Poltrona Cabine: Dolores/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Dolores/ Cesar Augusto Mota

Baseado numa história real, ‘Dolores’, uma coprodução Brasil e Argentina, é um retrato fiel da vida de fazendeiros argentinos que buscam meios de sobreviver durante a Segunda Guerra Mundial. Um misto de romance e drama que promete impressionar o público.

A história nos mostra Dolores (Emilia Attías), uma argentina residente na Escócia, que retorna à sua terra natal após a morte da irmã Helen para cuidar do sobrinho Harry. Lá reencontra Jack (Guillermo Pfening), cunhado e antiga paixão durante a adolescência. O cenário é de melancolia, não só pela dor da perda de Helen, como também de desespero, tendo em vista que a casa da família está hipotecada e a dívida com 14 meses de atraso.

Com a chegada de Dolores, o núcleo familiar ganha novo fôlego e as negociações com o banco são retomadas, mas a questão da paixão mal resolvida entre Dolores e Jack se torna cada vez mais perturbadora. A irmã de Jack, Florrie (Mara Bestelli), tenta impedir o romance, mas a situação piora quando entra na história o rico fazendeiro e descendente de alemães, Octavio Brandt (Roberto Birindelli).

Com o coração dividido, Dolores terá que se resolver com quem quer ficar em meio a um cenário de guerra. Se a questão histórica de rivalidade entre ingleses e alemães era latente, acabou por desembocar para o lado pessoal, tendo em vista a descendência inglesa de Jack e a alemã de Octavio.

A sequência de ações, bem como o trabalho de direção de arte, com as réplicas de figurinos da década de 1940 são excepcionais. O diretor Juan Dickinson acerta na proposta de trazer ao público um filme de uma das épocas mais cruciais para a humanidade, aliado ao charme e glamour dos bailes existentes na ocasião. O roteiro é sólido, com incríveis reviravoltas na trama, bem como atuações dignas do elenco.

E por falar em atuações, o desempenho de Emilia Attías como Dolores é impressionante, sua interpretação é de tamanha elegância e ilustra uma mulher forte e que conseguiu se impor numa época predominantemente masculina, além de ser o oposto de Jack, seu antigo amor, frágil e que raramente tomava decisões difíceis. Essa postura firme e a personalidade forte fazem de Dolores uma das razões para acompanhar o filme de nome homônimo, de ótima produção e extremo bom gosto.

‘Dolores’ participou da Première Latina no Festival do Rio de 2016 e produzido pela produtora brasileira Angelisa Stein, da empresa Valkyria Filmes e a argentina Dar A Luz Cine, de Fernando Musa. A estreia no circuito nacional está prevista para 30 de março de 2017.

 

Poltrona Cabine: Tinha que ser Ele?/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Tinha que ser Ele?/ Cesar Augusto Mota

Uma comédia pastelão, recheada de piadas prontas, diálogos com muitos palavrões e roteiro previsível. Assim é “Tinha que ser Ele?”, filme dirigido por John Hamburg e produzido por Ben Stiller, que chega ao circuito nacional nesta quinta-feira (16) com sensação de déjà-vu.

Déjà-vu? Quem leu a sinopse verá que se trata da história de Ned Flaming (Bryan Craston), que vai para a Califórnia passar o Natal com a família e vai visitar a filha Sthepanie (Zoey Deutch). Ao chegar lá, conhece Laird Mayhew (James Franco), um programador de aplicativos e jogos para vídeo games bem sucedido e que vive numa casa digitalizada, com artigos exóticos e, por incrível que pareça, sem papel. A impressão de Ned é a pior possível, e o pai superprotetor e rabugento de Sthepanie fará de tudo para que Laird não se case com a filha.

Esse roteiro me faz lembrar do filme “Entrando numa Fria”, com o pai ranzinza protagonizado por Robert de Niro. Se vemos coincidência no enredo, há também na direção e no roteiro, que está também a cargo de John Hamburg. Já dá para perceber o que devemos esperar dessa nova produção, não é mesmo?

Com roteiro previsível e piadas manjadas, nos deparamos também com um verdadeiro embate, uma briga de cão e gato entre Ned e Laird, com direito a golpes marciais e parkours praticados por Laird, tornando algumas cenas mais interessantes. Além disso, vemos um contraponto entre passado e futuro. Ned possui uma gráfica e que está prestes a falir, já Laird tem visão de futuro e possui uma grande empresa desenvolvedora de aplicativos. Temos a ideia implícita de um futuro que é iminente (Laird) e de um passado prestes a ser deixado de lado (Ned).

