Poltrona Cabine: Maze Runner-A Cura Mortal/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Maze Runner-A Cura Mortal/ Cesar Augusto Mota

Após quase três anos, enfim chega ao circuito nacional a terceira e última parte de Maze Runner, adaptação dos livros escritos por James Dashner. Será a conclusão da história que envolve Thomas (Dylan O’Brian), inicialmente utilizado como cobaia em um experimento e que conseguiu escapar por um labirinto mortal. O jovem parte em uma nova jornada em busca de cura para uma doença mortal causado pelo vírus Fulgor, mas descobre que a empresa C.R.U.E.L está por trás de um plano que pode trazer consequências mortais para a humanidade e terá que resolver se deve se entregar e se submeter a um novo experimento e se deve acreditar ser o último procedimento. Será um desfecho digno da franquia ou seremos surpreendidos negativamente?

Dirigido por Wes Ball, ‘Maze Runner-A Cura Mortal’ também nos traz Newt (Thomas Brodie-Sangster), Brenda (Rosa Salazar), Frypan (Dexter Darden) e Jorge (Giancarlo Esposito), amigos de Thomas que vão partir em uma dura missão, a de tentar resgatar o amigo Minho (Ki Hong Lee) e outras crianças capturadas pela C.R.U.EL. A primeira cena já dá o tom de que o filme será recheado de muita ação e com os personagens tendo tempo para planejar cada etapa do plano de resgate, uma produção digna de filmes como Blade Runner e Mad Max. Na medida em que a trama vai se desenrolando, perguntas que ficaram no ar após os dois filmes anteriores vão sendo respondidas, além de oferecer ao espectador reviravoltas interessantes e para l á de surpreendentes, não deixando-o perder o interesse pelo enredo e as conclusões de cada interação.

O roteiro não se preocupa em seguir à risca o que é relatado no livro ‘A Cura Mortal’, alguns fatos são alterados no intuito de trazer mais complexidade, dinamismo e coesão, mas a essência é mantida, além de mostrar as duas faces de C.R.U.E.L. As mudanças na tela grande surtem efeito, o espectador consegue se empolgar com a história, além de ser brindado com várias tramas paralelas e que conseguem se encaixar, sem prejudicar a evolução. Mas apesar de um enredo empolgante e cheio de muita adrenalina, perseguição e emoção, as soluções encontradas para alguns conflitos soam forçados, além da extensão desnecessária de algumas cenas, o que estica um pouco o tempo de duração do longa, de duas horas e vinte minutos.

Os efeitos especiais representam outro ponto forte do filme, com um mundo pós-apocalíptico muito bem representado, com mais realismo, além de cenas frenéticas de perseguição, explosões e da aparição dos ‘cranks’, algo surreal e bastante dinâmico. Esse importante recurso se alia a uma bela fotografia, com tons azulados para ilustrar a cidade onde está sediada a C.R.U.E.L e a coloração laranja para mostrar os conflitos e o caos instalado após o vírus Fulgor se alastrar e a grande caçada a Thomas e seus aliados. Quando você acha que tudo vai ter um fim vem algo em seguida e piora, não há trégua em nenhum momento.

E uma boa história não poderia deixar de apresentar boas atuações, como a de Dylan O’Brian, com um impressionante arco dramático e capaz de transmitir suas emoções; Kaya Scodelario como Teresa, uma personagem de semblante dúbio e com uma grande reviravolta na trama, além de Aidan Gillen (Game of Thrones) como o implacável Jason. Depois de encarnar o Homem-Rato em ‘Maze Runner-Prova de Fogo’, o ator conseguiu novamente entregar um vilão à altura da franquia, com presença bem justificada na trama, e representando uma grande pedra no sapato de Thomas. O espectador se convence de sua representação e consegue ter raiva do personagem, deveras as maldades que pratica.

‘Maze Runner-A Cura Mortal’ encerra com chave de ouro uma franquia de sucesso, com seu último capítulo bem conectado aos eventos anteriores, com uma boa conclusão ao arco dramático de Thomas e atuações suficientes para o que o enredo pede. Um prato cheio para os fãs de bons filmes de ação e para os adoradores de Maze Runner. Que nasçam mais novas franquias e tão boas quanto essa.

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

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