Literacine: O doador de memórias/Arita Souza

Literacine: O doador de memórias/Arita Souza

Galera, o Literacine será às sextas-feiras. A coluna será mantida de quinze em quinze dias.

Vamos à bela coluna de Arita Souza.

Aproveitem!!

Bons filmes a todos,

Anna Barros

 

O Doador de Memórias

 

Nem sempre fidelidade é um termo bem empregado pela indústria do cinema. Nem adianta me dizer que são os elementos culturais que às vezes distorcem a compreensão sobre a obra, porque não acredito totalmente nisso.

Com mais de cinco milhões de livros, o Doador de Memórias é uma história fascinante que trabalha a coragem e a força de transformação ambientada em um futuro distópico.

Todas as memórias foram apagadas da população, todos ficam satisfeitos com suas vidas pacatas, onde conhecem somente o agora, pois o passado e a história,  foram apagadas de suas memórias.

Reeditado no Brasil, teve um impacto muito maior do que ocorreu em sua primeira edição,  ganhando reforço nas vendas com a produção cinematográfica.

Existem pessoas que são contra capas de livros com elementos dos filmes, rostos de atores, mas as editoras não têm o que reclamar, a exemplo da responsável pela publicação das capas  da saga Crepúsculo.

No Brasil, a primeira edição do livro não teve o destaque de mídia merecido para a narrativa, passando despercebida aos leitores menos atentos para detalhes. Louis Lowry constrói um mundo aparentemente perfeito, sem dores, fome, necessidades que desconstroem a memória mundial, deixando este fardo para uma só pessoa, que o passa de geração em geração, e essa pessoa é treinada para guardar momentos que tecnicamente não existem mais.

A fidelidade ao livro foi esquecida para esta adaptação ao cinema. Faltaram muitos elementos que poderiam elucidar mais tudo o que foi colocado neste drama produzido em 2014.

O Doador de Memórias trata de relacionamentos, verdades absolutas e  não absolutas,  discorre sobre dominação em massa, enfim, sobre alienação.

Em minha opinião, o livro foi certeiro em detalhes e possui uma narrativa bem elaborada contando a história do Recebedor de Memórias chamado Jonas, que luta contra tudo o que foi treinado para ser, para compreender melhor as memórias de um mundo que não existe mais.

Este livro possui todos os elementos necessários para se enquadrar numa ótima distopia juvenil, abordando temas de extrema relevância em uma boa roda de filosofia sobre nossa existência. Aconselho a todos que estão sequiosos pelo novo, por uma melhor compreensão do que nos cerca, a leitura deste livro.

Forte abraço,

Arita.

Serviço :  O Doador de Memórias.

Autora: Louis Lowry – Editora Arqueiro.

 

 

Maratona do Oscar: Relatos Selvagens/Arita Souza

Maratona do Oscar: Relatos Selvagens/Arita Souza

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Para todas as situações, a paciência tem limites.

Relatos Selvagens traz uma visão nada simplista de cotidiano e explora uma hiper realidade do comportamento humano, deixando um contraste bem destacado entre o humor e a tragédia.

Já tivemos anteriormente experiências de filmes de comédia com histórias que não são interligadas mas que não fizeram sucesso, porém, Relatos Selvagens tem um certo humor negro e veio para mudar um pouco este panorama.

Este filme possui seis historias que individualmente são engraçadas e coletivamente tem muita força, energia, porém nao são interligadas.

São elas: Pasternak, Las Ratas, El Más Fuerte, Bombita, La Propuesta, Hasta que la Muerte no Separe.

Fica um tanto  confuso tantas histórias diferentes, mas ao término da sessão o espectador tem uma sensação de querer incomodar a poltrona ao lado e dizer assim ” você prestou atenção naquela cena? “, a sensação  de recados em seu subconsciente, de mensagens que o alertam  de coisas tão comuns do cotidiano, que no fundo não poderiam passar desapercebidas.

Entre as histórias, temos a presença de atores de grande destaque na Argentina como Ricardo Darin, muito conhecido por participar quase sempre das grandes produções cinematográficas da Argentina, dentre elas, O Segredo dos seus Olhos, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010.

 

Bom Oscar a todos!

Arita.

 

 

Japacine: A Resposta ou Histórias Cruzadas

Japacine: A Resposta ou Histórias Cruzadas

Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Crédito da foto: Reprodução da Internet.

konnichiwa ! He Yôkoso Japacine…

Me chamo Beatriz ou Bia , como preferirem , sou descendente de japoneses e por isso decidi começar assim a minha coluna , falarei sobre livros que deram a origem a filmes.

-> A Resposta ou Histórias Cruzadas

O livro se passa nos anos 60 , nos Estados Unidos, mais especificamente no Mississípi , que foi dos últimos lugares onde houve liberação de escravos , então as pessoas nessa época ainda tinham uma mentalidade escravocrata. Esse livro não contará a histórias de pessoas poderosas , com uma condição financeira maior e sim de trabalhadores, que sofreram todos os dias com o preconceito , negros e acima de tudo empregadas , que vão em nossas casas e muitas vezes tratamos mal ou não entendemos suas dificuldades.

