Poltrona Cabine: O Vendedor de Sonhos/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Vendedor de Sonhos/ Cesar Augusto Mota

650x375_vendedor_1674994Sabe quando você entra em desespero, acha que está tudo perdido e não vê mais solução para seus problemas? Pois bem, Júlio Cesar (Dan Stulbach), psicólogo renomado, está prestes a pular do 21º andar de um prédio e cometer suicídio, mas um homem misterioso, conhecido como Mestre (Cesar Troncoso), consegue resgatá-lo com sua coragem e sábias palavras e propõe a ele a chance de uma nova trajetória de vida.

Baseado no livro homônimo de Augusto Cury, “O Vendedor de Sonhos” brinda o espectador com a fantástica história de uma amizade sólida construída entre Júlio Cesar e Mestre, que juntos vagam pela cidade de São Paulo com a missão de ajudar outras pessoas por meio de ensinamentos que tragam conforto, confiança e esperança de dias melhores, tendo em vista os mais diversos dilemas que assolam nossa sociedade.

O Mestre se apresenta a Júlio Cesar como uma pessoa que vende algo que o dinheiro não pode comprar, a chance de recomeçar. É verdade que já nos lamentamos por erros ou atos praticados no passado, mas temos a chance de ter um novo começo e reescrever nossa história. Além disso, o perdão faz mais bem a quem perdoa do que ao perdoado, e merece destaque a cena em que Mestre impede a prisão do garoto Dimas por ter roubado a bolsa de uma senhora idosa, e frisa que todos erram e merecem uma segunda chance.

Num misto de emoção e mistério, “O Vendedor de Sonhos” trará uma experiência extraordinária a quem for fã de histórias que valorizam as relações humanas e transmitem valores como o amor, o perdão, o caráter e, principalmente, a superação. O diretor Jayme Monjardim faz um excelente trabalho, e o filme traz um roteiro coeso, história com bom ritmo e uma montagem precisa, com os passados dos dois protagonistas sendo revelados na medida certa.

E quanto às atuações? Dan Stulbach consegue convencer como Júlio Cesar, principalmente nas cenas que exigiram mais emoção, e seu personagem ganha contornos mais dramáticos e com carga decisiva para a trama do meio para o fim. Já César Troncoso está admirável como Mestre, sua atuação é tão magistral que fará o espectador ficar mais ansioso e curioso pelos próximos ensinamentos do misterioso morador de rua nos lugares em que for passar. Há uma agradável surpresa no desfecho da história, que fará os espectadores valorizarem o ser humano e ter uma autoestima ainda mais elevada.

Ficou curioso? “O Vendedor de Sonhos” chega ao circuito nacional em 08 de dezembro, com distribuição da Warner Bros. e Fox Filmes.

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O Último Durão-Mostra de Cinema celebra centenário e legado do ator Kirk Douglas

O Último Durão-Mostra de Cinema celebra centenário e legado do ator Kirk Douglas

kirk-douglas-97-birthday-ftrÚnico profissional em atividade a testemunhar tanto os anos dourados da cinematografia americana quanto os em que a censura proporcionou uma verdadeira caça às bruxas, Kirk Douglas completa 100 anos de idade no próximo dia 09 de dezembro. Para celebrar esta lenda viva do cinema, a Cinemateca do MAM, de curadoria de Ricardo Cota, realizará a Mostra O Último Durão – Centenário de Kirk Douglas de 25 de novembro a 11 de dezembro. A retrospectiva também será realizada no Cine Joia (29 de novembro a 11 de dezembro) e em Niterói no Cine Arte UFF (25 de novembro a 1 de dezembro).

A abertura da Mostra ocorreu na última sexta-feira, dia 25/11, na Cinemateca do MAM, com uma programação especial com direito a debate com Ricardo Cota, Mario Abbade e convidados, sobre a trajetória e obra de Kirk Douglas, bem como sobre sua luta por minorias, considerando sua importante colaboração na luta contra o macarthismo, tornando-se o primeiro astro a contrariar o sistema e contratar um roteirista cujo nome constava na lista negra, Dalton Trumbo, para assumir o roteiro “Spartacus” (Idem – 1960), produzido e protagonizado por Douglas, dirigido por Stanley Kubrick.

