Poltrona Resenha/ Baywatch/ Por: Vitor Arouca

Poltrona Resenha/ Baywatch/ Por: Vitor Arouca

maxresdefault.jpg Mitch Buchannon (Dwayne Johnson), Stephanie Holden (IIfenesh Hadera) e C. J. Parker (Kelly Rohrbach) são os principais salva- vidas da Baía de Baywatch e todo ano eles fazem um concurso para recrutar um novo profissional.

O chefe de Mitch manda a ordem de colocar em sua equipe, o campeão olímpico de natação, porém problemático Matt Brody (Zac Efron).  Mitch não aceita a ordem de primeira e tenta fazer Brody participar do processo seletivo para guarda- vidas.

Apenas uma pessoa entrava para a equipe por ano, mas desta vez três vagas foram abertas para o trabalho na praia de Baywatch e Matt Brody, Summer Quinn (Alexandra Daddario) e Ronnie Greenbaum (Jon Bass) são aprovados no teste.

Brody sofre para se adequar aos treinamentos de Mitch e sua falta de responsabilidade no trabalho acaba atrapalhando o entrosamento do grupo, mas tudo se resolve com uma segunda chance para Brody.

Mitch desconfia de que o tráfico de drogas quer se espalhar pela Baía e começa a investigar com a sua equipe de salva-vidas se existe realmente uma tentativa do tráfico ficar em Baywatch.

Uma bom filme para rir. Uma boa atuação da dupla Dwayne Johnson e Zac Efron.

Nota: 3,5/5

 

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#267 Já estou com saudades

#267 Já estou com saudades

O filme fala de uma linda história de amizade. E marca a vida das duas amigas quando uma descobre que tem câncer de mama e a outra se descobre grávida. Jess e Milly se conhecem na escola, período em que construímos nossas amizades mais tenras. Jess se muda dos Estados Unidos para a Inglaterra e é Milly quem a acolhe. Período difícil de adaptação o que reforça os laços entre elas.

Jess acaba levando uma vida pacata, numa casa flutuante com seu marido Jago, enquanto Milly vira uma RP de sucesso, ao lado do marido Kit, que era roadie quando eles se conheceram e acaba músico. Milly tem dois filhos, entquanto Jess tenta obsessivamente engravidar.

A diferença de atuação é gritante pois o papel de Toni Colette, Milly é muito mais complexo. Confesso que fiquei muito tocada porque da descoberta até a quimioterapia, me fez recordar o que passei recentemente com a minha saudosa mãe. É um processo difícil, doloroso, cuja ferida demorará a cicatrizar. Como vi no Netflix, vi em duas etapas. Drew Barrymore nem se esforçou no sotaque britânico e seu papel é burocrático, mesmo a gente notando que seu personagem é mais pé no chão e centrado.

No final, o que resta é uma linda história de amizade, o que me fez lembrar com carinho de todas as amigas mais próximas e dos amigos mais chegados também. Todos os amigos que nos apoiaram e apoiam em momentos delicados.

Vale a pena assistir com o coração aberto. Resisti e não chorei, como de costume,

Para quem não se lembra, Toni Colette foi indicada como Melhor Atriz Coadjuvante pelo excelente filme Sexto Sentido. Ela é australiana(jurava que era britânica). Ela também fez Pequena Miss Sunshine.

 

Sinopse: Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collette) são melhores amigas desde a infância. Enquanto Milly se casou, teve dois filhos e construiu uma carreira de sucesso, Jess decidiu levar uma vida pacata ao lado do marido Jago (Paddy Considine). Após se submeter a um tratamento, Jess enfim consegue engravidar. Mas a notícia vem justamente quando Milly descobre ter câncer de mama e precisa passar por quimioterapia, o que necessitará do apoio não apenas da amiga, mas de toda a família.

 

Por Anna Barros

 

 

#266 Uma Longa Jornada

#266 Uma Longa Jornada

Mais um filme inspirado no livro de Nicholas Sparks, homônimo. Há pouquíssimas diferenças do livro para o filme. Dessa vez, os atores protagonistas não são muito conhecidos, mas Alan Aida como Ira é.

Scott Eastwood, filho de Clint, como o peão Luke segurou bem o filme, mais que Britt Robertson. O casal Luke e Sofia resgata o ancião Ira que começa a lembrar da sua história de amor com Ruth. Como a conheceu, o pedido de casamento, o fato de não poderem ter filhos e a imensa coleção de Arte dela.

