Larissa Manoela e Ingrid Guimarães estrelam Fala, Sério, Mãe!

Larissa Manoela e Ingrid Guimarães estrelam Fala, Sério, Mãe!

“Uma professora muito maluquinha”, “Tainá 3”, “Garoto Cósmico”, “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”. A tradição da Downtown Filmes de lançar longas infantis se renova em 2017. Agora é a vez de “Gaby Estrella”, que chega aos cinemas após o sucesso da novelinha televisiva; e “Fala Sério, Mãe!”, adaptação do best-seller homônimo de Thalita Rebouças. “Gaby Estrella” mostra as aventuras da jovem cantora Gaby (Maitê Padilha) que se esforça para manter a fama e “Fala Sério, Mãe!” traz a doce e intensa relação entre mãe e filha em uma comédia familiar protagonizada por Larissa Manoela e Ingrid Guimarães.

Sobre a Downtown Filmes

Fundada em 2006 a Downtown Filmes é a única distribuidora dedicada exclusivamente ao cinema brasileiro. Desde 2011, ocupa a posição da distribuidora número 1 no ranking da bilheteria de nacionais fruto da sua parceria com os produtores e diretores. De 2013 até hoje, vendeu mais de 50% de todos os ingressos de filmes brasileiros lançados, em sua parceria com a Paris Filmes. Até janeiro de 2017, a Downtown Filmes lançou 97 longas, de biografias a musicais, de comédias a filmes ação, que acumularam mais de 95 milhões de ingressos.

Poltrona Cabine: Mulher-Maravilha/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Mulher-Maravilha/ Cesar Augusto Mota

Após as decepções com ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça’ e ‘Esquadrão Suicida’, a DC Comics aposta na história de um dos mais importantes ícones dos quadrinhos para voltar a ter terreno num mercado conquistado pela rival Marvel. Após 76 anos de espera, ‘Mulher-Maravilha’ chega aos cinemas com grande potencial para ser um dos melhores filmes do ano e com sucesso de público.

A história se passa na ilha paradisíaca de Themyscira, local cuidado pelas Amazonas, cujo grupo tem a missão de transmitir amor, paz e de confrontar Ares, o Deus da Guerra. Somos brindados com uma belíssima fotografia, composta por cores fortes e vibrantes, como amarelo e laranja, em contraste com a coloração sombria escura de Londres, outro local onde se desenvolve a trama.

Antes de falar de Gal Gadot, a protagonista, vale fazer menção honrosa para Robin Wright no papel de Antíope, tia de Diana Price e general das Amazonas. A atriz apresenta uma personagem forte, consistente e de personalidade, características essências para a encarregada por treinar Diana Prince e colocá-la como líder do grupo. Destaque também para Connie Nielsen como Hipólita, mãe de Diana, que assume inicialmente um papel de mãe protetora e resistente à ideia de ver a filha ser treinada pelas Amazonas e se envolver com conflitos e um possível duelo com Ares, mas convencida de que não poderá proteger a herdeira por muito tempo e sequer impedi-la de defender seu povo.

A partir do momento da queda do avião do espião Steve Trevor (Chris Pine), Diana Prince passa a se inserir em um cenário de grandes aventuras, com toques bem humorados em vários momentos, e com incrível demonstração de coragem, força e personalidade da protagonista, mostrando que não necessita de qualquer apoio para o que quer que seja. O roteiro ilustra uma história com tom bastante impactante e empolga o público, e o trabalho com as cenas de ação em câmera lenta em alguns confrontos e os efeitos com computação gráfica trouxeram mais realismo à produção.

Chris Pine, conhecido pelo tom caricato que costuma dar a seus personagens, principalmente, em Star Trek, apresenta uma ótima química com Gal Gadot, e consegue fazer um bom contraponto com uma protagonista ingênua em relação à vida, mas de alma pura e disposta a fzer o bem ao próximo. O espião Steve Trevor é voluntarioso, mas realista e bastante cético em relação ao futuro da humanidade em meio a uma sangrenta guerra. Gal Gadot imprime uma personagem de extrema beleza, muito carismática, valente e focada em sua missão. Em dados momentos há escorregões em cenas mais tristes, mas nada que comprometa sua brilhante atuação.

