Maratona do Oscar: Steve Jobs/Paula Hermógenes

Maratona do Oscar: Steve Jobs/Paula Hermógenes

 

steve jobsEscrito por Aaron Sorkin e dirigido por Danny Boyle, o filme é estrelado por Micheal Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels and Michael Stuhlbarg, ie, uma constelação e tanto.  Entretanto, a qualidade do elenco talvez seja a única unanimidade a ele relacionada. 
 
Para início de conversa, Danny Boyle, dono de uma filmografia eclética e recheada de pérolas como Trainspotting (1996), o aclamado “Slumdog Millionaire” (2008) e 127 horas (2010) – para citar os mais conhecidos, parece se confirmar como um diretor de atores.  Os diálogos são bem escritos e o enquadramento realça as expressões faciais e só funcionaria com grandes atores que executam seus papéis de maneira convincente.  Apesar disso, Steve Jobs é mais uma tentativa parcialmente frustrada de retratar o perfil arrogante e controlador de Jobs com atenuantes relacionados à relação com sua filha Lisa.
 
O filme se passa nos bastidores dos lançamentos de alguns dos marcantes lançamentos da Apple, cobre a saída de Jobs para a Next e seu retorno, assim como as relações de amor e ódio com ícones da Apple: Steve Wozniak, John Scully, and Joanna Hoffman. Rapidamente, fica claro que a Jobs só interessava fazer o que queria quando queria e da forma que queria.
 
A intenção é boa, mas os diálogos são demasiadamente técnicos – no caso dos diálogos sobre produtos ou, ao contrário, demasiadamente sentimentais, quando o assunto é a relação de Jobs com amigos, a ex-mulher e a filha.  É difícil nutrir grandes expectativas sobre um filme que retrata episódios da vida de um ícone do mercado de eletrônicos, que fundou uma companhia cujos produtos você não usa.  Os primeiros trinta minutos são bons, os 30-45 minutos seguintes se arrastam e, depois o tom dos diálogos cresce novamente recuperando a metade final do filme.  Dizem que esta versão é bastante superior àquela estrelada por Ashton Kutcher.
 
Michael Fassbender, que apesar de larga experiência, só apareceu para o mundo em 12 Anos de Escravidão, faz um trabalho muito bom como Jobs – egoísta, vaidoso, arrogante, esperto e …teimoso.   Na corrida pelo Oscar, não é favorito como DiCaprio e pode até se tornar a “zebra” da noite.
 
Kate Winslet está quase irreconhecível como Joanna, o personagem que faz, às vezes, contraponto sentimental no filme frente à personalidade egoísta e vingativa de Jobs.  Mas Kate é excelente atriz e pode muito mais.  Seu personagem não chega nem perto de liberar seu potencial como atriz.
 
Em resumo, está ainda para surgir um bom filme sobre Jobs.  Danny se esforça mas ainda não foi dessa vez!
 
Nota 3 poltronas/5 poltronas
Um diálogo favorito:
Steve Wozniak: What do you do? You’re not an engineer. You’re not a designer. You can’t put a hammer to a nail. I built the circuit board! The graphical interface was stolen! So how come ten times in a day I read Steve Jobs is a genius? What do you do?
Steve Jobs: Musicians play their instruments. I play the orchestra.
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