Somos apresentados a duas empregadas Aibeelen e Minny, que trabalham todos os dias nas casas de madames , cuidando de dos filhos onde muitas vezes deixam de cuidar de seus para conseguir um salário miserável. Elas acabam conhecendo uma jovem chamada Skeeter, que acabou de voltar da universidade e fica indignada com a verdadeira realidade da cidade. Elas acabam se unindo , aprontando muito e acima de tudo ficando amigas.

-> Filme

O filme foi lançado faz um tempinho e ganhou um prêmio no Oscar , o de  Melhor Atriz Coadjuvante. O filme deixa passar algumas cenas muito importantes para o desenvolvimento de alguns personagens, alguns deles acabam nem aparecendo, mas no final passou a mesma mensagem que o livro.

Recomendo a todos!

Forte abraço,

Bia.

SAG Awards 2015

SAG Awards 2015

Esses são os vencedores do SAG Awards 2015. O SAG costuma ser uma prévia do Oscar. Tem sido assim nos últimos anos, então, Michael Keaton pode colocar a sua barba de molho porque Eddie Redmayne venceu na categoria Melhor Ator.

Melhor Elenco
Birdman

Melhor Ator
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Atriz
Julianne Moore (Para Sempre Alice)

Melhor Ator Coadjuvante
J.K. Simmons (Whiplash)

Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette (Boyhood)

Melhor Equipe de Dublês
Invencível

Melhor Elenco – Série Drama
Downtown Abbey

Melhor Ator – Série Drama
Kevin Spacey (House of Cards)

Melhor Atriz – Série Drama
Viola Davis (How to get away with murder)

Melhor Elenco – Série Comédia
Orange is the new black

Melhor Ator – Série Comédia
William H. Macey(Shameless)

Melhor Atriz – Série Comédia
Uzo Aduba (Orange is The New Black)

Melhor Ator – Telefilme/Minissérie
Mark Ruffalo (The Normal Heart)

Melhor Atriz – Telefilme/Minissérie
Frances McDormand (Olive Kitteridge)

Melhor Equipe de Dublês – Séries
Game of Thrones

Prêmio Especial pelo Conjunto da Obra
Debbie Reynolds

 

Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Crédito da foto: Reprodução da Internet.
Top 10 Filmes que não dá para perder este ano

Top 10 Filmes que não dá para perder este ano

Salve galera.

Este ano promete ser um ano muito bom para o cinema. Serão comédias, filmes de ficção, romances e muita coisa boa que está por vir.

Então fiz meu TOP 10 filmes que não pretendo perder de jeito nenhum.

Só um detalhe: minha lista está em ordem de lançamento, não dos que estou aguardando mais.

A Entrevista (The Interview)

A Entrevista

Data de estreia: 29/01

Depois de tanto falatório, ameaças e invasões digitais, finalmente o filme vai estrear nos cinemas brasileiros.

Tudo indica que é uma boa comédia. Mas será que merecia tanta repercussão assim?

Get on Up

Get on Up

Data de estreia: 5/02

Cinebiografia do astro do soul James Brown. Promete ser um filme emocionante e alucinante, como foi a vida de James Brown.

Sniper Americano (American Sniper)

Sniper Americano

Data de estreia: 19/02

Dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Bradley Cooper, conta a história de um dos maiores atiradores do exercito americano.  O filme é baseado em fatos reais e por isso tem tudo para ser uma história tensa e apaixonante.

Velozes & Furiosos 7 (Fast & Furious 7)

Velozes-e-Furiosos-7-poster-27ou2014

Data da estreia: 02/04

Último filme de Paul Walker, promete fechar várias pontas deixadas para trás na série. O elenco cresceu e promete ser um filme alucinante.

Os Vingadores 2: A Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron)

Avengers Age of Ultron

Data da estreia: 30/04

Imagino que não precisa ser dito mais sobre este filme. É uma das estreias mais aguardadas do ano.

Mad Max – Estrada da Fúria (Mad Max – Fury Road)

Mad Max

Data da estreia: 14/05

A volta de uma das trilogias mais interessantes da década de 90. Mas desta vez não teremos mais Mel Gibson no papel de Max. Veremos como Tom Hardy vai se sair no papel principal.

Tomorrowland – um lugar onde nada é impossível (Tomorrowland)

tomorrowland

Data da estreia: 04/06

Filme que pouco ainda se sabe. Mas o que já foi divulgado promete.

Jurassic World

jurassic world

Data da estreia: 11/06

Mais uma trilogia que está de volta, com novos atores e nova história. Das duas uma: ou vai ser muito bom ou muito ruim.

Homem-Formiga (Ant-Man)

Ant-Man

Data de estreia: 16/07

Mais um filme da Marvel, que irá fechar a fase 2 do seu Universo cinematográfico.

Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens)

star wars vii

Data da estreia: 17/12

Talvez o mais aguardado filme do ano. J.J. Abrams já tinha feito um excelente trabalho trazendo de volta a série de Star Trek. Agora é a vez de mostrar toda sua categoria com o sabre de Luz.

