Poltrona Cabine: As Confissões/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: As Confissões/ Cesar Augusto Mota

noticia_966625_img1_as-confisses3Os fãs das histórias dramáticas e de mistério já podem se preparar, chegará em breve aos cinemas um filme que promete proporcionar momentos de tensão e prender a atenção até seu desfecho.

Longa de produção italiana e francesa e ambientada na Alemanha, “As Confissões” apresenta um encontro de economistas representantes do G8 em um hotel de luxo na região Báltica para discutir estratégias a serem adotadas para mudar os rumos da economia mundial, o que pode afetar gravemente alguns países.

Além desses, um monge italiano, Roberto Salus (Toni Servillo) também participa do encontro, e vai a convite de Daniel Roché (Daniel Auteuil), diretor do Fundo Monetário Internacional, que também deseja se confessar. Logo nas primeiras cenas você já se pergunta o que virá em seguida, já que logo se depara com um gravador no encontro do padre Salus e Daniel Roché, instrumento não muito comum entre pessoas religiosas.

Na primeira cena entre o padre Salus e o diretor Roché se nota uma conversa rasa e sem muito impacto, até que se entre no assunto principal da reunião, as estratégias a serem traçadas para a economia mundial e a apresentação de uma misteriosa equação que pode revelar um plano de alto risco. A tensão começa logo após a conversa, quando Daniel Roché é encontrado morto no dia seguinte, asfixiado, e a reunião imediatamente suspensa.

A dúvida e o medo passam a tomar conta de todos, e as suspeitas de que o padre Salus sabe da manobra secreta a ser utilizada no plano estratégico para a economia mundial após se encontrar com Roché aumentam ainda mais, e as buscas por respostas e pelo depoimento do próprio sacerdote são feitas de forma incisiva, mas o religioso, devoto do silêncio, se recusa a abrir o jogo.

O roteiro assinado por Roberto Andó e Angelo Pasquini apresenta uma história dinâmica e bem amarrada, além da boa montagem após as cenas das investidas de todos os membros do G8 para que o padre Salus revele o conteúdo da confissão de Daniel Roché. Após cada cena, um flashback do encontro entre Salus e Roché, revelando-se aos poucos tudo o que se passou no encontro, até a cena de suicídio de Roché, com um saco plástico na cabeça.

Não só a atuação de Toni Servillo foi o ponto alto da trama, como também as interações de Connie Nielsen (Fator de Risco, Três Dias para Matar), como Claire Seth e Marie-Josée Croze (Tudo Vai Ficar Bem), a ministra canadense, são importantes para o desenrolar da trama, tendo a personagem Claire ajudado o padre Salus a fugir do perigo que o rondava, tendo em vista que este ouvira toda a confissão do finado diretor do FMI e seu gravador ter sumido durante a história, aumentando ainda mais as buscas e a tensão. Nota 10 para a produção, assim como para a trilha sonora de Nicola Piovani, bastante arrebatadora, e a belíssima fotografia, de Maurizio Calvesi.

“As Confissões” estreia nos cinemas brasileiros em 17 de novembro de 2016, com distribuição da Mares Filmes. O longa metragem foi indicado para o 8 ½ Festa do Cinema Italiano 2016, e recebeu o prêmio de melhor Fotografia do Sindicato dos Críticos de Cinema Italianos 2016, além de ter recebido a indicação a melhor Som e Direção.

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