Anjos da Lei 2

Anjos da Lei 2

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Captura de Tela 2014-09-25 às 20.13.49Sessão de Matinê: “Anjos da Lei 2”

Anjos da Lei 2 é a reencarnação de Anjos da Lei. E não faz questão de esconder – muito pelo contrário: as referências ao primeiro filme são explícitas. O total sucesso deste credenciou a sequência, e quem espera novidades se desapontará. No fundo, apenas o contexto em que a dupla Jenko e Schmidt (ou Brad e Doug McQuaid) está inserida – da escola para a universidade.

A história, em si, é fraca. Os dois agentes são designados para infiltração na faculdade, em busca de uma droga aniquiladora chamada WHYPHY – sim, “Wi-Fi”. Jenko se junta ao time de futebol americano, Schmidt apresenta um gênio abandonado, a “cabeça que pensa” um tanto separada do parceiro. É bobeirinha, aparece até o Spring Break mexicano. Não se assuste com qualquer desvio ao longo do filme.

A produção se vale da ‘broderagem’, da amizade entre os policiais, bem aperfeiçoada em relação ao filme anterior, até mesmo pela óbvia afinidade em cenas para Channing Tatum e Jonah Hill, dupla da qual, convenhamos, não se pode esperar nenhuma grande novidade, também.

Anjos da Lei continua a seguir a linha da comédia entre amigos que quase transcende ao romantismo. Aumenta o nível de piadas de humor negro, mas nada 100% abusivo. É, portanto, uma típica comédia adolescente do século XXI. Repito: apostando na base total do primeiro longa. Ice Cube retorna como chefe, algumas figuras carimbadas do filme inicial também fazem pontas e, de extra, apenas Amber Stevens como a futura artista Maya e Wyatt Russell como o atlético Zook. Como Mercedes, Jilian Bell não aparece tanto quanto poderia – mas se mostra bastante versátil.

O roteiro de Phil Lord e Chris Miller flutua livremente. Não há restrição alguma, e explorar a diversão é uma tendência de “22 Jump Street”. Exato: em meio a uma DR de parceiros, personificando um verdadeiro romance, há o espaço da comédia, da alegria. É um filme que faz rir, ainda mais se visto legendado, sem perder as piadas e sequências ‘geek’ que a dublagem é obrigada a esquecer.

Chegando a situações sexuais, em que difere ao filme 1, “Anjos da Lei 2” é recomendado aos jovens. Não foge do público-alvo. A quem prefere filmes tradicionais, ainda que busque graça, vale passar longe. É uma famigerada produção com banho de modernidade, que, ao mesmo tempo em agrada determinado grupo a que se dirige, pode chegar a incomodar alguém diferente. É praticamente gostar ou odiar. O meio termo é tão difícil de se encontrar como pessoas que vejam os dois lados do cinema – eu, pelo menos, caibo no achado, para ambas as situações. Mas pense antes de ver.

Nota: 3/5

Sinopse:
Os oficiais Schmidt e Jenko têm agora uma nova missão: se infiltrar em uma faculdade local. O problema é que, em meio à investigação, Jenko conhece sua alma gêmea em plena equipe de futebol americano e Schmidt, após se infiltrar no centro de arte boêmia, começa a questionar a dupla. Em meio aos inevitáveis problemas de relacionamento, eles precisam encontrar um meio de desvendar o caso que estão investigando.

 

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