Oscar 2017: ‘Moonlight’ surpreende e leva estatueta de melhor filme; Veja vencedores

Oscar 2017: ‘Moonlight’ surpreende e leva estatueta de melhor filme; Veja vencedores

'Moonlight', de Barry Jenkins, leva três prêmios no Oscar 2017.   (Crédito: Lucy Nicholson/Reuters)
‘Moonlight’, de Barry Jenkins, leva três prêmios no Oscar 2017. (Crédito: Lucy Nicholson/Reuters)
Realizado neste domingo no Teatro Dolby, em Los Angeles, a 89ª edição do Oscar foi marcada por uma premiação recheada de momentos inusitados, como as diversas ironias do apresentador Jimmy Kimmel ao presidente norte-americano Donald Trump, a presença de turistas no evento com direito a selfies e um erro no anúncio de melhor filme.

Responsável por conduzir a cerimônia, o apresentador Jimmy Kimmel foi um dos destaques da noite, seja pela interação com a plateia, por piadas feitas com os atores Matt Damon e Meryl Streep, mas também pelas alfinetadas a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Em um dado momento da apresentação, Kimmel chegou a enviar um tweet a Trump e perguntou se ele ainda estava acordado, pois este ainda não havia mandado nenhuma mensagem durante o evento.

Outro fato que chamou a atenção do Oscar 2017 foi a entrada de turistas no Teatro Dolby durante a entrega das estatuetas. Sem saber que estavam em meio a maior premiação de Hollywood, os viajantes puderam interagir com os artistas, bem como tirar fotos com eles. Alguns alvos foram Mahershala Ali e Denzel Washington, que chegou a fazer um casamento simbólico de um casal.

Dentre os premiados, ‘La La Land-Cantando Estações’ foi o grande vencedor da noite, levando para casa 6 estatuetas, dentre elas a de melhor diretor, para Damien Chazelle, e melhor atriz, para Emma Stone. Viola Davis confirmou seu favoritismo e ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante, já Casey Affleck foi apontado como melhor ator por sua atuação em ‘Manchester à Beira-Mar’.

Um dos momentos mais aguardados da premiação foi marcado por uma grande saia-justa. Os atores Warren Beatty e Faye Dunway, famosos pelo filme ‘Bonnie and Clyde’, anunciaram que ‘La La Land’ havia faturado o prêmio de melhor filme, mas erros na entrega e leitura dos envelopes provocaram uma enorme confusão. Após toda a equipe de ‘La La Land’ ter subido ao palco foi constatado que ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’ tinha sido o vencedor, sendo a informação corrigida em seguida por Jordan Horowitz, produtor de ‘La La Land’. A gafe foi comparada ao ocorrido no Miss Universo 2015, quando o apresentador Steve Harvey havia anunciado a Miss Colômbia como vencedora, mas na verdade havia sido a Miss Filipinas, erro causado por uma leitura errônea de Harvey.

Veja abaixo a relação completa com todos os vencedores do Oscar 2017.

Ator Coadjuvante

Mahershala Ali

Figurino
Colleen Atwood-Animais Fantásticos e Onde Habitam

Cabelo e Maquiagem
Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson-Esquadrão Suicida

Documentário

O.J: Made in America

Edição de Som
Sylvain Bellemare-A Chegada

Mixagem de Som
Até o Último Homem

Atriz Coadjuvante
Viola Davis

Filme em Língua-Estrangeira
O Apartamento

Animação em Curta-Metragem

Piper

Animação
Zootopia

Direção de Arte
La La Land-Cantando Estações

Efeitos Visuais
Mogli-O Menino Lobo

Montagem
Até o Último Homem

Documentário de Curta-Metragem

Os Capacetes Brancos

Curta-Metragem
Sing

Fotografia
Linus Sandgren-La La Land

Trilha Sonora
Justin Hurwitz-La La Land

Canção Original
City of Stars-La La Land

Roteiro Original
Kenneth Lonergan-Manchester à Beira-Mar

Roteiro Adaptado
Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney-Moonlight

