Literacine: Peter Pan – Livro x Filmes

Literacine: Peter Pan – Livro x Filmes

images (1)Em minha humilde opinião, foram tantas as produções de cinema sobre este tema que sinto como se violassem uma obra tão bonita e tão bem intencionada. Claro que no mundo a reciclagem de idéias sempre alavanca sucessos, mas quando se perde totalmente a referência de um trabalho, deixando de lado os pontos mais importantes, o resultado final fica vazio e sem sentido.
Conheça os pontos básicos da obra de J. M. Barrie:
Peter Pan conta as aventuras dos irmãos Wendy, João e Miguel na ilha da Terra do Nunca. Numa noite, ao voltarem de um jantar na casa de um vizinho, o sr. e a sra. Darling se deparam com o quarto das crianças vazio. A sra. Darling já sabia o que acontecera: Peter Pan voltara para buscar a sua sombra e acabou levando as crianças embora. De fato, Wendy acordou com o choro de Peter em seu quarto.
Descobriu que ele estava triste por não conseguir ter de volta a sua sombra (ele tentara grudá-la em seus pés com sabonete). Depois de ajudá-lo costurando a sombra à seus pés, Wendy é convencida por Peter a viajar com ele até a Terra do Nunca, pois ele lhe prometera fadas, sereias e muitas aventuras. Só que, além de sua companhia, Peter estava interessado em suas histórias e em seu papel como mãe. Pois ele faz parte dos Meninos Perdidos, garotos pequenos sem mãe nem pai.
E o sonho dos meninos era ter uma mãe que cuidasse deles, contasse histórias e os pusesse na cama antes de dormir.
Persuadida por Peter, Wendy acorda seus irmãos e, depois de aprenderem a voar com o pó de Sininho, a fada amiga de Peter Pan, os três partem para a Terra do Nunca. Depois de dias e de muitas aventuras em pleno voo, eles alcançam a ilha e, a partir daí, passam a conviver com os seres que lá habitam: Meninos Perdidos, animais selvagens (inclusive um crocodilo que engoliu um relógio e que por onde ele passa dá para se ouvir um “tique-taque”), índios peles-vermelhas e, é claro, os piratas. Numa trama repleta de intrigas e alianças, esses grupos vivem se metendo em aventuras e confusões, sempre existindo uma briga na qual os Meninos Perdidos se metem.
imagesLendo a obra percebemos que os personagens são excepcionalmente  
construídos. Cada um com a sua personalidade. Peter Pan é um garoto bem peculiar, com sua dualidade explícita: ora bom, ora traiçoeiro. Talvez isso aproxime ainda mais o leitor do personagem.Sem sombra de dúvidas nota dez para a obra!
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Acredito que vocês tenham pelo menos assistido ao trailer desta nova produção sobre Peter Pan. O diretor escolhido para nos guiar nesta aventura foi Joe Wright . Entre seus trabalhos estão clássicos como Desejo e Reparação e Orgulho e Preconceito e uma versão de Anna Karenina rendendo-lhe uma indicação ao Oscar. Joe Wright aceitou a direção mesmo sem jamais ter dirigido um blockbuster.
Assistindo ao primeiro filme, tive a sensação de uma possível trilogia. Será?
Gostei muito dos efeitos especiais (assisti ao filme em 3D dublado – afinal ganhei a entrada de presente devido ao dia dos professores), a dinâmica dos personagens é ótima e um roteiro bem amarradinho. Porém a sensação de vazio foi imensa! Porque quando se é um leitor, a comparação com a obra literária original é obvia.
No filme, Peter (Levi Miller) é um garoto de 12 anos que vive em um orfanato em Londres, no período da Segunda Guerra Mundial. Um dia, ele e várias crianças são sequestradas por piratas em um navio voador, que logo é perseguido por caças do exército britânico. O navio escapa e logo ruma para a Terra do Nunca, um lugar mágico e distante onde o capitão Barba Negra (Hugh Jackman) escraviza crianças e adultos para que encontrem pixum, uma pedra preciosa que concentra pó de fada (pó que o mantém sempre jovem). Em pleno garimpo, Peter conhece James Hook (Garreth Hedlund), que tem planos para fugir do local.
Como assim? Barba Negra ? kkkk   Este foi um entre tantos choques que levei ao reconhecer os personagens!
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Pra encerrar nosso bate papo quero citar num momento nostálgico um filme da década de 90 que marcou minha infância por ser encantador e fiel em muitos pontos a obra original.
Saudades eternas… Robin Williams !!
A Dona da Poltrona: Festival do Rio

