Poltrona Cabine: John Wick-Um Novo Dia para Matar/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: John Wick-Um Novo Dia para Matar/ Cesar Augusto Mota

9rlrt2uContinuação de “De Volta ao Jogo”, o filme “John Wick: Um Novo Dia para Matar”, protagonizado por Keanu Reeves, retoma de onde havia parado no último longa, e também mostra que será difícil o personagem-título se manter aposentado.

Após um longo e sangrento conflito com a mafia russa, John Wick consegue recuperar seu carro, mas ao estacioná-lo é surpreendido por Santino D’Antonio (Riccardo Scamarcio), um assassino com quem mantém uma antiga promessa. Wick terá de assassinar a irmã de Santino, Gianna D’Antonio (Claudia Gerini) para que este venha a assumir um cargo importante dentro de uma organização secreta.

John Wick não terá uma tarefa fácil, o segurança pessoal de Gianna promete vingança caso o assassinato ocorra, e também há um contrato aberto feito por Santino, de 7 milhões de dólares, pela morte de Wick, deixando a trama ainda mais tensa e emocionante.

Se na primeira parte nos deparamos com um ritmo mais lento, na segunda temos cenas bem mais dinâmicas, com perseguições, lutas frenéticas e cenários de encher os olhos, dentre eles um corredor de espelhos, causando apreensão e confusão no espectador quando Wick corre atrás de Santino, além das belas paisagens de Roma que enriquecem o enredo. É um excelente trabalho de Dan Laustsen na direção de fotografia.

Do primeiro para o segundo filme notamos diferenças de comportamento do protagonista. Se em “De Volta ao Jogo” temos um John Wick mais incisivo e disposto a liquidar todos os que estavam em seu caminho, em “Um Novo Dia para Matar” o personagem-título é mais contido e defensivo, mas sem perder o perfil complexo e os dramas internos que vivencia, como a morte da esposa. Poderia o personagem ter sido mais explorado nesta sequência, mas esse mostra-se eficaz na proposta ao qual se engaja, e somos brindados com cenas mais sangrentas e cruéis.

Se temos um filme equilibrado, também há a aparição de Laurence Fishburne, mesmo que por pouco tempo, marcando um reencontro com Keanu Reeves desde os tempos de “Matrix”. Por falar nesse filme, o diretor Chad Stahelski foi dublê de Neo, personagem de grande sucesso na carreira de Reeves. Stahelski é um especialista em gênero de ação e apostar em cenas de ação com a câmera estática é um de seus trunfos no filme. Um trabalho de destaque.

“John Wick: Um Novo Dia para Matar” tem a distribuição de Paris Filmes e estreia no dia 16 de fevereiro nos cinemas brasileiros.

BAFTA 2017: ‘La La Land’ se destaca e leva 5 estatuetas; Confira ganhadores

BAFTA 2017: ‘La La Land’ se destaca e leva 5 estatuetas; Confira ganhadores

Emma Stone e Damien Chazelle levam prêmios no BAFTA 2017 (Crédito: Ben Stansall/AFP)
Emma Stone e Damien Chazelle levam prêmios no BAFTA 2017 (Crédito: Ben Stansall/AFP)
Foi realizada em Londres, neste domingo (12), a 70ª edição do EE British Academy Film Awards 2017, evento que premiou os melhores atores, diretores e filmes de 2016. As estatuetas foram entregues pela British Academy of Film and Television Arts e a cerimônia contou com a apresentação de Stephen Fry.

Considerado um termômetro para o Oscar, assim como o SAG Awards e o Globo de Ouro, o BAFTA se destacou pela presença da diversidade entre os premiados, e reforçou a favoritismo de alguns ganhadores para a maior premiação de Hollywood, que ocorrerá no próximo dia 26, em Los Angeles.

