Poltrona Séries: The Rain/ 1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: The Rain/ 1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Você curte séries que abordem ficção científica e possuam uma veia apocalíptica? A Netflix já nos presenteou com produções como ‘The Stranger Things’, ‘Perdidos no Espaço’ e ‘Altered Carbon’, já analisadas aqui no Poltrona de Cinema. Agora temos outra obra que vai impressionar e mexer com os nervos dos fãs do gênero. ‘The Rain’, série dinamarquesa de sucesso, a primeira do serviço de streaming, vai abordar os benefícios e riscos da tecnologia e um vírus que pode se tornar uma arma e causar a dizimação da raça humana.

Durante oito episódios, vamos acompanhar a trajetória de dois irmãos, Simone (Alba August) e Rasmus (Lucas Lynggaard Tønnesen), dois jovens que são tirados pela família de sua vida normal em decorrência da chegada de uma chuva que possui um vírus letal. Todos são abrigados em um bunker, espécie de abrigo construído pela empresa Apollon, onde o pai, Frederik (Lars Simonsen), trabalha. O chefe da família parte em uma missão para tentar salvar o mundo, e os dois protagonistas ficam no local por seis anos, na esperança de um reencontro. Após o término dos suprimentos, ambos saem do abrigo e se deparam com um mundo inteiramente destruído e com sobreviventes psicologicamente alterados. Rasmus e Simone partem com esse grupo em uma grande jornada em busca de sobrevivência e na esperança de reencontrar o pai.

Temos uma premissa interessante, apesar de a história contar com alguns clichês, como irmã mais velha que protege o irmão menor e vai até as últimas consequências por ele e o pai será o salvador do mundo e deixa seus filhos sob uma fortaleza. Simone, uma das personagens principais, possui grande empatia com o público e é capaz de levar todos os espectadores e os personagens secundários juntos com ela para descobrir tudo o que aconteceu com o mundo e o que está por trás da atmosfera sombria e assustadora que tomou conta de todos. O elenco de apoio é bem definido e com características chamativas, com um líder frio e endurecido pelo apocalipse, um jovem inteligente e ingênuo, uma corajosa e descolada, um egocêntrico e inconsequente e uma moça bela, bondosa e namorada do líder. Todos eles passam por transformações impressionantes, com participação direta de Simone na vida de cada um deles.

A ambientação, conforme foi dito no início do texto, faz lembrar mesmo o fim do mundo, com cores frias, que variam do cinza ao azul marinho, a depender da situação. E tomadas feitas em meio a florestas, com muitas árvores mortas e pessoas com roupas de proteção e máscaras de gás protetoras reforçam o clima tenso e de desespero que a trama pede, de personagens buscando a verdade e formas de sobreviver diante de um quadro caótico. E a tensão se acentua com a trilha sonora, com músicas diegéticas e outras famosas, mas é melhor não revelar para não estragar a surpresa.

Com claras referências a outras séries de apocalipse e de curta duração, ‘The Rain’ é uma obra que vale a pensa ser acompanhada, com episódios que deixam detalhes em aberto, mas que serão revelados mais adiante, e com um roteiro que apresenta um enredo bem ritmado, apesar de não demonstrar muita originalidade. Os fãs da ficção científica vão curtir bastante essa série, e de quebra, vai aguardar ansiosamente pela próxima temporada, já confirmada pela Netflix para 2019. Bom divertimento!

Cotação: 5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

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Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

A série é francesa, da Netflix. Minha irmã Renata foi quem descobriu, O gênero é suspense/terror.

