Poltrona Séries: The Crown, 1ª temporada

Poltrona Séries: The Crown, 1ª temporada

maxresdefaultUma superprodução, que foca a trajetória da mulher que ocupa um importante papel no cenário mundial e com constantes conflitos para administrar. Assim é “The Crown”, baseada na história da rainha Elizabeth II, orçada em US$ 130 milhões e produzida em 10 episódios que prometem atrair os fãs do estilo britânico e os interessados por história e produções de época.

A história começa no ano de 1947, época em que a Inglaterra buscava se recuperar após uma grande e devastadora guerra e sob a responsabilidade de George VI, que assumira o trono após a abdicação do irmão Edward VIII para se casar com uma americana divorciada, Wallis Simpson. Jared Harris tem uma atuação competente, e destaque para a cena em que o rei propõe às filhas Margaret e Elisabeth que ambas jamais coloquem nada diante da outra.

Em 1952, o rei George VI fica muito doente e a filha mais velha, Elizabeth, é preparada para o momento de assumir a coroa no momento oportuno. Num primeiro instante, muito consternada, ela sente o peso e a enorme responsabilidade que é de representar o país e a igreja, mas na medida em que os capítulos vão se passando, a atriz Claire Foy mostra uma atuação segura e convincente e faz a personagem central crescer e sair com uma imagem ainda mais fortalecida, seja na condução do país como chefe de Estado, e também na relação com Churchill, o primeiro-ministro, muito astuto e com sede pelo poder.

A atuação de John Lithgow é magistral e valoriza a participação de Winston Churchill como chefe de governo e figura importante na luta contra os nazista na Segunda Guerra Mundial. Os demais atores, Matt Smith e Vanessa Kirby, também possuem participações cruciais e importantes no enredo.

Ao representar o príncipe Phillipe, Smith conseguiu imprimir uma grande parceria e sintonia com Claire Foy, bem como transmitiu autenticidade e conseguiu impressionar com tamanha cumplicidade e sentimento, ao contrário do que ocorre com casais arranjados com os quais nos deparamos muitas vezes na realeza.

Já Vanessa Kirby interpretou uma personagem que é exatamente o oposto da principal. Se Elizabeth II é mais reservada e centrada, a princesa Margaret é despojada, mais otimista e sem se preocupar com rótulos ou com opiniões adversas, mas isso acaba por incomodar membros da Família Real e faz a corte enxergar riscos no comportamento da princesa Margaret à corte. Um exemplo é a chamada urgente que é solicitada para que a Rainha Mãe retorne da Escócia para o Palácio de Buckingham após a Princesa Margaret deixar mais explícito em discurso sua paixão pelo capitão de grupo Peter Townsend, que já servira o rei George VI, mas um homem divorciado.

Essa personalidade forte e contrastante com os ideais da Família Real da princesa Margaret acabam por se tornarem um grande desafio para a Rainha Elizabeth, não é fácil comandar um país, a igreja católica e ter que lidar com conflitos familiares e evitar que esses influenciem em sua missão.

Apesar de alguns capítulos serem previsíveis com intrigas políticas e familiares, “The Crown” prima pela beleza estética e por um elenco coeso, a sensação é de que estamos vivenciando o período pós-guerra e de que estamos num ambiente glamouroso, em meio a festas, discursos, dança e muito luxo. A série tem a assinatura de Peter Morgan, indicado ao Oscar pelo filme “A Rainha”, e direção de Stephen Daldry. A previsão é de que a série deverá ter 6 temporadas, vamos aguardar por mais novidades, vale assistir!

Por: Cesar Augusto Mota

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