Netflix cancela a série “GYPSY”

Netflix cancela a série “GYPSY”

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GYPSY é uma série dramática e de suspense com direção de Lisa Rubin e Naomi Watts como protagonista.

Jean Holloway (Naomi Watts),  é uma terapeuta que começa a desenvolver perigosas e íntimas relações com pessoas importantes das vidas de seus pacientes. A série teve apenas uma temporada com 10 episódios.

Elenco: Naomi Watts, Billy Crudup, Sophie Cookson, Karl Glusman, Brooke Bloom, Lucy Boynton, Melanie Liburd e Brenda Vaccaro.

Por: Vitor Arouca

 

Poltrona Séries: Friends from College/ 1ª temporada

Poltrona Séries: Friends from College/ 1ª temporada

Sem dúvida você conhece o ditado popular ‘A vida começa aos 40’, não é? Pois bem, a nova série da Netflix, ‘Friends from College’ vai abordar o cotidiano de 6 amigos que se reencontram em Nova York após 20 anos e depois de terem se graduado em Harvard, mas com questões do passado mal resolvidas e alguns dilemas atordoantes do presente.

A série foi criada por Francesca Delbanco e Nicholas Stoller, o segundo famoso por dirigir Vizinhos e Vizinhos 2, com pouco sucesso de público e crítica. Ambos lançam um trabalho apostando em temas como traição, frustração com a carreira, crise de identidade e claro, reencontros, e todos os personagens estão na casa dos 40 anos.

Por falar nos protagonistas, temos Ethan; interpretado por Keegan-Michael Key, um escritor que passa por crise criativa e não consegue ter retorno com a vendagem de seus livros. Ethan teve um relacionamento no passado com Sam (Annie Parisse); casada com um milionário e que também não consegue se esquecer desse momento marcante e vive uma crise de identidade, sem saber quem é e o que quer.

Temos também Lisa (Cobie Smulders; a Robin de How I Met Your Mother), advogada e casada com Ethan, mas que enfrenta dificuldades de engravidar e não está motivada com seu atual trabalho, de diretora jurídica de uma firma.

Para completar o sexteto, Max (Fred Savage, o Kevin de Anos Incríveis); amigo de Ethan e que vai ter uma importância enorme no próximo sucesso de trabalho do escritor, Marianne(Jae Suh Park ); dramaturga e amiga que segura as pontas de Lisa e Ethan, e Nick(Nat Faxon ); ex-namorado de Lisa e que leva uma vida boêmia e sem regras.

As atuações são brilhantes, muitas beiram ao verossímil, como Keegan-Michael Key e Cobie Smulders, e sobre temas cada vez mais recorrentes no cotidiano, como a frustração da formação em uma grande faculdade e não corresponder às expectativas de Ethan, e a decepção com o trabalho e a falta de expectativas para o futuro, com a personagem de Smulders. E os demais atores não ficam atrás, Annie Parisse mostra com sua atuação que Sam tem dificuldades de se libertar do passado e tem medo de envelhecer, mas ao mesmo tempo acredita que nunca é tarde para reparar os erros e recomeçar.

O roteiro apresenta situações surreais, que favorecem a liberdade de atuação dos atores, mas algumas situações são exageradas e podem causar repulsa no espectador, como o processo utilizado por Ethan e Max para o novo roteiro do escritor, um novo conto de lobisomens, sem falar no que Nick e Lisa aprontam, e as tramoias de Ethan e Sam para não serem descobertos, seja por Lisa ou outro amigo. Mas o núcleo da série atende as principais propostas, de despertas o sentimento de nostalgia nas pessoas, de como era a vida nos tempos de faculdade, sem se esquecer do presente e no planejamento futuro de curto a médio prazo, como a luta pelo sucesso e felicidade. Algumas situações retratadas podem fazer quem assiste se identifique com alguma, bem como com o perfil de algum dos personagens. Uma produção bem construída e que realmente chama a atenção.

A Netflix segue apostando em séries com dosagem de drama e comédia, mas com algumas situações tragicômicas e sem controle, mas vem obtendo resultados, e ‘Friends from College’ pode ser um deles. Não se sabe se vai haver uma segunda temporada, mas há gancho para que novos conflitos aconteçam e novas emoções serem transmitidas, vamos aguardar.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

HBO divulga fotos inéditas do segundo episódio da nova temporada de Game of Thrones

HBO divulga fotos inéditas do segundo episódio da nova temporada de Game of Thrones

A HBO acaba de divulgar novas fotos da sétima temporada da série original Game of Thrones. As imagens são do segundo episódio da nova temporada, “Stormborn”, que vai ao ar no domingo, 23 de junho, às 22h. A série baseada na saga literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin, se tornou um dos maiores sucessos da HBO dos últimos tempos.