Era para ser uma reunião de verão em um chalé afastado. Mas estes amigos caíram em uma cilada mortal que vai revelar um segredo obscuro do passado. Demoramos a descobrir quem está matando as pessoas reunidas no chalé. Só sabemos que o perigo está lá fora. Elas só ficam protegidas dentro do chalé. O roteiro é bem amarrado, intrigante e mescla com situações em flashback. Há um retorno no tempo de 20 anos. A família de um escritor Jean-Louis decide se mudar para um chalé num vilarejo aos pés dos Alpes Franceses para que ele recupere a inspiração perdida, já que o lugar é demasiadamente calmo, um tédio. Ele conhece a dona de um bar, Muriel, que acaba virando sua amante. Eles prometem um ao outro que se um deles ganhar na loteria leva o outro para uma viagem em redor do mundo. Muriel faz o bilhete e este acaba premiado. Christine, a segunda mulher de Philippe, irmão de Muriel, acaba descobrindo o que aconteceu e ela junto com Etienne e Philippe decidem matar Jean-Louis e ua família.  Convencem Muriel, que está magoada porque Jean termina o caso com ela dizendo ainda amar a esposa. Eles invadem a casa sorrateiramente e antes do massacre, Muriel, ao ver que Jean escreve o livro cujo título é o nome dela, muda de ideia, mas é tarde demais. O casal é assassinado. Mas os filhos Julien e Amelie fogem.

Vinte anos depois com o propósito de celebrar o casamento de Laurent, filho de Philippe, os amigos do vilarejo se encontram, sem nem imaginar quem está promovendo a matança. Um a um, todos acabam morrendo de forma cruel, e no final restam poucos.  Sebastién, que nutre uma paixão obsessiva por Alice, a mocinha da história, acaba levando a culpa de tudo por um esquema de vingança. Tem que ver a série para descobrir de quem. Ele acaba numa clínica psiquiátrica porque a sua história acaba sendo bem diferente do que a polícia francesa acaba  descobrindo.

Não falarei quem engendra e executa o crimes para não estragar. A série te envolve do início ao fim com uma excelente trama, boas interpretações e um visual de tirar o fôlego. Até a musiquinha da abertura é macabra.

São seis episódios de um baita thriller psicológico. Para ver e rever! Super recomendo!

Cotação: 4,5 poltronas/5 poltronas

Poltrona Séries: Perdidos no Espaço-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Perdidos no Espaço-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Você é fã do gênero ficção científica? Certamente os mais velhos se lembram da série ‘Perdidos no Espaço’, dos anos 1960, produção de grande sucesso e uma das mais influentes na televisão, popularizando o universo das histórias no espaço sideral e se tornando inspiração para grandes filmes com viagens espaciais. Está chegando na Netflix o remake da série e com o mesmo nome, para a alegria de uns e desconfiança de outros, afinal, nem sempre uma nova versão fica melhor que a original. Mas será que o novo ‘Perdidos no Espaço’ vai agradar ao público saudosista e conquistar novos fãs?

Ao longo dos 10 episódios da série, nos deparamos com as aventuras da família Robinson a bordo da nave Jupiter 2, sendo despachados em seguida pela cápsula de evacuação e caindo em um planeta próximo. Dá para perceber muita cumplicidade, carisma dos personagens e dinâmica nos episódios, com muito a se explorar e a complexidade nas mais diferentes personalidades dos personagens, sendo possível perceber bem suas intenções e para onde a narrativa vai ser conduzida.

O elenco é composto por uma mãe cientista, um pai militar e três filhos que vão se deparar com um robô muito estranho. Além deles, veremos Don West (Ignaccio Serricchio), um dos trabalhadores da expedição e Doc Smith, vivido por Parker Posey. Será uma jornada de descobertas, aprendizados e de luta a todo custo por sobrevivência. Veremos flashbacks com momentos marcantes e reveladores da família e também a forma como eles chegaram ao espaço. Pode esse recurso ser desnecessário e cansativo para alguns, mas se faz necessário para a contextualização da história e inserir o espectador na trama, que a cada episódio apresenta um novo desdobramento e aumenta ainda mais a curiosidade sobre o destino de todos e se conseguirão voltar são e salvos para casa.