E o que falar do trabalho da diretora Patty Jenkins? Extraordinário, consegue ilustrar uma visão feminina sem pieguismo, com importantes mensagens contra o machismo e racismo, e a protagonista é retratada como uma agente poderosa e protetora, e não um objeto de deleite por conta da beleza da atriz que dá vida à heroína. Uma direção precisa, cuidadosa e que valoriza o empoderamento feminino e o sentimento do amor, capaz de derrubar a indiferença, a maldade e a incompreensão humanas. Nota 10 para a cineasta.

A produção geral de ‘Mulher-Maravilha’ é excelente, poderiam os vilões da trama terem sido mais bem aprofundados, além de uma trilha sonora de peso, e um filme DC também pede músicas de qualidade, não é mesmo? Quem for ver o filme vai perceber que a produção foi fiel ao HQ e que é possível agradar a todos os gostos. Não perca, ‘Mulher-Maravilha’ chega aos cinemas brasileiros em 1 de junho, corra e garanta seu ingresso!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Edgard Wright quer criar filmes com músicas de Simon e Garfunkel

Edgard Wright quer criar filmes com músicas de Simon e Garfunkel

Um universo compartilhado diferente pode chegar aos cinemas: filmes que tem o título baseado em músicas da dupla Simon & Garfunkel. Neste ano, por coincidência, o diretor Marc Webb lançará The Only Boy Living in New York e Edgar Wright lança Baby Driver. Por conta disso, Wright começou a recrutar pessoas no Twitter para que continuem a fazer longas com canções dos músicos.

Em pouco tempo, o cineasta conseguiu respostas de Rian Johnson, diretor de Star Wars: Os Últimos Jedi, que pediu “Keep the Customer Satisfied”; Lin-Manuel Miranda, que esteve por trás da trilha sonora de Moana, que pediu Cecilia; e Dwayne “The Rock” Johnson, de Velozes e Furiosos, que quer fazer “I am a Rock”.

Mais tarde, Ron Howard, que dirigiu clássicos como Mente Brilhante e Apollo 13, afirmou que gostaria de fazer Cecilia, mas consegue trabalhar com “Bridge Over Troubled Water”, “Old Friends” ou “The Boxer”.

 

Por Anna Barros

Filme sueco ‘The Square’ leva Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017

Filme sueco ‘The Square’ leva Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017

Cineasta sueco Ruben Östlund celebra Palma de Ouro pelo filme ‘The Square (Crédito: Julien Warnand/ SIC Notícias)
Chegou ao fim neste domingo (28) o 70º Festival de Cannes, um dos mais importantes eventos do cenário cinematográfico. Marcado pela apresentação de grandes filmes, bem como pela polêmica que envolveu a Netflix, criticada por Pedro Almodóvar pela exibição de dois filmes sem terem passado por salas de cinema, enfim conhecemos os vencedores da edição de 2017.

O vencedor da Palma de Ouro foi o filme “The Square”, dirigido pelo sueco Ruben Östlund. O longa teve como foco explorar as ideias sobre os contratos sociais, o poder e a classe dominante e o menosprezo crescente do mundo da arte. O cineasta fez uma crítica em forma de sátira da burguesia ocidental e do mundo da arte contemporâneo por meio da história de um diretor de um museu. A produção contou com o protagonismo de Dominic West e Elizabeth Moss.

O prêmio de melhor diretor foi para Sofia Coppola, pelo filme “The Beguiled” (O Estranho que Nós Amamos), uma trama que se passa durante a Guerra Civil e protagonizada por Colin Farrell e Nicole Kidman. A atriz australiana recebeu durante a cerimônia um prêmio especial pelos 70 anos de aniversário da premiação.