Direção
Damien Chazelle-La La Land

Ator
Casey Affleck-Manchester à Beira-Mar

Atriz
Emma Stone-La La Land

Filme
Moonlight: Sob a Luz do Luar

Por: Cesar Augusto Mota

Oscar 2017: Jimmy Kimmel rouba a cena e ironiza Trump durante cerimônia

Oscar 2017: Jimmy Kimmel rouba a cena e ironiza Trump durante cerimônia

1112648A 89ª edição do Academy Awards, realizado neste domingo em Los Angeles, Estados Unidos, teve uma abertura diferente. O tradicional monólogo do apresentador da cerimônia, este ano a cargo do comediante Jimmy Kimmel, deu lugar a uma apresentação musical. O cantor Justin Timberlake abriu o evento interpretando “Can’t Stop The Feeling”, canção presente em “Trolls”, que concorre ao prêmio de melhor animação. Timberlake fez a plateia ir ao delírio com sua música e coreografia antes do início da premiação.

Mas quem esperava uma apresentação recheada de piadas prontas, se enganou. Com irreverência e sem aliviar para ninguém, o comediante Jimmy Kimmel ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também aproveitou para dar uma indireta na própria Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que não contou com artistas negros entre os indicados na edição de 2016:

“Eu queria agradecer ao Donald Trump porque no ano passado se o Oscar parecia racista, agora a história é outra”.

Kimmel também destacou a presença da diversidade no evento, exaltando feitos históricos e fazendo claras referências a “Estrelas Além do Tempo” e “La La Land-Cantando Estações”, concorrentes a melhor filme.

“Antes os Oscars eram racistas, hoje os negros salvaram a NASA e os brancos salvaram o Jazz’

O apresentador elogiou todos os indicados e fez uma piada com Trump, exaltando a presença da atriz Meryl Streep no evento, indicada pela 20ª vez.

“Está aqui a incrivelmente supervalorizada Meryl Streep”, disse Kimmel, arrancando risadas da plateia e aplausos para Streep, com todos os convidados de pé.

Se a cerimônia do Oscar foi marcada inicialmente por discursos contra o atual presidente dos Estados Unidos, não podemos deixar de destacar o caráter democrático da edição de 2017 e dos grandes momentos de descontração proporcionados pelo apresentador, bastante inspirado, cativando a todos e sem perder o bom humor.

Por: Cesar Augusto Mota

Oscar 2017: Veja ordem de entrega das estatuetas neste domingo em LA

Oscar 2017: Veja ordem de entrega das estatuetas neste domingo em LA

2017-oscars-89th-academy-awardsDaqui a pouco, a partir das 21h, horário de Brasília, a TNT, emissora de TV por assinatura, começa a transmissão do Oscar 2017, a maior premiação de Hollywood. Dentre os indicados, “La La Land-Cantando Estações”, de Damien Chazelle, é o grande favorito, concorrendo a 14 estatuetas em 13 categorias, dentre eles os prêmios de melhor ator, atriz, filme, diretor e roteiro original.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a ordem de entrega dos prêmios, e só conheceremos quem levou o Oscar de melhor filme no fim da cerimônia. Confira abaixo a ordem dos Oscars a serem entregues.

– Ator Coadjuvante
– Figurino
– Cabelo e Maquiagem
– Documentário
– Edição de Som
– Mixagem de Som
– Atriz Coadjuvante
– Filme em Língua-Estrangeira
– Animação em Curta-Metragem
– Animação
– Direção de Arte
– Efeitos Visuais
– Montagem
– Curta em Live-Action
– Fotografia
– Trilha Sonora
– Canção Original
– Roteiro Original
– Roteiro Adaptado
– Direção
– Ator
– Atriz
– Filme

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Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: Apostas para o Oscar 2017/Anna Barros

Maratona Oscar: Apostas para o Oscar 2017/Anna Barros

la-la-land2Para mim, La la Land será  o grande vencedor da noite do Oscar 2017. Eis as minhas apostas para o domingo, dia 26, a grande noite do Cinema.