A Dona da Poltrona: Festival do Rio

O Festival do Rio começou no dia 5 de outubro e vai até o dia 14. A Dona da Poltrona vai selecionar sete filmes para você conferir num dos maiores eventos de cinema do País.

1) Allende, meu avô Allende
Para quem gosta de história, esse filme é uma boa pedida!! Mostra a vida do ex-presidente chileno antes do golpe de Pinochet sob a ótica de sua neta, Marcia. Recomendo!
2) Nise- O Coração da Loucura

O filme é com Gloria Pires e fala da psiquiatra Nise da Silveira que era contra eletrochoques em pacientes psiquiátricos. Ela revolucionou a especialidade com sua genialidade. A psiquiatra Nise olhava o outro e descobriu o potencial das pessoas.

Também recomendo!!
3) Malala

O filme conta a trajetória da menina paquistanesa que ganhou o Prêmio Nobel da Paz por querer lutar pela educação das meninas de seu país e que sofreu atentado dos talibãs por causa disso. Hoje mora e estuda na Inglaterra.

4) Sr Holmes

O roteiro imagina Shelock Holmes velho e fraco e vivendo com uma governanta. Passa a cuidar de um apiário. O filme evoca cenas do presente e de flashback do último caso do grande detetive. A interpretação de Ian McKellen vale o ingresso. O filme explora o lado emotivo e não o policial de Holmes. Também recomendo!!

5) Truman

Novo filme de Ricardo Darin por quem sou apaixonada, além de também amar o cinema argentino. Dois amigos de infância, separados por anos, se reencontram e lembram os velhos tempos. Super recomendo!!

6) The Lobster

O filme se passa em um futuro próximo no qual as pessoas são proibidas de serem solteiras. Quem não estiver numa relação acaba enviado para um hotel, onde tem 45 dias para encontrar um par. Se não o fizer, é transformado em animal e mandado para a floresta. Vale a conferida! Com Colin Farrell e Rachel Weiz.

7) O Clã

É o novo filme de Pablo Trapero, argentino que rodou Abutres com Ricardo Darin e promete ser um dos destaques do festival. Baseado em fatos reais, a película conta a história de uma família de classe média que realizava sequestros de pessoas ricas e após receber o pagamento, matava as vítimas. É o indicado argentino ao indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2016. Mais que recomendado!!

Bons filmes a todos,
Anna.
Trailer de Trumarn
Literacine: A HISTÓRIA SEM FIM – MICHAEL ENDE

Literacine: A HISTÓRIA SEM FIM – MICHAEL ENDE

Sinopse: “A História sem Fim” é a mágica aventura de um garoto solitário que passa através das páginas de um livro para um reino muito particular, o reino da fantasia. Nesta terra imaginária, numa busca original e cheia de perigos, Bastian descobre a verdadeira medida de sua própria coragem e aprende também que até ele tem capacidade para amar. O texto impresso em duas cores, verde e vinho, as belas ilustrações das aberturas dos capítulos completam o clima de encantamento que envolve o leitor.

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Bastian Baltasar Bux é nosso personagem principal, nosso passaporte para um mundo inovador  cheio de histórias. Um menino gorducho e tímido que sofre bullying por criar histórias e gostar de contá-las.