Além das reflexões de Ira, o filme, assim como o livro, mostra como as duas histórias de amor se entrelaçam. Não gosto de rodeios, mas mesmo tendo como pano de fundo, acabei assistindo.

A história é bem construída, mas achei esse filme o mais fraco da franquia Sparks. Prestei atenção mais pela linda história de Ira e por querer saber como seria o desfecho do problema de saúde de Luke e da resolução das suas finanças na fazenda que o colocava sempre sob risco, mesmo tendo sofrido um grave acidente com um touro que ele acabou por domar no final.

Achei Britt Robertson inexpressiva. O casal Ira e Ruth jovens também.

A trama do amor que Ruth acaba tendo por seu aluno a ponto de querer adotá-lo sem poder e como ela serve de inspiração para ele, é tocante.

Mesmo com todos os rodeios e percalços, o amor sempre triunfa. E essas histórias água com açúcar e com pitadas de tragédia de Sparks me comovem, sempre.

Cotação: Duas poltronas/5

Sinopse: Aos 91 anos, com a saúde debilitada e sozinho no mundo, Ira Levinson (Alan Alda) sofre um acidente de carro e se vê abandonado em um lugar isolado. Ele luta para manter a consciência e passa a ver sua amada esposa Ruth (Oona Chaplin), que faleceu há nove anos. A poucos quilômetros de distância, a bela Sophia Danko (Britt Robertson) conhece o jovem cowboy Luke (Scott Eastwood), que a apresenta a um mundo de aventuras e riscos. De forma inesperada, os dois casais vão ter suas vidas cruzadas.

 

 

Por Anna Barros

Maratona Oscar: Zootopia/Lívia Lima

Maratona Oscar: Zootopia/Lívia Lima

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Apaixonante e revigorador.

Zootopia pode parecer apenas mais uma animação irrevente que chegou para estourar bilheterias com animais fofinhos e uma história comovente, mas é isso e muito mais.
A trama acontece em um mundo onde os animais vivem em harmonia, exercendo funções direcionadas para cada espécie. A história gira em torno da coelhinha Judy Hopps, que desde criança sonha em ser uma policial. Judy, até então completamente desvalorizada dentro de uma profissão de predadores, por um acidente, é designada para um caso de desaparecimento na cidade. Para isso, ela conta com a ajuda de Nick Wilde, uma raposa malandra que logo mostra ser muito mais do que o simples estereotipo das raposas.

Apesar da alusão utópica, a trama se aproxima da realidade atual de uma forma alegre e colorida, gerando reflexões importantes em tempos tão difíceis. Judy é uma mulher, fisicamente pequena e lida a todo tempo com preconceito e menosprezo de todos os lados por conta de sua escolha profissional.

A forma como a personagem principal maneja as pressões externas e o seu desejo de seguir o seu sonho é exemplar e magnifica, sem nenhum apelo ao amor romântico e focada plenamente em sua confiança, o que faz com que as lições expostas no filme sejam passadas através de reflexões necessárias.

Em tempos de discursos reacionários, é revigorante ver um filme infantil que combata, de forma sutil e descontraída, o machismo, o racismo, a homofobia e as tensões entre diferentes classes sociais.

Roteiro ótimo, diálogos consistentes e personagens cativantes e referências à grandes sucessos como Breaking Bad e O Poderoso Chefão são alguns fatores que contribuem para que o conjunto da obra seja tão bom.
Os diretores Rich Moore e Byron Howard também brincaram bem com o imaginário ao criarem uma cidade fictícia teoricamente adaptada a todos os animais possíveis.

É como um sopro de esperança ver um filme que sustenta a ideia de que devemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Reforçar aos pequenos que atitudes positivas e benéficas são o caminho a se seguir, de forma que também toca o publico adulto, não é um trabalho fácil e Zootopia conseguiu exerce-lo plenamente.
Talvez o mundo fosse mais gentil se todos assistissem essa animação tão renovadora com muita atenção aos detalhes.

Cotação Poltrona de Cinema: 4 Poltronas

Por: Lívia Lima

Maratona Oscar: Moonlight/Lívia Lima

Maratona Oscar: Moonlight/Lívia Lima

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Duro e doce, bem como a vida.
Moonlight transporta, mesmo que não se trate de uma ficção irreal e extraordinária. Chiron, é um menino negro e periférico, e o filme retrata a sua jornada de autoconhecimento, enquanto tenta lidar com seus problemas familiares e fugir da criminalidade de Miami. A trama passa por sua infância até sua vida adulta, abordando conflitos comuns gerados por assuntos como sexualidade, bullying e consumo de drogas.

Moonlight não é um filme de amor, mas definitivamente é um filme sobre o amor. Chiron tenta lidar com questões como sua sexualidade e problemas familiares e é possível notar, com sutileza, o amor sendo encontrado, o que torna o longa muito humano e sensível.

Diálogos simples, porém sucintos, passam a confiança das reflexões com leveza. Fotografia impecável, assim como a trilha sonora, com certeza fazem o espectador se apaixonar pela produção. É importante também salientar que a sintonia entre os três atores que interpretam Chiron em suas três fases é visível e trás uma credibilidade real à história.

Em eras onde a homofobia ainda é presente, a importância de um filme tão empoderador quanto Moonlight consegue ser é imensurável. Apesar da pouca idade, Chiron já lida com agressões de colegas e com o passar dos anos e com a evolução do bullying, isso culmina em um sofrimento reprimido que é observado também em sua fase adulta.
Apesar de sentir falta de um melhor trabalho em relação aos traumas e ao sofrimento de Chiron, ao observar que o filme lida bem com a sutileza, em pequenas cenas, é possível ver que são nos diálogos delicados e simples que essas questões são trabalhadas, o que acaba por compensar essa falta.

Simples e Brilhante. Uma grande produção, com muito a ensinar sobre o amor, sobre o sofrimento e, principalmente, sobre a vida.

Cotação Poltrona de Cinema: 4 poltronas

Por Lívia Lima

Poltrona Resenha/ Sing- Quem Canta Seus Males Espanta/ Vitor Arouca

Poltrona Resenha/ Sing- Quem Canta Seus Males Espanta/ Vitor Arouca

download-11“Sing – Quem Canta Seus Males Espanta’ vai arrancar boas risadas do público.

O filme conta a história do coala Moom que está prestes a perder o seu teatro. Tentando continuar com o seu espaço o coala decide criar um concurso de canto para aumentar a venda de ingressos do teatro.

Milhares de animais se inscrevem pro concurso e Moom escolhe seis candidatos com estilos diferentes. Dois porcos, um gorila, um rato, uma elefanta e um castor vão encantar o público com as suas apresentações.

Obs: Forte candidato ao prêmio de melhor animação no Oscar.

Nota: 5/5

Poltrona Resenha: Uma Noite de Crime 3 – Ano de Eleição/Lívia Lima

Poltrona Resenha: Uma Noite de Crime 3 – Ano de Eleição/Lívia Lima

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É bem renovador, nos tempos atuais, assistir a um filme de ação que consiga manter o frescor e a originalidade. Quando se fala em uma sequência, essa missão é ainda mais difícil.

Serei sincera: não supera os dois primeiros filmes. E ainda assim, não deixa a desejar. No terceiro filme da franquia Uma Noite de Crimes, é abordado o outro lado do expurgo.

Enquanto anteriormente pudemos ver a ação política da visão popular, neste longa foi possível acompanhar atráves da situação da política da senadora Charlie Roan (Elizabeth Mitchell), que busca, ao ser eleita, dar um fim ao expurgo anual. Sua visão e seus planos acabam por gerar fúria em quem defende a purificação. Com isso, ela conta com a proteção do sargento Barnes (Frank Grillo), personagem marcante do segundo filme.

Esteticamente, o filme trabalha bem com a proposta, brincando com imagens chocantes, muita luz e cor, referências da cultura pop e revelando o que há de mais curioso e insano nas ações e na mente humana. Os diálogos e interações entre atores não são o ponto alto do filme, e os mesmos são bem supérfluos e podem ser bem irrelevantes em determinados momentos.

Como em todo filme comercial que se preze, as relações humanas são bem valorizadas e é isso que acaba por criar um vinculo emocional com quem o assiste. A ideia do filme é interessantíssima, levando a uma reflexão sobre a nossa própria realidade e surpreendentemente se aproximando muito da fase política mundial que estamos passando.

Quem é o inimigo? Por que a violência parece a melhor alternativa em tempos de crise? Porque o imediatismo soa como a solução mais benéfica ao bem comum?

Dá pra encaixar diversos questionamentos impostos ao longo do filme dentro do momento em que estamos passando na politica brasileira, também.

No mais, um bom filme de ação, fugindo um pouco do estereótipo de muita violência e pouco enredo, garantindo um filme que não acaba com os créditos, mas que também sai um pouquinho com a gente da sala de cinema.

Por: Lívia Lima

Cotação Poltrona de Cinema: 3,5 Poltronas.