“La La Land-Cantando Estações”, faturou 5 entre 11 prêmios possíveis, dentre eles melhor filme, diretor (Damien Chazelle) e atriz (Emma Stone), e Viola Davis levou para casa o prêmio de melhor atriz coadjuvante, assim como no SAG e no Globo de Ouro. As surpresas ficaram por conta de Dev Patel, melhor ator coadjuvante por sua atuação em “Lion: Uma jornada para casa”, e “Kubo e as cordas mágicas” na categoria animação, desbancando “Moana: Um mar de aventuras” e “Zootopia.”

Outros destaques foram as escolhas de “Eu, Daniel Blake”, como melhor filme britânico, e o prêmio de Estrela em Ascensão para Tom Holland, escolhido por voto popular.

Confira abaixo a lista completa com todos os premiados no BAFTA 2017.

Melhor Filme:

La La Land – Cantando Estações

Melhor Filme Britânico:

Eu, Daniel Blake

Melhor Estreia de Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico:

Sob As Sombras
Babak Anvari (Roteirista/Diretor), Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh (Produtores)

Melhor Filme de Língua Não Inglesa:

O Filho de Saúl

Melhor Documentário:

A 13ª Emenda

Melhor Animação:

Kubo e As Cordas Mágicas

Melhor Diretor:

Damien Chazelle, La La Land – Cantando Estações

Melhor Roteiro Original:

Manchester à Beira-Mar, Kenneth Lonergan

Melhor Roteiro Adaptado:

Lion – Uma Jornada Para Casa, Luke Davies

Melhor Ator:

Casey Affleck, Manchester à Beira-Mar

Melhor Atriz:

Emma Stone, La La Land – Cantando Estações

Melhor Ator Coadjuvante:

Dev Patel, Lion – Uma Jornada Para Casa

Melhor Atriz Coadjuvante:

Viola Davis, Fences: Um Limite Entre Nós

Melhor Trilha Sonora Original:

La La Land – Cantando Estações, Justin Hurwitz

Melhor Fotografia:

La La Land – Cantando Estações, Linus Sandgren

Melhor Edição:

Até o Último Homem, John Gilbert

Melhor Design de Produção:

Animais Fantásticos e Onde Habitam, Stuart Craig, Anna Pinnock

Melhor Design de Figurino:

Jackie, Madeline Fontaine

Melhor Maquiagem e Cabelo:

Florence: Quem é Essa Mulher?, J. Roy Helland, Daniel Phillips

Melhor Som:

A Chegada

Melhores Efeitos Visuais Especiais:

Mogli – O Menino Lobo

Melhor Curta-Metragem Animado Britânico:

A Love Story

Melhor Curta-Metragem Britânico:

Home

Prêmio EE Estrela em Ascensão (Voto Popular):

Tom Holland

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Lego Batman/Thiago Simao

Poltrona Cabine: Lego Batman/Thiago Simao

Geeks e Cinéfilos,

Depois do grande sucesso do Lego – O Filme, temos o spin off do melhor e maior personagem da franquia.
Será o Batman definitivo?

Agora é hora da sinopse.

Sinopse:

Extremamente egocêntrico, Batman leva uma vida solitária como o herói de Gotham City. Apesar disto, ele curte bastante o posto de celebridade e o fato de sempre ser chamado pela polícia quando surge algum problema – que ele, inevitavelmente, resolve. Quando o comissário Gordon se aposenta, quem assume em seu lugar é sua filha Barbara Gordon, que deseja implementar alguns métodos de eficiência de forma que a polícia não seja tão dependente do Batman. O herói, é claro, não gosta da ideia, por mais que sinta uma forte atração por Barbara. Paralelamente, o Coringa elabora um plano contra o Homem-Morcego motivado pelo fato de que ele não o reconhece como seu maior arquinimigo.

Análise

Enfim um filme que nos faz rir do início ao final, um filme para a família toda. De piadas de referência (Amém) até piadas de bumbum (Para crianças). Teremos fan service para todos os gostos. Isso tudo misturada numa receita simples, que faz esse roteiro mesmo sendo simples, ser coeso e interessante.

Temos um batman zoeiro, mas com problemas de relacionamento. Seu egocentrismo é o centro da conversa e trará o principal problema que isso traz para ele: solidão.

O restante do cenário e participantes é o estilo da lego com vários cenários e muitos personagens, mas nada embolado.

Vá de coração aberto.

6 / 7 BatSpheras

Assista o bate papo meu, Mario Felix e Gabriel Gaspar do Canal Acabou de Acabar

BAFTA 2017: Cerimônia de premiação ocorre neste domingo; Confira indicados

BAFTA 2017: Cerimônia de premiação ocorre neste domingo; Confira indicados

ea4eaa_9c2574fbeecb43c3975b243ea895a677mv2Após o Globo de Ouro e o Screen Actors Guild (SAG), chegou a vez do British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) premiar os melhores atores, diretores e filmes de 2016. O evento está em sua 70ª edição e será realizado no Royal Albert Hall, em Londres, neste domingo (12). A apresentação será do comediante britânico Stephen Fry.

O BAFTA também é considerado um termômetro para a maior premiação do cinema mundial e é apontado como o Oscar da terra da rainha. Uma das curiosidades do evento é a categoria Estrelas em Ascensão, que será decidida pelo voto popular. O filme “La La Land”, de Damien Chazelle, lidera o número de indicações ao prêmio, com 11, seguido de perto por “Animais Noturnos”, de Tom Ford, e “A Chegada”, de Dennis Villeneuve, com 9.

Confira abaixo a lista completa com todos os indicados ao BAFTA 2017.

Melhor Filme

A Chegada
Eu, Daniel Blake
La La Land – Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
Moonlight: Sob a Luz do Luar

Melhor Filme Britânico

American Honey
Denial
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Eu, Daniel Blake
Notes On Blindness
Sob as Sombras

Melhor Diretor

Denis Villeneuve – A Chegada
Ken Loach – Eu, Daniel Blake
Damien Chazelle – La La Land – Cantando Estações
Kenneth Lonergan – Manchester à Beira-Mar
Tom Ford – Animais Noturnos

Melhor Ator

Andrew Garfield – Até o Último Homem
Ryan Gosling – La La Land – Cantando Estações
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar
Jake Gyllenhaal – Animais Noturnos
Viggo Mortensen – Capitão Fantástico

Melhor Atriz

Amy Adams – A Chegada
Emily Blunt – A Garota no Trem
Emma Stone – La La Land – Cantando Estações
Meryl Streep – Florence: Quem É Essa Mulher?
Natalie Portman – Jackie

Melhor Ator Coadjuvante

Aaron Taylor-Johnson – Animais Noturnos
Dev Patel – Lion
Jeff Bridges – A Qualquer Custo
Hugh Grant – Florence: Quem É Essa Mulher?
Mahershala Ali – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Melhor Atriz Coadjuvante

Hayley Squires – Eu, Daniel Blake
Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar
Naomie Harris – Moonlight: Sob a Luz do Luar
Nicole Kidman – Lion
Viola Davis – Fences

Melhor Roteiro Adaptado

A Chegada
Até o Último Homem
Estrelas Além do Tempo
Lion
Animais Noturnos

Melhor Roteiro Original

A Qualquer Custo
Eu, Daniel Blake
La La Land – Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
Moonlight: Sob a Luz do Luar

Estreia Notável de Um Cineasta Britânico

Mike Carey, Camille Gatin – The Girl With All The Gifts
George Amponsah, Dionne Walker – The Hard Stop
Pete Middleton, James Spinney, Jo-Jo Ellison – Notes On Blindness
John Donnelly, Ben Williams – The Pass
Babak Anvari, Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh – Sob as Sombras

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

Dheepan
Julieta
Mustang
Filho de Saul
Toni Erdmann

Melhor Documentário

13th
The Beatles: Eight Days A Week – The Touring Years
The Eagle Huntress
Notes On Blindness
Weiner

Melhor Animação

Procurando Dory
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana – Um Mar de Aventuras
Zootopia

Melhor Fotografia

A Chegada
A Qualquer Custo
La La Land – Cantando Estações
Lion
Animais Noturnos

Melhor Edição

A Chegada
Até o Último Homem
La La Land – Cantando Estações
Animais Noturnos
Manchester à Beira-Mar

Melhor Maquiagem

Florence: Quem É Essa Mulher?
Doutor Estranho
Até o Último Homem
Animais Noturnos
Rogue One: Uma História Star Wars

Melhor Design de Roupas

Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem É Essa Mulher?
Jackie
La La Land – Cantando Estações

Melhor Design de Produção

Doutor Estranho
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Ave, César!
La La Land – Cantando Estações
Animais Noturnos

Melhores Efeitos Visuais

A Chegada
Doutor Estranho
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Mogli: O Menino Lobo
Rogue One: Uma História Star Wars

Melhor Trilha Sonora Original

A Chegada
Jackie
La La Land – Cantando Estações
Lion
Animais Noturnos

Melhor Som

A Chegada
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Até o Último Homem
La La Land – Cantando Estações

Melhor Curta Britânico

Consumed
Home
Mouth Of Hell
The Party
Standby

Melhor Curta de Animação Britânico

The Alan Dimension
A Love Story
Tough

Estrela em Ascensão (voto popular)

Anya Taylor-Joy
Laia Costa
Lucas Hedges
Tom Holland
Ruth Negga

Por: Cesar Augusto Mota

 

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

Poltrona Estreia: Estreias da Semana

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A Cidade Onde Envelheço

Filme do gênero drama, direção de Marília Rocha.

Sinopse: Teresa (Elizabete Francisca Santos) é uma jovem portuguesa que decide deixar o país para morar no Brasil. Ela vai direto para a casa de Francisca (Francisca Manuel), uma amiga também portuguesa que, há quase um ano, mora em Belo Horizonte. Por mais que tenha aceitado abrigá-la, Francisca está temerosa sobre como será o convívio entre elas, já que aprecia a solidão e a independência que dispõe. Entretanto, logo o jeito descontraído e espevitado de Teresa a contagia, nascendo uma forte ligação entre elas.

50tonsescurosposterCinquenta Tons Mais Escuros

Filme do gênero romance/drama, direção de James Foley.

Sinopse: Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

lego_batman_o_filme_-_poster_finalLego Batman: O Filme

Filme do gênero animação, direção de Chris McKay.

Sinopse: Extremamente egocêntrico, Batman leva uma vida solitária como o herói de Gotham City. Apesar disto, ele curte bastante o posto de celebridade e o fato de sempre ser chamado pela polícia quando surge algum problema – que ele, inevitavelmente, resolve. Quando o comissário Gordon se aposenta, quem assume em seu lugar é sua filha Barbara Gordon, que deseja implementar alguns métodos de eficiência de forma que a polícia não seja tão dependente do Batman. O herói, é claro, não gosta da ideia, por mais que sinta uma forte atração por Barbara. Paralelamente, o Coringa elabora um plano contra o Homem-Morcego motivado pelo fato de que ele não o reconhece como seu maior arquinimigo.

6ed7afe8a68e7e34cb5f2708c77d75f7_xlMarguerite & Julien: Um Amor Proibido

Filme do gênero drama, direção de Valérie Donzelli

Sinopse: Marguerite (Anaïs Demoustier) e Julien de Ravalet (Jérémie Elkaïm) são irmãos, filhos do Senhor de Tourlainville (Frédéric Pierrot). Muito próximos desde a infância, eles começam a desenvolver uma paixão recíproca quando crescem. A sociedade ao redor, no entanto, não aceita de forma alguma o amor incestuoso, buscando meios de afastá-los um do outro.

192187ceac042fd8b48c50c03624e2c2_xlRedemoinho

Filme de drama, direção de José Luiz Villamarim

Sinopse: Baseado no livro “O Mundo Inimigo – Inferno Provisório Vol. II”, de Luiz Ruffato. Em Cataguases, cidade de Minas Gerais, dois amigos acabam se reencontrando após muito tempo separados. Na véspera de Natal, os dois se reúnem para uma conversa regada a muita bebida, que desperta em Luzimar e Gildo, a oportunidade de reavaliar seus caminhos e de falar sobre suas lembranças, seus remorsos e suas alegrias.

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Filme de drama/comédia, direção de Maren Ade

Sinopse: Winfried (Peter Simonischek) é um senhor que gosta de levar a vida com bom humor, fazendo brincadeiras que proporcionem o riso nas pessoas. Seu jeito extrovertido fez com que se afastasse de sua filha, Ines (Sandra Hüller), sempre sisuda e extremamente dedicada ao trabalho. Percebendo o afastameto, Winfried decide visitar a filha na cidade em que ela mora, Budapeste. A iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos entre pai e filha, o que faz com que ele volte para casa. Tempos depois, Winfried ressurge na vida de Ines sob o alter-ego de Toni Erdmann, especialista em contar mentiras bem-intencionadas a todos que ela conhece.

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Vale da Luta

Filme de ação/drama, direção de Rob Hawk

Sinopse: Aos 22 anos, Tori Coro (Chelsea Durkalec) se envolve em uma luta clandestina. Quando seu corpo é encontrado machucado e abandonado em uma floresta, rumores começam a circular que ela morreu no Vale da Luta, vizinhança onde os lutadores vão para conseguir dinheiro. Windsor (Susie Celek), irmã de Tori, se muda para a cidade para investigar. Ela começa a treinar a lutar para poder enfrentar a pessoa que matou sua irmã.

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Cinquenta Tons Mais Escuros

Poltrona Cabine: Cinquenta Tons Mais Escuros

cinquenta-tons-mais-escurosInspirado no segundo livro da trilogia de E.L. James (Erika Mitchell), chega nesta quinta-feira (09) ao circuito nacional o filme “Cinquenta Tons Mais Escuros”, agora com James Foley na direção e uma trama composta de sadomasoquismo e suspense. A aparição de duas novas personagens fará você entender mais sobre o passado de Christian Grey (Jamie Dornan) e a história envolvente entre o rico empresário e Anastasia Steele (Dakota Johnson) ganha novos contornos.

Quem se lembra do primeiro filme sabe que a relação entre Grey e Steele era fundamentada em um contrato com as figuras do dominador e da submissa, e esta sequer podia tocar em seu soberano. Agora, para voltar ao relacionamento. Anastasia Steele impõe condições: quer uma convivência sem regras, sem segredos e sem punições.

Disposto a conquistar a amada, Christian Grey começa a ceder, mas sem deixar a personalidade sedutora que lhe é peculiar e suas incríveis táticas de sedução, com presentes caros e jogos sexuais recheados de muita dominação. Você pensa que será um replay do primeiro longa, porém a história vai muito além. A relação de confiança e estável entre Grey e Steele passa a ser abalada com a presença de duas pessoas que fizeram parte do passado recente de Grey. Ele tentará lidar e fará de tudo para expurgar esses demônios internos, já Steele terá a difícil missão de controlar a inveja e os ciúmes de mulheres que estavam antes dela com seu grande amor, uma tarefa ingrata.

Notam-se impressionantes transformações dos personagens principais, com Anastasia Steele em comportamento dúbio e Christian Grey menos controlador e mais sensível. O fato de ceder às exigências de Steele e se mostrar frágil com as feridas físicas e psicológicas recentes não comprometem a atuação de Jamie Dornan, seu desempenho é ainda melhor que no primeiro filme e o perfil sedutor e dominador cativam a plateia. Dakota Johnson deixa a desejar e se mostra um tanto perdida com sua personagem. Em algumas cenas se mostra incomodada com o comportamento sádico de Grey, mas em outras está implorando para ir ao famoso quarto vermelho ou ser torturada. Uma bagunça enorme é feita na cabeça do espectador.

A direção de arte é primordial, com excelente figurino e uma fotografia arrebatadora, seja nas cenas de tensão que envolvem Anastasia e ex-submissas de Christian Grey, com tonalidade mais escura, e outras com cores mais impactantes e envolventes, como no quarto vermelho.

O clima de suspense que toma conta da história fez bem a “Cinquenta Tons Mais Escuros”, ficamos conhecendo um lado pouco explorado de Christian Grey, um homem abalado e traumatizado com seu passado triste e sombrio desde a infância, e descobrimos as causas que o levaram a ter esse perfil de dominador e adepto de práticas sadomasoquistas. Jamie Dornan é o ponto alto da trama, capaz de provocar amor e ódio nos espectadores e expor um lado controverso em um momento e mais humano em outro. Já Dakota Johnson não repete o mesmo sucesso de “Cinquenta Tons de Cinza”, poderia ter ido mais além. E as participações de Marcia Gay Harden, Kim Bassinger e Bella Heathcote são decisivas e tornam a história ainda mais perturbadora e atrativa.

Apesar dos altos e baixos, “Cinquenta Tons Mais Escuros” vale a pena ser visto, é possível ter suspense e sadismo numa mesma produção, além de grandes revelações sobre Christian Grey, não tão bem recebido no começo e agora destaque da franquia. E que venha “Cinquenta Tons de Liberdade” em 2018!

Por: Cesar Augusto Mota

Mostra da Caixa Cultural destaca importância da direção de arte no cinema nacional

Mostra da Caixa Cultural destaca importância da direção de arte no cinema nacional

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A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 7 a 18 de fevereiro, a mostra A direção de arte no cinema brasileiro, que exibirá 22 títulos representativos do percurso histórico da direção de arte no cinema nacional. O propósito da mostra é oferecer um olhar inaugural sobre a função na atividade cinematográfica brasileira, contribuindo para um maior entendimento sobre seu papel. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Ao longo das duas semanas de exibições, o público terá a oportunidade de reconhecer a importância do trabalho de profissionais como Anísio Medeiros, A. Monteiro Filho, Pierino Massenzi, Luiz Carlos Ripper, Hélio Eichbauer, entre tantos outros.

Com curadoria de Débora Butruce, a programação inicia seu percurso na década de 1920 com Braza dormida (1928), direção de Humberto Mauro e cenografia de Alcebíades Monteiro Filho (até os anos 1980, a função era creditada como “cenografia” em vez de “direção de arte”); e chega até os dias atuais, com Amor, plástico e barulho (2015), de Renata Pinheiro, com direção de arte de Dani Vilela;  passando por filmes como Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, com cenografia e figurinos de Anísio Medeiros;  Tudo bem (1978), de Arnaldo Jabor, com cenografia e figurinos de Hélio Eichbauer; A festa da menina morta (2008), direção de Mateus Nachtergaele e direção de arte de Renata Pinheiro; e Trabalhar cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra, com direção de arte de Fernando Zuccolotto. Dentre os selecionados, destaca-se o raro Uma certa Lucrécia (1957), de Fernando de Barros, protagonizado por Dercy Gonçalves e com cenografia de Pierino Massenzi, que, com sua engenhosidade, conseguiu recriar parte da cidade de Veneza em estúdio.

Na terça-feira de abertura (7), a mostra faz uma homenagem ao diretor de arte Clóvis Bueno, falecido em 2015, com uma exibição especial de O beijo da mulher aranha (1985), de Hector Babenco. Dentre os mais de 30 trabalhos de Bueno, o filme se destaca como a primeira produção brasileira a incluir a função de direção de arte em seus créditos. A sessão contará com a presença da diretora de arte Vera Hamburger e da figurinista Rita Murtinho, que participarão de uma conversa sobre o trabalho de Bueno após a exibição.

“Geralmente, é difícil o reconhecimento do papel da direção de arte, seja como elemento dramático ou como principal elemento na construção da ambiência e atmosfera do filme. Tradicionalmente a função é mais notada em gêneros cinematográficos específicos, como musicais, filmes de época e ficções científicas. O alcance do trabalho da direção de arte, entretanto, é bem mais amplo, por isso foram selecionados filmes com propostas estéticas tão diversas”, comenta a curadora.

A programação da mostra ainda conta com dois debates a serem realizados nos dias 11 e 18 de fevereiro (sábados), com profissionais e pesquisadores da área. No dia 11, às 18h30, os debatedores convidados discutem A pesquisa em direção de arte em cinema: avanços e perspectivas. Já no dia 18, às 18h30, o tema debatido será O trabalho com direção de arte no cinema brasileiro. A entrada é franca.

A mostra A direção de arte no cinema brasileiro também terá um catálogo com artigos inéditos sobre a direção de arte no cinema brasileiro que servirá como referência sobre o tema para pesquisadores, estudiosos e entusiastas em geral.

Outras informações sobre a mostra, fotos e sinopses dos filmes exibidos, além de dados detalhados sobre a equipe de direção de arte de cada título, podem ser acessadas no endereço http://www.mostradirecaodearte.com.br.
 
Programação:
 
7 de fevereiro (terça-feira)
Cinema 2
15h – Braza dormida (1928), de Humberto Mauro, Cenografia: Alcebíades Monteiro Filho, 98 min, Digital, 14 anos.
17h30 – O beijo da mulher aranha (1985), de Hector Babenco, Direção de arte: Clóvis Bueno, 120 min, Digital, 14 anos.
Homenagem ao diretor de arte Clóvis Bueno.
 
8 de fevereiro (quarta-feira)

Cinema 1
14h – 24 horas de sonho (1941), de Chianca de Garcia, Cenografia: Hipólito Collomb, 100 min, 35mm, 12 anos.
16h – Carnaval atlântida (1952), de Watson Macedo, Cenografia: Martim Gonçalves, 92 min, Digital, 10 anos.
18h – Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, Cenografia e figurinos: Anísio Medeiros, 108 min, 35mm, 12 anos.
 
Cinema 2
13h – Maridinho de luxo (1938), de Luiz de Barros, Cenografia: Alcebíades Monteiro Filho, 87 min, Digital, 10 anos.
15h – Agulha no palheiro (1952), de Alex Viany, Cenografia: Alcebíades Monteiro Filho, 97 min, Digital, 12 anos.
 
9 de fevereiro (quinta-feira)

Cinema 1
13h – Terra em transe (1967), de Glauber Rocha, Supervisão artística: Paulo Gil Soares, 105 min, 35mm, 14 anos.
15h – A ostra e o vento (1997), de Walter Lima Jr., Direção de arte: Clóvis Bueno, 109 min, 35mm, 14 anos
17h15 – El justicero (1967), de Nelson Pereira dos Santos, Cenografia e figurinos: Luiz Carlos Ripper, 80 min, 35mm, 14 anos.
 
Cinema 2
14h – Uma certa Lucrécia (1957), de Fernando de Barros, Cenografia: Pierino Massenzi, 80 min, Digital, Livre.
18h45 – Tudo bem (1978), de Arnaldo Jabor, Cenografia e figurinos: Hélio Eichbauer, 110 min, Digital, 14 anos.
 
10 de fevereiro (sexta-feira)

Cinema 1
15h – Orfeu (1999), de Cacá Diegues, Direção de arte: Clóvis Bueno, 110 min, 35mm, 14 anos.
18h – Kenoma (1998), de Eliane Caffé, Direção de arte: Clóvis Bueno, 110 min, 35mm, 12 anos.
 
Cinema 2
13h – Anjos da noite (1986), de Wilson Barros, Direção de arte: Cristiano Amaral, 98 min, Digital, 14 anos.
 
11 de fevereiro (sábado)

Cinema 1
13h – Trabalhar cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra, Direção de arte: Fernando Zuccolotto, 100 min, 25mm, 12 anos
16h – Bruna Surfistinha (2011), de Marcus Baldini, Direção de arte: Luiz Roque, 108 min, 35mm, 16 anos.
18h30 – Debate – A pesquisa sobre a direção de arte em cinema: avanços e perspectivas. Com Beth Jacob Tainá Xavier e Carolina Bassi. Mediação: Débora Butruce e Rodrigo Bouillet.
 
