Começa o 73º Festival de Veneza

Começa o 73º Festival de Veneza

Festival de VenezaO Festival de Veneza começa neste dia 31 de agosto, às 19h, com a exibição do filme La la Land e nenhum brasileiro na mostra.  La la land conta com Ryan Gosling e Emma Stone e fala da paixão do pianista de jazz Sebastian e da atriz Mia, que tem como pano de fundo Los Angeles.

Cineastas consagrados como Terrence Malick, Wim Wenders, Emir Kusturica e François Ozon exibirão seus filmes mais recentes a partir desta quarta-feira no Festival de Veneza, na disputa pelo Leão de Ouro.

A 73ª edição da mostra, que terminará em 10 de setembro, vem sendo considerada uma das mais interessantes dos últimos anos.
A mostra oficial terá 20 cineastas, com quatro longas-metragens de diretores latino-americanos, mas nenhum deles do Brasil. No ano passado, o vencedor do Leão de Ouro foi Desde allá, do venezuelano Lorenzo Vigas, cujo longa De longe te observo estreou recentemente no Brasil.

O grande destaque latino é o chileno Pablo Larraín, que exibirá em Veneza o filme Jackie, sobre os quatro dias dramáticos vividos por Jacqueline Kennedy (interpretada por Natalie Portman) após o assassinato de seu marido, o presidente americano John Fitzgerald Kennedy.

Veneza recebe produções de autores refinados, como o segundo filme do estilista Tom Ford sobre uma galerista de arte (Nocturnal animals) até o ambicioso documentário sobre a origem do universo de Terrence Malick, Voyage of time, que resume sua reflexão poética e sobretudo visual sobre a vida iniciada com A árvore da vida (2011).

O alemão Wim Wenders retorna ao Festival de Veneza após vários anos com o documentário The beautiful days of Aranjuez, realizado em 3D, baseado em uma peça de Peter Handke.

COMPETIÇÃO
Confira os longas na disputa pelo Leão de Ouro

. La la land, Damien Chazelle (EUA)
. The bad batch, Ana Lily Amirpour (EUA)
. Une vie, Stephan Brizé (França, Bélgica)
. The light between oceans, Derek Cianfrance (EUA, Austrália, Nova Zelândia)
. El ciudadano ilustre, Mariano Cohn e Gastón Duprat (Argentina, Espanha)
. Spira mirabilis, de Massimo D’Anolfi e Martina Parenti (Itália, Suíça)
. The woman who left, de Lav Diaz (Filipinas)
. La región salvaje, Amat Escalante (México)
. Nocturnal animals, Tom Ford (EUA)
. Piuma, Roan Johnson (Itália)
. Paradise, Andrei Konchalovsky (Rússia, Alemanha)
. Brimstone, Martin Koolhoven (Holanda, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, Suécia)
. On the milky road, Emir Kusturica (Sérvia, Reino Unido, EUA)
. Jackie, Pablo Larraín (EUA, Chile)
. Voyage of time, Terrence Malick (EUA, Alemanha)
. El Cristo ciego, Christopher Murray (Chile, França)
. Frantz, François Ozon (França)
. Questi giorni, Giuseppe Piccioni (Itália)
. Arrival, Denis Villeneuve (EUA.)
. The beautiful days of Aranjuez, Wim Wenders (França, Alemanha)

 

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Poltrona Cabine: Um Namorado Para Minha Mulher/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Um Namorado Para Minha Mulher/Cesar Augusto Mota

um-namorado-para-minha-mulherVocê certamente já ouviu muitas histórias de casais em crise no relacionamento e vários culminando em separação, mas provavelmente não deve ter se deparado com o contexto que envolve o casal Chico (Caco Ciocler) e Nena (Ingrid Guimarães).

Comédia adaptada do sucesso argentino “Um Namorado Para Minha Esposa” (2008), de Juan Taratuto, “Um Namorado Para Minha Mulher”, com a direção de Júlia Rezende, traz uma situação bastante inusitada e que vai render muitas risadas em alguns momentos e emoções em outros. Cansado de seu casamento de 15 anos e das constantes reclamações da esposa, Chico, que trabalha numa loja de antiguidades, está decidido a pedir a separação, mas não tem coragem e iniciativa para tal, e é encorajado por seus amigos a contratar um amante para seduzir Nena e, consequentemente, um ponto final na relação.