A fotografia é outro ponto alto, com cores muito vivas e imagens próximas ao real, além de efeitos especiais que complementam a paleta de cores. O novo planeta é rico em detalhes, fazendo o público se confundir com uma nova Terra, um belo palco para as mais diversas interações e explorações dos personagens. Já as atuações são acima da média, com atores cativantes e eu motivam o espectador a viajar por um universo estranho e cheio de mistérios e ir em busca de curiosidades e possíveis novas formas de vida em um planeta obscuro.

Apesar de ser uma produção mais dramática do que de suspense e terror, ‘Perdidos no Espaço’ chega como uma boa opção para os sedentos por séries e os que buscam por remakes que não percam sua essência e também ofereçam novidades. Vale a pena!

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries Especial: La Casa de Papel parte 2/Anna Barros

Poltrona Séries Especial: La Casa de Papel parte 2/Anna Barros

A série é apaixonante e eu, como a cantora Sandy, resolvi esperar. E vi na Netflix no domingo dia 8 e na segunda, 9.  Não consegui parar de ver, apesar da primeira parte ter sido mais eletrizante.  Essa segunda parte tem nove episódios e continua a saga dos ladrões de bancos com nomes de cidades internacionais. Há mais drama e romance. Visto que a inspetora Murillo se envolve com o Professor e eles acabam se apaixonando. Há na gente uma sensação de que ela vai descobrir a qualquer momento que ele foi o autor do plano perfeito. Que só não foi perfeito, porque houve uma fissura, nas palavras dele, a paixão por ela.

Além do Río, que é namorado de Tóquio, gosto muito de Moscou, que acaba morrendo num dos episódios após o retorno de Tóquio à Casa de Moeda. A relação dele com o filho Denver é muito sublime, sensível e bonita. Toca realmente.

Há perdas, ameaças, acusações, a recuperação de Ángel, mas o final é simplesmente surpreendente. Confesso que Berlim me incomoda muito. Estuprou uma das reféns, é ditador no seu papel de chefe, faz pressão psicológica, mas seu desfecho é também bonito, digno, por cima.

A simpatia que acabamos tendo pelos ldr]oes lembra muito o mesmo sentimento que acabamos tendo, no livro Areias do Tempo, de Sidney Sheldon, quando ele fala de terrorista do ETA. O Professor é de San Sebastián, do País Basco e insconcientemente eu fiz essa relação. Não sei se os ótimos roteiristas pensaram isso.

Acho Nairóbi a mais corajosa de todos e amei quando ela ao depor Berlim disse que ali começava o matriarcado. Ela a  sensível com os companheiros e parece nada temer.

Torci muito para a inspetora ficar com o Professor, mas para saber disso, você terá que ver a série. Gostaria que fossem mostrados os desfechos pós-um ano de roubo dos outros personagens, De repente, é um mote para a terceira temporada.

A questão é que não se esperava todo esse sucesso. A série cativa, encanta e prende, mesmo estando num cenário estático como a Casa da Moeda o tempo todo e tem muitas coisas de Medicina que são muito interessantes no treinamento dos ladrões. O Professor parecia ter pensado em tudo. Também achei que a inspetora Murilo demorou muito a descobrir que ele era o mentor e isso se arrastou um pouco.

Bem, pare de ler e corra para ver, disponível na NETFLIX. É sensacional! Sentirei falta de Río, Berlim, Helsinque, Oslo, Nairóbi, Tóquio, Moscou, Denver e o Professor. Jamais esquecerei esses personagens!

Cotação: 4/5 poltronas

Poltrona Séries: O Mecanismo-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: O Mecanismo-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Utilizar como pano de fundo grandes acontecimentos, principalmente os concernentes à sociedade e à política nacional e adaptá-los em suas obras é uma das principais características do cineasta brasileiro José Padilha, conhecido por filmes como Tropa de Elite 1 e 2, Cidade de Deus e Ônibus 174. Agora, Padilha lança uma série para a Netflix, inspirada no livro “Lava Jato: O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil”, de Vladmir Netto, produção que conta com 8 episódios. Certamente esta é uma das obras mais comentadas da atualidade, seja por quem é ou não assinante do serviço de streaming, mas também uma das mais polêmicas.