Falei em confronto entre namorado e futuro sogro, mas ambos os personagens, Ned e Laird, são seres humanos puros e de bom coração, mas com personalidades díspares. Enquanto Ned é conservador e protege demais a filha Sthepanie, Laird tenta agradar de todos os modos, mas não consegue em boa parte das vezes por ser muito atirado, desbocado e sem limites. E Sthepanie, que está no centro dessas rusgas, será o fiel da balança para o desfecho da trama, com atitudes decisivas e que vão mexer no núcleo da história.

Se o enredo parece batido, as atuações do elenco são o ponto alto, com excelentes intervenções de Bryan Cranston e James Franco, além de Megan Mulally, que dá vida à Barbara Flaming, mãe de Sthepanie, facilmente envolvida por Laird e protagonista de cenas hilárias ao lado do marido. Atores de primeira e que proporcionam momentos divertidos.

Se você é fã de filmes com humor escatológico, ritmo lento e desfecho de simples resolução, você está no filme certo. E aguente mas um pouco, há cenas pós-créditos que farão você ficar de queixo caído, não vá perder!

 

Poltrona Cabine: Kong-A Ilha da Caveira

Poltrona Cabine: Kong-A Ilha da Caveira

Já tivemos três versões diferentes de King Kong nos cinemas. O filme clássico de 1933 e refilmagens de 1978 e 2005, além do épico “King Kong vs Godzilla”. Agora em 2017 somos brindados com “Kong: A Ilha da Caveira”, com uma história recheada de cenas de ação e uma aventura eletrizante. Será que podemos esperar um bom resultado, já que está sendo resgatado um ícone do cinema que marcou gerações?

O longa dirigido por Jordan Vogt-Roberts (Reis do Verão) se passa no ano de 1973, época em que os Estados Unidos se preparam para retirar suas tropas da Guerra do Vietnã. A trama traz o cientista Bill Randa (John Goodman) e o geólogo Houston Brooks (Corey Hawkins), ambos dispostos a partir em expedição para uma ilha na Costa do Pacífico. O primeiro acredita que o local é habitado por criaturas jamais vistas por toda a humanidade e considera a missão primordial para seus estudos. Embarcam nessa aventura o capitão James Conrad (Tom Hiddleston), o sargento Preston Packard (Samuel L. Jackson), a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) e mais oito tripulantes.

Já nas primeiras cenas, com a chegada dos helicópteros à Ilha da Caveira, temos uma pequena noção do que nos espera, com um King Kong ainda mais forte, feroz  e ágil, disposto a defender seu território e afugentar possíveis invadores. Se parece ser clichê, vemos uma nova versão do famoso gorila em perfeito CGI, uma excelente fotografia em tom amarelado de dia, um ótimo jogo de luzes nas cenas noturnas e movimentos em câmera lenta que envolvem o público. Mas se engana que é somente Kong o grande perigo da ilha, há algumas criaturas gigantes que serão mortais para que fizer qualquer movimento brusco.

Se temos a questão da nostalgia do personagem, uma bela fotografia e uma direção bem feita por parte de Jordan Vogt-Roberts, o roteiro não oferece muitas novidades e não permite uma aprofundidade maior para os personagens centrais, mas isso não afeta o bom desempenho dos protagonistas, principalmente de Tom Hiddleston e Samuel L. Jackson.

Se o primeiro tem um lado mais humano, o segundo está mais inclinado para a vingança, disposto a liquidar Kong tido como um rei da Ilha da Caveira. Brie Larson, a vencedora do Oscar de melhor atriz de 2015, tem uma atuação sólida e convincente, certamente é uma peça importante na empolgante tanto na luta contra as criaturas mais bizarras e nunca antes vistas, e também na busca pela sobrevivência e fuga da ilha.

Outro destaque positivo vai para o trabalho na edição e mixagem de som, são perfeitamente sincronizados com a pirotecnia e as muitas cenas de pancadaria, além da passagem dos soldados que tentam localizar criaturas por meio de sons de uma máquina fotográfica presa ao corpo, nota 10.

Ficou curioso para assistir a “Kong: A Ilha da Caveira”? O filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 9 de março. Apesar do roteiro simples, vale a pena conferir, a produção oferece muita adrenalina, cenas fortes e cheias de ação. E não saia correndo após a sessão, há cena pós-crédito. Pode ser que outras surpresas e novas produções surjam adiante, aguardemos.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Poltrona Cabine/ Logan

Poltrona Cabine/ Logan

519-film-page-thumbnail.jpgLogan é o último filme da série Wolwerine e o mais violento.

Em 2024, Logan vira chofer de limousine para cuidar do professor, Charles Xavier e esquecer o seu passado.

Enquanto Logan liga o carro para sair, Donald Pierce, um mercenário entra e confronta o ex X- Men para descobrir o paradeiro da menina Laura Kinney que até então Logan não conhecia.

