Premiação do Festival de Cannes 2018

Premiação do Festival de Cannes 2018

A 71ª edição do Festival aconteceu do dia 8 de maio até o dia 19 do mesmo mês.

Conheça os vencedores de um dos festivais de cinema mais famosos do mundo.

 Palma de Ouro: “Shoplifters”, do japonês Hirokazu Kore-Eda.
 Grande Prêmio: “BlacKKKlansman”, do americano Spike Lee.
Prêmio do Júri: “Capharnaüm”, da libanesa Nadine Labaki.
Palma de Ouro especial: O franco-suíço Jean-Luc Godard, que disputava com “Le livre d’image”.
 Melhor Direção: O polonês Pawel Pawlikowski por “Cold War”.
Melhor Roteiro: Ex aequo à italiana Alice Rohrwacher por “Lazzaro felice”, e os iranianos Jafar Panahi e Nader Saeivar por “Three faces”.
Melhor Atriz: A cazaque Samal Yeslyamova por “Ayka”.
Melhor Ator: O italiano Marcello Fonte por “Dogman”.
Câmara de Ouro: “Girl”, do belga Lukas Dhont.
Palma de Ouro para curta-metragem: “All these creatures”, do australiano Charles Williams.
Menção especial para curta-metragem: “Yan Bian Shao Nian”, do chinês Wei Shujun.
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Por: Vitor Arouca

 

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Festival de Cannes 2018: Filme brasileiro ‘Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos’ leva grande prêmio do júri

Festival de Cannes 2018: Filme brasileiro ‘Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos’ leva grande prêmio do júri

Dirigido por João Salaviza e Renée Nader Messora, o filme foi rodado no Tocantins e produzido pelos mineiros Ricardo Alvez Junior e Thiago Macedo Correia

O filme “CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS”, de João Salaviza e Renée Nader Messora, conquistou nesta sexta-feira o prêmio do júri da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. Há sete anos a categoria não contava com uma produção brasileira, e que teve Benício del Toro como presidente do júri. O filme foi ovacionado após sua exibição no Festival e os realizadores fizeram um protesto no tapete vermelho, antes do filme começar pedindo: “demarcação do território indígena” e “pelo fim do genocídio indígena”.

Sobre a premiação, João e René dizem, “O Brasil indígena é historicamente negado, silenciado, assassinado. Mas é justamente esse Brasil que sai exaltado de Cannes. São os Krahô quem ocupou este espaço com sua língua, seu corpo e seus espíritos. A importância deste reconhecimento transcende o gesto cinematográfico, até porque existem hoje no Brasil dezenas de diretoras e diretores indígenas que estão contando suas histórias e sendo donos de suas imagens. É maravilhoso estarmos aqui e é uma pequena revolução, mas a grande revolução terá acontecido quando esses cineastas estiverem ocupando também estes lugares.”.

Rodado ao longo de nove meses na aldeia Pedra Branca (Terra Indígena Krahô, no Tocantins), sem equipe técnica e em negativo 16mm, o filme acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu falecido pai, se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.

As filmagens foram precedidas por uma longa relação de Renée com o povo Krahô, que se iniciou em 2009. Desde então, a diretora trabalha com a comunidade, participando na mobilização do coletivo de cinegrafistas e fotógrafos indígenas Mentuwajê Guardiões da Cultura. O trabalho do grupo é focado numa utilização do audiovisual como instrumento para a autodeterminação e o fortalecimento da identidade cultural. Em 2014, João Salaviza conheceu os Krahô e, juntos durante longas estadias na aldeia, começaram a imaginar o que viria a ser o filme.

“CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS” é produzido por Ricardo Alves Jr. e Thiago Macêdo Correia, da Entre Filmes (responsável pela produção do longa Elon não Acredita na Morte), em coprodução com a portuguesa Karõ Filmes e a Material Bruto, de São Paulo.

