Oscar 2019: Alfonso Cuarón rouba a cena e leva três estatuetas em uma mesma edição

Oscar 2019: Alfonso Cuarón rouba a cena e leva três estatuetas em uma mesma edição

A 91ª edição do Academy Awards ocorreu neste domingo (24) no Teatro Dolby, em Los Angeles, numa noite histórica. Após 30 anos, a cerimônia não contou com um apresentador oficial, e, dentre os premiados, dividiram a atenção os filmes ‘Pantera Negra’ e ‘Bohemian Rhapsody’.

O primeiro filme levou três estatuetas: melhor figurino, melhor direção de arte e melhor trilha sonora. Esses são os primeiros Oscars da Marvel – e em dois prêmios (figurino e direção de arte), as primeiras vezes que mulheres negras foram premiadas. Já o segundo levou quatro prêmios, com Rami Malek se consagrando como melhor ator. Em seu discurso de agradecimento, Malek se lembrou do astro Freddy Mercury e dividiu os méritos com a banda Queen, da qual o astro era líder.

Outros destaques da noite foram Mahershala, o vencedor do Oscar de ator coadjuvante por ‘Green Book-O Guia’, Olivia Colman, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por ‘A Favorita’ e Alfonso Cuarón, ganhador de três prêmios numa mesma noite, como melhor fotografia, melhor filme estrangeiro e melhor diretor (Roma). É o quarto Oscar em sua carreira, tendo vencido também o prêmio de melhor diretor com ‘Gravidade’ (2014). Outro marco histórico é que a premiação de ‘Roma’ representa a primeira estatueta do México de melhor filme estrangeiro

As duas surpresas da noite ficaram com Olivia Colman, que desbancou Glenn Close (A Esposa) na categoria de melhor atriz e ‘Green Book-O Guia’, dirigido por Peter Farrelly, que venceu o favoritismo de Roma, de Alfonso Cuarón, no Oscar de melhor filme.

Confira abaixo a lista completa com os vencedores do Oscar 2019:

Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King (Se a Rua Beale Falasse)

Melhor Documentário: Free Solo (National Geographic)

Melhor Maquiagem e Penteado: Vice

Melhor Figurino: Pantera Negra

Melhor Direção de Arte: Pantera Negra

Melhor Fotografia: Roma

Melhor Edição de Som: Bohemian Rhapsody

Melhor Mixagem de Som: Bohemian Rhapsody

Melhor Filme Estrangeiro: Roma

Melhor Edição: Bohemian Rhapsody

Melhor Ator Coadjuvante: Mahershala Ali (Green Book – O Guia)

Melhor Animação: Homem-Aranha no Aranhaverso

Melhor Curta de Animação: Bao

Melhor Documentário de Curta-Metragem: Absorvendo o Tabu

Melhores Efeitos Visuais: O Primeiro Homem

Melhor Curta-Metragem: Skin

Melhor Roteiro Original: Green Book-O Guia

Melhor Roteiro Adaptado: Infiltrado na Klan

Melhor Trilha Sonora Original: Pantera Negra

Melhor Canção Original: Shallow (Nasce uma Estrela)

Melhor Ator: Rami Malek (Bohemian Rhapsody)

Melhor Atriz: Olivia Colman (A Favorita)

Melhor Diretor: Alfonso Cuarón (Roma)

Melhor Filme: Green Book-O Guia

Por: Cesar Augusto Mota

 

 

 

 

 

 

 

 

Oscar 2019: Premiação ocorre neste domingo sem um apresentador oficial após 30 anos

Oscar 2019: Premiação ocorre neste domingo sem um apresentador oficial após 30 anos

A premiação mais popular do cinema mundial chega a mais uma edição. O 91º Academy Awards ocorre neste domingo (24) no Teatro Dolby, em Los Angeles, que terá transmissão pela TV aberta, por assinatura e pela Internet no Brasil. Porém, a cerimônia desse ano será bem diferente do que tem sido visto nos últimos 30 anos.

O comediante Kevin Hart  estava confirmado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para apresentar a cerimônia, mas após polêmicas com postagens homofóbicas em suas redes sociais, ele decidiu declinar o convite. Diante desse cenário, a Academia preferiu seguir sem um apresentador principal.

Pouco mais de 50 celebridades foram convidadas para a entrega dos prêmios, com onze delas apresentando os indicados a melhor filme. Dentre os artistas,  estão os atores Dava Carvey, Diego Luna, Mike Myers; o político John Lewis; o chefe José Andrés; o apresentador e comediante Trevor Noah e a cantora Queen Latifah.