Logan encontra- se fraco fisicamente e emocionalmente e deixa de lado as suas forças de mutante, mas isso muda quando ele é procurado pela mexicana Gabriela que precisa de sua ajuda. Logan negou ajudou diversas vezes, mas se rendeu a grande quantidade de dinheiro que lhe foi oferecido e começou a ajudar a mexicana Gabriela e a menina Laura Kinney.

Filme promete arrepiar  e emocionar os amantes de Wolverine.

Por: Vitor Arouca

Poltrona Cabine: John Wick-Um Novo Dia para Matar/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: John Wick-Um Novo Dia para Matar/ Cesar Augusto Mota

9rlrt2uContinuação de “De Volta ao Jogo”, o filme “John Wick: Um Novo Dia para Matar”, protagonizado por Keanu Reeves, retoma de onde havia parado no último longa, e também mostra que será difícil o personagem-título se manter aposentado.

Após um longo e sangrento conflito com a mafia russa, John Wick consegue recuperar seu carro, mas ao estacioná-lo é surpreendido por Santino D’Antonio (Riccardo Scamarcio), um assassino com quem mantém uma antiga promessa. Wick terá de assassinar a irmã de Santino, Gianna D’Antonio (Claudia Gerini) para que este venha a assumir um cargo importante dentro de uma organização secreta.

John Wick não terá uma tarefa fácil, o segurança pessoal de Gianna promete vingança caso o assassinato ocorra, e também há um contrato aberto feito por Santino, de 7 milhões de dólares, pela morte de Wick, deixando a trama ainda mais tensa e emocionante.

Se na primeira parte nos deparamos com um ritmo mais lento, na segunda temos cenas bem mais dinâmicas, com perseguições, lutas frenéticas e cenários de encher os olhos, dentre eles um corredor de espelhos, causando apreensão e confusão no espectador quando Wick corre atrás de Santino, além das belas paisagens de Roma que enriquecem o enredo. É um excelente trabalho de Dan Laustsen na direção de fotografia.

Do primeiro para o segundo filme notamos diferenças de comportamento do protagonista. Se em “De Volta ao Jogo” temos um John Wick mais incisivo e disposto a liquidar todos os que estavam em seu caminho, em “Um Novo Dia para Matar” o personagem-título é mais contido e defensivo, mas sem perder o perfil complexo e os dramas internos que vivencia, como a morte da esposa. Poderia o personagem ter sido mais explorado nesta sequência, mas esse mostra-se eficaz na proposta ao qual se engaja, e somos brindados com cenas mais sangrentas e cruéis.

Se temos um filme equilibrado, também há a aparição de Laurence Fishburne, mesmo que por pouco tempo, marcando um reencontro com Keanu Reeves desde os tempos de “Matrix”. Por falar nesse filme, o diretor Chad Stahelski foi dublê de Neo, personagem de grande sucesso na carreira de Reeves. Stahelski é um especialista em gênero de ação e apostar em cenas de ação com a câmera estática é um de seus trunfos no filme. Um trabalho de destaque.

“John Wick: Um Novo Dia para Matar” tem a distribuição de Paris Filmes e estreia no dia 16 de fevereiro nos cinemas brasileiros.

Poltrona Cabine: Eles Só Usam Black Tie/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Eles Só Usam Black Tie/ Cesar Augusto Mota

16463483_926608860808413_5643772087420131942_oCom roteiro, direção e atuação de Sibs Shongwe-La Mer, o filme “Eles só Usam Black Tie” vai mostrar um trabalho diferente de muitos longas africanos já feitos. Em vez de produções de época, ilustrando as condições precárias das cidades e as discriminações sofridas pelas populações predominantemente negras, veremos como são as relações sociais entre brancos e negros de classe alta em Joanesburgo pós-apartheid.

A história começa com uma cena forte, a jovem Emily resolve fazer uma transmissão ao vivo e se enforca com uma corda, para o desespero de seus amigos e toda a cidade. As pessoas que eram mais próximas sofrem muito, e outros se colocam no lugar dela e tentam entender o motivo que a levou a cometer tamanha barbaridade. Além disso, pensam se poderiam ter mudado o transcorrer da história se tivessem tido um melhor relacionamento com ela.

Os personagens são aos poucos apresentados com os nomes em caracteres vermelhos e num fundo escuro, boa parte das cenas em preto e branco e alguns flashbacks em cores. Realmente é uma produção com ótima montage e fotografia de Chuanne Blofield, e destaque também para os monólogos sobre o contexto social dos jovens, da cidade de Joanesburgo e de toda a África do Sul.

Filme ou documentário? Esta produção audiovisual, além de nos oferecer cenas com diálogos entre os personagens, também apresenta depoimentos dos protagonistas acerca do suicídio de Emily, bem como opiniões de uma equipe de reportagem que investiga o ocorrido. Pode isso tudo confundir o espectador, mas o que vemos é uma verdadeira obra-prima, com um excelente material aliado a um debate sobre o racismo ainda predominante na África do Sul e como os jovens lidam com ela.