Entre outros ganhadores, tivemos Joaquin Phoenix como melhor ator e Diane Kruger como melhor atriz, por “You Were Never Really Here” e “In the Fade”, respectivamente. O Prêmio do Júri foi para o diretor russo Andrei Zviaguintsev por “Loveless”, um filme que ilustra o drama de um ex-casal que sofre com o repentino desaparecimento do filho e que precisa deixar as divergências de lado para reencontrar a criança.

Confira a lista completa com todos os vencedores do Festival de Cannes 2017:

Palma de Ouro
The Square

Prêmio Especial 70º Aniversário
Nicole Kidman

Grande Prêmio do Júri
120 battements par minute

Melhor Diretor
Sofia Coppola (O Estranho que Nós Amamos)

Melhor Ator
Joaquin Phoenix (You Were Never Really Here)

Melhor Atriz
Diane Kruger (In the Fade)

Prêmio do Júri
Loveless

Melhor Roteiro
The Killing of a Sacred Deer / You Were Never Really Here

Camera d’Or
Jeune Femme

Prêmio FIPRESCI
120 battements par minute

Palma de Ouro de curta-metragem
Xiao Cheng Er Yue

Menção Especial
Katto

Por: Cesar Augusto Mota

Filme brasileiro é premiado em Cannes

Filme brasileiro é premiado em Cannes

Por Luis Fernando Salles

Gabriel-e-a-Montanha-cartazO filme brasileiro “Gabriel e a montanha” venceu na última quinta-feira, 25, o prêmio de Revelação na Semana da Crítica em Cannes. Dirigido por Fellipe Barbosa, o longa narra a história verídica de Gabriel Buchmann, um jovem brasileiro que morreu durante uma viagem pela África.

Economista e carioca de 28 anos, Gabriel resolveu viajar pelo mundo antes de retomar seus estudos em uma renomada universidade nos EUA.  Perto do fim de sua jornada, em 17 de julho de 2009, o jovem desapareceu. As autoridades demoraram quase 20 dias para encontrar o seu corpo no monte Mulanje, ao sul do Malauí, onde o jovem morreu de hipotermia.

Fellipe Barbosa reconstruiu em seu filme os últimos 70 dias de vida de Gabriel, desde sua chegada ao Quênia até seu trágico fim no Malauí, passando por Uganda e Tanzânia. A proposta da viagem era estudar a pobreza do continente africano. Para isso, o diretor tentou refazer os passos de Gabriel, utilizando muitas fotos que estavam em sua câmera perto do corpo, além de seu diário de viagem e emails.

Assista ao trailer do filme brasileiro:

Conheça todos os vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017

Conheça todos os vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017

Filme brasileiro ‘Gabriel e a Montanha’, do cineasta Fellipe Barbosa, leva prêmio revelação na Semana da Crítica do Festival de Cannes (Crédito: Tv ZERO / Divulgação)
Enfim saiu a lista dos vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes. Os grandes destaques vão para os prêmios revelação e de melhor documentário, com o júri presidido pelo cineasta brasileiro Kléber Mendonça Filho, que dirigiu filmes como ‘Som ao Redor’ e ‘Aquarius’.

O Prêmio Revelação saiu para o filme ‘Gabriel e a Montanha’, de Fellipe Barbosa. O longa é baseado na história do economista carioca Felipe Buchmann, que resolveu dar a volta ao mundo antes de concluir seus estudos em uma universidade americana, mas perto de terminar o percurso foi encontrado morto por hipotermia ao sul do Malauí após 20 dias de buscas pelas autoridades.

Já o Grande Prêmio da Semana da Crítica foi o documentário ‘Makala’, do cineasta francês Emmanuel Gras. A história acompanha Kabwita, um jovem congolês de 28 anos sem tantas perspectivas que consegue sobreviver às custas de um trabalho de extrator e transportador de um carvão vendido a preço irrisório.