A tarefa de se aproximar e seduzir Nena fica por conta de Corvo (Domingos Montagner), um artista de circo e uma espécie de “gerenciador de crises”, como se autodenomina. Apesar da aparência exótica, de cabelos compridos e roupas escuras, Corvo se mostra bastante sedutor, paciente e com habilidade para conquistar as mulheres, sabendo o que dizer e o timing para fazer qualquer mulher se sentir atraída por ele. Tudo parecia perfeito, Chico tinha a impressão de ter feito a escolha certa, mas tudo começa a sair dos eixos quando Corvo se apaixona por Nena e esta muda de comportamento, voltando a ser a pessoa que Chico conheceu nos tempos de faculdade.

Desesperado e arrependido do que fez, Chico tenta cancelar tudo e voltar com Nena, mas diversas situações e desdobramentos virão a seguir e prometem fazer o espectador se emocionar e tirar lições sobre os comportamentos e os tipos humanos. A cineasta Julia Rezende faz tudo isso com maestria, e consegue fazer um panorama das atitudes e das consequências destas, seja em um relacionamento saudável ou em crise. Tudo foi feito com a dose certa de humor aliado com reflexão, afinal não é fácil abordar um tema como crise conjugal de maneira cômica, é preciso saber dosar a dramaticidade com humor, e o resultado é satisfatório.

O trabalho realizado pelo elenco é de excelência, Caco Ciocler e Ingrid Guimarães cumprem muito bem seus papéis, ambos souberam dar a carga de humor e drama sem perderem a mão, além de terem conseguido conquistar o público e fazer todos torcerem para que o casal continuasse junto, apesar dos entreveros. Domingos Montagner teve um grande desafio de fazer o público comprar a ideia do seu personagem, um homem com look estranho e que parecia ser um psicopata, mas houve boa recepção da crítica e também do espectador. Corvo não só transmite mistério, como também carisma e também um pouco de angústia e pena, já que ele se apaixona por Nena e se mostra frágil ao revelar a Chico a paixão por sua esposa. É um personagem que se encaixou muito bem e fez a história funcionar.

Já em relação aos outros atores e atrizes, só reverências a  Miá Mello, Marcos Veras e Paulo Vilhena, os três encararam personagens secundários, mas muito importantes no enredo. Quem não já teve uma amiga para desabafar seus problemas e ter um ombro amigo? Ou um outro que o incentivasse a fazer o que vc hesita tanto ou um que fosse descolado e não tivesse problema com sua sinceridade? Esses tipos são bastante presentes na sociedade e não poderiam ficar de fora dessa divertida comédia.

Se você procura um filme divertido e moderno e com um humor despretensioso, que ao mesmo tempo o faça refletir sobre o cotidiano e suas situações, “Um Namorado Para Minha Mulher” é a escolha certa. A produção estreia nos cinemas brasileiros em 01 de setembro de 2016.

Top 5 – As cenas mais calientes do Cinema

Top 5 – As cenas mais calientes do Cinema

vicky cristina barcelona5- Vicky Cristina Barcelona

A cena entre Cristina (Scarlett Johanson) e o pintor Juan Antonio(Javier Bardem) é bem caliente. Cristina é mais liberada que sua amiga Vicky que é noiva e trai o noivo com Juan Antonio. Javier Bardem é um homem muito charmoso. E ele e Scarlett têm química. Cena bem sensual.E acabam formando um quadrado amoroso porque ele não se desprendeu da ex-mulher.

 

 

 

 

 

diario de uma paixao4- Diário de uma Paixão

Filme baseado num livro de Nicholas Sparks, mas que tem uma cena pra lá de tórrida, na chuva, que acaba na cabana do casal, Noah e Allie. É de tirar o fôlego. O título original em inglês é The Notebook.

 

 

 

 

 

 

 

 

top gun23- Top Gun

Tinha que ter um filme de Tom Cruise. Há uma cena caliente em De Olhos Bem Fechados, mas eu não gosto do filme. Então, prefiro escolher Top Gun porque a sequência e ótima. Maverick despreza Charlie por ela falar mal dele, ela corre atrás, ele finge não ouvir. Aí ela se declara apaixonada e os dois se entregam numa cena simples, mas caliente. No dia seguinte, ele deixa uma aviãozinho e uma flor. Tom Cruise é o ator que mais amo no mundo. Não podia faltar. E quem não iria querer um encontro de amor ao som de Take my Breath Away.