Os jovens presentes no longa não são vítimas de pobreza, debatem sobre diversos problemas sociais, como consumo de álcool, drogas e outros vícios, bem como a depressão. Diante de todo esse cenário, eles se veem num dilema, a incerteza em relação ao futuro, mesmo que a África do Sul se encontre numa situação melhor que o tenebroso período de segregação racial que marcou o país.

Na medida em que conversam, cenas de festas regadas a bebida e muita badalação vão sendo apresentadas em total sintonia com o que é dito. A perda de esperança que os personagens sentem é latente e capaz de comover o espectador, é uma trama verdadeiramente reflexiva, sensível e perturbadora.

“Eles Só Usam Black Tie” chega ao circuito nacional em 9 de março de 2017, com distribuição da Fênix Filmes.

Poltrona Cabine: Cinquenta Tons Mais Escuros

Poltrona Cabine: Cinquenta Tons Mais Escuros

cinquenta-tons-mais-escurosInspirado no segundo livro da trilogia de E.L. James (Erika Mitchell), chega nesta quinta-feira (09) ao circuito nacional o filme “Cinquenta Tons Mais Escuros”, agora com James Foley na direção e uma trama composta de sadomasoquismo e suspense. A aparição de duas novas personagens fará você entender mais sobre o passado de Christian Grey (Jamie Dornan) e a história envolvente entre o rico empresário e Anastasia Steele (Dakota Johnson) ganha novos contornos.

Quem se lembra do primeiro filme sabe que a relação entre Grey e Steele era fundamentada em um contrato com as figuras do dominador e da submissa, e esta sequer podia tocar em seu soberano. Agora, para voltar ao relacionamento. Anastasia Steele impõe condições: quer uma convivência sem regras, sem segredos e sem punições.

Disposto a conquistar a amada, Christian Grey começa a ceder, mas sem deixar a personalidade sedutora que lhe é peculiar e suas incríveis táticas de sedução, com presentes caros e jogos sexuais recheados de muita dominação. Você pensa que será um replay do primeiro longa, porém a história vai muito além. A relação de confiança e estável entre Grey e Steele passa a ser abalada com a presença de duas pessoas que fizeram parte do passado recente de Grey. Ele tentará lidar e fará de tudo para expurgar esses demônios internos, já Steele terá a difícil missão de controlar a inveja e os ciúmes de mulheres que estavam antes dela com seu grande amor, uma tarefa ingrata.

Notam-se impressionantes transformações dos personagens principais, com Anastasia Steele em comportamento dúbio e Christian Grey menos controlador e mais sensível. O fato de ceder às exigências de Steele e se mostrar frágil com as feridas físicas e psicológicas recentes não comprometem a atuação de Jamie Dornan, seu desempenho é ainda melhor que no primeiro filme e o perfil sedutor e dominador cativam a plateia. Dakota Johnson deixa a desejar e se mostra um tanto perdida com sua personagem. Em algumas cenas se mostra incomodada com o comportamento sádico de Grey, mas em outras está implorando para ir ao famoso quarto vermelho ou ser torturada. Uma bagunça enorme é feita na cabeça do espectador.

A direção de arte é primordial, com excelente figurino e uma fotografia arrebatadora, seja nas cenas de tensão que envolvem Anastasia e ex-submissas de Christian Grey, com tonalidade mais escura, e outras com cores mais impactantes e envolventes, como no quarto vermelho.

O clima de suspense que toma conta da história fez bem a “Cinquenta Tons Mais Escuros”, ficamos conhecendo um lado pouco explorado de Christian Grey, um homem abalado e traumatizado com seu passado triste e sombrio desde a infância, e descobrimos as causas que o levaram a ter esse perfil de dominador e adepto de práticas sadomasoquistas. Jamie Dornan é o ponto alto da trama, capaz de provocar amor e ódio nos espectadores e expor um lado controverso em um momento e mais humano em outro. Já Dakota Johnson não repete o mesmo sucesso de “Cinquenta Tons de Cinza”, poderia ter ido mais além. E as participações de Marcia Gay Harden, Kim Bassinger e Bella Heathcote são decisivas e tornam a história ainda mais perturbadora e atrativa.

Apesar dos altos e baixos, “Cinquenta Tons Mais Escuros” vale a pena ser visto, é possível ter suspense e sadismo numa mesma produção, além de grandes revelações sobre Christian Grey, não tão bem recebido no começo e agora destaque da franquia. E que venha “Cinquenta Tons de Liberdade” em 2018!

Por: Cesar Augusto Mota