E se você quiser montar sua própria agenda, segue uma relação com os principais lançamentos de 2015.

cinema 2015 - datas@guimaraesedu

Maratona do Oscar: Ida

Maratona do Oscar: Ida

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Captura de Tela 2015-01-22 às 23.05.22Sessão de Matinê: “Ida”

Ricardo Darín há de ter se esforçado muito em ‘Relatos Selvagens’, mas competir com Ida é muito difícil. O longa, concorrente polonês ao Oscar de melhor filme estrangeiro, é essencialmente bonito. Guarda uma história forte, apresentada lentamente, mas com o devido grau de, vá lá, emoção.

No filme, que se passa no início dos anos 60, período pós-guerra no Leste Europeu, Anna (Agata Trzebuchowska) está pronta para firmar seus votos como freira. A ela é dado o direito de, dias antes, procurar sua única parente viva, Wanda (Agata Kulesza), complexada tia que a diz que, na verdade, a futura irmã é judia e chama-se Ida.

Juntas, começam uma viagem em busca da real e melancólica história da família, passando por vilarejos que garantem um belo cenário e, acima de tudo, cenas muito bonitas. Sempre em um belo Wartburg que não passa despercebido pelo fã de carros, aliás.

O grande destaque do filme, com certeza, é a fotografia. Não apenas pelo preto e branco, artifício muito bem utilizado e também visto recentemente com sucesso em filmes como Nebraska (2013), mas também por outras interessantes ideias dos diretores de fotografia, Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski.

A produção é apresentada em formato mais ‘quadrado’, em 4:3, muitas vezes destacando em massa o cenário e focalizando as personagens ‘de baixo para cima’, sem grandes movimentações. O sucesso do filme passa por algo bem parado, que, ao contrário da sonolência que causa em outros longas, se encaixa perfeitamente ao contexto de ‘Ida’, ainda que incomode especialmente na primeira parte.

Com boa trilha sonora, recheada de clássicos e jazz nos momentos ideais, o filme europeu tem a exata aleatoriedade para reflexão que buscava o diretor Pawel Pawlikowski, que jura retratar a Polônia de sua infância, num misto de tristeza e beleza.

O total de 80 minutos de ‘Ida’ é arte profunda e, de fato, vale os 96% no ‘Rotten Tomatoes’, os 70 prêmios e, claro, o favoritismo no Oscar.

Nota: 4/5

Sinopse:
Na década de 1960, às vésperas de assumir seus votos como freira no convento onde foi criada, Anna conhece sua única parente viva, a tia Wanda. A partir desse encontro, ela descobre um segredo obscuro de seu passado nos anos de dominação nazista, e vai em busca de respostas e do túmulo de seus pais. Nessa jornada, começa a questionar seu futuro.

Maratona do Oscar: Boyhood

Maratona do Oscar: Boyhood

Vamos fazer aqui no Poltrona uma maratona com resenhas dos filmes que concorrem ao Oscar de Melhor Filme.

Farei a resenha de Boyhood.

Pois é, temos um favorito ao Oscar de Melhor Filme. boyhood é genial. Ele acompanha de verdade a vida de um menino, Mason, por doze anos. Desde a sua mais tensa infância até o seu ingresso à faculdade. E também acompanha o envelhecimento e amadurecimento de toda a sua família. Difícil imaginar Patricia Arquette sem o Oscar de Melhor Atriz coadjuvante. Ela está simplesmente ótima, densa. Sua fala final reflete tudo o que Boyhood resume: tudo o que a família passou, seus amores, mudança de vida e crescimento dos filhos.

Richard Linklater também é favorito ao Oscar de Melhor Diretor, mas tem um concorrente de peso, Alejjandro Inarritu.

boyhoodMason é um menino sensível e diferente que acaba descobrindo a sua paixão por fotografia. O filme é tocante e acho muito difícil não levar a estatueta porque a ideia é genial. Parece um documentário, sem ser e fala das descobertas da infância e da adolescência.

É um dos melhores papéis de Ethan Hawke, mas acredito que não leve o Oscar. Continuarei firme na aposta e na torcida.

Ellar Coltrane é uma grande revelação. Seu desempenho é muito bom. Ele compõe de forma dócil e serena Mason Jr. Dá para encontrar em todas as fases seu jeito serelepe mas em fase de construção do início da trajetória do filme. A cena que mais gostei foi a que ele fotografa um jogo de futebol americano. É interessante também acompanhar a sua descoberta do amor e também a relação conflituosa com seus dois padrastos que não o entendem, de forma alguma, e têm uma relação dependente de álcool.

Interessante é mesclar política, armas, religiosidade e música country, coisas típicas do Texas. E também as constantes mudanças da família em busca de um lugar seguro para viverem.

A trilha sonora começa com Coldplay e termina com Arcade Fire. Muito boa.

A nova amiga de Mason fala uma frase interessante no fim: o bom da vida não é agarrar o momento. O momento é que nos agarra. Mais um ponto de reflexão de Boyhood. Bingo!

 

O espectador acaba se identificando com alguma cena do filme e por isso que ele arrebatou muitos fãs. Super recomendo. Para ver e rever.

Sinopse: O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.