Poltrona Cabine: Kong-A Ilha da Caveira

Poltrona Cabine: Kong-A Ilha da Caveira

Já tivemos três versões diferentes de King Kong nos cinemas. O filme clássico de 1933 e refilmagens de 1978 e 2005, além do épico “King Kong vs Godzilla”. Agora em 2017 somos brindados com “Kong: A Ilha da Caveira”, com uma história recheada de cenas de ação e uma aventura eletrizante. Será que podemos esperar um bom resultado, já que está sendo resgatado um ícone do cinema que marcou gerações?

O longa dirigido por Jordan Vogt-Roberts (Reis do Verão) se passa no ano de 1973, época em que os Estados Unidos se preparam para retirar suas tropas da Guerra do Vietnã. A trama traz o cientista Bill Randa (John Goodman) e o geólogo Houston Brooks (Corey Hawkins), ambos dispostos a partir em expedição para uma ilha na Costa do Pacífico. O primeiro acredita que o local é habitado por criaturas jamais vistas por toda a humanidade e considera a missão primordial para seus estudos. Embarcam nessa aventura o capitão James Conrad (Tom Hiddleston), o sargento Preston Packard (Samuel L. Jackson), a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) e mais oito tripulantes.

Já nas primeiras cenas, com a chegada dos helicópteros à Ilha da Caveira, temos uma pequena noção do que nos espera, com um King Kong ainda mais forte, feroz  e ágil, disposto a defender seu território e afugentar possíveis invadores. Se parece ser clichê, vemos uma nova versão do famoso gorila em perfeito CGI, uma excelente fotografia em tom amarelado de dia, um ótimo jogo de luzes nas cenas noturnas e movimentos em câmera lenta que envolvem o público. Mas se engana que é somente Kong o grande perigo da ilha, há algumas criaturas gigantes que serão mortais para que fizer qualquer movimento brusco.

Se temos a questão da nostalgia do personagem, uma bela fotografia e uma direção bem feita por parte de Jordan Vogt-Roberts, o roteiro não oferece muitas novidades e não permite uma aprofundidade maior para os personagens centrais, mas isso não afeta o bom desempenho dos protagonistas, principalmente de Tom Hiddleston e Samuel L. Jackson.

Se o primeiro tem um lado mais humano, o segundo está mais inclinado para a vingança, disposto a liquidar Kong tido como um rei da Ilha da Caveira. Brie Larson, a vencedora do Oscar de melhor atriz de 2015, tem uma atuação sólida e convincente, certamente é uma peça importante na empolgante tanto na luta contra as criaturas mais bizarras e nunca antes vistas, e também na busca pela sobrevivência e fuga da ilha.

Outro destaque positivo vai para o trabalho na edição e mixagem de som, são perfeitamente sincronizados com a pirotecnia e as muitas cenas de pancadaria, além da passagem dos soldados que tentam localizar criaturas por meio de sons de uma máquina fotográfica presa ao corpo, nota 10.

Ficou curioso para assistir a “Kong: A Ilha da Caveira”? O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 9 de março. Apesar do roteiro simples, vale a pena conferir, a produção oferece muita adrenalina, cenas fortes e cheias de ação. E não saia correndo após a sessão, há cena pós-crédito. Pode ser que outras surpresas e novas produções surjam adiante, aguardemos.

Por: Cesar Augusto Mota

 

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