251- Livre

251- Livre

livreO filme é muito bom. Achei que Reese Whiterspoon foi super estimada, mas ela desempenha bem o papel de uma moça que perdeu a mãe, viciada em heroína, que se divorcia e decide fazer uma trilha para autoconhecimento. O que parecem momentos de solidão acabam por se tornar momentos de reflexão. Além disso, há uma série de flashbacks para entendermos tudo que ela passou e sofreu.

A perda da mãe a levou a tomar as atitudes mais loucas e nocivas para ela mesma. Acabamos por ver como era o seu relacionamento com a mãe, como ela lidou com a doença dela e o também o relacionamento do irmão que não aceitava o ocorrido. E também como ela, mesmo casada, acabou se envolvendo de forma irresponsável com outros homens apenas pelo sexo. Como se o sexo fosse aplacar a grande dor que sentia. E o fato de ela não ter levado em consideração sua responsabilidade como mãe ao cometer tantos erros, entre eles, se envolver com drogas pesadas como heroína.

Reese está bem, mas Marion e Rosalinda, de Garota Exemplar, estão melhores.

A película nos leva a pensar na vida e a inúmeros questionamentos.

É um filme um pouco deprê, mas vale a pena.

Sinopse: Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de autodestruição repleta de heroína, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar e investir em uma nova vida junto à natureza selvagem. Para tanto, ela se aventura em uma trilha de 1100 milhas pela costa do oceano Pacífico.

 

250- Dois dias, uma noite

250- Dois dias, uma noite

dois diasEsse filme francês é muito interessante e me colocou a pulga atrás da orelha em relação ao Oscar de Melhor Atriz. O desempenho de Julianne Moore em Para sempre Alice é formidável, mas Marion Cottlilard está simplesmente fantástica fazendo uma personagem que sofre de Depressão, está prestes a perder o emprego e precisa convencer os colegas a aceitarem-na de volta. Para isso, precisam abrir mão de bônus que receberiam do dono da fábrica, o que gera tensão porque todos precisam do dinheiro para determinada coisa em suas vidas.

Marion tem a dose certa de sua personagem sem sentimentalismo e exageros. Nos pegamos torcendo por ela e vivendo com ela seu drama e o de sua família. Além do filme também  mostrar a percepção de uma pessoa deprimida, suas recaídas,  seu modo de agir e seu tratamento. Para completar a dose de compaixão de alguns colegas em prol de sua causa.

O final é surpreendente mostrando a ética da personagem, mesmo que sua ação acabe sendo contra ela mesma e a prejudique, de certa maneira.

Gostei muito do filme. Vale a pena assistir para comparar as atuações. Também vi Livre com Reese Whitespoon que será tema de outra resenha.

Sinopse:

Sandra (Marion Cotillard) perde seu emprego pois outros trabalhadores da fábrica preferiram receber um bônus ao invés de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. Mas Sandra tem uma chance de reconquistá-lo. Ela e o marido (Fabrizio Rongione) têm uma tarefa complicada para o final de semana: eles devem visitar os colegas de trabalho e convencê-los a abrir mão de seus bônus, para que o casal possa manter o seu emprego.

249- Meu passado me condena 2

249- Meu passado me condena 2

meu passado me condena 2Adoro Fabio Porchat. O filme é bem engraçado, na mesma pegada do primeiro. Esse conta com a participação luxuosa de Ricardo Pereira. Também se passa numa aldeia portuguesa e depois em Lisboa.

Fabio e Miá estão com o casamento em crise. Ela e pé no chão, ele é muito desligado. A gota d”água foi o não pagamento da conta do luz. E como a avó de Fábio morre, eles viajam para Portugal e se metem em muita confusão. Fábio revê um amor de infância, Ritinha, e seu algoz Álvaro.

Dei boas gargalhadas. Me diverti bastante. Fábio é tudo de bom. Não gosto muito da Miá Mello, mas ela  não compromete o filme.

As paisagens são lindas! Remontam às minhas tradições familiares.

Lembrei até de um ex-namorado ao ver as roupas típicas de folclore português. Bem capaz que renda uma terceira parte.

Álvaro é muito machista. Jamis me relacionaria com alguém assim. Prefiro o lado bem humorado e despojado do Fábio. Dá para refletir sobre os relacionamentos e, principalmente, que eles não são perfeitos como no conto de fadas, Muito interessante,

Deve quebrar recorde de bilheteria.

Super recomendo!!

Sinopse: A vida de casados dos apaixonados Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) cai na rotina quando, as diferenças, que não são poucas, precisam ser enfrentadas. Após Fábio esquecer o terceiro aniversário de casamento, Miá decide pedir um tempo. Quando o avô de Fábio, que mora em Portugal, o comunica que ficou viúvo, ele enxerga nesta viagem para o funeral uma oportunidade de salvar seu casamento.

Literacine: Instinto Selvagem/Arita Souza

Literacine: Instinto Selvagem/Arita Souza

download (1) (1)Olá, queridos!

Este livro é um caso clássico onde o roteiro cinematográfico favorece a literatura. Richard Osborne se baseou no enredo do filme para elaborar este romance de mesmo nome, tentando impactar tanto como a bela cruzada de pernas de Sharon Stone, que marca a memória masculina desde 1992.

Fica a dica: quem já assistiu ao filme, não leia o livro! Garanto 100% de decepção pois a produção literária não consegue suprir o impacto visual do filme, seja pelos dois segundos que levaram Sheron Stone ao estrelato ou pelo empenho do detetive Nick Curran, interpretado por Michael Douglas, em desvendar o assassinato do famoso astro de rock  encontrado morto em sua cama.

Nada se completa, filme e livro são como água e óleo. Muitas vezes o texto literário explora muito a descrição dos perfis dos personagens, mas neste caso o autor Richard Osborne trabalha num limite transcrevendo somente o roteiro do filme escrito por Joe Eszterhas.

Nesta história Johnny Boz, antiga estrela de rock e proprietário de um clube noturno em São Francisco é encontrado morto na sua cama. O caso é entregue ao detetive Nick Curran,que tem um passado de alcoolismo e consumo de drogas, embora já esteja recuperado.

A principal suspeita é Catherine Tramell, romancista que mantinha uma relação há algum tempo com Boz. A psiquiatra da polícia, Beth Gardner, ex-namorada de Nick, é convidada a participar nas investigações depois de se descobrir que o homicídio de Boz foi copiado diretamente de um dos romances de Catherine. Nick acaba por se envolver com Catherine e todos parecem ser suspeitos.

Filme recheado de  prazer, sexo e assassinatos.

Proposto na época pelo diretor Paul Verhoeven,a atriz que interpretasse Catherine deveria levar  ao extremo as nuances de sua  personagem. Sharon Stone aceitou o desafio de levar as telas a escritora Catherine Tramell e a eternizou com seus dois segundos de sedução.