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Há tempos planejada por Cota, esta homenagem a Douglas tem um sabor especial porque conta com sugestões do próprio ator na seleção de filmes – 29 longas ao todo, exibidos em dcp e blu-ray. A participação de Kirk Douglas se deu por intermédio de seus representantes e de Mario Abbade, jornalista e crítico de cinema, convidado pelo MAM para assumir a curadoria da Mostra devido à sua proximidade não apenas com os representantes do ator, mas, sobretudo, com sua obra.

Junto com a retrospectiva será lançado o livro O Último Durão – Centenário Kirk Douglas, com textos críticos sobre 29 filmes escolhidos pelo próprio Kirk Douglas e uma entrevista exclusiva com o ator e fotos de seu acervo pessoal. O livro foi organizado pelo jornalista e crítico de cinema Mario Abbade que convidou os jornalistas renomados Marcelo Janot, Rodrigo Fonseca, Susana Schild, Simone Zucolotto, Daniel Schenker, Ruy Gardnier, Sylvio Gonçalves, Alessandro Giannini e Ricardo Cota, entre outros, que colaboraram com textos. O lançamento será segunda, dia 12 de dezembro, às 19h, na livraria Blooks (Espaço Itaú de Cinema, na Praia de Botafogo).

Nascido em Amsterdam, no estado americano de Nova York, filho de imigrantes russos, Issur Danielovitch Demsky, popularmente conhecido como Kirk Douglas, é um exemplo de superação, pois antes de se tornar o patriarca de uma família tradicional do cinema americano, cujo descendente mais famoso é seu filho Michael Douglas, o ator é um sobrevivente da pobreza extrema que lhe impôs a triste realidade da fome. Não bastasse isso, por ser judeu, enfrentou o preconceito desde cedo, quando, aos seis anos de idade, fora acusado de assassinar Jesus Cristo. Acusação, esta, vinda de outra criança que lhe conferiu um soco no nariz.

Às custas de muito esforço, sempre trabalhando para pagar os estudos e ajudar nas despesas da família, Kirk Douglas começou a subir os primeiros degraus atuando em pequenas montagens da Broadway até interromper sua carreira para entrar na Marinha Americana em 1941, retornando aos palcos e à arte que o tornaria famoso somente após a Segunda Guerra Mundial, quando se aventurou nas telas de cinema com seu primeiro filme, “O Tempo Não Apaga” (The Strange Love of Martha Ivers – 1946), com a ajuda de Lauren Bacall, que insistiu para que o produtor Hal B. Wallis lhe concedesse uma chance durante as audições para o longa-metragem.

Tendo Gary Cooper como mentor no início da carreira, aos poucos conquistou público e crítica, ganhando cada vez mais espaço no cinema americano, tornando-se uma testemunha da ascensão e queda dos sistemas de estúdios e estrelas que vigoravam durante toda a era clássica do cinema americano, bem como a já citada censura imposta à sétima-arte no período do macarthismo, sendo um dos poucos profissionais a resistir ao teste do tempo e passar pelo crivo de festivais e instituições fora dos Estados Unidos, como o Festival de Cannes e o Festival de Berlim, que lhe concedeu o Urso de Ouro Honorário em 2001.

Apesar de uma vasta e aclamada filmografia, Kirk Douglas nunca venceu a estatueta do Oscar, sendo indicado na categoria de melhor ator em três ocasiões, por seus desempenhos em “O Invencível” (Champion – 1949), “Assim Estava Escrito” (The Bad and the Beautiful – 1952) e “Sede de Viver” (Lust for Life – 1956), todos selecionados para a Mostra que celebra seu centenário. No entanto, em 1996, quando o ator já estava com a saúde um tanto debilitada em decorrência do Acidente Vascular Cerebral (AVC) que sofreu no mesmo ano e de um acidente de helicóptero em 1991, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences – AMPAS) o homenageou com um Oscar Honorário como forma de comemorar seus 50 anos de carreira e sua força criativa e moral na comunidade hollywoodiana.

