Literacine: O Sol é para todos – Harper Lee

Literacine: O Sol é para todos – Harper Lee

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Olá queridos, quero muito me desculpar pelo atraso na postagem mas precisava dividir esta leitura com vocês, um livro que, sinceramente, marcou minha vida !!

De posse de um dos maiores prêmios da  literatura, Harper Lee nos brinda com um best seller atemporal, que saiu das páginas e da mente das pessoas para ganhar  as telas do cinema na década de 60 contando com a presença de ilustres atores, entre eles  o fantástico Gregory Peck.

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Lançado em 1963 e dirigido por Robert Mulligan, o Sol é para Todos é lançado com um orçamento da época de U$ 2.000,000 de dólares. Uma emoção latente tanto na produção cinematográfica, quanto na literatura, que nos conscientiza sobre uma realidade tão atualmente velada quanto o racismo.

Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu.

Fiz uma resenha  sobre livro e deixo também o link  do youtube para vocês saberem mais sobre o filme.

Boa semana

Literacine : O Diário de Jack, o Estripador

Literacine : O Diário de Jack, o Estripador

Autora: Shirley Harrison
Editora: Universo dos Livros
Número de Páginas: 504
Ano de Publicação: 2012

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Fazia muito tempo que não chegava até minhas mãos uma obra de não ficção tão interessante, e que proporcionasse tantos contrastes e questionamentos.

De início achei que seria mais uma obra ilusória sobre este personagem tão famoso, uma tentativa de ganhar a atenção dos leitores e que no final não se chegasse a nenhuma conclusão mais embasada.

Basicamente este livro se torna mais um estudo sobre a figura de Jack o estripador embasado na descoberta de um diário de um homem que assume a autoria dos crimes.

James Maybrick é apresentado como Jack, o estripador (serial killer que apavorou Londres em 1888 – assassinando e estripando pelo menos cinco prostitutas – sem nunca ter tido a verdadeira identidade revelada).

A autora analisa fatos e disponibiliza partes do diário de Maybrick (escritos com sua própria letra e com a respectiva tradução), onde o mesmo confessa a autoria dos crimes.

James Maybrick, era um comerciante de algodão que viveu na era Vitoriana e faleceu em 1889. Supõem-se que ele tenha sido assassinado por sua esposa, Florence Maybrick por arsênico. Ela ficou presa por quinze anos.

James assina seu diário dizendo-se ser Jack, o Estripador, nome dado a ele pela mídia, porém durante todo o diário é possível acompanhar o planejamento dos cinco assassinatos acontecidos em 1888, bem como os posteriores comentários referentes a cada um.

Shirley Harrison traz fatos para que seja conclusiva a autenticidade deste diário como as muitas pesquisas feitas, testes científicos para verificar a idade do papel e da tinta utilizadas na escrita até um mapeamento psicológicos sobre James Maybrick, autor do diário para enquadrá-lo no perfil de um serial killer

Tive uma falta de fluidez nesta leitura porque em certos momentos pairou a sensação que faltava algo na narrativa, não se encaixava, e que a autora preencheu lacunas.

Existem muitas especulações sobre a figura de Jack, o Estripador. O cinema produziu várias películas cheias de suposições e pesquisas verídicas sobre o personagem, algumas até satíricas como no filme baseado na obra de Jô Soares – O Xangô de Baker Street que estreou em 2001 supondo que Jack, o Estripador fosse brasileiro.

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Confira o trailer de O Xangô de Backer Street

Para se compreender melhor a estrutura do diário de James Maybrick   é necessária a leitura de toda a análise feita pela autora. O diário está à disposição no final do livro e posso dizer que se torna bem macabra a descrição dos detalhes prévios dos crimes e as execuções.

Deixo como dica um documentário que esta no youtube sobre uma das muitas versões sobre Jack, o Estripador.

254- Quando Paris alucina

254- Quando Paris alucina

quando paris alucinaCem anos de Frank Sinatra. Adoro o cantor e a homenagem cinematográfica será o filme que ele faz com Audrey Hepburn: Quando Paris alucina.

O filme é mezzo, mezzo. Mas a participação de Sinatra é boa. Além dos pontos turísticos estonteantes de Paris.

Frank participa como cantor nima das escapadas de Gabrielle por Paris.

