Poltrona Cabine: Gabriel e a Montanha/ Festival do Rio/ Por: Vitor Arouca

Poltrona Cabine: Gabriel e a Montanha/ Festival do Rio/ Por: Vitor Arouca

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Gabriel e o povo africano no filme

Antes da estreia oficial que é no dia 2 de novembro , o filme “Gabriel e a Montanha” será exibido no Festival do Rio que começa amanhã, 5 de outubro, e termina no dia 15 deste mês.

 

Gabriel é brasileiro, carioca, flamenguista e aventureiro.  Formado em Economia, Gabriel passa para um doutorado sobre políticas públicas de apoio a populações pobres nos Estados Unidos da América, mas decide fazer antes da mudança para os EUA uma viagem pelo continente africano com o objetivo de chegar ao topo do monte Mulanje no Malauí e estudar a questão da pobreza na África.

Sua viagem começou no Quênia e terminou em Malauí. Gabriel fez essa viagem com uma pessoa nativa e não como turista. Ele dormia nas casas dos nativos e vivia a rotina do povo de cada país que conhecia. Sua namorada, Cristina, chegou para passar alguns dias com o seu namorado e aproveitaram para conhecer um Safári.

Gabriel começa a subir o monte Mulanje com o seu guia e começa a questionar a demora do guia em subir a trilha. O guia pede um descanso, mas Gabriel não aceita e segue o caminho sozinho até o topo. Gabriel tira foto no topo e admira a enorme vista no topo da montanha. Na descida uma grande neblina tampa à visão da trilha e o economista procura abrigo em algumas pedras da montanha. Gabriel acaba morrendo de hipotermia e o seu corpo só foi encontrado 19 dias depois.

EXIBIÇÃO DO FILME NO FESTIVAL DO RIO!

DIA SESSÃO CINEMA
Quarta, 11/10 19:00* Sessão com convidados CCLSR – Cine Odeon NET Claro
Quinta, 12/10 18:45 Roxy 2
Sábado, 14/10 21:40 Reserva Cultural Niterói 4
Domingo, 15/10 21:30 Kinoplex São Luiz 1
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Arquivo Pessoal: Gabriel e Cristina na África

Poltronas: 5/5

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Filme sueco ‘The Square’ leva Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017

Filme sueco ‘The Square’ leva Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017

Cineasta sueco Ruben Östlund celebra Palma de Ouro pelo filme ‘The Square (Crédito: Julien Warnand/ SIC Notícias)
Chegou ao fim neste domingo (28) o 70º Festival de Cannes, um dos mais importantes eventos do cenário cinematográfico. Marcado pela apresentação de grandes filmes, bem como pela polêmica que envolveu a Netflix, criticada por Pedro Almodóvar pela exibição de dois filmes sem terem passado por salas de cinema, enfim conhecemos os vencedores da edição de 2017.

O vencedor da Palma de Ouro foi o filme “The Square”, dirigido pelo sueco Ruben Östlund. O longa teve como foco explorar as ideias sobre os contratos sociais, o poder e a classe dominante e o menosprezo crescente do mundo da arte. O cineasta fez uma crítica em forma de sátira da burguesia ocidental e do mundo da arte contemporâneo por meio da história de um diretor de um museu. A produção contou com o protagonismo de Dominic West e Elizabeth Moss.

O prêmio de melhor diretor foi para Sofia Coppola, pelo filme “The Beguiled” (O Estranho que Nós Amamos), uma trama que se passa durante a Guerra Civil e protagonizada por Colin Farrell e Nicole Kidman. A atriz australiana recebeu durante a cerimônia um prêmio especial pelos 70 anos de aniversário da premiação.

Entre outros ganhadores, tivemos Joaquin Phoenix como melhor ator e Diane Kruger como melhor atriz, por “You Were Never Really Here” e “In the Fade”, respectivamente. O Prêmio do Júri foi para o diretor russo Andrei Zviaguintsev por “Loveless”, um filme que ilustra o drama de um ex-casal que sofre com o repentino desaparecimento do filho e que precisa deixar as divergências de lado para reencontrar a criança.

Confira a lista completa com todos os vencedores do Festival de Cannes 2017:

Palma de Ouro
The Square

Prêmio Especial 70º Aniversário
Nicole Kidman

Grande Prêmio do Júri
120 battements par minute

Melhor Diretor
Sofia Coppola (O Estranho que Nós Amamos)

Melhor Ator
Joaquin Phoenix (You Were Never Really Here)

Melhor Atriz
Diane Kruger (In the Fade)

Prêmio do Júri
Loveless

Melhor Roteiro
The Killing of a Sacred Deer / You Were Never Really Here

Camera d’Or
Jeune Femme

Prêmio FIPRESCI
120 battements par minute

Palma de Ouro de curta-metragem
Xiao Cheng Er Yue

Menção Especial
Katto

Por: Cesar Augusto Mota

Filme brasileiro é premiado em Cannes

Filme brasileiro é premiado em Cannes

Por Luis Fernando Salles

Gabriel-e-a-Montanha-cartazO filme brasileiro “Gabriel e a montanha” venceu na última quinta-feira, 25, o prêmio de Revelação na Semana da Crítica em Cannes. Dirigido por Fellipe Barbosa, o longa narra a história verídica de Gabriel Buchmann, um jovem brasileiro que morreu durante uma viagem pela África.

Economista e carioca de 28 anos, Gabriel resolveu viajar pelo mundo antes de retomar seus estudos em uma renomada universidade nos EUA.  Perto do fim de sua jornada, em 17 de julho de 2009, o jovem desapareceu. As autoridades demoraram quase 20 dias para encontrar o seu corpo no monte Mulanje, ao sul do Malauí, onde o jovem morreu de hipotermia.

Fellipe Barbosa reconstruiu em seu filme os últimos 70 dias de vida de Gabriel, desde sua chegada ao Quênia até seu trágico fim no Malauí, passando por Uganda e Tanzânia. A proposta da viagem era estudar a pobreza do continente africano. Para isso, o diretor tentou refazer os passos de Gabriel, utilizando muitas fotos que estavam em sua câmera perto do corpo, além de seu diário de viagem e emails.

Assista ao trailer do filme brasileiro:

Conheça todos os vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017

Conheça todos os vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017

Filme brasileiro ‘Gabriel e a Montanha’, do cineasta Fellipe Barbosa, leva prêmio revelação na Semana da Crítica do Festival de Cannes (Crédito: Tv ZERO / Divulgação)
Enfim saiu a lista dos vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes. Os grandes destaques vão para os prêmios revelação e de melhor documentário, com o júri presidido pelo cineasta brasileiro Kléber Mendonça Filho, que dirigiu filmes como ‘Som ao Redor’ e ‘Aquarius’.

O Prêmio Revelação saiu para o filme ‘Gabriel e a Montanha’, de Fellipe Barbosa. O longa é baseado na história do economista carioca Felipe Buchmann, que resolveu dar a volta ao mundo antes de concluir seus estudos em uma universidade americana, mas perto de terminar o percurso foi encontrado morto por hipotermia ao sul do Malauí após 20 dias de buscas pelas autoridades.

Já o Grande Prêmio da Semana da Crítica foi o documentário ‘Makala’, do cineasta francês Emmanuel Gras. A história acompanha Kabwita, um jovem congolês de 28 anos sem tantas perspectivas que consegue sobreviver às custas de um trabalho de extrator e transportador de um carvão vendido a preço irrisório.

Veja abaixo a lista completa dos ganhadores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017:

Grande Prêmio da Semana da Crítica
Makala, de Emmanuel Gras

Prêmio Revelação


Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

Prêmio Descoberta de Curta-Metragem
Los Desheredados, de Laura Ferrés

Prêmio da Fundação Gan de Distribuição
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

Prêmio SACD
Ava, de Léa Mysius

Prêmio Canal+ de Curta-Metragem
The Best Fireworks Ever, de Aleksandra Terpińska

Por: Cesar Augusto Mota

Festival de Cannes: Gabriel e a Montanha lota sessões e recebe elogios

Festival de Cannes: Gabriel e a Montanha lota sessões e recebe elogios

O longa-metragem nacional de Fellipe Gamarano Barbosa parece estar agradando o público mundo afora. O crítico e editor da revista Positif, Michael Ciment alertou o site Omelete, da UOL: “Preste bem atenção no filme brasileiro, Gabriel e a Montanha, que é muito impressionante.”

A exibição de gala parece confirmar a opinião. Acabou lotada de aplausos, expressões de emoção e de comoção pelas paisagens africanas vistas pelos olhos de Pedro Sotero, fotografo da produção. João Pedro Zappa também impressionou ao reviver a história real do economista Gabriel Buchmann, morto de hipotermia em uma de suas escaladas, em Malauí, no ano de 2009.

Conheci Gabriel quando era garoto, aos 7 anos, e ele já tinha um sorriso que me perturbava. Espero que este sorriso apareça na tela, quando vocês olharem para o Gabriel nos olhos. Que se crie uma relação especular“, disse o diretor ao veículo, antes da projeção.

O filme inicia no Malauí, onde o corpo de Gabriel foi encontrado, e também passa pelo Quênia, Tanzânia e Zâmbia. O longa foi feito em coprodução com a França e aproveita bem o processo de descoberta de novos mundos e novos povos que entraram em contato com Gabriel durante sua jornada.

Gabriel e a Montanha vai ser avaliado por um júri presidido pelo cineasta Kleber Mendonça Filho.

Por: Lívia Lima

Adam Sandler marca presença no Festival de Cannes e lança mais um filme da Netflix

Adam Sandler marca presença no Festival de Cannes e lança mais um filme da Netflix

Ben Stiller, Dustin Hoffman, Emma Thompson, o diretor Noah Baumbach e Adam Sandler no Festival de Cannes 2017 (Crédito: Arthur Mola/Invision/AP)

Após a exibição de ‘Okja’, filme do diretor sul-coreano Joon-Ho Bong, mais um filme produzido pelo serviço de streaming Netflix foi exibido no Festival de Cannes, e com uma presença ilustre. O comediante Adam Sandler, estrela de ‘The Meyerowitz Stories’, produção concorrente à Palma de Ouro, esteve presente no tapete vermelho de Cannes e bastante empolgado.