 

Sobre HBO Latin America 

A HBO Latin America é a rede de televisão por assinatura premium líder na região, respeitada pela qualidade e pela diversidade de seu conteúdo exclusivo incluindo séries, filmes, documentários e produções originais. A programação é exibida em HD em mais de 40 países da América Latina e do Caribe por meio dos canais HBO, HBO2, HBO Signature, HBO Plus, HBO Family, HBO Caribbean, MAX, MAX Prime, MAX UP, MAX Caribbean e Cinemax. O conteúdo também está disponível nas plataformas HBO GO, Cinemax GO e HBO OnDemand.

 

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Os fãs de ‘Orange is The New Black’ aguardavam ansiosamente por uma nova temporada, e eis que ela chega recheada de ingredientes diversificados: reflexivo, dramático e com doses de bom humor em alguns episódios. A série da Netflix manteve sua originalidade e criatividade, bem como a capacidade de atrair e manter magnetizado o espectador. Vamos analisar a nova sequência de 13 episódio a seguir.

A 5ª temporada começa com uma carga bem pesada, com a penitenciária de Litchfield sendo tomada pelas detentas após a morte de uma delas, Poussey Whashington (Samira Wiley), após confronto com um policial. Sedentas por justiça e por melhores condições de estrutura e trabalho, as prisioneiras são lideradas por Tasha “Taystee” Jackson (Danielle Brooks) e prometem não dar o braço a torcer, e estabelecem uma série de exigências para soltarem os guardas feitos de reféns, dentre elas, um melhor programa de aprendizagem e supletivo e anistia para todas as que participaram da rebelião, sem aumento de penas ou regressão de regime prisional.

Na medida em que os episódios passam a curiosidade e a tensão aumentam, pois os policiais aprisionados são submetidos a todo tipo de tratamento degradante, desde mãos e pés atados ao confinamento em banheiros químicos sujos e descuidados. E não só isso, o sentimento de culpa que cada interna sente e os demônios contra os quais elas lutam também contribuem para uma maior dramaticidade da história, além dos dramas das famílias e o passado das internas sendo dramatizados a cada episódio. As montagens foram perfeitas, que serviram para conhecermos um pouco mais de cada uma, bem como o ambiente familiar abalado delas.

A série estava muito centralizada nos conflitos entre as prisioneiras brancas, como o casal Alex (Laura Prepon) e Pipper (Taylor Schilling) nas temporadas anteriores. Agora, as negras, as latinas e as muçulmanas também ganharam espaço, com histórias comoventes, complexas e cheias de percalços até o último episódio. Os produtores resolveram apostar não só na diversidade, como em tratar sobre o empoderamento feminino, a união e a humanização das personagens, dispostas a lutarem por seus ideias, se apoiarem em quem amam e amparar as companheiras numa fase tão complicada, o encarceramento e a distância da família. As prisioneiras mostram que são inteligentes, sensíveis e mostram que querem ter voz em meio a um sistema prisional falido e sem perspectivas de melhora.

Outra coisa que chama a atenção é que “Orange is the New Black’ serve como uma crítica e um recado aos policiais e autoridades norte-americanas, que muitas vezes se utilizam da força bruta para agredirem e humilharem os mais fracos, um verdadeiro abuso de autoridade. Ao nos depararmos com esse cenário, pegamos um gancho e fazemos uma rápida conexão com o Brasil, que possui um cenário semelhante e a cada dia mais degradante, com rebeliões, mortes de presos e descaso dos nossos governantes, um caos longe de terminar e ter uma solução digna.

Não perca esta oportunidade, acompanhe a quinta temporada de ‘Orange is the New Black’, disponível no catálogo da Netflix, e aguardemos o que vem pela frente, pois se trata de uma trama que envolveu o público e novas possibilidades vão se abrir para a próxima temporada. Confiram!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Sense8/ 2ª temporada

Poltrona Séries: Sense8/ 2ª temporada

Criada pelas irmãs Lilly e Lana Wachowski em parceria com Michael Straczynski, a série Sense8, da Netflix, conta em sua segunda temporada com 11 episódios vibrantes que farão o espectador ser levado a uma viagem de sentimentos e memórias dos oito protagonistas.

