Poltrona Cabine: Tudo e Todas as Coisas/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Tudo e Todas as Coisas/ Cesar Augusto Mota

Diz o provérbio escocês: “Aproveite bem a vida enquanto estiver vivo, pois você estará morto por muito tempo”. Esse pensamento ilustra muito bem o que acontece em ‘Tudo e todas as coisas’, novo filme da Warner Bros. baseado no best-seller escrito por Nicola Yoon e que vai fazer você enxergar a vida com outros olhos.

A história acompanha a vida de Maddy (Amanda Stenberg), uma jovem de 18 anos portadora de uma doença rara e que vive numa casa hermeticamente fechada. Ela não pode sair de seu lar para não sofrer maiores complicações, até mesmo a morte, e para passar o tempo ela lê livros, vê vídeos de gatos na Internet e faz aulas online de arquitetura. Maddy é uma garota criativa, sonhadora e com esperanças de que um dia conseguirá ter uma vida no mundo exterior, apesar da supervisão médica e da superproteção da mãe, Pauline (Anika Noni Rose).

Tudo começa a mudar quando uma nova família se muda para a casa ao lado de Maddy e o jovem Olly (Nick Robinson), ao olhar para a jovem pela janela, começa a se interessar e se encantar com ela. Uma paixão que parecia ser improvável surge, mas como poderia dar certo se ambos não poderiam se tocar? A partir desse dilema nos deparamos com uma história dotada de leveza, drama, angústia e o desespero de Maddy em querer ter sua paixão correspondida e uma vida além de quatro paredes.

O roteiro traz uma história comovente, com uma protagonista se sentindo mais entediada do que doente, um olhar atônito de Maddy em relação ao mundo em que vive e a perspectiva de estar em um novo ambiente, além de mistérios em relação a Olly. Não se sabe muito sobre sua vida, apenas que tem olhar soturno e apreciador de roupas escuras, mas seu perfil misterioso e seu carisma foram suficientes para conquistar Maddy. Para a jovem, ela ainda não teve uma vida e sequer tem certeza se está doente, e o desejo de querer sair de casa irá consumi-la ainda mais. Maddy está disposta a correr todos os riscos, arriscar-se, novas experiências, não dá para não fazer nada ou se ter medo o tempo todo, não é mesmo? Mas o último ato da história é um pouco prejudicado por conta da aceleração, dá a impressão que o desfecho foi feito às pressas.

A direção de arte e a fotografia são formidáveis, somos presenteados com cenas criativas, como a de personagens presentes nas maquetes de Maddy ampliados e interagindo no mesmo ambiente que esta e Olly, além da personificação da garota em um outro personagem, ilustrando o que ela realmente sentia, uma passageira que precisava desfrutar o máximo da vida, mesmo que se colocasse em risco.

Apesar dos altos e baixos, ‘Tudo e Todas as Coisas’ cumpre bem seu papel, de nos mostrar que a vida deve ser aproveitada a cada segundo e que podemos e devemos fazer a diferença, se quisermos viver coisas novas e inesquecíveis. Vale o ingresso.

Não perca, a estreia do filme no circuito brasileiro está marcada para 15 de junho, vá se preparando.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

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