Poltrona Séries: ‘Girlboss’/ 1ª temporada

Poltrona Séries: ‘Girlboss’/ 1ª temporada

Sabe quando você começa uma nova série e se depara com a seguinte frase: “A seguir, uma releitura livre de eventos verdadeiros. Muito livre”? Já dá para ter uma ideia do que vem por aí, uma produção bem humorada, baseada em fatos reais e que vai dividir opiniões. “Girlboss”, nova série da Netflix, teve 13 episódios produzidos, relativamente curtos, com 30 minutos de duração.

A série é inspirada na história da bem sucedida empresária Sophia Amoruso, proprietária da loja virtual Nasty Gal (um trocadilho com a expressão nasty girl, ou garota indecente), um comércio de roupas vintage que se iniciou no Ebay em 2006 e atualmente com site próprio, que chegou ao seu auge em 2014. A protagonista é interpretada por Britt Robertson, como Sophia Marlowe, uma personagem que abala as estruturas na maioria dos episódios, mas com uma personalidade forte e complicada.

Sophia não liga para regras, faz tudo o que lhe dá vontade, não tem modos e vive pulando de um emprego para outro, sem rumo na vida. Até que um dia descobre sua verdadeira vocação: quer trabalhar com moda e vender roupas pela Internet. Um tanto atrapalhada, ela aos poucos vai colocando suas ideias em prática, até chegar ao nome de sua loja graças a uma de suas noitadas na bela San Francisco. Com muita coragem e determinação, Sophia enfrenta obstáculos e desconfianças de muitas pessoas, inclusive do próprio pai para ver seu negócio nascer e fazer sucesso, e enfim, ingressa na vida adulta, apesar de já ter seus 20 e poucos anos e relutar para isso.

A produção apresenta elementos interessantes e de diferentes épocas num mesmo contexto, como o LP, o carro de Sophia ano 1987, bem como seu aparelho celular, tudo no ano de 2006, sem falar em algumas roupas dos anos 1970 e alguns flashbacks que relembram pessoas que viveram nos anos 1940 e que foram importantes no mundo da moda. Essa mistura enriquece a trama e mostra que a moda do passado não sai de moda tão facilmente e ainda se faz presente em alguns pontos nos Estados Unidos.

A fotografia é impecável, os figurinos, nem se fala, além das atuações sólidas dos atores. O roteiro apresenta algumas imprecisões, exageros e inconveniências. Britt Robertson demonstra muita entrega e consegue convencer como protagonista, Ellie Reed é também um dos pilares da série. Ao interpretar Annie, a melhor amiga de Sophia, Reed contribui para a evolução da protagonista e retrata fielmente como a melhor amiga de Sophia Amoruso foi importante em sua vida. Destaque também para as participações especiais de Rupaul e Dean Morris, o tio Hank de Breaking Bad.

Se há alguns problemas na produção, “Girlboss” não deixa de chamar a atenção do público e mostra pontos importantes, como o empoderamento feminino ( vide o título da série), amadurecimento, vocação profissional e outro importantíssimo, a amizade. Há poucos amigos verdadeiros no mundo e que realmente fariam tudo para ver o outro feliz, e vemos isso bem nessa série. Vale a pena acompanhar, a série é curta, rápida e fácil de ser compreendida, recomendada!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

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