Os 11 novos episódios acompanham as trajetórias de Will (Brian J. Smith), Riley (Tuppence Middleton), Lito (Miguel Ángel Silvestre), Kala (Tina Desai), Wolfgang (Max Riemelt), Sun (Doona Bae), Nomi (Jamie Clayton) e Capheus (Toby Onwumere), com cenas conjuntas e separadas em duplas dos personagens. Todos possuem um dom, o de realizar conexões mentais e emocionais entre eles, e estando cada um num país diferente (Estados Unidos, México, Alemanha, Índia, Quênia, entre outros). A série apresenta inicialmente a origem dos sensate, como as conexões acontecem, bem como seu significado.

As explicações para o início e o significado dos sensate ocorrem de maneira lenta, mas são feitas grandes revelações posteriormente, além da transmissão de belas mensagens e apresentação de diversidades de sexualidades, etnias e culturas. Discussões acerca de tolerância religiosa, sexual e social são muito bem tratadas na série, bem como são ilustradas mensagens de aceitação, inspiradoras para todos os que acompanham a trama.

Os conflitos são extremamente intensos, com a luta dos sensate contra o senhor Whispers (Terrence Mann), um homem estranho e que tenta caçá-los, e a perigosa companhia Biologic Preservation Organization (BPO). Menção honrosa também para a participação de Daryl Hannah no papel de Angélica, uma mulher misteriosa cuja morte é visualizada por todos os protagonistas e que pode ajudar a desvendar o quebra-cabeças acerca das conexões existentes entre os personagens.

Mesmo com problemas de evolução, a série nos traz cenas impressionantes, com os personagens compartilhando experiências e cada um podendo sentir o mesmo que os outros. Caso ocorra algum dano físico, todos também sentem e correm perigo de vida. A montagem das cenas com cada sensate em seu país e junto do outro em um cenário distinto é muito bem articulada, além da química e união demonstradas entre eles com o transcorrer dos episódios.

Lições como o de “união e trabalho em equipe são capazes de tornar todos mais fortes”, bem como “o dever de lidar e saber respeitar as diferenças” são bem transmitidas e valorizadas na história, reforçadas por discursos de aceitação e respeito, feitos pelos personagens Nomi e Lito. E mensagens como “Ninguém sabe que tipo de vida vai ter e é isso que torna a vida tão viva” também são destaque, a série se preocupa não só em abordar relacionamentos e a ficção científica, como também emociona e leva bons valores para o público.

O destaque final vai para a trilha sonora, vibrante e que vai embalar a todos, principalmente com a música ‘What`s up de 4 Non Blondes’, cantada por todos os sensate e símbolo de conexão entre eles. Prepare-se para uma temporada movida por emoções, reflexões e surpresas, Sense8 é uma obra magistral de ficção científica. Não perca!

Nota do editor: Infelizmente a série Sense8 não terá uma terceira temporada e foi cancelada. O serviço de streaming Netflix emitiu um comunicado oficial em 1 de junho e lamentou o ocorrido, mas não deixou claro os motivos da decisão. Um grupo de fãs criou uma petição online para pedir a continuidade da produção, vamos ver no que dá.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: ‘Girlboss’/ 1ª temporada

Poltrona Séries: ‘Girlboss’/ 1ª temporada

Sabe quando você começa uma nova série e se depara com a seguinte frase: “A seguir, uma releitura livre de eventos verdadeiros. Muito livre”? Já dá para ter uma ideia do que vem por aí, uma produção bem humorada, baseada em fatos reais e que vai dividir opiniões. “Girlboss”, nova série da Netflix, teve 13 episódios produzidos, relativamente curtos, com 30 minutos de duração.

A série é inspirada na história da bem sucedida empresária Sophia Amoruso, proprietária da loja virtual Nasty Gal (um trocadilho com a expressão nasty girl, ou garota indecente), um comércio de roupas vintage que se iniciou no Ebay em 2006 e atualmente com site próprio, que chegou ao seu auge em 2014. A protagonista é interpretada por Britt Robertson, como Sophia Marlowe, uma personagem que abala as estruturas na maioria dos episódios, mas com uma personalidade forte e complicada.

Sophia não liga para regras, faz tudo o que lhe dá vontade, não tem modos e vive pulando de um emprego para outro, sem rumo na vida. Até que um dia descobre sua verdadeira vocação: quer trabalhar com moda e vender roupas pela Internet. Um tanto atrapalhada, ela aos poucos vai colocando suas ideias em prática, até chegar ao nome de sua loja graças a uma de suas noitadas na bela San Francisco. Com muita coragem e determinação, Sophia enfrenta obstáculos e desconfianças de muitas pessoas, inclusive do próprio pai para ver seu negócio nascer e fazer sucesso, e enfim, ingressa na vida adulta, apesar de já ter seus 20 e poucos anos e relutar para isso.