Veja abaixo a lista completa dos ganhadores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017:

Grande Prêmio da Semana da Crítica
Makala, de Emmanuel Gras

Prêmio Revelação


Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

Prêmio Descoberta de Curta-Metragem
Los Desheredados, de Laura Ferrés

Prêmio da Fundação Gan de Distribuição
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

Prêmio SACD
Ava, de Léa Mysius

Prêmio Canal+ de Curta-Metragem
The Best Fireworks Ever, de Aleksandra Terpińska

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Inseparáveis/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Inseparáveis/ Cesar Augusto Mota

Imagine uma história com um pouco de drama, comédia, sensibilidade e amor. O filme argentino “Inseparáveis”, um remake do sucesso francês “Intocáveis”, possui potencial para cativar e emocionar o público, além de proporcionar muitas gargalhadas durante a sessão.

A trama acompanha a vida de Felipe (Oscar Martinez), um rico empresário que sofre um terrível acidente após cair de um cavalo e fica tetraplégico. Ele está na busca por um assistente terapêutico e realiza entrevistas com candidatos bem qualificados, mas resolve contratar Tito (Rodrigo De la Serna), assistente de seu jardineiro e sem habilidades para a função.

Muita gente vai imaginar um filme com roteiro simples, diálogos melosos e desfecho previsível. Mas “Inseparáveis” não possui nenhum desses elementos, trata-se de uma obra que reúne vários ingredientes, como alegria, tristeza, reflexão e ansiedade. Logo nas primeiras cenas você se depara com uma corrida frenética de carro envolvendo Tito e Felipe e daí nasce a curiosidade de saber como nasceu aquela situação, se é meramente uma diversão ou se ambos estavam perseguindo ou fugindo de alguém. E outros questionamentos vão surgir durante a trama, uma surpresa a cada cena e resultados imprevisíveis.

A narrativa é incrível, capaz de arrancar risos por conta dos trejeitos e vocabulário recheado de piadas e palavrões de Tito, além de sua personalidade destemida e serelepe. Ele demonstra sempre ter uma resposta para tudo, não tem medo de enfrentar as mais difíceis situações e disposto a dar a cara à tapa. Sua evolução durante o filme é impressionante, lógico que demonstra dificuldades para cuidar de uma pessoa portadora de deficiência no início, mas com seu jeito peculiar e muita persistência vai derrubando barreiras, inclusive de motivar seu chefe e fazê-lo despertar para uma nova fase da vida, tendo em vista o abalo não só por conta do acidente, mas pela perda recente da esposa.

O roteiro é muito bem construído, a história não fica restrita a Tito e Felipe, os demais personagens que residem na mansão do empresário possuem participações importantes e que vão transformar a vida dos protagonistas, além de personagens secundários de Monica Raiola e Javier Niklison, mãe e irmão de Tito, respectivamente. Cada ato é bem dividido e a passagem para o próximo deixa a história ainda mais curiosa, provocando ansiedade pelos próximos acontecimentos.

Falei anteriormente que o filme também possui momentos tristes, realmente sim, é bastante complicado para Tito em dados momentos conseguir arrancar sorrisos de Felipe, mas para isso ele usa todas as suas armas, e resolve inclusive participar de maneira mais efetiva da vida pessoal de seu chefe, ajudando-o também a conseguir um encontro com uma mulher com quem se corresponde há seis meses, mas não faz ideia sequer de como seja seu rosto. Na medida em que o tempo vai passando, Tito vai se envolvendo cada vez mais na vida de todos e acaba por se tornar um membro da família, digamos assim. A parte final surpreende, e você vai torcer muito por Tite, além de desejar que Felipe reencontre o amor e a alegria de viver.

“Inseparáveis” é um filme emotivo, vai mostrar que a vida deve ser vivida intensamente e sem perda de tempo, além de ilustrar que as melhores coisas podem estar debaixo de nossos olhos. Vale a pena, o longa terá a distribuição da Paris Filmes e estreia no circuito nacional em 1 de junho de 2017.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota