Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho, ganha trailer

Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho, ganha trailer

“Um Filme de Cinema”, do diretor Walter Carvalho, acaba de ganhar trailer oficial.  O longa estreia nos cinemas no dia 24 de agosto.

Assista:

“O documentário é uma reflexão sobre a construção  e a linguagem cinematográfica. Eu queria entender um pouco mais sobre cinema e sobre o que eu estava fazendo como cineasta”, explica Carvalho. “A princípio entrevistei os diretores com os quais estava trabalhando e depois parti para os que admiro e que tive oportunidade de encontrar.”, complementa.

Os encontros e as conversas aconteceram ao longo de 14 anos. Na tela, os diretores discorrem sobre a narrativas dos filmes,   sobre planos longos, o ritmo, o som, o espaço e o tempo.  Alguns chegam abordar questões  questões teóricas e filosóficas que envolvem seu ofício tais como: o cineasta faz o filme, ou o filme faz o cineasta?

Além dos depoimentos de diretores, o documentário traz uma conversa do escritor Ariano Suassuna contando sua relação com o cinema na infância, e um encontro com o ator italiano Salvatore Cascio, revisitando locações do clássico Cinema Paradiso (1988).

Com fotografia de Lula Carvalho e Pablo Baião, foi o longa de abertura do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e foi exibido Hors Concours no 17º Festival do Rio, em 2015.

Sinopse:

As ruínas do Cine Continental, abandonado em pleno sertão da Paraíba, servem como ponto de partida para um filme sobre o cinema, com depoimentos de Ariano Suassuna sobre as incríveis histórias de sua memória de menino nos cinemas das cidades do interior, e de realizadores como Hector Babenco, Julio Bressane, Andrew Wajda, Vilmos Zsigmond, Ruy Guerra, Ken Loach, Béla Tarr, Gus Van Sant, Jia Zhangke, entre outros, respondendo a perguntas como: Por que você faz cinema e pra que serve o cinema?

Galeria

Filmes para ver em Agosto no cinema

O mês de agosto traz boas atrações para as telas de cinema por todo o Brasil. Uma das mais esperadas é chegada de Planeta dos Macacos – A Guerra,  dirigido por Matt Reeves e considerado o que mais ombreia com o filme original de 1968. O terceiro filme da série iniciada em 2011 chega ao cinema nesta quinta, 3 de agosto.

Outro filme de destaque que estreou no final de julho é o longa Em Ritmo de Fuga. Conta elenco estrelado e badalado com as presenças das jovens estrelas Ansel Elgort (A Culpa É das Estrelas e Divergente) e Lily James (Cinderela), além dos consagrados Jamie Foxx e Kevin Spacey (House of Cards). Vamos conferir se o enredo do filme será tão bom quanto seu elenco.

Mesmo já tendo estreado, a produção Dunkirk, de Christopher Nolan, parece ser um dos grandes filme da temporada. O longa narra a história dos soldados das tropas aliadas que se encontraram cercados pelos nazistas na praia de Dunkirk, na França. Aos poucos, os soldados são evacuados, mas até lá, devem tentar sobreviver.

“Feud” e a rivalidade entre mulheres/Tom Machado

“Feud” e a rivalidade entre mulheres/Tom Machado

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Na parte superior: Bette Davis e Joan Crawford em foto promocional para o filme “What ever happened to Baby Jane”. Na parte inferior, Susan Sarandon e Jessica Lange como Bette e Joan, respectivamente. Foto: Divulgação/ Google Imagens

 

Após assistir pela quinta vez o seriado “Feud: Bette x Joan” do diretor Ryan Murph que conta detalhes sobre a difícil  relação entre as maiores damas de Hollywood, Bette Davis e Joan Crawford, resolvi escrever um pouco sobre as conclusões que tirei.

Mais do que mostrar uma rivalidade entre dois ícones da old hollywood, essa série mostra o que é ser mulher numa indústria dominada exclusivamente por homens. Assim como as palavras ditas num dos episódios “uma rivalidade não é composta por ódio, e sim por dor” e é exatamente isso. Esse duelo “Davis x Crawford” era só mais um reflexo de uma cultura que alimenta a rivalidade feminina. Não era por ódio, era por sobrevivência.

Hoje estava lendo num site pessoas reclamando da escolha de Jessica Lange para interpretar a Joan Crawford, dizendo que ela não se parecia nada com a personagem, alguns até falando de sua aparência (e já por aí escolhendo um lado pra valorizar, o que para mim seria uma comparação com a Susan Sarandon que se parece com Bette, e dane-se o talento da Lange, já que ela não se parece fisicamente com a Crawford) e nada melhor que isso pra entender o que a série queria dizer… Em relação à mulheres, o que conta é a aparência, não é mesmo?

Eu fiquei encantado com a atuação da Jessica, como a própria disse “acho que consegui captar a essência de Crawford” e conseguiu mesmo. Eu vi Joan Crawford ali. Uma mulher que não era uma megera, uma bruxa, uma cretina, e sim era humana. Com qualidades e defeitos. A mesma coisa para Bette Davis, que eu sempre, nas minhas próprias palavras, dizia ser “muito melhor do que Joan Crawford.”

Eu acho que essa série foi um grande aprendizado para mim, ressaltando, consegui finalmente entender que não precisamos escolher um lado… e muito menos desprezar o outro.

Tom Machado

 

Top 5 Filmes de Médicos

Top 5 Filmes de Médicos

Salve galera.

Algumas profissões sempre geram bons filmes. Já falei aqui de filmes sobre advogados e hoje vamos falar de médicos.

Vamos então ao Top 5 Filmes de Médicos.

 

5 – Linha Mortal (Flatliners / 1990 – direção Joel Schumacher)

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Estrelado por Kiefer Sutherland, Julia Roberts, William Baldwin, Oliver Platt e Kevin Bacon, este filme conta a história de um grupo de estudantes de medica que realizam um experimento para descobrir se existe algo além da morte.

Com um elenco estrelado e direção de Joel Schumacher, este thriller de suspense é um excelente filme. Com um roteiro simples e ótimas atuações, principalmente de Julia Roberts e Kiefer Sutherland, vale a pena assistir.

 

4 – Medidas Extremas (Extreme Measures /1996 – direção de Michael Apted)

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O médico Guy Luthan (Hugh Grant) trabalha em um hospital em Nova York começa a investigar o desaparecimento do corpo de um morador de rua que morreu na emergência.

Ele descobre que mendigos e moradores de rua estão sendo utilizados como cobaias pelo neurocirurgião Lawrence Myrick (Gene Hackman).

O filme vale pela excelente atuação de Hackman.

 

3 – Tempo de Despertar (Awakening / 1990 – direção Penny Marshall)

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Baseado na história do neurologista Malcolm Sayer, este filme conta a luta do médico para tratar pacientes com encefalite letárgica, que os deixam em estado quase catatônico. E após alguns estudos, ele consegue administrar uma droga feita para pacientes com mal de Parkinson, que lentamente começa a tirar seus pacientes do estado catatônico. Porém, com o passar do tempo, a droga causa diversos efeitos colaterais.

O filme tem no elenco Robert De Niro, Robin Williams e Penelope Ann Miller.

 

2 – Patch Adams – O Amor é Contagioso (Patch Adams / 1998 – direção Tom Shadyac)

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Também baseado em uma história real, o filme conta a trajetória de Hunter “Patch” Adams (Robin Williams), que após uma tentativa de suicídio, resolve se internar em uma instituição psiquiátrica.

Uma vez lá, ele descobre que a melhor maneira de ajudar as pessoas é com humor e amor. E por isso, ele resolve ingressar na faculdade de medicina. E com o passar do tempo, ele mostra que um dos melhores remédios para as pessoas é o amor.

Além de tocante, o filme traz uma mensagem linda: de que o amor é contagiante.

 

1 – MASH (1970 / direção Robert Altman)

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Com fortes críticas a entrada do EUA na Guerra da Coreia, o filme conta a história de um grupo de médicos que trabalham nas trincheiras.

Estrelado por Donald Sutherland, Sally Kellerman, Elliott Gould, Tom Skerritt e Robert Duvall, MASH é o tipo de filme que nunca envelhece.

Comédia obrigatório para que gosta de cinema.

 

@guimaraesedu

Poltrona Resenha: Jezebel (1938)/ Tom Machado

Poltrona Resenha: Jezebel (1938)/ Tom Machado

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Foto: Divulgação

Como causar uma cena de impacto envolvendo um vestido vermelho num filme em preto e branco? A resposta é Bette Davis! Neste elegante e sofisticado longa-metragem do gênio William Wyler, é ambientada uma história de amor numa época em que se esperava certo tipo de comportamento das mulheres. “Estou a pensar em Jezebel, uma mulher que fez mal aos olhos de Deus…”

Em 1852, em Nova Orleans, na sociedade escravagista do Sul, uma jovem egocêntrica da aristocracia local provoca o rompimento do seu noivado ao usar um vestido vermelho, quando as moças deviam usar branco. Apesar de seu antigo noivo se casar com outra mulher, ela continua amando-o. Ela tem a grande chance de lhe provar que realmente deixou de ser uma jovem mimada quando uma peste se abate sobre a cidade.

Julie Marsden é uma das personagens mais atrevidas que eu já vi! Veste trajes inadequados, adentra estabelecimentos exclusivos de homens, não respeita ninguém e ainda espera que a valorizem por isso. Uma perfeita mistura de garota mimada e mulher de personalidade. Uma erva daninha no meio de rosas, totalmente insubmissa.

Além da magnífica Bette, o filme conta com um elenco excepcional: O charmosíssimo Henry Fonda no papel de Preston, o par romântico de Julie; Fay Bainter no papel da tia Belle; George Brent no papel de Buck, entre outros. Uma verdadeira joia na carreira de todos que fizeram parte dessa obra. Jezebel foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Fotografia e Trilha Sonora, não vencendo em nenhuma. Mas, se serve de consolo, Bette e Fay venceram nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Não é para qualquer uma!

É necessário destacar também o cenário social da história: Wyler deixa de uma forma bem crua para o telespectador a forma como os negros eram vistos pela sociedade sulista, totalmente contra a abolição da escravatura. Uma verdadeira aula sobre o regionalismo entre sul e norte daquele tempo e como o racismo e o machismo eram enraizados naquela sociedade. Em certos momentos, o filme chegou a me lembrar do clássico “E o vento levou”, mas diferente deste, não romantiza tanto essa terrível relação entre brancos e escravos.

Por fim, eu fiquei encantado (principalmente com Julie). Não acho que seja um roteiro perfeito, muito menos algo de outro planeta, mas é realmente muito bom. Elenco e atuações fantásticas eternizam este clássico. Simbolicamente falando, mostra perfeitamente o arrependimento de Julie, que rende-se, purificando-se de sua própria Jezebel…

Por Tom Machado

Começa a produção do novo longa-metragem de Clint Eastwood

Começa a produção do novo longa-metragem de Clint Eastwood

Começou a produção do novo longa-metragem dirigido por Clint Eastwood, The 15:17 to Paris, ainda sem título em português, que conta a história real de três homens cujos atos de extrema coragem os transformaram em verdadeiros heróis durante uma viagem de trem de alta velocidade.

No início da noite do dia 21 de agosto de 2015, o mundo assistiu em silêncio às notícias de um ataque terrorista frustrado no trem Thalys #9364 com destino a Paris – que foi impedido por três corajosos jovens norte-americanos em viagem pela Europa. O filme The 15:17 to Paris acompanha a vida dos três amigos desde as dificuldades que enfrentaram na infância até a série de fatos incomuns que os levaram ao dia do ataque. Ao longo do inesperado desafio e da angustiante ameaça, a amizade entre eles os fortalece e se torna a sua maior arma, permitindo-lhes salvar a vida dos mais de 500 passageiros a bordo do trem.

O heroico trio é formado por Anthony Sadler, Alek Skarlatos, da Guarda Nacional do Oregon, e Spencer Stone, piloto de primeira classe da Força Aérea Americana – e são os três amigos que interpretam a si mesmos no filme. No elenco do filme estão ainda Jenna Fischer (“Passe Livre”, série de TV “The Office”); Judy Greer (“Planeta dos Macacos: A Guerra”); e Ray Corasani (série de TV ainda inédita “The Long Road Home”). Paul-Mikél Williams interpreta o jovem Anthony; Max Ivutin e Bryce Gheisar fazem as versões mais jovens de Alek; e Cole Eichenberger e William Jennings interpretam Spencer quando mais jovem.

Clint Eastwood (“Sully: O Herói do Rio Hudson”, “Sniper Americano”) dirige o longa a partir do roteiro de Dorothy Blyskal, baseado no livro “The 15:17 to Paris: The True Story of a Terrorist, a Train, and Three American Heroes”, escrito por Anthony Sadler, Alek Skarlatos, Spencer Stone e Jeffrey E. Stern. Eastwood também é produtor do filme, com Tim Moore, Kristina Rivera e Jessica Meier. A produção executiva é de Bruce Berman.

Na equipe de produção de The 15:17 to Paris estão frequentes colaboradores de Clint Eastwood como Tom Stern, que assinou a direção de fotografia de 13 filmes anteriores do diretor; Deborah Hopper, figurinista em 17 trabalhos em parceria com Eastwood; e Blu Murray, que mais recentemente fez a edição de “Sully: O Herói do Rio Hudson”. O veterano diretor de arte Kevin Ishioka, que também participou de “Sully: O Herói do Rio Hudson” e de “Dunkirk”, é o designer de produção.

The 15:17 to Paris terá distribuição internacional da Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment Company, e em territórios selecionados pela Village Roadshow Pictures.

Gary Oldman faz papel de Winston Churchill

Gary Oldman faz papel de Winston Churchill

4106_D013_00374_CROP(ctr) Gary Oldman stars as Winston Churchill in director Joe Wright’s DARKEST HOUR, a Focus Features release.Credit: Jack English / Focus Features

Universal Pictures acaba de divulgar uma imagem inédita do ator Gary Oldman, na pele do Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha Winston Churchill, em “O Destino de Uma Nação” (Darkest Hour). A imagem promove o lançamento do primeiro trailer e cartaz teaser do drama, marcados para amanhã, 13 de julho.

Com direção de Joe Wright, de “Orgulho e Preconceito” e “Anna Karenina”, o longa conta com roteiro escrito por Anthony McCarten, de “A Teoria de Tudo” e traz, além de Gary Oldman, Stephen Dillane, John Hurt, Lily James, Ben Mendelsohn e Kristin Scott Thomas no elenco. A produção estreia em janeiro de 2018 nos cinemas brasileiros.