 

bella e edward2- Amanhecer – parte 2

Bella e Edward decidem consumar seu amor após o casamento, por insistência de Edward. Então, a cena é cercada de muita expectativa. É a primeira vez dela. E foi gravada em Paraty, Rio de Janeiro, Brasil. Há uma entrega tímida e depois voraz porque ele é um vampiro e a transforma em vampira com esse ato na tão aguardada lua-de-mel da dupla. É sublime e o cenário natural ajuda. Sou suspeita porque amo a saga Crepúsculo e amava o casal que existia na vida real e acabou se separando.

 

instinto-selvagem1- Instinto Selvagem

É, a meu ver, a cena mais caliente da história do Cinema. Porque o filme é um suspense erótico e por causa da química entre Sharon Stone e Michael Douglas. Ele, um policial que investiga um crime do qual ela é suspeita e ela, a escritora suspeita. Há todo um thriller psicológico e ela parece querer dominá-lo todo o tempo, não só na cama. Mostra o empoderamento feminino em plenos anos 90. É uma cena bastante marcante.

 

 

Por Anna Barros

Rachel Griffiths espera voltar ao Festival de Gramado

Rachel Griffiths espera voltar ao Festival de Gramado

festivaldegramado1A atriz australiana Rachel Griffiths chegou à Serra Gaúcha na madrugada do último domingo (28) e, quando acordou, teve uma surpresa ao abrir a janela de seu HOTEL. “A paisagem era australiana e, de repente, eu estava me sentindo em casa”, contou entusiasmada. Vencedora do Globo de Ouro pelo seriado “A Sete Palmos” e indicada ao Oscar pelo drama “Hilary & Jackie”, Rachel veio a Gramado a partir de uma parceria do evento com Sundance Channel. Em sua passagem por Gramado, apresentou o inédito drama “Mammal”, em uma sessão comentada com o curador Rubens Ewald Filho. O filme dirigido por Rebecca Daly, será exibido no dia 19 de setembro no Sundance Channel, que, aqui no Brasil, pode ser acessado via Sky.

Sobre o drama que trouxe a Gramado, a atriz revela que, pela primeira vez, teve a oportunidade de interpretar uma personagem totalmente diferente das que incorporou ao longo de sua carreira. “Sempre interpretei mulheres que, confusas ou não, eram muito decididas e conscientes em relação aos seus sentimentos e decisões. Margaret [a protagonista de “Mammal”] não é assim. Pelo contrário: ela é mutilada emocionalmente e não toma muita consciência das escolhas que faz na vida. Eu estava afastada de papeis desafiadores como esse, por isso é bom retomar a esse universo”, lembrou a atriz, que, antes do filme de Rebecca Daly, estava envolvida em filmes mais leves como “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” e seriados para TV aberta, a exemplo do drama familiar com toques de comédia “Brothers & Sisters”.

Ainda sobre as mulheres que já representou, Rachel Griffiths lembra com carinho de uma de suas personagens mais emblemáticas: a conturbada Brenda Chenowith, que vive um romance de idas e vindas com Nate, o protagonista de “A Sete Palmos” vivido por Peter Krause. “O episódio-piloto dessa série tem o melhor roteiro que já li na vida. Quando recebi, só o que pensava é que eu precisava fazer parte daquele projeto de alguma maneira”, recordou a australiana. Para ela, o seriado ainda hoje ecoa na indústria televisiva, mesmo em tempos de novas plataformas de exibição como o Netflix: “Sempre quando se referem ao que ‘A Sete Palmos’ representa, a unanimidade é que esse foi um programa que, junto com ‘A Família Soprano’ e ‘The Wire’, pontuou o nascimento da excelência na TV moderna. Particularmente, a experiência me marcou por dar os holofotes a mulheres em todas as suas qualidades e imperfeições”.

Para Rachel Griffiths, é um pouco inconcebível fazer cinema sem relação de identificação, seja com o diretor ou com o elenco. Entre os trabalhos que cita como marcantes nesse sentido está “O Casamento de Muriel”, comédia dramática de P.J. Hogan onde diz ter formado uma “química mágica” com Toni Collette. Com quem está atrás das câmeras, ela destaca a parceria com o diretor Anand Tucker, que comandou “Hilary & Jackie”, cinebiografia sobre as irmãs Hilary e Jackie Du Pré que a levou ao Oscar em 1999. No entanto, a atriz rejeita os confetes e prefere enxergar celebrações como o momento da celebração de uma equipe. “Quando fui ao Oscar, percebi que não me tornei uma atriz para dar entrevistas no Tapete Vermelho sobre a cor das minhas unhas ou sobre o conceito do meu vestido. O que considerava especial era estar com a minha equipe celebrando o reconhecimento para um filme que fizemos juntos”, apontou.

Mesmo breve, a passagem de Rachel Griffiths por Gramado foi aproveitada plenamente pela atriz, que atendeu jornalistas e ainda conheceu o Museu do Festival de Cinema de Gramado. Quanto às memórias que levará da cidade, ela destacou os tradicionais chocolates gramadenses e a receptividade na cidade, que, segundo ela, está repleta de pessoas calorosas e sempre com um sorriso no rosto: “Adoráveis! Cada um de vocês. Nunca me senti tão bem acolhida ao chegar a um país. Espero arranjar logo uma desculpa para voltar a Gramado!”.

Por Anna Barros

(Foto: Cleiton Thiele/Pressphoto)

Fonte: Site Oficial do Festival de Gramado

 

Poltrona Cabine: Star Trek Sem Fronteiras/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Star Trek Sem Fronteiras/Cesar Augusto Mota

startreksemfronteiras_6-750x380A franquia “Star Trek” chega aos 50 anos com estilo, encantando espectadores mundo afora e disposta a estabelecer relações com novos públicos. Muitos já se divertiram com o clássico “Jornada nas Estrelas”, dos anos 1960, e também com a nova essência de “Star Trek”, com filmes em 2009 e 2013, do diretor J.J Abrams. Agora está prestes a chegar aos cinemas brasileiros a terceira aventura da nova leva, “Star Trek Sem Fronteiras”, com Justin Lin (Velozes e Furiosos ) na direção, e a nova produção promete resgatar o espírito de diversão e aventura presentes na série de TV que marcou gerações.

Em “Star Trek Sem Fronteiras”, a tripulação da nave espacial Enterprise irá se encontrar no terceiro ano de uma missão prevista para durar cinco anos, conforme dito no último filme, em 2013. Os tripulantes estão na busca por novos povos, mas o capitão Kirk (Chris Pine), cansado das últimas jornadas, se encontra bastante desmotivado, até que ocorre um ataque à Enterprise, de autoria do vilão Krall (Idris Elba), interessado em um artefato recentemente descoberto e na posse do líder da tripulação. Em uma sequência de excelentes efeitos especiais e de muita ação, a nave é destruída, o que causa a queda de todos os tripulantes da Enterprise em um planeta desconhecido.

O incidente provoca a divisão do grupo em duplas na busca por uma saída do planeta misterioso, até que surge Jaylah (Sofia Boutella), uma guerreira que habita uma nave antiga de propriedade da própria Enterprise disposta a ajudar todos a encontrar uma solução e também a confrontar e derrotar Krall, responsável pela morte de várias pessoas, inclusive a família de Jaylah. O entrosamento entre a tripulação da Enterprise com a nova integrante se mostra consistente, e a dose cômica que o filme traz em alguns momentos também funciona.

No plano visual, os gráficos apresentados são de um enorme primor, tornando as cenas mais dinâmicas e emocionantes, principalmente com o uso de hologramas e do teletransporte, mecanismo essencial na luta contra Krall. Destaque também para os belos e destruidores ataques alienígenas, dentro e fora da nave.

O roteiro nos proporciona um enredo bem desenvolvido, com ótima ligação da primeira parte, quando a Enterprise é destruída, com a segunda parte, da união dos tripulantes em pequenos grupos e a entrada de Jaylah até o confronto final com Krall, sem perder o fio da meada. Tudo isso ocorre de forma natural, e ocorre principalmente em decorrência da atuação de todo o elenco.

“Star Trek Sem Fronteiras” sem dúvida tem tudo para agradar aos antigos fãs da franquia, bem como conquistar os corações de novos espectadores, e não se esquece também de fazer homenagens póstumas para Leonard Nimoy (o eterno Spock), e Anthon Yelchin, Checkov, morto recentemente em acidente automobilístico. As homenagens? Bem, melhor não contar para não estragar a surpresa.

A impressão que temos com esse novo filme é a de que temos uma sensação retrô quando o assistimos, e também uma reverência ao passado no presente. “Star Trek Sem Fronteiras” é mais do que isso, é uma homenagem à franquia, bem como uma mostra de evolução, com belos efeitos visuais, um elenco entrosado e uma ótima equipe por trás das câmeras e com potencial para continuar a cativar os antigos fãs e também aqueles que ainda não conhecem as famosas aventuras intergalácticas da Enterprise. O filme de Justin Lin se sai bem em sua proposta e mostra o que se espera dele.

Festival de Gramado traz O Silêncio do Céu

Festival de Gramado traz O Silêncio do Céu

O Silencio do CeuOs jovens diretores do cinema brasileiro têm investido ultimamente, com sucesso, no suspense psicológico. é um filão que tem despertado interesse nas pessoas e levado os cinéfilos às poltronas de cinema. Depois de filmes complexos como O Lobo Atrás da Porta e Para Minha Amada Morta, o 44º Festival de Cinema de Gramado traz O Silêncio do Céu, nova produção do cineasta Marco Dutra.

O drama se mistura com suspense e terror ao narrar a história de uma mulher vítima de estupro (Carolina Dieckmann). O marido (Leonardo Sbaraglia) flagra a cena mas, paralisado, não faz nada para interrompê-la. Depois disso, a dupla carrega os seus segredos: ela não diz nada sobre o que sofreu, nem ele revela o fato de ter sido testemunha. O silêncio passa a corroer o casal.

O filme está repleto de imagens sombrias e muito bem filmadas, introduzindo uma série de símbolos que tornam a relação da dupla ainda mais complexa. Uma bela narração em off também traduz as fobias e pesadelos de cada um. Com uma conclusão de grande impacto, O Silêncio do Céu deixou os espectadores de Gramado colados à cadeira um bom tempo após o fim da sessão. Não seria uma surpresa se a produção fosse recompensada com os principais prêmios do festival.

Crédito da foto: Divulgação

Por Anna Barros

Festival de Gramado: “Elis” e “Roubo da Taça” se destacam na abertura

Festival de Gramado: “Elis” e “Roubo da Taça” se destacam na abertura

maxresdefaultA primeira noite do 44º Festival de Cinema de Gramado apresentou os dois primeiros filmes da mostra competitiva e considerados os mais aguardados desta edição: “O Roubo da Taça”, de Caíto Ortiz, e “Elis”, de Hugo Prata.

O primeiro retratou um dos episódios mais bombásticos dos anos 1980, o roubo da Taça Jules Rimet da sede da CBF em 1983, com o cineasta Caíto Ortiz realizando um retrato divertido da malandragem carioca sem heróis ou vilões, e o longa contou com a ótima atuação de Paulo Tienfenthaler.

O segundo longa-metragem trouxe um grande panorama da carreira de Elis Regina, de sua adolescência até a morte. A interpretação da eterna Pimentinha ficou por conta de Andreia Horta, que se esforçou para captar todas as expressões e gestos, e o filme também contou com as atuações de Julio Andrade e Caco Ciocler. A relação de Elis com a ditadura militar, bem como o uso das drogas também foram abordados, mas de maneira branda para não entrar em polêmicas, porém o filme foi bem recebido e ovacionado pelo público após sua exibição.

Quanto a curta-metragens, o festival mostrou o projeto coletivo “Black Out” e a comédia “Aqueles Cinco Segundos”. Este retrata um casal (Gabriel Godoy e Luciana Paes) que conversa em um quarto de motel e relembra o início de relacionamento entre eles, mas percebem algumas lacunas, como a ausência do primeiro beijo. Já aquele ilustra a falta de recursos, como o da energia elétrica nos quilombos do nordeste brasileiro.

Marcado na primeira noite pelas premiações da atriz Sônia Braga, estrela de “Aquarius”, com o troféu Oscarito por sua trajetória no cinema, bem como o ator Tony Ramos, agraciado com o troféu Cidade de Gramado, o 44º Festival de Cinema de Gramado vai até o dia 03 de setembro de 2016.

Por: Cesar Augusto Mota