01Hoje vamos falar sobre o saudoso John Candy.

Candy faz parte de um seleto grupo de comediantes canadenses que migrou para os Estados Unidos na década de 70 em busca de sucesso.

Neste lista de grandes atores canadenses também estão Rick Moranis e Dan Aykroyd. E apesar de terem seguido caminhos diferentes no inicio de carreira, uma hora todos acabavam se cruzando em alguma produção cinematográfica.

John Candy 02E hoje vamos fazer o TOP 5 deste saudoso ator, que morreu em 1994, durante as filmagens de Dois Contra o Oeste.

Vale como curiosidade: apesar de ter sido filmado antes, o filme Operação Canadá foi lançado posteriormente do que Dois Contra o Oeste. E Operação Canadá teve o final alterado pelo diretor Michael Moore devido a morte de Candy.

Não pretendo incluir nesta lista filmes que já citei aqui, como Antes Só do que Mal Acompanhado, Splash – Uma Sereia em Minha Vida ou Os Irmãos Cara de Pau. Mas podem assistir e inclui-los no seu Top 5 Particular.

Era Uma Vez Um Crime5 – Era Uma Vez um Crime

Lançado em 1992, esta comédia romântica ganha destaque por mostrar como uma série de casais aparentemente sem nada em comum acabam se envolvendo em um assassinato.

No elenco, nomes como James Belushi, Cybill Shepherd e Sean Young.

 

19414 – 1941 – Uma Guerra Muito Louca

Um dos primeiros filmes de Steven Spielberg a não ser um sucesso comercial na época, acabou virando Cult depois pelo elenco recheado de estrelas: Dan Aykroyd, Ned Beatty, John Belushi, Christopher Lee, Treat Williams, Nancy Allen, John Candy, Mickey Rourke, James Caan entre outros.

Esta comédia é dividida em pequenas histórias, como a equipe responsável pela segurança do litoral da Califórnia; a do Capitão Wild Bill Kelso (John Belushi), piloto que está atrás de aviões japoneses; e de um soldado interessado na secretária do General, que é fanática por aviões.

É um filme que vale a pena.

 

Harry Crumb3 – Quem é Harry Crumb?

Nesta comédia, Candy é Harry Crumb, o atrapalhado último descendente de uma família de detetives, que acaba sendo contratado para investigar o sequestro da filha de um magnata.

Talvez uma das melhores atuações de Candy. Principalmente devido aos disfarces que ele usa durante o filme. Pena que este filme nunca ganhou uma continuação.

 

Uncle Buck2 – Quem Vê Cara Não Vê Coração

Apesar da relutância da cunhada, Buck Russel (Candy) é chamado para cuidar dos sobrinhos enquanto seu irmão e esposa precisam viajar a negócios. Mas o tio, além de atrapalhado, é um jogador e vai ter que cuidar das crianças até os pais voltarem.

Particularmente eu adoro a maneira como ele resolve quase todos os problemas: usando um chapéu, charuto na boca, uma furadeira em uma mão e um taco de golfe na outra.

Uncle Buck 02Mesmo com seus papeis acabarem sempre caindo para o cara gordinho, trapalhão, mas de bom coração, Candy novamente se destaca por uma atuação excelente.

Destaque para um pequeno Macaulay Culkin, ator com quem Candy voltaria a trabalhar no ano seguinte em Esqueceram de Mim.

 

Cool Runnings1 – Jamaica Abaixo de Zero

Vagamente baseado na primeira participação da Jamaica nas Olimpíadas de Inverno de 1988, talvez tenha sido um dos maiores sucessos da carreira de John Candy.

É uma comédia simples, mas que emociona. Quem não viu não sabe o que está perdendo.

@guimaraesedu