 

Melhor Filme
La La Land: Cantando Estações

Melhor Diretor
Damien Chazelle – La La Land: Cantando Estações

Melhor Atrzi
Emma Stone – La La Land: Cantando Estações

Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar

Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Melhor Atriz Coadjuvante
Viola Davis – Um Limite Entre Nós

Melhor Roteiro Original
Damien Chazelle – La La Land: Cantando Estações

Melhor Roteiro Adaptado
August Wilson – Fences -Um Limite Entre Nós

Melhor Animação
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Melhor Longa Estrangeiro
Toni Erdmann (Alemanha)

Melhor Canção Original
“City of Stars” | Música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul – La La Land: Cantando Estações

Melhor Fotografia
Linus Sandgren – La La Land: Cantando Estações

Maratona Oscar: Moana/Thiago Simão

Maratona Oscar: Moana/Thiago Simão

moanaPoltroneiros,

Hoje vocês serão escolhidos pelo oceano para adentrarem a essa magnifica animação, que conta muito mais que uma história de uma adolescente que vence as barreiras.

E não podemos deixar de destacar que que ela está concorrendo ao Oscar 2017 em  melhor animação e Melhor canção original com “How Fa I’ll Go”.

 

Sinopse

Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Análise

Não poderia deixar de iniciar a nossa conversa falando desse sucesso vertiginoso da Moana, que em sua estreia alcançou os 80 milhões de doláres só nos EUA.

Poderíamos apontar vários fatores que fazem desse filme um sucesso e entre eles está o cenário lindo, personagens fortes e profundos, trilha tocante, roteiro fluído e uma excelente mensagem que tocará tanto as crianças quanto aos adultos.

A direção é assinada pelos já conhecidos John Musker e Ron Clements. Para quem não está ligando os nomes, eles são responsáveis de alguns sucessos como: A Pequena Sereia, Aladdin, Hércules e A Princesa e o Sapo. Eles relatam em algumas entrevistas que a animação sofreu várias intervenções no roteiro, depois de eles conhecerem as ilhas e um pouco mais sobre sua cultura. Então além do toque mágico da Disney temos um roteiro construído em cima de uma cultura pouco explorada pelo ocidente.

Ter feitos as viagens impactou diretamente nos cenários que são lindos. E com a animação gráfica encantadora teremos planos de fundo e personagens que nos deixam estasiados.

Não tem como eu falar da trilha separada da história. Ela impacta diretamente e mostra que a Disney ainda sabe acertar a mão para um bom musical. Do início ao fim o ponto auge da nossa personagem principal será rodeada por elas.

Deixarei de levantar os pontos principais de nossos personagens coadjuvantes e da nossa personagem principal, para ter o gostinho da surpresa. Mas posso dizer que ela vem findar uma nova políticas de princesas da Disney, que vem se construindo nos últimos anos.

Em modo geral trazer uma outra cultura é muito renovador. Mesmo tendo somente pinceladas é muito legal ver a cultura maori, por exemplo, presente. A representação de valores é muito importante para entendermos que é um processo global e que temos que aprender em conjunto.

Mas antes de ir para a nota gostaria de falar um pouco das 3 mensagens principais, para já irem trabalhando em sua mente para o filme:

1 – Escolhas: ser aquilo que querem que eu seja ou ser aquilo que eu quero ser?

2 – Fogo do coração / Inquietação: é a velha discussão sigo a razão ou a emoção do meu coração. O que irá te fazer feliz?

3 – Romper barreiras: Cada dia mais vivemos dentro de um ciclo e tudo nos leva a ficar no seguro e não ousar.

Pronto para a nota? Então…

05 /05 Poltronas de Cinema

Ou seja, vale apena assistir e re-assistir, para embrenhar-se cada vez mais no sentido que essa animação tem.

A se ela tem chance de Oscar… Pelo jeito ela talvez saia com as duas na noite de gala.

Até mais.

Thiago Simão

#EuNoOscar

“O Oceano é livre, só faz aquilo que lhe convém.”