Ele encontra um livro, que é bem diferente de todos os livros tradicionais ja lidos por ele e sua vida muda por completo quando ele se esconde o sótão e começa a lê-lo.
O livro que se chama A História Sem Fim.

“Fantasia é a história sem fim escrita num livro de capa cor-de-cobre que estava no sótão de um colégio. Agora, ele está na sua mão.”

Neste livro conta-se a história de um país chamado Fantasia e sua terrível catástrofe que está destruindo esse belo lugar. Esse mal, essa catástrofe  é chamada de “Nada”, e deixa pontos cegos, como se nada mais houvesse nesse ponto. Todo esse mal percorre por quase todo o país e misteriosamente quando Imperatriz Criança, a governante de Fantasia adoece.

Durante a leitura, conhecemos  Atreiú,  o herói que de acordo com a  Imperatriz, poderá salvar  o país de Fantasia. Então, Atreiú embarca em uma grande busca tentando descobrir a cura para a doença de sua governante. Ele passa por muitas aventuras até que descobre o que faltava para resolver todos os problemas: era preciso que um filho de homem desse um novo nome para a Imperatriz Criança.

Bastian sentia que o livro falava com ele! Ele se assusta com a possibilidade dele ser o filho de homem que salvará Fantasia. A Imperatriz Criança o chama várias vezes lhe pedindo que lhe um novo nome (Filha da Lua).  Ele é transportado para Fantasia e temos nosso “bum” quando nós leitores descobrimos que a verdadeira aventura começa.

“ – ZOMBAVAM DE VOCÊ PORQUE CONTAVA HISTÓRIAS QUE NINGUÉM TINHA OUVIDO? COMO ISSO É POSSÍVEL? NENHUM DE NÓS É CAPAZ DE O FAZER, E TANTO EU COMO OS MEU CONCIDADÃOS FICARÍAMOS MUITO GRATOS SE VOCÊ NOS QUISESSE PRESENTEAR COM ALGUMAS HISTÓRIAS NOVAS”

O livro é escrito em cores diferentes, de forma que quando narra Bastian na sua vida real as palavras são escritas na cor verde, e quando narra a aventura que se desenrola dentro de Fantasia, as palavras são escritas na cor vermelha.

images2Creio que ainda existam por aí os apaixonados pela série que nos fez companhia nas várias sessões da tarde na T.V. Aprendeu-se muito com toda a temática do livro como respeito e aceitação de próprio, o valor da imaginação, da amizade e do compromisso que temos de melhorar tudo a nossa volta.

Com a direção de Wolfgang Petersen, A História Sem Fim acabou se tornando um dos grandes marcos dos filmes infanto-juvenis dos anos  1980. Uma grande produção de $27.000,000 se firmou sem um grande elenco de peso mas com um enredo marcante e sensível. Não é que o livro não fosse bom, ao contrário, acredito que hoje ele tenha se firmado também pela influencia  que o filme trouxe aos leitores de hoje, que estão na casa dos quase 40 anos.

Como toda boa aventura, este livro nos trouxe a figura do sábio, do orientador através do personagem Fuchur que é um Dragão da Sorte, companheiro de viagem de Atreiú.

“- O SENHOR SÓ PODERÁ DESCOBRIR OS CAMINHOS DE FANTASIA, DISSE GRAOGRAMAN, ATRAVÉS DOS SEUS DESEJOS. E SÓ PODERÁ FAZÊ-LO INDO DE UM DESEJO PARA OUTRO. AQUILO QUE O SENHOR NÃO DESEJA, NÃO CONSEGUIRÁ ATINGIR. É ESSE O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS “PERTO” E “LONGE” NESTE LUGAR. E TAMBÉM NÃO BASTA QUERER IR EMBORA DE UM LUGAR. É PRECISO QUE SE QUEIRA IR PARA OUTRO. DEIXE QUE OS SEUS DESEJOS O CONDUZAM.”

download-2Me encantou a reflexão que Michael Ende fez sobre a importância do leitor para a sobrevivência de uma história. Quando pensamos que Atreiú lutou tanto, passou por provas e desafios e no final quem seria o grande herói, quem salvaria Fantasia da extinção, era Bastian, um leitor anônimo, cheio de medos, problemas e fragilidades de personalidade.

