Poltrona Cabine/Maratona Oscar: La La Land-Cantando Estações

Poltrona Cabine/Maratona Oscar: La La Land-Cantando Estações

maxresdefaultQuem não é fã de filmes com temática musical vai se surpreender, mas quem gosta vai amar o longa “La La Land-Cantando Estações”, do jovem cineasta Damien Chazelle. A produção acaba de faturar 7 estatuetas no Globo de Ouro e é cotadíssima a levar prêmios no Oscar, principalmente na categoria melhor atriz, com Emma Stone.

Sucesso de crítica nos Estados Unidos, mesmo que a exibição tenha sido em circuito reduzido, será que é tudo isso mesmo que falam? O filme é tão bom assim a ponto de ser considerado favorito ao Oscar? É tudo isso e muito mais, não se trata apenas de um musical.

O enredo gira em torno de dois protagonistas: a jovem Mia (Emma Stone), que sonha ser atriz, e o pianista Sebastian (Ryan Gosling), que planeja ter seu próprio clube de jazz. Cada um possui uma personalidade, a moça é apaixonada pela arte, mas não confiante o bastante para realizar seu sonho, já o rapaz é o típico “pé no chão”, sabe das dificuldades impostas pela vida, mas é otimista e autoconfiante. São essas diferenças que farão os personagens se juntarem e um ajudar o outro a vencer nessa incrível jornada movida por desafios, surpresas, decepções e reviravoltas.

Mia e Sebastian se conhecem de uma forma nada amistosa, mas é impressionante a boa química construída entre Emma Stone e Ryan Gosling durante a trama. Ambos constroem bem seus personagens e demonstram excelente evolução, além do carisma e das importantes intervenções de cada um em momentos cruciais. Destaques também para as excelentes performances durante os musicais, com ótimos sapateados e coreografias bem sincronizadas, além das ótimas músicas tocadas no piano por Gosling, uma performance impressionante.

O trabalho de Damien Chazelle é excepcional, além de saber entreter o público com excelentes sequências de dança soube também aliar a música com cada ocasião na história, bem dividida por quatro estações, sem cansar o público e tampouco arrastar a trama. Além disso, a beleza estética do filme é traduzida por uma fotografia com excelentes cenários de Los Angeles aliados com um precioso jogo de luzes centralizados nos personagens no momento de uma nova interpretação musical, causando grandes vibrações a cada novas cenas.

E para quem achou que o filme era só musical, o conflito entre os dois personagens centrais também causa impacto, ambos estão tão concentrados em suas carreiras que precisam provar que o relacionamento amoroso entre eles consegue resistir, além de uma importante mensagem que a obra transmite. Em um mercado bastante concorrido, nem sempre ser talentoso basta, muitos artistas são ótimos, mas enfrentam dificuldades para encontrarem oportunidades. É preciso sempre perseguir o sonho idealizado, independente das adversidades, se destacar em meio à multidão e, principalmente, dar prioridade à felicidade, ser apaixonado pelo que faz.

Um filme romântico, divertido, nostálgico e reflexivo, “La La Land” tem tudo para ser sucesso de público e de crítica no Brasil. Uma ótima sugestão para esse início de ano, um aquecimento para o Oscar. Não é um filme bom, é ótimo!

Por: Cesar Augusto Mota

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