SOBRE OS DIRETORES

JOÃO SALAVIZA

Nascido em Lisboa em 1984. Formado na ESTC, em Lisboa, e na Universidad del Cine, em Buenos Aires. Seu primeiro longa-metragem, MONTANHA, teve estreia mundial na Semana da Crítica do Festival de Veneza, em 2015. Veio na sequência de uma trilogia de curtas formada por RAFA (Berlinale Golden Bear 2012), ARENA (Palme d’Or no Festival de Cannes 2009) e CERRO NEGRO (Rotterdam em 2012). Recentemente voltou ao Festival de Berlim com os curtas ALTAS CIDADES DE OSSADAS e RUSSA (co-dirigido com Ricardo Alves Jr). “CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS”, co-dirigido com Renée Nader Messora, é seu segundo longa-metragem.

RENÉE NADER MESSORA

Nascida em São Paulo, em 1979. Formada em Direção de Fotografia pela Universidad del Cine, em Buenos Aires. Por 15 anos, trabalhou como assistente de direção no Brasil, Argentina e Portugal. Em 2009, Renée Nader Messora conheceu os Krahô e, desde então, ela trabalha com a comunidade, contribuindo na organização de um coletivo de jovens cinegrafistas. O foco do trabalho do grupo Mentuwajê Guardiões da Cultural é usar as ferramentas audiovisuais para o fortalecimento da identidade cultural e a autodeterminação da comunidade. “CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS” é seu primeiro longa-metragem.

SOBRE A ENTREFILMES

EntreFilmes é uma produtora sediada em Belo Horizonte, criada pelos cineastas Ricardo Alves Jr. e Pablo Lamar e pelo produtor Thiago Macêdo Correia. Tendo realizado diversos curtas-metragens exibidos em importantes festivais internacionais como: Berlim, Semana da Crítica do Festival de Cannes, Festival de Locarno, Oberhausen, Rotterdam, Havana, BAFICI – Buenos Aires; tendo obras também exibidas no Centre Pompidou, em Paris, e no Museo Rainha Sofia, em Madrid. O primeiro longa da produtora é “Elon não Acredita na Morte” (2017), que teve sua estreia na Ásia no Festival de Internacional de Cinema de Macau, onde foi comtemplado com o prêmio de Contribuição Artística e teve estreia europeia no Festival de Rotterdam. “Chuva é a Cantoria na Aldeia dos Mortos” (2018) é o segundo longa-metragem produzido pela EntreFilmes com estreia mundial no Festival de Cannes na mostra Un Certain Regard.

Festival de Cannes 2018: Climax, novo filme de Gaspar Noé, fatura prêmio principal da Quinzena dos Realizadores

Festival de Cannes 2018: Climax, novo filme de Gaspar Noé, fatura prêmio principal da Quinzena dos Realizadores

Certo de que sairia de Cannes ainda mais odiado por conta de seu cinema chocante, o cineasta Gaspar Noé não só conquistou as plateias do sul da França como os jurados da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2018, levando o prêmio máximo da mostra com ‘Clímax’, seu mais novo filme.

Na trama, um grupo de bailarinos ensaia uma coreografia complexa até que começam a ingerir doses cavalares de LSD. A viagem de ácido sai do controle e o suspense, protagonizado por Sofia Boutella (A Múmia), finalmente se insere na  filmografia de Noé, com intensa loucura visual. Após competir pela Palma de Ouro com Irreversível e Viagem Alucinante, leva para casa seu primeiro grande caneco de Cannes.

‘Clímax’ ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. O Festival de Cannes, por sua vez, vai até o próximo sábado (19), quando saberemos quem foi o vencedor da Palma de Ouro da 71ª edição do evento. Fique ligado!

Por: Cesar Augusto Mota

Coprodução Brasileira, Portuguesa e Francesa conquista o troféu na Semana da Crítica no Festival de Cannes

Coprodução Brasileira, Portuguesa e Francesa conquista o troféu na Semana da Crítica no Festival de Cannes

1942527.jpg-r_754_1000-f_jpg-q_x-xxyxx.jpgO Festival de Cannes se aproxima de seu fim e vão encerrando as mostras paralelas do prestigiado evento francês. Uma coprodução brasileira é o grande vencedor da 57ª edição da mostra,

O Longa de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt sobre a ascensão e a queda de um extravagante jogador de futebol após sofrer um revés profissional conquistou as atenções do júri presidido pelo cineasta norueguês Joachim Trier e das plateias que acompanharam as exibições da obra na Semana da Crítica.