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Maratona Oscar: Lion/Paula Hermógenes

Maratona Oscar: Lion/Paula Hermógenes

lion-filmeLion – uma maravilhosa surpresa
Sabe aquele filme que a gente vai assistir porque ouviu falar muito bem e porque concorre ao premio principal do Oscar, Globo de Ouro, SAG, BAFTA, etc. mas com o qual nao se identifica realmente?  Assim foi com Lion. Ouvi muitos elogios a mais uma historia passada na india com flashbacks a la Slumdog Millionnaire. E de quebra reciclaram o mesmo ator…
Era isso que eu imaginava.  E estava enganada.
Na primeira parte do filme, acompanhamos a infancia do personagem central, Saroo (Sheru – ou Lion) interpretado magistralmente pelo pequeno Sunny Pawar.  A sequencia prende a atencao do expectador ao retratar as dificuldades e perigos enfrentados por uma crianca perdida em uma megalopole indiana.  Dada a delicadeza e o equilibrio entre drama, comedia e suspense empregados,  eh quase impossivel nao passar a torcer por Saroo.   Mas esta etapa tambem eh fundamental para entender a necessidade que o personagem tem, em sua fase adulta, de encontrar suas origens, sua primeira familia. 
A fase adulta retrata com maestria os conflitos de um jovem em seus vinte-e-poucos anos, indiano, agora vivido por Dev Patel (sim, o adolescente de slumdog millionaire) que teve a sorte de crescer num lar privilegiado e amoroso com seus pais adotivos australianos. Mas sua vida tao pouco eh um conto de fadas perfeito.  Sua mãe, vivida por Nicole Kidman, numa das cenas mais bonitas e comoventes em anos, explica que poderia ter tido filhos biológicos, mas optou por adotar Saroo e seu irmão por considerar que o mundo já tinha crianças demais precisando de um lar.  Uma mulher a frente de seu tempo, que passou a vida enfrentando dificuldades ao lidar com seu outro filho adotivo acometido por diversos transtornos.  Ao perceber finalmente que a angustia pela qual passa Saroo e que sua busca em nada afetaria seu amor, incentiva o filho a investigar seu passado.
De uma forma geral, a fotografia impressiona, o roteiro eh emocionante e todos os atores-chave estao muito be mem seus papeis.  O filme desperta emocoes fortes em quem acompanha esta verdadeira saga e historia real de amor, perseveranca e…reencontros. 
O final do filme (sem criar spoilers) é de arrepiar de tao emocionante. Só de lembrar dos personagens reais, que Sheru existe e viveu tudo aquilo, percebo o quanto devo ser grata por tudo que vivi até agora.
Lion é uma linda lição de vida.   Se não assistiram, assistam!
Maratona Oscar: Kubo e as Cordas Mágicas/Beatriz Yamada

Maratona Oscar: Kubo e as Cordas Mágicas/Beatriz Yamada

kuboO filme “Kubo e as cordas mágicas” passa-se na Terra do Sol Nascente (Japão) resgatando, assim, as lendas de origem oriental que abordam a relação do homem com o meio, uma reflexão do conceito morte e superação e a tão propalada resiliência em situações complexas.

Kubo é um menino que sofre com problemas físicos como a perda de um olho ainda jovem e uma instabilidade familiar em que a mãe sofre depressão e ainda há  a questão da morte do pai.

Para sustentar sua família Kubo passa a contar histórias nas ruas e, ainda por cima, ele possui cordas dançantes.  Essas cordas mágicas, quando tocadas, transformam folhas de papel em origamis dançantes capazes de transformar-se aos olhos dos espectadores.
Quando contraria as ordens da mãe e permanece na cidade após o pôr do sol, o malvado avô e as perversas tias o procuram para roubar seu outro olho e condená-lo à escuridão (o avô e a tia são figuras sem olhos), fazendo com que deuses e monstros o persigam.
O filme mostra para o público um menino com uma visão infantil, mas tendo que tomar atitudes de adulto, e, mesmo com suas dificuldades físicas e financeiras, ele não perde a determinação que é tanto difundida na cultura japonesa e oriental no geral.
Nota do Editor: Zootopia era o grande favorito até então a vencer o Oscar de Melhor Animação, mas nas última semanas, Kubo e as Cordas Mágicas vem ganhando corpo. Será que pinta uma zebra japonesa? A conferir!