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Poltrona Resenha: War Machine/ Luis Fernando Salles

A nova tendência de Hollywood se encontra bastante clara nesta bem produzida sátira da Netflix, dirigida por David Michôd e estrelada por Brad Pitt. De tempos para cá, podemos perceber que a terra do cinema vem sendo bastante crítica quando o assunto é a política externa norte-americana. Nesta história verídica, o general Glen McMahon (Pitt), no auge de sua carreira após seu sucesso no Iraque, é deslocado para comandar a ofensiva norte-americana no Afeganistão, na guerra que ficou conhecida como “A Guerra Impossível”. Após chegar ao local, Glen e sua equipe iniciam o trabalho com a missão de achar e exterminar grupos terroristas adeptos do Jihadismo. Porém, eles não são fáceis de serem achados. Não é uma guerra comum aonde você enfrenta um exército com soldados, sargentos, generais, navios, aviões e tanques. Caçar um grupo terrorista, nesse cenário, é a mesma coisa que tentar pegar fumaça. Você não consegue. Entretanto, mesmo esbarrando em diversas dificuldades, o vaidoso general não dá o braço a torcer e usa de toda sua influência para conseguir meios de vencer esse arrastado conflito.

Voltando a falar sobre a postura de Hollywood, ela deixa clara sua opinião sobre o método usado pelos norte-americanos na abordagem a países invadidos. Resumindo: os militares ocupam a região, causam um certo caos e medo, colocam em risco a vida e a segurança da população local no decorrer dos inúmeros confrontos contra rebeldes, porém, usam do discurso que estão lá apenas para ajudar, instaurando a democracia no país e libertando seu povo das mãos de tiranos. Nós sabemos que a situação não é bem essa. Esse cenário cria a chamada guerra de contra insurgência, que acontece quando o objetivo da força invasora é não deixar que os civis da região (logo, os mais prejudicados) se revoltem com a situação e insurjam, pegando em armas para lutar, criando um cenário infernal e imbatível. Não dá certo. Nunca deu. Nunca vai dar. E essa é a principal mensagem que o filme tenta passar. A de um general vaidoso que é chamado para vencer uma guerra invencível, mas esbarra no próprio orgulho e a arrogância do sistema.

Para quem gosta desse tipo de discussão, esse filme é uma ótima maneira de vermos  essa guerra com olhares diferentes. Por ser uma sátira, conta com uma atuação propositalmente forçada do excelente Brad Pitt, e um caminhão de críticas de seus produtores sobre a, na época, insustentável situação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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