Sinopse do filme: Diamantino é uma estrela do futebol mundial, até que, de repente, perde todo o seu talento e se aposenta como um fracasso aos olhos da opinião pública. A partir disso, o ex-craque passa a procurar um novo propósito para a sua vida. Inicialmente ele resolve confrontar o neo-fascismo, em seguida se envolve com a crise dos refugiados, chegando na questão da modificação genética até a busca pela origem do genial.

Por: Vitor Arouca

Filme de Lars Von Trier é um dos mais aguardados do Festival de Cannes

Filme de Lars Von Trier é um dos mais aguardados do Festival de Cannes

Na manhã do dia 15 de maio foi apresentado à imprensa The House That Jack Built, de Lars von Trier, um dos filmes mais aguardados da 71ª edição do festival de Cannes. A sessão foi cercada por expectativas de violência extrema, já que muitas pessoas teriam abandonado a exibição para convidados na véspera.

O resultado é muito interessante. Neste suspense com vários momentos cômicos, Jack (Matt Dillon) é um engenheiro com uma compulsão pelo assassinato de mulheres. Ele não é um matador particularmente talentoso, mas as pessoas andam tão individualistas que não se importam em ouvir uma mulher gritar na casa ao lado. Talvez o principal tema do filme seja este: a falta de humanidade. O melhor exemplar dp pessimismo são as imagens de dentro do inferno. Sem estragar a surpresa, basta dizer que a composição é muito diferente do imaginário de fogo e do Diabo.

Quanto à violência, ela certamente tem momentos fortes, mas são curtos, e entrecortados por longas discussões sobre a natureza humana e a possibilidade de interpretar o assassinato como obra de arte. De qualquer modo, nada que não tenha sido retratado de modo ainda mais forte em Anticristo, por exemplo. The House That Jack Built cria um diálogo ainda mais próximo com Ninfomaníaca, outro retrato de uma compulsão contado a uma terceira pessoa, misturando filosofia e momentos chocantes.

Um dos filmes mais famosos de Lars Von Trier foi Dançando no Escuro com a cantora Bjork, que foi adaptado no Brasil para o teatro e está em cartaz no Teatro Sesi até o dia 20 de maio, com Juliana Bodini e Daniel Brasil no elenco.

O filme tem estreia garantida no Brasil, mas ainda não ganhou uma data de lançamento.

Por Anna Barros

Han Solo: Uma História Star Wars faz seu debut no Festival de Cannes

Han Solo: Uma História Star Wars faz seu debut no Festival de Cannes

Nesta terça-feira, dia 15, o tão aguardado spin-off da franquia “Star Wars”, “Han Solo: Uma História Star Wars” (Solo: A Star Wars Story – 2018), foi exibido fora de competição no Festival de Cannes. Teve até a presença dos stormtroopers no Red Carpet de Cannes.

Alden Ehnreich encarna o mítico personagem Han Solo e Emilia Clark, a Lou de Como eu Era Antes de Você e atriz da cultuada série Game Of Thrones, estão no elenco dessa película que promete chacoalhar os aficcionados pela saga.

Dirigido por Ron Howard, este longa não tem a carga épica inerente aos outros títulos da série criada por George Lucas nos anos 1970, mas mantém o ritmo e é antenado com os novos tempos, sobretudo em termos de representação feminina.

“Han Solo: Uma História Star Wars” estreia nas salas brasileiras no próximo dia 24.

A 71a edição do Festival de Cannes acontece até o dia 19 de maio.

Por Anna Barros

Bruna Marquezine brilha no Festival de Cannes

Bruna Marquezine brilha no Festival de Cannes

Bruna Marquezine brilhou no Festival de Cannes, neta segunda dia 14 de maio. A atriz passou pelo tapete vermelho e acompanhou algumas produções na Riviera Francesa. Acompanhada de Izabel Goulart, Bruna Linnzmeier e Mariana Ximenes que lançaram o filme O Grande Circo Místico.

Bruna foi garota-propaganda da grife Choppard no domingo, dia 13. Depois de seus compromissos cinematográfico e comerciais em Cannes, a atrzi embarcou para Paris para abraçar seu namorado, o jogador Neymar que comemorava o aniversário do companheiro de PSG Marquinhos e a presença de seu nome na tão aguardada lista do técnico Tite.

 

Crédito da foto: Getty Images

 

Por Anna Barros