A cerimônia de entrega das estatuetas se inicia às 22h, no horário de Brasília (17h no horário local).  Os espectadores podem assistir à entrega dos prêmios do Oscar 2019 pelo canal pago TNT, com a emissora iniciando a transmissão da cobertura da festa a partir das 20h30. O E! também transmite a chegada das celebridades no tapete vermelho do Oscar, a partir das 19h.

Na TV aberta a transmissão do Oscar será feita pela Rede Globo, mas o início será somente após o Big Brother Brasil, com a apresentação da jornalista Maria Beltrão, e comentários de Artur Xexéo e da atriz Dira Paes.

Quem preferir acompanhar o evento pela internet, há a opção do TNT GO,  apenas para os assinantes. Também é possível assistir pelo site oficial da Academia ou por suas redes sociais (Facebook e Instagram), em inglês.

Relembre aqui todos os indicados ao Oscar 2019.

Por: Cesar Augusto Mota

 

 

Maratona Oscar: Nasce uma Estrela/Anna Barros

Maratona Oscar: Nasce uma Estrela/Anna Barros

É meu filme preferido do Oscar. Por quem irei torcer apesar de  saber que o filme perdeu gás desde que estreou até agora. Green Book e Bohemian Rapsody ganharam corpo nessa reta final. Mas Nasce uma Estrela tem tudo de um filme épico: drama, romance, reflexão, a busca pela fama, a derrocada dela, envolvimento com drogas e álcool permeados por uma linda história de amor.

Achei injustiça Bradley Cooper não concorrer a Melhor Diretor porque o filme é muito bem dirigido, todo em plano-sequência e com a impressão de que você está no palco ou na plateia com Jack e Ally. Lady Gaga está estupenda como atriz, totalmente desconstruída de pop star que merecidamente é e numa performance sensível e tocante. Você enxerga Ally totalmente na sua aspiração por ser uma artista de sucesso e no amor profundo e bonito que sente por Jack. Só perde para Glenn Close, se perder. Bradley está maravilhoso como o artista decadente que num gesto de generosidade alça ao estrelato uma cantora desconhecida e acaba se apaixonando por ela. Uma entrega sem igual, firme e dócil de um pop star que vê sua carreira escorrendo pelas mãos por causa das drogas e do álcool. Eu adoro Bradley Cooper e essa é uma das suas melhores interpretações. E olha que gostei do Pat de O Lado Bom da Vida. Além de bonito e de ter sex-appeal, Bradley Cooper canta e muito bem. Seu dueto com Lady Gaga em Shallow é simplesmente divino.

A outra interpretação interessante é de Sam Elliott como o irmão de Jack.  Ele é contido, determinado, e extremamente invejoso quanto ao talento do irmão, que o venera, A  performance é tocante e quando saí do cinema, já sabia que concorria. Ele tem 74 anos e é a sua primeira indicação ao prêmio. Tem como forte concorrente, Maherhsala Ali por Green Book: O Guia. Maherhsala ganhou por Midnight essa categoria em 2017.

E tanta interpretação forte e comovente só poderia ter uma trilha sonora maravilhosa com Shallow, que a meu ver, é a grande barbada da noite do Oscar. Lady Gaga compôs todas as músicas da trilha e deve levar com essa canção que nos remete ao filme.

O filme também concorre a Melhor Roteiro Adaptado num roteiro bem amarrado, insinuante e cujo desfecho é impactante e profundo, por vezes cruel. A impressão que tive foi que foi escrito para que Lady Gaga brilhasse tamanha a generosidade contida nele e ela simplesmente não  decepcionou.

Nasce uma Estrela é um filme de impacto, que fica na sua retina e na sua memória por várias semanas e no faz crer que o amor requer sacrifícios e renúncias e que temas tão atuais como fama, exposição, sucesso e fracasso são atemporais. A história é um remake e não deve nada às anteriores.

Na Noite do dia 24 de fevereiro, minha torcida toda irá para Bradley Cooper, Ladu Gaga e Nasce Uma Estrela, um dos filmes mais lindos que vi em 2018 e talvez nos últimos cinco anos. Para ver, rever, refletir e se emocionar. Chorei litros.

Nasce uma Estrela concorre a 8 categorias.

São elas:

Melhor Roteiro Adaptado

Melhor Ator

Melhor Atriz

Melhor Ator Coadjuvante

Melhor Música Original

Melhor Fotografia

Melhor Mixagem de Som

Melhor Filme

 

Apostas do Festival de Toronto para o Oscar

Apostas do Festival de Toronto para o Oscar

Com o Festival de Toronto chegando ao seu final, prevemos uma temporada preciosa na corrida pelo Oscar, de Nasce uma Estrela, passando por Roma e O Primeiro Homem.

Vamos às apostas do Festival de Toronto para o Oscar:

  1. Melhor Diretor

Se formos falar dos diretores, Felix Van Groningen está entre eles. Seu filme é Beautiful Boy. Outros cotados são Damian Chazelle por O Primeiro Homem, Alfonso Cuarón por Roma, que pode ser um filme da Netflix com maior número de Oscars,  e Bradley Cooper, estreante nessa função,  por Nasce uma Estrela.

 

2, Melhor Ator

Bradley Cooper desponta como favorito ao atuar como um rockstar em Nasce Uma Estrela, filme que também dirige. Hugh Jackman se destaca em The Front Runner e é o tipo de atuação que a Academia adora. Beautiful Boy, da Amazon, aposta em Steve Carrell e a sensação Timotee Chamalet, mas só um deles ganhará a campanha. O outro deve ficar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. E, por fim, Ryan Gosling, com o retrato de Neil Armstrong, pode levá-lo à grande noite do Oscar.

 

3- Melhor Atriz

Em sua performance em Can you forgive me? Melissa McCarthy pode beliscar uma indicação. Viola Davis, que já ganhou o Oscar em 2016 por Fences, deve concorrer por Widows. Lady Gaga por Nasce uma Estrela também está no páreo. Assim como Yalitza Aparicio cuja performance esplendorosa em Roma desponta na grande noite do Oscar.

 

4- Melhor Filme

A última versão de Nasce uma Estrela pode emplacar no Oscar. São oscarizáveis também Roma e O Primeiro Homem. Correndo por fora, apesar de não ter estado no Festival de Toronto, Pantera Negra, filme que a Disney não deixará que saia dos holofotes na corrida do Oscar.

Por Anna Barros

 

 

O meu favorito ao Oscar é…/Anna Barros

O meu favorito ao Oscar é…/Anna Barros

Três Anúncios para um Crime está crescendo na bolsa de apostas nessa reta final do Oscar mas o meu favorito é A Forma da Água. O filme é delicado, sensível e mais que uma fábula. Amei tudo, mesmo com a possibilidade de a história ter sido plagiada e aí nem rola o politicamente correto fair play. Ele me lembrou muitas vezes A Fabulosa História de Amelie Poulain, mas quem não tem as suas próprias referências? O amor impossível, imporvável e silencioso me arrebatou. Sim, apesar das frustrações na vida amorosa, ainda sou uma romântica incorrigível. Mas não é só isso, não.

A Forma da Água fala da tolerância às diferenças: a menina muda e faxineira, cujos melhores amigos são uma negra e um gay, o amor pelo diferente, nesse caso alguém de uma espécie totalmente híbrida. Além disso a vitória sobre o preconceito, misoginia e assédio, tudo isso representando no grande vilão, cujo ator, também concorre a coadjuvante.

O filme desperta nas pessoas as mais variadas sensações, mas a mim tocou muito. Outro ponto importante é quando fala da solidão. Também acho ser favorito no quesito fotografia e até figurino(apesar do meu palpite ter sido mais sentimental: A Bela e a Fera). O filme é belíssimo e nos provoca muitas reflexões. Não creio que levará as 13  estatuetas que concorre e bater recorde, mas aposto em Filme, Atriz e Diretor. Mesmo sabendo que há pesos pesados concorrendo. O de Diretor para Guillermo Del Toro parece ser a grande barbada da noite do dia 4 de março.

E Donald Trump terá que engolir o terceiro diretor mexicano levando o prêmio máximo do cinema e indústria americanos. Mas não se assuste se houver injustiças. O Oscar nem sempre premia o melhor, mas sim o merchandising e o apelo da época. Por isso que volto a insistir que A Forma Da Água leva vantagem até nesses quesitos porque levanta muitas bandeiras: tolerância, diferenças, sexualidade, solidão provocada por ser diferente.

É um filme audacioso mas sublime. Que me fez chorar bastante no final e tocou muito a minha alma. Eu prevejo a criatura aquática e a princesa silenciosa abraçando o Oscar na cena debaixo d”água. Para bater palmas de pé e torcer muito no próximo domingo.

Maratona Oscar: Roman J. Israel, Esq./ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Roman J. Israel, Esq./ Cesar Augusto Mota

Sabe aquele filme cujo ator em seu papel principal enfrenta diversos dilemas, sejam morais ou éticos, e divide opiniões? Famoso por interpretar personagens de personalidades fortes e que muitas vezes faz o público se mobilizar e comprar a ideia que ele está transmitindo, Denzel Washington (Um Limite entre Nós) em seu novo filme vai por um lado e acaba se perdendo pelo caminho. “Roman J. Israel, Esq”, longa dirigido por Dan Gilroy (O Abutre), apresenta um enredo interessante dentro do mundo jurídico e em face dos diversos conflitos sociais existentes, mas este acaba por deixar o espectador confuso e sem entender a real proposta de seu diretor.

A trama conta a história do advogado cujo nome dá título à obra, um profissional que vincula seu trabalho aos seus ideais de ativista do movimento negro e que vive em meio às grandes corporações que lucram com seus processos criminais e as ONGs que se se sustentam com ou sem ajuda financeira. Porém, Roman vê sua vida mudar radicalmente quando perde seu sócio de quase quatro décadas após este sofrer um ataque cardíaco e não poder mais advogar. Com muito esforço e relutância, ele é aceito pelo escritório de George Pierce (Colin Farrell), um advogado mais preocupado com cifras e lucros do que propriamente com o bem-estar de seus clientes. Com ideologias e princípios bem estabelecidos, até mesmo utópicos, Roman encara um mundo cujas escolhas podem acarretar sérias consequências e vai ter de lutar contra os mais poderosos, sejam promotores, ou até mesmo colegas de trabalho sem escrúpulos, para sobreviver em um universo complexo e dominado pelo poder.

A primeira parte da história tem o cuidado de construir e detalhar minuciosamente a personalidade de Roman, suas virtudes, vulnerabilidades, além de seu passado e presente dentro do movimento negro. O personagem central é muito bem construído e perfeitamente incorporado por Denzel Washington, que demonstra ser um advogado disposto a usar a vestimenta da esperança e da força, sem abrir mão do que considera certo e justo. O elenco secundário, composto por Colin Farrel (O Estranho que Nós Amamos) e Carmen Ejojo (Selma: Uma Luta Pela Igualdade) também possibilita que o protagonista brilhe, mas eles também possuem importância para os rumos da trama e são outros atrativos para o filme, apesar do ritmo quebrado na segunda metade até seu desfecho.

O trabalho de Dan Giroy é louvável, com temáticas importantes e sempre debatidas em sociedade, como o racismo, os movimentos pelos direitos civis e o complexo sistema judiciário, seja ele composto por leis falhas ou por profissionais corruptos e que maculam o trabalho dos representantes da Justiça, mas os imbróglios inseridos do meio para o fim fazem o filme perder sua essência e acabam por prejudicar sua coerência. Tamanhas falhas fizeram os espectadores questionarem qual o foco pretendido e se as reviravoltas teriam sido propositais. O excesso de mudanças nos personagens também é outro fator negativo, o longa perde sua identidade e força, e o público já clama pelo encerramento da história.

Um filme que tinha tudo para mobilizar a plateia e trazer grandes emoções, mas com um roteiro falho e com atuações que quase desvanecem. Roman J. Israel, Esq. Merecia mais, e poderia ter sido muito mais.

Avaliação: 3/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar/ Logan/ Por: Vitor Arouca

Maratona Oscar/ Logan/ Por: Vitor Arouca

519-film-page-thumbnailHistórico:  Logan é o primeiro filme de super-herói indicado ao prêmio de Melhor Roteiro Adaptado. O roteiro e direção do filme são de James Mangold.

Logan é o último filme da série Wolwerine e o mais violento.

Em 2024, Logan vira chofer de limousine para cuidar do professor, Charles Xavier e esquecer o seu passado.

Enquanto Logan liga o carro para sair, Donald Pierce, um mercenário entra e confronta o ex X- Men para descobrir o paradeiro da menina Laura Kinney que até então Logan não conhecia.

Logan encontra- se fraco fisicamente e emocionalmente e deixa de lado as suas forças de mutante, mas isso muda quando ele é procurado pela mexicana Gabriela que precisa de sua ajuda. Logan negou ajudou diversas vezes, mas se rendeu a grande quantidade de dinheiro que lhe foi oferecido e começou a ajudar a mexicana Gabriela e a menina Laura Kinney.