A história possui como protagonista o agente da Polícia Federal, Marco Ruffo, vivido por Selton Mello (O Filme da Minha Vida), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com um doleiro envolvido, Roberto Ibrahim, mas o faz de forma independente. Porém, sua investigação não vai adiante por conta de um esquema de revés político manipulado por Ibrahim (Enrique Diaz), deixando Ruffo fora de na por um tempo. Mas Ibrahim volta a ser investigado e se torna o principal alvo da Operação Lava Jato, que revelou o maior esquema de corrupção e propina envolvendo empreiteiras, donos de estatais e políticos do alto escalão. Com essa premissa, Padilha procurou desenvolver uma história para mostrar que um fio foi puxando o outro até chegar nas fases mais agudas da operação, além de fazer uma análise crítica, apontando que a corrupção é um mal existente por todos os lados e independente de partidos, sejam de situação ou oposição.

Além de Marco Ruffo, também se destaca a policial federal Verena Cardoni, interpretada por Carol Abras. A trama se mostra envolvente e o espectador não se perde, pois ele evidencia todas as fases e todos os procedimentos, m verdadeiro thriller investigativo e com o selo Padilha de qualidade, com tomadas aéreas e suas narrativas em off. Mas a batalha é muito maior do que se pensa, pois há o envolvimento do Ministério Público e de um juiz extremamente vaidoso e sagaz, mostrando que o buraco é muito mais abaixo.

A fotografia, o ritmo que a história possui e as atuações do elenco são os pontos fortes da série, além de ter o mérito de não atacar a direita ou a esquerda, mas há em dados momentos problemas com o áudio, que sai estrondoso e grave em narrações off dos policiais protagonistas, prejudicando o entendimento da narrativa e prejudicando a finalização de algumas cenas.

A meu ver, a obra é baseada em tudo o que aconteceu no país e também com ares de ficção, e este recurso serve para que a trama funcione e faça o espectador repensar um pouco a situação do país e refletir sobre o futuro, acerca dos próximos passos e o que cada um quer para as próximas gerações. Uma série que ainda rende muitas histórias, com gancho para mais temporadas e muitos debates, sem dúvida vale a pena.

Exibida em mais de 190 países, “O Mecanismo” é uma série para quem gosta de produções baseadas em fatos reais e com algumas situações fictícias, e que também faça o público refletir e ficar atento à realidade atual e cada vez mais maculada por corrupção, ganância e outros males sociais, longe de serem extirpados. Sem dúvida um entretenimento e um exercício aos fãs de produção audiovisuais e sedentos por política. Um prato cheio.

Avaliação: 3,5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Series Especial: Merlí – Primeira Temporada/Anna Barros

Poltrona Series Especial: Merlí – Primeira Temporada/Anna Barros

Comecei a ver a série por recomendação da minha professora de Espanhol, Rosa. Eu estudo Formación de Profesores do CCAA. E eu simplesmente amei! Agora estou viciada.

A série fala de um professor de Filosofia, Merlí Bergeron que chega à Barcelona para morar com a sua mãe após estar fracassado. E viver com o filho com que tem problemas, Bruno. Ele acaba arrumando emprego na escola do menino e revoluciona a instituição por seu jeito carismático, sincero ao extremo e com muitas doses de filosofia num jeito diferente de dar aulas. Lembra muito Robin Williams, o captain my captain de Sociedade dos Poetas Mortos.