Sinopse: Alexander Meyerheim (Noel Coward) é um produtor de Hollywood que contratou Richard Benson (William Holden), um roteirista, pois gostou do título da história prometida por ele: “A Moça que Roubou a Torre Eiffell”. Porém, nenhuma das 138 páginas que deveriam existir foram escritas, pois em vez de trabalhar no roteiro Benson ficou bebendo e se divertindo. Dois dias antes da chegada do produtor a Paris, Richard contrata Gabrielle Simpson (Audrey Hepburn), uma secretária temporária, para ajudá-lo a fazer o trabalho. Porém, o serviço toma um rumo inesperado.

Sessão de Matinê: Vai, Garotinho que a vida é sua – Doc sobre Osmar Santos/Gabriel Araújo

Sessão de Matinê: Vai, Garotinho que a vida é sua – Doc sobre Osmar Santos/Gabriel Araújo

Osmar Santos vai muito além de um narrador de futebol. Osmar Santos vai muito além de voz da democracia, de locutor das Diretas. Osmar Santos é um exemplo de vida. E esse é o principal foco da ESPN Brasil em um belo documentário sobre o Pai da Matéria. “Vai Garotinho que a Vida é Sua!” é um panorama de uma história; é o retrato da vontade de viver.

Helvidio Mattos, Roberto Salim, Marcelo Gomes e a equipe da ESPN conseguem emocionar em um filme de apenas uma hora, que não revela muitos detalhes da trajetória tão conhecida de Osmar, mas convoca depoimentos fantásticos de importantes personagens, como Oscar Ulisses, Casagrande, Neto, Edson Scatamacchia, seu irmão Osório, sua mãe Clarice, seu filho Vitor, Wladimir, Juca Kfouri, Paulo Soares, Roberto Carmona, Juarez Soares, Fausto Silva… fãs e amigos de um gênio prestando uma merecida homenagem.

A ESPN divide a vida de Osmar em uma linha: a infância, quando chegou a ser gago, o início no rádio em Osvaldo Cruz e Marília, a chegada a São Paulo, o sucesso, a participação na busca pela democracia com as ‘Diretas Já’, o fatídico acidente provocado por um motorista embriagado, a recuperação e o apoio na pintura para se reerguer. A linha não abrange tudo, mas o tempo é curto e, para uma produção destinada à televisão, cumpre muito bem seu papel.

Quem o assiste não conhece o caso que Osmar teve com uma ouvinte ainda no interior. Não ganha detalhes de sua revolução no rádio na Jovem Pan, ou de sua transferência histórica para a Globo, numa era em que o rádio vivia seu auge: é como se hoje, vá lá, Galvão Bueno fosse trabalhar na TV Record. Não o vê como a voz da Seleção pós-Luciano do Valle e pré-Galvão na TV Globo. Não sabe de sua passagem curta pela Rádio Record no início dos anos 90. Não sabe que a Globo ainda o emprega e tem nele o principal nome de sua equipe esportiva. Mas tudo isso são apenas detalhes, nada que comprometa a ótima produção. Quem quiser saber mais pode ler a ótima biografia “Osmar Santos – O Milagre da Vida”, escrita por Paulo Mattiussi, um livro muito completo.

Destaque, no documentário, para a participação do motorista que colocou Osmar na caçamba de sua picape e o levou à Santa Casa de Lins na noite do acidente. Que, numa noite conturbada no hospital, abriu a carteira e viu quem era o acidentado, para gritar que “Osmar Santos da Globo” estava ali. Para alertar os médicos que fizeram os primeiros procedimentos sem maiores recursos, e para salvar sua vida, como também fez o Dr. Jorge Padura no Hospital Albert Einstein.

O filme da ESPN Brasil é fonte de imagens bonitas e bem inseridas, desde as gravações próprias à recuperação de cenas mais antigas, como as de Osmar na cabine, de um “Grandes Momentos do Esporte”, da TV Cultura, nos anos 90; tem uma fotografia muito interessante e o trabalho jornalístico em sua mais pura forma, escolhendo muito bem os entrevistados e exercendo um bom trabalho de pesquisa.

Osmar foi o maior locutor do rádio paulista, e protagonizou a ‘Era de Ouro’, com ele na Globo, José Silvério na Pan e Fiori Gigliotti na Bandeirantes. Passou por adversidades, mas nunca desistiu. Viveu, sempre. Renasceu e descobriu o novo. Merece aplausos de pé, assim como o documentário. Osmar Santos pode ser mais do que a TV mostrou, e isso já foi muito. Nunca menos. Pois Osmar só soma, só cresce. Um viva eterno ao Pai da Matéria. Vai, Garotinho!