Poltrona Cabine: Sinfonia da Necrópole/Lívia Lima

Poltrona Cabine: Sinfonia da Necrópole/Lívia Lima

unnamed (4).jpgConfesso que quando soube que se tratava de um musical com um romance inadequado e uma pegada meio sobrenatural, criei expectativas.
Esperei um sopro inovador no cinema nacional e aguardei por um filme que me desse uma injeção de ânimo.
Infelizmente, a realidade não andou de mãos dadas com a expectativa.

A Sinfonia Da Necrópole conta a história de Deodato, um rapaz meio perdido na vida que começa a trabalhar em um cemitério como aprendiz de coveiro e que começa a sentir uma forte paixão por Jaqueline, uma funcionária da funerária, que é contratada para remanejar o cemitério, para que haja mais espaço para novos túmulos. Enquanto isso, Deodato começa a ouvir vozes, ver coisas e a ter contato direto com o mundo espiritual.

A história parece mesmo interessante por se tratar de um enredo não convencional, mas o filme foi muito mal arquitetado.
Músicas fracas, atores sem a mínima química e desenvoltura e uma história igualmente mal desenvolvida.
Se a intenção foi criar um filme arrastado, bobo e com um humor fraquissimo, o objetivo foi alcançado. O filme tem lá seus momentos cômicos, que são raros e extremamente fracos e eu sai do cinema esperando muito, mas muito mais.
Em contrapartida, por mais que seja um filme ruim, a meu ver, é extasiante ver um musical como este sendo produzido em terras nacionais. Ultimamente, musicais escritos, produzidos e roteirizados no próprio Brasil tem se tornado um mito, cada vez mais difícil de se encontrar nas salas de cinema.

Os coadjuvantes salvaram o filme em boas partes: Augusto Villavincezio, Paulo Jordão e Germano Melo, que atuaram como funcionários do cemitério, criaram uma atmosfera de humor e descontração que tornou o filme mais tolerável. Já a atuação dos protagonistas, Eduardo Gomes e Luciana Paes, foi bem precária. Os dois pareciam não se entender em cena e o suposto romance não cativou.
A produção, no geral, foi tola. Não trabalhou todos os pontos que poderiam ser trabalhados, como a vida de Deodato e o mistério do cemitério, não desenvolveu os personagens ao máximo e não desenrolou a história a ponto de criar aquele gostinho de “já quero ver de novo!”. Um pouco de decepção com um pouco de fé que os próximos musicais para o cinema possam aprender algo com esse filme.

Cotação do Poltrona: Duas poltronas

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