A história gira em torno de Bruno e seus amigos e os conflitos que os permeiam. Bruno é gay e custa  sair do armário, Tania é a amiga simpática e virgem, Pol é o garanhão que vive com o pai e o irmão após perder a mãe,  Gerard, o introvertido que vive com a mãe separada e presidente da Associação de Pais e Mestres, Gina, Joan é o nerd que se sente sufocado pelos pais repressores. E Merlí cativa a todos, menos seu próprio filho com quem tem várias discussões inclusive em sala de aula. No início, Bruno esconde que é filho de Merlí.

As aulas de filosofia são as mais interessantes porque trazem à reflexão para os nossos dias. A série é melhor que Malhação e várias vezes nos colocamos naquele ambiente escolar. O diretor implica com os métodos de Merlí que já chega conquistando a professora mais bonita da escola e se mostra habilidoso e sedutor com as palavras sempre.

A parte mais interessante da primeira temporada é quando ele visita Ivan em casa. O menino está ausente das aulas porque tem síndrome do Pânico provocado por bullying na escola, principalmente da parte de Pol. A maneira que Merlí o aborda é tocante. E ele acaba travando uma bela amizade com o menino.

A relação dele com a mãe atriz tabmbém é divertida e engraçada porque tudo para ela é teatro, nos meandros de Moliere e Shakespeare.

A série pode ser encontrada no Netflix e tem a segunda e a terceira temporadas que serão dissecadas nesse espaço especial, sob a licença de Cesar Augusto Mota, o dono da coluna, do espaço.

Corram e assistam! É apaixonante!

 

Poltrona Séries: Altered Carbon-1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Altered Carbon-1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

O que você acharia se se deparasse com um mundo futurista, no qual seres humanos pudessem ter suas consciências armazenadas em pequenos implantes e sendo transferidos de um corpo para outro, podendo prolongar a existência humana por séculos? É justamente nesse contexto que Altered Carbon, nova série da Netflix e baseada na adaptação da obra de Richard K. Morgan, que a história é ambientada.

A trama nos apresenta inicialmente a Takeshi Kovacs (Will Yun Lee), um rebelde que ressurge em outro corpo (Joel Kinnaman) após 250 anos congelado e é convocado para investigar o assassinato de Laurens Bancroft (James Purefoy), tido como um milionário imortal. Kovacs fica fascinado por Quell (Renée Elise Goldsberry), uma mulher um tanto deslumbrante que provoca grandes conflitos na história e principal peça que ajudará a revelar vários segredos do passado de Kovacs. Destaque para a tenente Kristin Ortega, uma policial mexicana que se envolve com o protagonista de uma forma que jamais imaginava e que vai ter suas motivações aos poucos reveladas na medida em que os episódios vão sendo construídos.

O mérito da produção está na abordagem sobre a crise do Estado, com suas mazelas e sujeiras, com a criminalidade como mote. As diferenças econômicas e sociais são latentes, e com o passar dos episódios e das subtramas notamos uma sociedade corrompida e longe de se livrar de seus males, mesmo que dotada de alta tecnologia, com carros voadores e de grupos da alta elite. Outros conceitos, como Realidade Virtual e Inteligência Artificial, serão ampliados e esclarecidos aos espectadores, num ritmo que permita cada um acompanhar tudo de maneira atenta e também com diversão. E sem esquecer de temas como a ética e a imortalidade, polêmicos e muito longe de um consenso na comunidade científica.

Além do roteiro, com propostas interessantes e personagens com camadas bem construídas, temos um belo visual da cidade retratada, que nos faz lembrar do filme Blade Runner 2049, com letreiro em neon e céu cinza, aliados à melancolia das pessoas, descrentes com possíveis dias melhores e em cenários cada vez mais opressores nos episódios que vão sendo apresentados.

Se são poucas as novidades, com diálogos um tanto insossos, para não dizer com clichês, Altered Carbon é um prato cheio para quem quer se divertir com uma série que tem vários ingredientes e gosta de se inserir em um contexto de polêmicas e intensos debates sobre a ciência, a tecnologia e a ética na sociedade, essa série é ideal para você. Corra para a Netflix e não deixe de assistir!

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota