Poltrona Cabine: Esquadrão Suicida/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Esquadrão Suicida/Cesar Augusto Mota

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Um dos filmes mais aguardados do ano e cercado de grandes expectativas, “Esquadrão Suicida” prometia um roteiro que prendesse a atenção do espectador, com uma história recheada de cenas de ação, boa química e entrosamento entre personagens, evolução, além de boa fotografia. Será que o longa de David Ayer conseguiu tudo isso?

Vejamos, a história ambientada na cidade de Midway começa a apresentar cenas de flashback com a origem de cada personagem, a vida de cada um na prisão e depois como todos se conheceram antes de serem recrutados pelo governo dos Estados Unidos para a missão de salvar o mundo de uma entidade maléfica e misteriosa. Mas tudo isso levou cerca de 40 minutos, algo muito longo para a primeira parte, que poderia ter sido feito de forma mais direta e menos arrastada.

Além disso, nem todos os personagens ganham a devida importância e espaço na trama, como o Coringa, que surge como um elemento importante na construção da Arlequina, mas que depois surge em momentos que não guardam conexão com a história e vai aparecer lá no fim, em cena de pós-crédito um tanto confusa. Podemos dizer que o Coringa, com a atuação de Jared Leto, foi um artigo de luxo no filme, e que merecia maior espaço.

Quanto ao quesito atuações, Will Smith é destaque como o Pistoleiro, que além de se revelar durão e perverso, também mostra um lado humano e amoroso, disposto a tudo para voltar a ficar do lado da filha de 11 anos e vê-la crescer. Margot Robbie torna a Arlequina uma personagem bem divertida e carismática e com boas tiradas cômicas, Viola Davis consegue mostrar com sua atuação uma Amanda Waller destemida e poderosa como a dos HQs, já Jay Hernandez é a maior surpresa como El Diablo, personagem que mostra maior evolução e se torna essencial na luta contra Magia, de Cara Delevigne, que tenta criar ilusões e confundir todos os vilões para poder dominá-los e recrutá-los ao seu comando.

E a fotografia? Visualmente, não há uma grande variação de cores, há tons escuros e cinzentos nas cenas em Midway City e feixes de luz alaranjados nas cenas diurnas, nada que cause impacto na visão do espectador, e que tampouco comprometa a trama.

As cenas de ação são satisfatórias, mas que se perdem ao longo da obra, e se tornam longas e maçantes na batalha final, e um embate que soa semelhante a de outros filmes, como Batman vs Superman. Problema de inspiração de David Ayer e uma tentativa forçada de tornar vilões tão populares como herois? Talvez, mas “Esquadrão Suicida” cumpre bem o item entretenimento, quem está acompanhando se diverte do início ao fim, apesar dos problemas de roteiro e edição.

“Esquadrão Suicida”, num misto de referência a outros filmes, até mesmo ao Batman, que também marca presença na história, tentou mostrar um universo estendido do mundo DC com personagens de diferentes personalidades e perspectivas e capazes de proporcionar uma trama sólida e dinâmica, mas acabou por dividir opiniões, uns gostaram, outros odiaram. O saldo é positivo, mas com gosto de que poderia ir mais longe.

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