Os longas-metragens citados anteriormente integram a programação da mostra ao lado de “Estranha Fascinação” (I Walk Alone – 1948), “Êxito Fugaz” (Young Man with a Horn – 1950), “A Montanha dos 7 Abutres” (Ace in the Hole – 1951), “Chaga de Fogo” (Detective Story, 1951), “A História de Três Amores” (The Story of Three Loves – 1953), “Mais Forte que a Morte” (Um acte d’amour – 1953), “Ulysses” (Ulisse – 1954), “20.000 Léguas Submarinas” (20,000 Leagues Under the Sea – 1954), “A Um Passo da Morte” (The Indian Fighter – 1956), “Sem Lei e Sem Alma (Gunfight at the O.K. Corral – 1957), “Glória Feita de Sangue” (Paths of Glory, 1957), “Vikings, Os Conquistadores” (The Vikings – 1958), “Cidade sem Compaixão” (Town without Pity – 1961), “Sua Última Façanha” (Lonely are the Brave – 1962), “A Cidade dos Desiludidos” (Two Weeks in Another Town – 1962), “Sete Dias de Maio” (Seven Days in May – 1964), “Ambição Acima da Lei” (Posse – 1975), “Exterminação 2000 (Holocaust 2000 – 1977), “A Fúria” (The Fury – 1978), “Cactus Jack, o Vilão” (The Villain – 1979), “Saturno 3” (Saturn 3 – 1980), “Amos” (Idem – 1985), “Os Últimos Durões” (Tough Guys, 1986) e “Illusion” (Idem – 2004), drama inédito nos cinemas brasileiros.

A Cinemateca do MAM também montará uma pequena exposição com material sobre o ator, assim como a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) o homenageará pelo conjunto da obra e sua inestimável contribuição à sétima-arte – o troféu e o diploma concedidos pela instituição foram previamente enviados ao ator.

A Mostra “O Último Durão – Centenário de Kirk Douglas” é uma oportunidade única para cinéfilos, estudantes de cinema e profissionais da área assistirem parte da filmografia de Kirk Douglas na tela grande, pois é uma verdadeira aula de cinema que tem como protagonista um profissional versátil e talentoso, que passeou com muita naturalidade por diversos gêneros cinematográficos.

*Observação: Pensando na fatia do público que não tem disponibilidade para assistir aos filmes à tarde e/ou à noite, o Cine Joia decidiu realizar as sessões da Mostra “O Último Durão – Centenário de Kirk Douglas” às 10h45 da manhã.

Programação Kirk Douglas – MAM

25/11

15h30 Abertura com debate
16h30 O Tempo não Apaga (116 min) 14 anos
18h45 Estranha Fascinação (97 min) 14 anos

26/11

16h O Invencível (99 min) 14 anos
18h Êxito Fugaz (112 min) 14 anos

27/11

16h A Montanha dos 7 Abutres (111 min) 14 anos
18h15 Chaga de Fogo (103 min) 14 anos

29/11

16h Assim estava Escrito (118 min) 14 anos
18h15 A História de Três Amores (122 min) 14 anos

30/11

16h Mais Forte que a Morte (106 min) 14 anos

1/12

15h45 Ulysses (117 min) 14 anos
18h 20.000 Léguas Submarinas (127 min) 14 anos

2/12

16h A Um Passo da Morte (88 min) 14 anos
17h45 Sede de Viver (122 min) 14 anos

3/12

15h45 Sem lei e Sem Alma (122 min) 14 anos
18h Vikings, Os Conquistadores (116 min) 14 anos

