Literacine: Se eu Ficar/Juliana Goes

Literacine: Se eu Ficar/Juliana Goes

images (8)Baseado no best-seller homônimo, “Se Eu Ficar”, é um melodrama adolescente, sobre o dilema de vida ou morte. Depois de um acidente de carro, a correta Mia Hall (Chloë Moretz), entra em coma, e precisa decidir se volta a viver e enfrenta uma difícil realidade ou se deixa esse mundo – a história aborda um tema mais sério ao retratar a questão espiritual, no caso da protagonista, que vive uma experiência fora do seu corpo em coma. Diante das circunstâncias, a jovem reavalia sua vida ao relembrar sua história de amor com o Adam (Jamie Blackley).

Apesar do apela dramático do roteiro, alguns personagens se destacam pela narrativa mais sutil, como os pais divertidos de Mia vividos por Mireille Enos e Joshua Leonard, dois roqueiros veteranos que têm gosto musical diferente da filha, estudante de música clássica. Jamie Blackley, que vive o Adam, o namorado de Mia, revele seu talento promissor no cinema, já que sua atuação ao lado de Chloë, surpreende pela ótima química do casal. Moretz consegue nesse filme ter uma das melhores atuações de sua carreira, ao apresentar uma jovem delicado e forte diante da tragédia.

A música também está constantemente presente no filme. Mia é violoncelista e Adam faz parte de uma banda de rock. A família de Mia é fã dos clássicos do rock, e seu pai também tinha uma banda. Além disso, o sonho da adolescente de 17 anos é estudar na conceituada escola de música Juilliard School.

Quem leu o livro, irá notar diversas diferenças, como costuma sempre acontecer nas adaptações, mas a roteirista Shauna Cross conseguiu fazer uma obra fantástica. O romance transmite a mensagem que é importante se arriscar no amor, na carreira e descobrir que a felicidade está nas coisas mais simples da vida.
Trailer:

Literacine: Malala/Juliana Goes

Literacine: Malala/Juliana Goes

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O documentário Malala acompanha a história da vida de Malala Yousafzai, jovem ativista paquistanesa, que por lutar pelos direitos das mulheres à educação no seu país, sofreu um ataque por parte do Talibã.

No dia 09 de outubro de 2012, a jovem voltava para casa num ônibus escolar quando um homem armado entrou e perguntou “Quem de vocês é Malala?”. Ela se identificou e levou três tiros em sua direção. Ela tinha 12 anos, e uma das balas atravessou o lado esquerdo da cabeça. Por um milagre, Malala sobreviveu, porém, com algumas sequelas. Ela foi levada à Inglaterra para receber tratamento, e até hoje vive exilada com a família no país.

O documentário de Davis Guggenheim (vencedor do Oscar por Uma Verdade Inconveniente) conta o antes e o depois do atentando à Malala, destacando detalhes de sua vida atualmente em Birmingham, na Inglaterra, onde vive com os pais e os dois irmãos, o convívio na escola, seus hobbies e sonhos. O filme também mostra como o Talibã dominou a região do Vale do Swat (local que nasceu Malala) e promoveram mudanças radicais nos costumes da população. O pai da menina fundou uma escola e dava aulas na região. Esse é um dos principais motivos que levou Malala a se tornar uma jovem dedicada aos estudos. Seu pai sempre a apoiou nas decisões de manifestar sua opinião sobre a forma que o Talibã proíbe a educação das mulheres no Paquistão. A luta de Malala pelos direitos femininos à educação no seu país, que vem sendo seguida e admirada por todo mundo, lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2014.

Para contar detalhes importantes da vida da jovem e sua família, Davis Guggenheim usou recurso de animação, que deixou a obra esteticamente bonita e bem feita. Baseado no livro ‘Eu Sou Malala’, o longa é emocionante e inspirador. 

 

Matthew McConaughey e Idris Elba confirmados no filme A Torre Negra

Matthew McConaughey e Idris Elba confirmados no filme A Torre Negra

Stephen King confirmou a presença de Matthew McConaughey e Idris Elba no filme “A Torre Negra” que será lançado no dia 13 de Janeiro de 2017.

O filme será dirigido por Nikolaj Arcel e Ron Howard.

Baseado no primeiro livro da obra literária homônima de Stephen King. Um pistoleiro chamado Roland Deschain (Idris Elba) percorre o mundo apocalíptico em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve passagens entre tempos diferentes e misturas entre o real e o imaginário.

O filme em que McConaughey atuou e fez mais sucesso foi “Clube de Compras Dallas”. Pela atuação nesse filme, ele em 2014 ganhou o Oscar de Melhor Ator.

Idris Elba ganhou neste ano o Prêmio Screen Actors Guild de  Melhor Ator Coadjuvante pela atuação no filme “Beast of No Nation”. Apesar da premiação, Elba não foi indicado ao Oscar.

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Idris Elba e Matthew McConaughey
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Uma das capas do filme “A Torre Negra”

Por: Vitor Arouca

Você já ouviu falar de Mashup?

Você já ouviu falar de Mashup?

O mashup é um termo que está na moda. Ele surge na música, onde vários artistas aproveitam ritmos diferentes, os misturam, e daí nasce o mashup, que significa mistura em português.

Na literatura, esse conceito também vem sendo explorado, misturando frases e personagens de livros clássicos de domínio público a histórias mais contemporâneas, de vampiros, zumbis, mutantes e bruxas, na maioria das vezes. Esses são os chamados mashups literários, ou mashup novel, um novo gênero que está ganhando cada vez mais força no Brasil.

Um dos grande movimentos deste novo gênero será retratado no cinema. Sim!!! Orgulho e Preconceito e Zumbis, filme baseado na obra de Seth Grahame-Smith  que chegou ao Brasil pela editora Intrínseca.

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  • Clique nesta imagem e assista ao trailer do filme no youtube

Uma das finalidades é introduzir a literatura mais clássica aos novos leitores, incentivando os jovens a conhecerem também os grandes nomes da literatura como Jane Austen, Machado de Assis, Bernardo Guimarães e José de Alencar, por exemplo.

Na maioria dos livros de mashup, os autores contemporâneos utilizam frases inteiras do livro original, ou até fazem uma paráfrase. É muito interessante ler a obra clássica e, em seguida, ler o mashup, para identificar o quanto o “novo autor” usou dos grandes escritores.

Porém, a crítica literária não entende dessa forma. Para os críticos, os mashups apenas desvirtuam a obra original, acabando com a genialidade dos autores e, como resultado, fazendo uma história inferior comparativamente à primeira.

Um dos maiores sucessos dos mashups literários é Orgulho e Preconceito e Zumbis, do original de Jane Austen reescrito por Seth Grahame-Smith. O livro vendeu mais de um milhão de exemplares em 2009 e entrou para a lista dos livros mais vendidos do jornal The New York Times. Ao segundo romance de Austen, sobre preconceitos e falsas impressões, foram adicionados zumbis, artes marciais e muita ação. Esse ano, Seth lançou seu mais novo sucesso: Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros.

Já no Brasil, Machado de Assis é o autor mais concorrido para sofrer misturas literárias. Dom Casmurro ganhou uma nova versão do autor Lucio Manfredi, intitulada Dom Casmurro e os Discos Voadores. A história adiciona discos voadores, é claro, à obra de Machado. Os olhos de ressaca de Capitu agora têm outro significado, e alienígenas e andróides estão disfarçados entre os personagens da história de Dom Casmurro. O leitor descobre ao longo da trama quem é quem de verdade.

Além dessa, Machado também recebeu uma versão para O Alienista, feita por Natalia Klein, intitulada O Alienista Caçador de Mutantes. O conto original, repleto de tiradas humorísticas e críticas políticas de Machado de Assis, ganha um pouco mais de aventura quando uma nave espacial cai em Itaguaí e uma névoa causa transformações alienígenas nas pessoas. O médico Simão Bacamarte então é escolhido pelo povo para tratar desses mutantes e recebe a alcunha de Alienista, uma mistura de Alien e especialista. Na realidade, o termo alienista significa “especialista em alienação”, como eram chamadas as doenças psíquicas àquela época. A nova versão parece ser bastante engraçada.

A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães também ganhou retoques vampirescos em Escrava Isaura e o Vampiro, de Jeovane Nunes. Senhora, livro sobre a poderosa personagem de José de Alencar, acabou virando uma bruxa, literalmente, no livro Senhora, A Bruxa de Angélica Lopes. Muitos outros mashups literários ainda estão surgindo e, por mais que os críticos digam que não, toda maneira de ler vale a pena, mesmo sendo um remake contemporâneo dos livros mais clássicos.

Você já leu algum livro mashup?

Fonte: http://blog.estantevirtual.com.br/2011/05/16/mashups-literarios-os-djs-dos-livros/
Literacine: Sangue Quente / Meu namorado é um Zumbi

Literacine: Sangue Quente / Meu namorado é um Zumbi

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” O amor nos torna humanos”

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos.

Digamos que R possa ser considerado um zumbi fora dos padrões, um achado em meio a tantos zumbis descritos nas narrativas do gênero.

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, e está cheio de pensamentos e saudades. Mesmo não tendo recordações, nem identidade, nem pulso, R tem sonhos.

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Nosso protagonista não se lembra de nenhum fato de sua vida, seu nome, momentos importantes, nem de todos a sua volta, nada! Ele acorda e encontra-se morto, mas R possui algo diferente, um fio bem tênue que o faz sentir algo sobre uma espécie de consciência, um morto com sentimentos.

“Estou morto, mas isso não é tão ruim. Aprendi a conviver com isso. Desculpe não me apresentar da forma correta, mas não tenho mais um nome.(…)O meus talvez começasse com R, mas isso é tudo que sei.”

O livro fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. Ambos não esperavam que iriam se apaixonar, é rica a forma que o autor descreve seus personagens e como R narra todo o enredo.

“(…)Ela se encolhe para perto da janela. Um grito de terror começa a aparecer na garganta dela. Isso não está dando certo.– Segura – falo para ela, soltando um suspiro. – Manter… você segura.”

A diagramação da editora LeYa, tradução e capa, refletiram o contexto verdadeiro do que iremos encontrar na leitura de Sangue Quente.

Sinopse do filme

Meu namorado é um zumbi filme

Em um cenário pós-apocalíptico,  o zumbi R (Nicholas Hoult) passa por uma crise existencial e criando laços de amizade com uma humana chamada Julie (Teresa Palmer), uma de suas vítimas por quem acaba se interessando amorosamente.  O problema é que este relacionamento acaba causando uma reação em cadeia em outros mortos-vivos, mas o general Grigio (John Malkovich) não está interessado neste tipo de mudança e sim no total extermínio da ameaça zumbi.

Este filme é uma mistura improvável entre comédia romântica e filme de mortos-vivos.  Os trailers e cartazes apostaram numa veia cômica, deixando a história de amor em segundo plano. Já o diretor Jonathan Levine, conhecido pelos dramas intimistas, apostou em um outro caminho, não poupando as cenas com perseguições e cadáveres. Felizmente, diante de tamanha diversidade, Meu Namorado é um Zumbi conseguiu extrair o melhor de todos os mundos.

Título Original: Warm Bodies                         Ano de Lançamento: 2013

Literacine: Peter Pan – Livro x Filmes

Literacine: Peter Pan – Livro x Filmes

images (1)Em minha humilde opinião, foram tantas as produções de cinema sobre este tema que sinto como se violassem uma obra tão bonita e tão bem intencionada. Claro que no mundo a reciclagem de idéias sempre alavanca sucessos, mas quando se perde totalmente a referência de um trabalho, deixando de lado os pontos mais importantes, o resultado final fica vazio e sem sentido.
Conheça os pontos básicos da obra de J. M. Barrie:
Peter Pan conta as aventuras dos irmãos Wendy, João e Miguel na ilha da Terra do Nunca. Numa noite, ao voltarem de um jantar na casa de um vizinho, o sr. e a sra. Darling se deparam com o quarto das crianças vazio. A sra. Darling já sabia o que acontecera: Peter Pan voltara para buscar a sua sombra e acabou levando as crianças embora. De fato, Wendy acordou com o choro de Peter em seu quarto.
Descobriu que ele estava triste por não conseguir ter de volta a sua sombra (ele tentara grudá-la em seus pés com sabonete). Depois de ajudá-lo costurando a sombra à seus pés, Wendy é convencida por Peter a viajar com ele até a Terra do Nunca, pois ele lhe prometera fadas, sereias e muitas aventuras. Só que, além de sua companhia, Peter estava interessado em suas histórias e em seu papel como mãe. Pois ele faz parte dos Meninos Perdidos, garotos pequenos sem mãe nem pai.
E o sonho dos meninos era ter uma mãe que cuidasse deles, contasse histórias e os pusesse na cama antes de dormir.
Persuadida por Peter, Wendy acorda seus irmãos e, depois de aprenderem a voar com o pó de Sininho, a fada amiga de Peter Pan, os três partem para a Terra do Nunca. Depois de dias e de muitas aventuras em pleno voo, eles alcançam a ilha e, a partir daí, passam a conviver com os seres que lá habitam: Meninos Perdidos, animais selvagens (inclusive um crocodilo que engoliu um relógio e que por onde ele passa dá para se ouvir um “tique-taque”), índios peles-vermelhas e, é claro, os piratas. Numa trama repleta de intrigas e alianças, esses grupos vivem se metendo em aventuras e confusões, sempre existindo uma briga na qual os Meninos Perdidos se metem.
imagesLendo a obra percebemos que os personagens são excepcionalmente  
construídos. Cada um com a sua personalidade. Peter Pan é um garoto bem peculiar, com sua dualidade explícita: ora bom, ora traiçoeiro. Talvez isso aproxime ainda mais o leitor do personagem.Sem sombra de dúvidas nota dez para a obra!
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Acredito que vocês tenham pelo menos assistido ao trailer desta nova produção sobre Peter Pan. O diretor escolhido para nos guiar nesta aventura foi Joe Wright . Entre seus trabalhos estão clássicos como Desejo e Reparação e Orgulho e Preconceito e uma versão de Anna Karenina rendendo-lhe uma indicação ao Oscar. Joe Wright aceitou a direção mesmo sem jamais ter dirigido um blockbuster.
Assistindo ao primeiro filme, tive a sensação de uma possível trilogia. Será?
Gostei muito dos efeitos especiais (assisti ao filme em 3D dublado – afinal ganhei a entrada de presente devido ao dia dos professores), a dinâmica dos personagens é ótima e um roteiro bem amarradinho. Porém a sensação de vazio foi imensa! Porque quando se é um leitor, a comparação com a obra literária original é obvia.
No filme, Peter (Levi Miller) é um garoto de 12 anos que vive em um orfanato em Londres, no período da Segunda Guerra Mundial. Um dia, ele e várias crianças são sequestradas por piratas em um navio voador, que logo é perseguido por caças do exército britânico. O navio escapa e logo ruma para a Terra do Nunca, um lugar mágico e distante onde o capitão Barba Negra (Hugh Jackman) escraviza crianças e adultos para que encontrem pixum, uma pedra preciosa que concentra pó de fada (pó que o mantém sempre jovem). Em pleno garimpo, Peter conhece James Hook (Garreth Hedlund), que tem planos para fugir do local.
Como assim? Barba Negra ? kkkk   Este foi um entre tantos choques que levei ao reconhecer os personagens!
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Pra encerrar nosso bate papo quero citar num momento nostálgico um filme da década de 90 que marcou minha infância por ser encantador e fiel em muitos pontos a obra original.
Saudades eternas… Robin Williams !!
Literacine: Misery – Louca Obsessão

Literacine: Misery – Louca Obsessão

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A enfermeira Anne Wilkes é uma personagem que causaria medo em qualquer um. Ela nos é apresentada como uma mulher completamente obcecada e desequilibrada. Amante dos romances escritos por Paul Sheldon, um famoso autor de Best Sellers, Anne é louca por Misery (personagem de um de seus livros),

Anne vai até a cidade para comprar o novo romance de Misery, e retornando para casa depara-se com um acidente. entre as vitimas descobre,  nada mais  que seu autor favorito, Paul Sheldon.
Ela o leva para sua isolada casa e cuida de sua saúde, mas um dia acaba tendo acesso aos originais do próximo livro do escritor e descobre que sua personagem predileta será morta. Esse evento faz com que sua personalidade doentia se revele e Sheldon se veja à mercê das loucuras de sua admiradora. Acompanhando o drama de Paul Sheldon, tive a impressão de ver Stephen King em alguns pontos, retratando a si mesmo.
A maneira como o processo de criação artística é interpretado e mostrado, como um ciclo de vida e morte (fato manifestado na ação de Paul Sheldon em matar a personagem Misery)  é fruto, sem dúvida alguma, de uma mente magnífica dotada com autoridade suficiente para falar acerca disto.
“Então uma boca fechou-se sobre a dele, uma boca inconfundível de mulher, apesar dos lábios duros e secos, e o sopro dessa boca invadiu a sua, descendo pela garganta e inflando seus pulmões, e quando os lábios se afastaram, ele sentiu o cheiro de sua carcereira pela primeira vez.. um fedor nauseante de biscoitos de baunilha, sorvete de chocolate, molho de galinha e doce de pasta de amendoim” . (p. 12 e 13)
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A produção cinematográfica entrou em cartaz em 1992, dirigido por Rob Reiner estrelando com Kathy Bates como a personagem Anne e James Cann interpretanto o autor Paul Sheldon. O longa-metragem nos mostra, mesmo que muito brevemente, a necessidade que escritores sentem de romper com suas criações para amadurecerem.

O filme consegue nos surpreender mudando a visão do banal para uma verdadeira experiência de horror! Vemos que nem sempre se faz necessário recorrer à cenas de violência ou utilizar-se de monstros para inserir na mente de todos o sentimento de medo, angústia e apreensão.

“Louca Obsessão” é uma das adaptações de Stephen King que conseguiram cair em mãos talentosas, proporcionando assim,  uma direção de primeira linha.

“Eu não sei se Deus vai ajudar ou atrapalhar, mas sei de uma coisa: se você não der um jeito de ressuscitar Misery de um modo que Annie possa acreditar, ela vai matar você” .(p. 116)