O ator revela que se sentiu surpreso quando foi convidado para o projeto e mostrou satisfação por voltar a trabalhar com o colega de trabalho e amigo Ben Stiller.

“Não pude acreditar [quando fui chamado], achei a coisa mais extraordinária. Sabia que era um papel engraçado, emocional, me senti atraído por todo o filme e fiquei desde o início fiquei muito ligado [ao projeto]. Tivemos uma ótima hora trabalhando juntos. Conheço Ben [Stiller] desde sempre, quando tinha 22 anos, e Dustin [Hoffman] também, que sempre foi muito bom para mim, veio ao meu casamento”, disse Sandler.

Porém, a polêmica em torno da Netflix, sobre a empresa restringir o lançamento de seus filmes às salas de exibição e torná-los disponíveis apenas na plataforma VOD (vídeo on demand), presentes em celulares, computadores e TVs, seguiu na pauta da coletiva de imprensa do evento. Entretanto, o diretor Noah Baumbach preferiu evitar atritos e revelou que espera ver seu filme sendo exibido em tela grande.

“Fiz o filme com dinheiro independente, como sempre, com expectativas de que vai ser mostrado na tela grande. Porque acredito nisso, que é único, de que [ver na tela grande] não é uma experiência que vai embora. Mas o Netflix prestou grande apoio e sou muito grato a isso”, destacou Baumbach.

O FILME

No longa de Baumbach, Sandler interpreta um dos membros de uma família de artistas judeus novaiorquinos, os Meyerowitz, mas ele não possui o mesmo talento artístico do pai (Dustin Hoffman) e capacidade para ganhar dinheiro e administrar as finanças como o irmão (Ben Stiller). Toda a família não se vê há muitos anos, mas terá que se reencontrar em um evento e celebrar as obras de arte do patriarca.

A Netflix não divulgou uma data de lançamento do filme.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Em meio a aplausos e vaias, ‘Okja’, filme da Netflix, faz história no Festival de Cannes

Em meio a aplausos e vaias, ‘Okja’, filme da Netflix, faz história no Festival de Cannes

No centro das discussões desde o início da realização do Festival de Cannes 2017, a plataforma Netflix fez história e teve sua primeira produção exibida durante o evento na última sexta-feira (19). Trata-se do filme ‘Okja’, do cineasta Bong Joon-Ho, disponibilizado diretamente pelo serviço VOD (video on demand), sem passar pelas salas de exibição.

A produção, estrelada por Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal, foi vaiada pelo público durante os dez primeiros minutos por ter sido projetada em formato errado, o que ocasionou um pedido posterior de desculpas dos organizadores da premiação. Apesar do incidente e da polêmica na abertura da cerimônia, ocasião em que o diretor Pedro Almodóvar, que preside o júri do festival, afirmou que Palma de Ouro não deveria ser entregue a um filme que não passou por salas de exibição, ‘Okja’ foi bastante ovacionado pelos presentes na sessão.

Após a exibição, houve uma coletiva de imprensa, na qual o diretor Bong Joon-Ho fez questão de colocar panos quentes em torno da declaração de Almodóvar, além de aproveitar para elogiar o presidente do júri do evento.
“”Estou apenas muito feliz que [Almodóvar] verá o filme hoje à noite. Estou bem, ele pode dizer o que quiser. Sou um grande fã dele, então o fato dele falar sobre o filme já me deixa contente.”, disse Jooh-Ho de forma serena.

Tilda Swinton também se manifestou sobre o assunto e falou da importância da exibição de produções feitas por serviços streaming no Festival de Cannes.

“Trata-se de uma declaração feita pelo presidente, e é realmente importante que ele se sinta livre para fazer qualquer declaração que achar pertinente. Mas a verdade é que não viemos pelos prêmios, mas para exibir este filme. Temos o absoluto privilégio de exibir Okja nesta tela. Creio que seja uma enorme e realmente interessante conversa que está apenas começando, mas o que realmente acho é que há espaço para todos”, destacou a atriz.

O FILME

SINOPSE: Nova York, 2007. Lucy Mirando (Tilda Swinton), a CEO de uma poderosa empresa, apresenta ao mundo que uma nova espécie animal foi descoberta no Chile. Apelidada de “super porco”, ela é cuidada em laboratório e tem 26 animais enviados para países distintos, de forma que cada fazenda que o receba possa apresentá-lo à sua própria cultura local. A ideia é que os animais permaneçam espalhados ao redor do planeta por 10 anos, sendo que após este período participarão de um concurso que escolherá o melhor super porco. Uma década depois, a jovem Mija (Seo-Hyun Ahn) convive desde a infância com Okja, o super porco fêmea criado pelo avô. Prestes a perdê-la devido à proximidade do concurso, Mija decide lutar para ficar ao lado dela, custe o que custar.

TRAILER

 

‘Okja’ teve orçamento de US$ 50 mi e chega à Netflix em 28 de junho de 2017.

Por: Cesar Augusto Mota