4/12

15h30 Glória Feita de Sangue (88 min) 14 anos
17h15 Spartacus (184 min)

6/12

16h Cidade sem Compaixão (105 min) 14 anos
18h Sua Última Façanha (107 min) 14 anos

7/12

16h A Cidade dos Desiludidos (107 min) 14 anos
18h Sete Dias de Maio (118 min) 14 anos

8/12

16h30 Ambição Acima da Lei (92 min) 14 anos
18h15 Exterminação 2000 (102 min) 14 anos

9/12

16h Cactus Jack, o Vilão (89 min) 14 anos
18h Fúria (118 min) 14 anos

10/12

16h15 Saturno 3 (96 min) 14 anos
18h Amos (100 min) 14 anos

11/12

16h Os Últimos Durões (104 min) 14 anos
18h Illusion (106 min) 14 anos

Programação Kirk Douglas – Joia

29/11 – 10h45 O Invencível (99 min) 14 anos
30/11 – 10h45 Êxito Fugaz (112 min) 14 anos
1/12 – 10h45 Chaga de Fogo (103 min) 14 anos
2/12 – 10h45 A Montanha dos 7 Abutres (111 min) 14 anos
3/12 – 10h45 Assim estava Escrito (118 min) 14 anos
4/12 – 10h45 A Cidade dos Desiludidos (107 min) 14 anos
5/12 – 10h45 Sem lei e Sem Alma (122 min) 14 anos
6/12 – 10h45 A Fúria (118 min) 14 anos
7/12 – 10h45 Glória Feita de Sangue (88 min) 14 anos
8/12 – 10h45 Sua Última Façanha (107 min) 14 anos
9/12 – 10h45 A História de Três Amores (122 min) 14 anos
10/12 – 10h45 Sede de Viver (122 min) 14 anos
11/12 – 10h45 Spartacus (184 min) 14 anos

Programação Kirk Douglas – Cine Arte UFF

25/11 18h40 A Montanha dos 7 Abutres (111 min) 14 anos
26/11 18h40 Sede de Viver (122 min) 14 anos
27/11 18h40 Glória Feita de Sangue (88 min) 14 anos
28/11 18h40 Sem lei e Sem Alma (122 min) 14 anos
29/11 18h40 Sua Última Façanha (107 min) 14 anos
30/11 18h40 A Fúria (118 min) 14 anos
1/12 15h30 Spartacus (184 min) 14 anos

ingressos: R$10,00 / R$5,00
(MAM, Joia, UFF)

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Elis/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: Elis/ Cesar Augusto Mota

maxresdefaultRetratar a trajetória de uma das melhores cantoras do Brasil, do início da carreira até a morte, tudo isso é complicado, exige um roteiro sólido, esquematizado e cenas reforçadas pela dramaticidade e, sobretudo, autenticidade. O cineasta estreante Hugo Prata realiza um trabalho com o intuito de homenagear Elis Regina, dona de uma voz vibrante, contagiante e de forte presença, mas peca em alguns pontos.

A narrativa começa com a chegada de Elis ao Rio de Janeiro em 1964, início da ditadura militar, para alçar voos maiores em sua carreira musical, que é de dificuldades no início. Reprovada num primeiro teste, Elis não desiste e encontra pessoas que mudam sua vida para sempre, e justamente essas personalidades que ela conhece na trama são grandes destaques. Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado), com quem foi casada por cinco anos, Cesar Camargo Mariano (Caco Ciocler), seu segundo marido, Miele (Lúcio Mauro Filho), quem dá uma primeira oportunidade para Elis se apresentar, e Lennie Dale (Julio Andrade), coreógrafo e bailarino estadunidense que ensina a protagonista a se movimentar no palco.