A produção apresenta elementos interessantes e de diferentes épocas num mesmo contexto, como o LP, o carro de Sophia ano 1987, bem como seu aparelho celular, tudo no ano de 2006, sem falar em algumas roupas dos anos 1970 e alguns flashbacks que relembram pessoas que viveram nos anos 1940 e que foram importantes no mundo da moda. Essa mistura enriquece a trama e mostra que a moda do passado não sai de moda tão facilmente e ainda se faz presente em alguns pontos nos Estados Unidos.

A fotografia é impecável, os figurinos, nem se fala, além das atuações sólidas dos atores. O roteiro apresenta algumas imprecisões, exageros e inconveniências. Britt Robertson demonstra muita entrega e consegue convencer como protagonista, Ellie Reed é também um dos pilares da série. Ao interpretar Annie, a melhor amiga de Sophia, Reed contribui para a evolução da protagonista e retrata fielmente como a melhor amiga de Sophia Amoruso foi importante em sua vida. Destaque também para as participações especiais de Rupaul e Dean Morris, o tio Hank de Breaking Bad.

Se há alguns problemas na produção, “Girlboss” não deixa de chamar a atenção do público e mostra pontos importantes, como o empoderamento feminino ( vide o título da série), amadurecimento, vocação profissional e outro importantíssimo, a amizade. Há poucos amigos verdadeiros no mundo e que realmente fariam tudo para ver o outro feliz, e vemos isso bem nessa série. Vale a pena acompanhar, a série é curta, rápida e fácil de ser compreendida, recomendada!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: ’13 Reasons Why’/ 1ª temporada

Poltrona Séries: ’13 Reasons Why’/ 1ª temporada

Pense em uma série ambientada nos corredores de uma escola e que aborda temas como bullying, depressão, ansiedade e pânico. À primeira vista, parece ser uma produção voltada para o público adolescente, mas não é o que acontece em ‘13 Reasons Why’, lançada na última sexta-feira (31), na Netflix.

Baseado no livro ‘Os Treze Porquês’, de Jay Asher, a série traz uma história que abalou a todos, principalmente o jovem Clay Jensen (Dylan Minnette). Hannah Baker (Katherine Langford) comete suicídio e deixa um conjunto de fitas gravadas que revelam os verdadeiros motivos que a levaram a cometer tal ato. As 13 peças caem nas mãos de Jensen, que precisa repassar para as demais pessoas que fizeram parte da vida de sua amada. Logo em seguida nos deparamos com um clima bastante tenso tomando conta de cada um.

A produção nos transmite muito bem as diferentes perspectivas de Jensen e de Hannah, com o primeiro bastante angustiado a cada fita revelada e a segunda apresentando sua verdade para todos. Dylan Minnete consegue cativar o espectador com seu personagem, apesar de Jensen demonstrar que pode perder o controle emocional a qualquer momento, e também consegue imprimir muita autenticidade para o público, sabe transmitir bem o desespero do jovem diante de uma situação trágica e sem poder fazer nada para mudar a história.

A série funciona como uma crítica à sociedade contemporânea, que muitas vezes não dá importância aos problemas vivenciados por adolescentes e jovens, como stress, ansiedade e bullying, e sequer aponta soluções para suavizar ou até mesmo solucionar os males que os afligem. Durante a série, um conjunto de e-mails são enviados aos pais dos alunos, além de cartazes sobre o suicídio de Hannah terem sido afixados nas paredes da escola, mas nada de diferente acontece. Um retrato de uma sociedade composta por muita gente omissa e inerte, para a nossa tristeza.

Além do descaso dos adultos em relação aos problemas dos adolescentes, há uma crítica velada ao machismo, com uma das personagens revelando que as mulheres são vistas como sexo frágil e inferiores. Alguns atos podem ser considerados fúteis aos olhos de alguns, mas a depender do contexto podem trazer consequências negativas, como um estigma de inferioridade que é muitas vezes propagado, principalmente em relação às mulheres.

A proposta de ’13 Reasons Why’ é muito positiva, cada atitude dos personagens traz consequências e o clima vai ficando ainda mais sombrio quando a história se aproxima do fim. Trata-se de uma produção que traz uma boa reflexão para o público acerca do cotidiano e dos diversos males existentes no dia a dia, não apenas restritos aos adolescentes. Pode a vida ser simples na visão de alguns, mas não estamos imunes a tudo o que nos rodeia. Não estamos preparados ainda para todas as situações, ainda há muito o que se explorar e aprender.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota