Poltrona Resenha: Ben-Hur/Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Ben-Hur/Cesar Augusto Mota

Ben-Hur-2016-Remake-1024x683Quem não se lembra de Ben-Hur, clássico de 1959 que ganhou 11 estatuetas no Oscar e que consagrou Charlton Heston? Pois bem, essa obra épica do cinema norte-americano ganhou uma releitura em 2016, mas com algumas diferenças.

Enquanto o longa de 1959 teve 212 minutos, uma roupagem mais bíblica, e a vingança como foco principal da narrativa, o filme com a direção de Timur Bekmambetov traz ótimas cenas de ação e de efeitos especiais, temáticas como a fé, o perdão e a compreensão, uma trama mais enxuta, com 123 minutos de duração e a figura de Jesus Cristo com maior presença e inspiradora para o protagonista.

Judah Ben-Hur (Jack Huston), membro de uma família rica e judia, é criado ao lado do romano Messala (Toby Kennell), mas ambos tomam caminhos opostos. Enquanto o primeiro está mais propenso a apoiar o povo judeu, o segundo se torna oficial do Exército Romano, mas não consegue o apoio da família de criação em prol de Roma. Messala acusa injustamente Ben-Hur de ser protetor de insurgentes que atacam as forças de César em Jerusalém, condena-o à escravatura e consequentemente o afasta de sua família. Ben-Hur sobrevive e jura vingança a seu irmão adotivo.

As atuações de Huston e Kennell, a meu ver, são apáticas e deixam a desejar, tendo em vista que este, como Messala, não convence que irá trair o irmão, já aquele demonstra carisma, mas não é tão incisivo como o Ben-Hur da versão anterior. Já as participações de Morgan Freeman, como o xeque Ildarin, e Rodrigo Santoro, como Jesus Cristo, são importantes para a trama e ajudam na proposta do novo filme, de o espectador ter uma nova visão para a história de Ben-Hur.

O roteiro assinado por Keith Clarke (Caminho da Liberdade) e John Ridley (12 Anos de Escravidão) apresenta uma história munida de temas que persistem até os dias atuais, como a intolerância religiosa, política e a resistência à opressão, bem como as ideias da redenção, do perdão e da fé, bem transmitidas por Jesus Cristo no filme, principalmente no momento da crucificação, que obviamente, causa comoção.

Se a proposta não era a de ser melhor que o longa metragem de 1959, mas de proporcionar um senso crítico e uma reflexão aos espectadores sobre a fé e os males que rodeiam o mundo contemporâneo, certamente que Ben-Hur conseguiu. Apesar dos altos e baixos, vale a pena assistir, sem esquecer da batalha épica entre Ben-Hur e o irmão numa corrida de bigas, as populares carruagens puxadas por 4 cavalos nos circos romanos, um dos pontos mais altos e emocionantes da trama.

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