As interações de Elis e dos demais personagens contribuem para uma história bem contada, com grandes apresentações da Pimentinha no Brasil e no exterior, o programa de Elis com Jair Rodrigues (Ícaro Silva), o Fino da Bossa e as cenas em que Elis sofre forte repressão pelos militares e forçada a cantar nas Olimpíadas do Exército. Porém, notamos grandes saltos entre alguns acontecimentos que acabam por prejudicar o ritmo e por deixar o espectador confuso.  Além disso, algumas perguntas surgem por conta dos problemas de conexão de alguns acontecimentos na história: foi mesmo Elis a principal responsável pelo fim da Bossa Nova? Como o programa “O Fino da Bossa” iria logo ser extinto se estava de vento em popa com Elis e Jair Rodrigues? E a relação de Elis com seus pais, como era?

Notou-se que o diretor Hugo Prata priorizou destacar o talento e caráter de Elis nessa cinebiografia, reforçando sua luta, carisma e forte personalidade, sobretudo no que tange à censura sofrida por ela e outros artistas durante o regime militar e as críticas da artista ao mercado fonográfico, que prioriza o lucro em detrimento da qualidade dos artistas, e que persiste nos dias de hoje.

Mas faltou uma carga maior de dramaticidade, a carreira de Elis Regina foi recheada de altos e baixos, principalmente em sua vida particular e na reta final de sua carreira, quando veio a falecer muito cedo, aos 36 anos. Outros momentos marcantes, como a gravação do álbum “Elis & Tom”, em 1974, interpretações magistrais de músicas de Adoniran Barbosa, Gilberto Gil e Milton Nascimento, nada disso aparece na história, lamentavelmente.

E o que dizer da atuação de Andréia Horta como Elis? Simplesmente magistral, a atriz mostrou personalidade e imprimiu autenticidade ao representar uma das maiores cantoras que o Brasil já teve. Sua interpretação foi tão memorável que fez o espectador acreditar que ela mesma estava cantando os grandes sucessos de Elis, mas realmente dublava. Uma intérprete que merece todo o destaque.

Se “Elis” não é um filme tão dramático e tampouco possui um roteiro sólido, acerta ao homenagear um dos grandes ícones da nossa música, com ótima fotografia e repertório, além de um elenco de primeira. Vale mesmo matar a saudade da guerreira,  sensacional e única, simplesmente Elis.


 

Filmes brasileiros em dezembro

Filmes brasileiros em dezembro

Quatro filmes nacionais vão estrear em dezembro. Um deles promete sacudir as salas de cinema pelo Brasil.

Minha Mãe É Uma Peça 2: O primeiro filme lotou os cinemas brasileiros com a divertida comédia de Paulo Gustavo, o segundo tende a ser melhor em todos os aspectos. Vamos aguardar. Estreia: 22/12.

Sinopse: Dona Hermínia está de volta, desta vez, rica, depois que passou a apresentar um bem-sucedido programa de TV. Porém, na sequência de Minha Mãe É uma Peça – O Filme, a personagem super protetora vai ter que lidar com o ninho vazio, afinal Juliano e Marcelina resolvem criar asas e sair de casa. Para balancear, Garib, o primogênito, chega com o neto. E ela também vai receber uma longa visitinha da irmã Lucia Helena, a ovelha negra da família, que mora há anos em Nova York.

O Filho Eterno: Filme dramático com Marcos Veras, Débora Falabella. Estreia: 01/12.

Sinopse: O casal Roberto  e Cláudia aguardam ansiosamente pela chegada de seu primeiro bebê. Roberto, que é escritor, vê a chegada do filho com esperança e como um ponto de partida para uma mudança completa de vida. Mas toda a áurea de alegria dos pais é transformada em incerteza e medo com a descoberta de que Fabrício, o bebê, é portador da Síndrome de Down. A insatisfação e a vergonha tomam conta do pai, que terá de enfrentar muitos desafios para encontrar o verdadeiro significado da paternidade.

Tamo Junto: Comédia com Sophie Charlotte, Leandro Soares, Fábio Porchat, Fernanda Souza. Estreia: 08/12.

