Maratona do Oscar: Amy /Anna Barros

Maratona do Oscar: Amy /Anna Barros

amyAmy é o grande favorito a vencer o Oscar de Melhor documentário. O filme foi dirigido por Asif Kapadia, o mesmo de Senna.  Asif foi feliz porque ele mostra uma Amy antes da fama, ainda adolescente mostrando às amigas Lauren e Juliette todo o seu vozeirão. Ali estava a Amy pura e dócil que com a separação dos pais, começou a se enfiar no mundo das drogas e a ter um ar triste. Amy jamais aceitou a separação dos pais e tinha verdadeira idolatria pelo pai.

Ela começou a galgar a carreira e com ela os conflitos surgiram, principalmente depois que ela conhece seu marido Blake Fielder. O amor dos dois, obsessivo e conturbado foi responsável pela grande fase criativa de Amy mas a fez se entregar mais ao álcool e às drogas pesadas. E dali se vê seu declínio até a sua morte por overdose de álcool.
Antes disso, Amy conhece a fama e apesar de amar cantar no estúdio e no palco, não consegue lidar com ela. Vê apensas suas amgias como pessoas verdadeiras, além da mãe e percebe como seu pai explorava seu sucesso, querendo sempre tirar casquinha dele.
Na primeira crise, antes do estouro de Back to Black, seu pai, Mitch, não deixou que a internassem numa clínica de reabilitação como seu produtor, empresário e amigos queriam e isso pode ter ampliado o abismo que existia entre a Amy mulher e a Amy cantora. Ela não conseguia lidar com as tristezas e sofrimentos da vida, a ponto, de, nas vezes em que ficou em abstinência de drogas e álcool, achar a vida um porre sem elas.
Quando Blake vai para a prisão seu mundo desaba. Ela se afunda mais e acaba o traindo com outro homem, levando-no a pedir o divórcio por adultério. Blake foi o grande amor de sua vida e seu ponto destruidor. Esse amor surreal a fez se distanciar de todos e a começar a arruinar sua carreira. Foi chamada pra um festival em que simplesmente não conseguiu cantar. A turnê foi devidamente cancelada e ela decidiu ir ao casamento de seu ex-empresário. Três dias antes foi encontrada morta em seu apartamento por seu guarda-costas. O filme fala da derrocada de uma artista esplêndida aos 27 anos e o quão devastador pode ser a entrega de uma pessoa às drogas. Além de cocaína, Amy foi viciada em crack e heroína, essas últimas apresentadas por Blake, no melhor estilo Meu bem, meu mal.
O documentário é triste mas à medida que mostra a vida de Amy, intercala suas principais canções mostrando como a sua vida influenciava diretamente as suas canções. Essa parte é bem sensível de Asif e própria para os fãs da voz da cantora e de sua música.
Uma das partes mais bonitas é quando ela faz dueto com seu ídolo, Tony Bennett. Ele consegue perceber seu valor extraordinário e ela consegue resgatar a Amy menina, da adolescência ao exalar toda a sua doçura frente ao seu ídolo.
Acabamos por refletir a que ponto um artista com aquele potencial se deixa derrotar e manipular pelas artimanhas e circunstâncias da vida. O documentário é linear, bonito e profundo. Ficamos pensando nele por alguns dias e vêm a dúvida: se ela não tivesse se envolvido com Blake, estaria viva?
Amy ganhou o Bafta 2016 como Melhor Documentário e é muito favorito a levar a estatueta dourada. A conferir no próximo dia 18 de fevereiro.
Super indico! Para ver e se emocionar!!
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