Sessão de Matinê: Um Senhor Estagiário

Sessão de Matinê: Um Senhor Estagiário

Por: Gabriel Araújo (@gabriel_araujo1)

Sessão de Matinê: “Um Senhor Estagiário”The_Intern_Poster

Um filme que surpreende positivamente é sempre bom. Ir ao cinema sem grandes expectativas, achando que encontrará um ponto comum que, no fim das contas, é quebrado. “Um Senhor Estagiário” é o perfeito exemplo disso, abordando de maneira divertida temas como a reintegração do idoso ao trabalho e o feminismo, típico de um trabalho da diretora Nancy Meyers, que não foge do seu ponto de conforto, mas realiza um filme correto, muito bom.

Na produção, Robert De Niro interpreta Ben Whittaker, um viúvo aposentado que, aos 70 anos, encontra uma chance de voltar à ativa com um programa de estágio sênior na companhia AboutTheFit, empresa de e-commerce de roupas fundada por Jules Ostin (Anne Hathaway), retrato da empresária jovem que não come direito, não dorme direito, não vive direito, não tem tempo para a família, ou seja, está presa ao trabalho em todo o seu tempo, agora também em busca de um novo CEO para sua companhia. A ela, apesar de inicial reticência, o simpático Ben responde diretamente no serviço.

Enquanto o sempre genial De Niro foge dos seus personagens mafiosos para interpretar um senhor divertidíssimo, amigo e ajudante de todos, esbanjando vitalidade, Hathaway incorpora um papel ao qual parece habituada, a da durona sensível, que imediatamente remete ao ótimo “O Diabo Veste Prada”, muito pela chefe grudada ao trabalho – quem sabe, Meryl Streep e sua Miranda Priestley podem ter sido uma inspiração a Anne Hathaway. No fim das contas, a campanha do filme destacando dois atores vencedores do Oscar faz sentido, pois a química De Niro-Hathaway deixa o longa ainda mais agradável.

O filme é extremamente sensível. A conexão entre todos os personagens, especialmente a equipe de estagiários (formada por Adam DeVine, Zack Pearlman e Jason Orley) é sensacional. A vitalidade de De Niro como Ben, sua relação com Fiona (Rene Russo), sua presença de filme são uma lição e tanto, mostrando que, como diriam os “gênios” sobre o jogo de futebol, a vida “só acaba quando termina”.

Abordar o feminismo novamente é outro acerto de Nancy Meyers, com a personagem de Jules, a mulher na função de comandante do capital da família, com seu marido Matt (Anders Holm) fazendo o dono-de-casa, o pai entre as mães da escola (a filhinha, inclusive, é um tópico adorável da produção), um retrato válido para o século XXI. O mundo é moderno, precisa de reflexões acerca disso.

Muitas críticas batem pesado em Meyers pela repetição de tema, pelos cenários sempre iguais, pelos personagens ‘perfeitos’, por algumas cenas estapafúrdias. Sim, existem. Mas falta humanidade a tais críticos, falta olhar para o interior e perguntar o que o espectador vai buscar no cinema. Não são grandes técnicas de filme, não. O público quer se sentir agradável e contente, quer rir e ser surpreendido.

É a proposta de “Um Senhor Estagiário”, longa muito simpático e que arranca boas risadas, com um roteiro leve e um estilo bacana, sem deixar de lado, porém, momentos sensíveis que carregam certo drama. Assisti-lo é como ouvir a um álbum cheio de músicas alegres – nem sempre é necessário, mas seu dia melhora ao fazê-lo. A quem quer se divertir e relaxar, é o filme ideal. São duas horas que passam voando e deixam o espectador bem contente.

Nota: 4/5

Sinopse:
Bem-sucedida dona de um site de moda (Anne Hathaway) é abalada pela notícia de que terá de ter um estagiário. Por uma questão social os idosos precisam voltar a ativa e ela passa a contar com um senhor de 70 anos (Robert De Niro) buscando novos desafios em sua equipe.

257- Abutres

257- Abutres

cartaz-filme-abutresO filme argentino com Ricardo Darin é impactante. Denuncia a máfia dos seguros após acidentes de automóvel. E Darin, como sempre, espetacular. O filme é violento. Luján que é médica e  trabalha em ambulância acaba conhecendo Sosa, um advogado que perdeu sua licença e trabalha numa firma que dá menos dinheiro às pessoas seguradas. Algumas forjam os acidentes para forçarem os motoristas a lhes pagarem indenizações..

Eles se apaixonam e cada um vive o seu drama. Ela é viciada em heroína e  ele faz um monte de falcatruas. Quando ela descobre que ele não é idôneo, ela o pressiona a ser uma pessoa melhor. Então, ele decide largar o serviço sujo de uma vez e partir com Luján. Não esperava uma retaliação que atingiria a própria moça e um desfecho trágico. O filme é tenso, do início ao fim e por vezes muito violento.

Adoro a Argentina e vale super a pena ver este filme.

Recomendo. 3/5 poltronas.

 

 

256- Laranja Mecânica

256- Laranja Mecânica

laranja mecanicaPara alguém aficcionada por cinema, ver Laranja mecânica agora parece uma heresia. Mas acabei vendo sem querer no Max Prime. O filme é meio louco, misto de psiquiatria e política. É uma crítica social principalmente à violência numa Londres futurista. Alex, o protagonista, se envolve com drogas e com uma gangue do barulho, que comete as maiores atrocidades: espanca velhinhos, estupra mulheres. Alex é um sociopata. Acaba preso e lá na cadeia tentam fazer tratamentos experimentais nele para que ele se recoloque na sociedade. Ele é amante de música clássica, principalmente Beethoven e acaba passando por uma camisa de força.

Não é definida ao certo a patologia psiquiátrica de Alex, mas alguma coisa ele tem. Ele sai e tenta voltar ao seu antigo lar. Lá descobre que seus pais alugaram seu quarto e ele acaba na rua. Encontra o velhinho que o espancou que revida com seus amigos anciãos, é resgatado pelo marido da mulher que ele estuprou e de tanto o moço o perturbar, tenta se matar se jogando da janela. Não morre, mas se quebra todo.

Como os governantes são criticados pelo tratamento que deram a ele na prisão pelo excesso de violência psicológica e humilhação, um dos ministros o procura no hospital e oferece um acordo. Dará apoio a ele quando sair do hospital se ele aceitar apoiar o governo. O ministro chama a mídia que sela o acordo. O filme também critica o limite tênue dessa relação governo-mídia, bem atual nesses novos  tempos.

O filme é de 1971, mas é antológico, pois vários dramas cotidianos são retratados ali e também uma crítica ao sistema prisional e aos tratamentos psiquiátricos que na época usavam eletrochoque e camisa de força.

Alex é completamente desequilibrado, tem muitos delírios, mas alguns lampejos de lucidez ao se deparar com as atrocidades que cometeu e com o pagamento que recebeu da mesma moeda das pessoas que feriu.

Laranja Mecânica levou o Oscar de Melhor Filme de 1972, também de Melhor Direção Para Stanley Kubrick e Melhor Roteiro Adaptado. Gostei do filme, mas para mim para ser visto uma vez apenas. A censura é de 16 e o filme choca em várias partes.

Recomendo!  4,5/5 poltronas