Poltrona Cabine: O Lar das Crianças Peculiares/Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Lar das Crianças Peculiares/Cesar Augusto Mota

12794933_10153990535708633_7541704689111919124_o-1Uma história inicialmente sombria, mas com cenários deslumbrantes e revestida de aventura e fantasia, assim é “O Lar das Crianças Peculiares”, de Tim Burton, adaptado do livro “O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares,” escrito por Ransom Riggs. O longa estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) e com a expectativa de alcançar o mesmo sucesso obtido pela obra infanto-juvenil.

A narrativa começa com uma tragédia na vida de Jacob Portman (Asa Butterfield), que encontra seu avô Abe (Terence Stamp) desfalecido na floresta e sem os olhos, fruto de um ataque feito por um misterioso monstro. Disposto a descobrir mais sobre o passado do avô, Jake viaja para o País de Gales e lá descobre em meio a uma ilha um orfanato comandado pela senhorita Peregrine (Eva Green), que tem a missão de proteger crianças que possuem dons especiais.

Um garoto capaz de dar vida a objetos inanimados, um menino invisível, uma menina com super força, outra com a habilidade de incinerar objetos com simples toques entre outros, todos precisam ser protegidos dos etéreos, criaturas que precisam se alimentar dos olhos dos peculiares para readquirirem a forma humana.

Se a história começa bastante tímida e  num ritmo lento, ela vai se tornando emocionante na medida em que Jake vai interagindo com todas as crianças e aos poucos descobrindo sobre todos os perigos que rondam o orfanato. Após descobrir que também possui dotes especiais, Jake se torna peça chave para o desenrolar da história e precisa unir forças com as outras crianças para evitar que caiam nas garras do terrível Barron (Samuel L. Jackson), disposto a aniquilar todos os peculiares, devorar todos os olhos possíveis e alcançar a imortalidade.

Os pontos altos do filme são o show de efeitos visuais aliados com a rápida transição para outros ambientes, além dos cenários de tirar o fôlego e com aparências próximas dos fatos que abalaram a década de 1940, como os bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial. Uma verdadeira adrenalina toma conta do espectador, que vai se envolver cada vez mais com os personagens e viajar por diversos cenários, classificados como fendas, ambientes que se abrem em outras dimensões e que evitam a morte prematura de quem tem habilidades especiais.

Já o que pesa contra o filme foi a tentativa forçada de se criar um romance entre Jake e Emma (Ella Purnell), a garota que usa sapatos de chumbo para não flutuar e que possui o ar como habilidade, podendo usá-lo para o que quiser. Por conta do ritmo frenético, do conjunto de ações dos personagens e das constantes lutas com criaturas grotescas, não há clima para cenas românticas, além do excesso de humor usado por Barron, o que o atrapalha um pouco na trama e o faz perder a mão em alguns momentos.

Se “O Lar das Crianças Peculiares” peca em alguns pontos, ele acerta em outros, e quem gosta de uma história recheada de aventuras, emoções, cenas dinâmicas e um roteiro que explore o mundo fantasioso em conexão com a realidade, esse é o filme certo. Um prato cheio, que conta com a assinatura de Tim Burton, apontado como um dos melhores cineastas da atualidade.

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