Sinopse: Rapaz termina um intenso relacionamento e se vê solteiro pela primeira vez em muito tempo. Livre, leve e solto, ele planeja cair na gandaia e recuperar os anos perdidos, mas logo descobre que o novo estado civil não é tão divertido quanto ele idealizava.

O Vendedor de Sonhos: Drama com Dan stulbach, Thiago Mendonça. Estreia: 08/12.

Sinopse: Um psicólogo decepcionado com a vida em geral, tenta o suicídio, mas é impedido de cometer o ato final por intermédio de um mendigo, o “Mestre”. Uma amizade peculiar surge entre os dois e, logo, a dupla passa a tentar salvar pessoas ao apresentar um novo caminho para se viver.

Por: Vitor Arouca

Poltrona Alternativa: Versos de um Crime

Poltrona Alternativa: Versos de um Crime

killyour1Polêmico por sua essência, com cenas de sexo gay entre outras contradições, este filme  é um drama baseado na vida do poeta Allen Ginsberg. Na trama,  seu personagem vem de uma série de conflitos familiares. Ele consegue uma vaga na Universidade de Columbia e se frustra com o que lhe é apresentado como conteúdo por lá e o modo “engessada” de ensino.

Allen conhece Lucien, um estudante que contradiz a tudo e a todos. Ele lhe apresenta a contracultura da época. Forma-se um triângulo de mistério, morte e romance quando David Kammerer, um homem na faixa dos 30 anos,  apaixonado por Lucien, é encontrado morto. Allen, Lucien  e seus tornam-se os principais suspeitos, pois além da motivação para o crime, são suspeitos de serem os criadores do movimento Beatinik.

“Os corpos quentes
brilham juntos
na ecuridão,
a mão se move
para o centro
da carne ,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho”.

(Allen Ginsberg)

allen-ginsberg-224x300Nascido no dia três de junho de 1926 em Newwark, Nova Jersey, Irwin Allen Ginsberg foi um poeta beat que ficou conhecido pelas loucuras cometidas junto a seus companheiros inseparáveis: Jack Kerouac e William Burroughs. Seu livro mais aclamado e conhecido no mundo todo foi “Howl”, obra poética lançada em 1956. Ginsberg, junto a Corso, Ferlinghetti, Snyder, entre outros poetas loucos, iniciou uma revolução nos valores literários, costumes e linguagem na década de 50. O trabalho dele e dos autores citados acima ecoou na contracultura e nas rebeliões feitas pelos jovens das décadas de 60 e 70.

O poeta beat passou por uma infância complicada. Tímido e acuado, era dominado pela paranóia de sua mãe, que acreditava que havia uma conspiração mundial contra ela. Descobriu a poesia ainda na escola, mas após ingressar na Universidade de Columbia, conheceu diversos artistas delinquentes obcecados por drogas, sexo e literatura, combinação que acabou por definir as obras da maioria dos autores beatniks.

Obs: Você poderá encontrar este filme no catálogo da Netflix

Dica do Poltrona: Sob Pressão

Dica do Poltrona: Sob Pressão

sobpressaoO sistema público de saúde do país ganha as telas de cinema com o longa “Sob Pressão”, de Andrucha Waddington, produzido pela Conspiração, em coprodução com a Globo Filmes. Livremente inspirado no livro homônimo do médico carioca Marcio Maranhão, venceu dois prêmios no Festival do Rio: melhor ator (Júlio Andrade) e melhor ator coadjuvante (Stepan Nercessian). O trailer está disponível para download neste link: https://youtu.be/hLEgrYW07ho

O longa mostra o dia de um hospital público, centralizando a história em Evandro – um médico machucado por uma tragédia pessoal que dedica sua vida à medicina – interpretado por Julio Andrade. Na trama, as penosas escolhas diárias desses profissionais e as consequências que podem vir com elas. Evandro está prestes a terminar um cansativo plantão, quando chegam à Emergência, ao mesmo tempo e gravemente feridos, um bandido, um policial e uma criança. Ele e sua equipe precisam decidir quem salvar primeiro, levando em conta as condições precárias e falta de recursos e equipamentos do hospital.

“O tema da saúde pública é um dos que mais afeta os brasileiros e o filme vai mostrar a coragem e determinação destes heróis. A guerra diária que enfrentam. É um drama, mas com ação”, conta Andrucha Waddington.

O longa foi todo rodado em uma locação: o hospital Santa Casa de Misericórdia, em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Além de Julio Andrade, estão no elenco Marjorie Estiano, Andrea Beltrão, Ícaro Silva, Stepan Nercessian, Thelmo Fernandes, entre outros.

“Optamos por rodar o filme inteiro dentro do hospital para dar o máximo de realismo possível”, explica o diretor.

A trilha sonora é assinada por Antonio Pinto e o roteiro é de Renato Fagundes e Leandro Assis, baseado em argumento de Claudio Torres, Luiz Noronha e Renato Fagundes, livremente inspirado no livro “Sob Pressão – A rotina de um médico brasileiro”, de Marcio Maranhão, em depoimento à Karla Monteiro,e em uma premissa de Mini Kerti. “Sob Pressão” será lançado nos cinemas dia 17 de novembro, com distribuição da H2O Films, e utiliza em seu financiamento recursos aportados através do artigo 3-A e do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA.

Sob Pressão estreou no dia 17 de novembro em grande circuito no País.

Sinopse

Em um dia bastante tenso, com um cenário típico de guerra, os médicos de um hospital público, acostumados com uma dura realidade, vão ter que enfrentar mais uma tensa decisão quando três pacientes em estado grave precisam de socorro ao mesmo tempo. Com poucos recursos, eles precisam atender a todos e lidar com as pressões sociais daquela situação.

ELENCO
Dr Evandro – Júlio Andrade
Dr Paulo – Ícaro Silva
Drª Carolina – Marjorie Estiano
Ana Lúcia – Andréa Beltrão
Samuel – Stepan Nercessian
Capitão Botelho – Thelmo Fernandes
Norman – Álamo Facó

FICHA TÉCNICA
Diretor e Produtor – Andrucha Waddington
Roteiro – Renato Fagundes e Leandro Assis
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Poltrona Estreia/ Estreias da Semana

Poltrona Estreia/ Estreias da Semana

maxresdefault.jpgElis: Drama de Hugo Prata.

Sinopse: A história da cantora Elis Regina, desde sua chegada ao Rio de Janeiro, com 19 anos, até sua morte trágica e precoce. Apesar de todas as dificuldades, o sucesso vem fulminante e a vida de Elis ganha projeção nacional e internacional. Jovem de origem humilde, se torna uma das maiores artistas da música e é considerada até hoje a maior cantora do Brasil.

 

446399Jack Reacher – Sem Retorno: Ação de Edward Zwick.

Sinopse: Jack Reacher retorna à base militar onde serviu na Virgínia, onde pretende levar uma major local, Susan Turner, para jantar. Só que, logo ao chegar, descobre que ela está presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do exército. Estranhando a situação, Reacher resolve iniciar uma investigação por conta própria e logo descobre que o caso é bem mais pessoal do que imaginava.

Confira a resenha do filme aqui.

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A Chegada: Ficção de Denis Villeneuve.

Sinopse: Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks, uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

 

hqdefault (1).jpgO Quarto dos Esquecidos: Suspense de D.J. Caruso.

Sinopse: Dana e David formam um casal marcado por um trauma recente. Eles decidem sair da cidade grande e comprar um casarão abandonado numa área rural, junto do filho Lucas. Dana pretende usar seus conhecimentos como arquiteta para reconstruir o lugar e superar as dores passadas. Logo ela descobre a existência de um quarto escondido, que não constava na planta. Perguntando para moradores locais, percebe que muitas casas da região tinham um cômodo destinado a ocultar segredos de família.

Por: Vitor Arouca