Cinema 2
11h – Super Xuxa contra o Baixo Astral (1988), de Ana Penido e David So, Direção de arte: Yurika Yamazaki, 100 min, Digital, Livre.
15h – A festa da menina morta (2008), de Matheus Nachtergaele, Direção de arte: Renata Pinheiro, 110 min, Digital, 16 anos.
 
12 de fevereiro (domingo)

Cinema 1
11h – Castelo Rá-tim-bum, o filme (1999), de Cao Hamburger, Direção de arte: Clóvis Bueno e Vera Hamburger, 108 min, 35mm, Livre.
18h30 – Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda, Direção de arte: Renata Pinheiro, 110 min, 35mm, 16 anos.
 
Cinema 2
14h – O beijo da mulher aranha (1985), de Hector Babenco, Direção de arte: Clóvis Bueno, 120 min, Digital, 14 anos.
16h30 – Amor, plástico e barulho (2015), de Renata Pinheiro, Direção de Arte: Dani Vilela, 84 min, Digital, 14 anos.
 
14 de fevereiro (terça-feira)

Cinema 1
17h – 24 horas de sonho (1941), de Chianca de Garcia, Cenografia: Hipólito Collomb, 100 min, 35mm, 12 anos.
19h – Carnaval atlântida (1952), de Watson Macedo, Cenografia: Martim Gonçalves, 92 min, Digital, 10 anos.
 
Cinema 2
13h – Braza dormida (1928), de Humberto Mauro, Cenografia: Alcebíades Monteiro Filho, 98 min, Digital, 14 anos.
15h – Maridinho de luxo (1938), de Luiz de Barros, Cenografia: Alcebíades Monteiro Filho, 87 min, Digital, 10 anos.
 
15 de fevereiro (quarta-feira)

Cinema 1
14h – El justicero (1967), de Nelson Pereira dos Santos, Cenografia e figurinos: Luiz Carlos Ripper, 80 min, 35mm, 14 anos.
16h – Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, Cenografia e figurinos: Anísio Medeiros, 108 min, 35mm, 12 anos.
18h – Terra em transe (1967), de Glauber Rocha, Supervisão artística: Paulo Gil Soares, 105 min, 35mm, 14 anos.
 
Cinema 2
13h – Agulha no palheiro (1952), de Alex Viany, Cenografia: Alcebíades Monteiro Filho, 97 min, Digital, 12 anos.
15h – Uma certa Lucrécia (1957), de Fernando de Barros, Cenografia: Pierino Massenzi, 80 min, Digital, Livre.
 
16 de fevereiro (quinta-feira)

Cinema 1
13h – Kenoma (1998), de Eliane Caffé, Direção de arte: Clóvis Bueno, 110 min, 35mm, 12 anos.
15h30 – A ostra e o vento (1997), de Walter Lima Jr., Direção de arte: Clóvis Bueno, 109 min, 35mm, 14 anos
 
Cinema 2
14h – Anjos da noite (1986), de Wilson Barros, Direção de arte: Cristiano Amaral, 98 min, Digital, 14 anos.
18h – Tudo bem (1978), de Arnaldo Jabor, Cenografia e figurinos: Hélio Eichbauer, 110 min, Digital, 14 anos.
 
17 de fevereiro (sexta-feira)

Cinema 1
13h – Trabalhar cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra, Direção de arte: Fernando Zuccolotto, 100 min, 25mm, 12 anos
15h – Orfeu (1999), de Cacá Diegues, Direção de arte: Clóvis Bueno, 110 min, 35mm, 14 anos.
18h – Bruna Surfistinha (2011), de Marcus Baldini, Direção de arte: Luiz Roque, 108 min, 35mm, 16 anos.
 
Cinema 2
16h – A festa da menina morta (2008), de Matheus Nachtergaele, Direção de arte: Renata Pinheiro, 110 min, Digital, 16 anos.
 
18 de fevereiro (sábado)

Cinema 1
13h – Castelo Rá-tim-bum, o filme (1999), de Cao Hamburger, Direção de arte: Clóvis Bueno e Vera Hamburger, 108 min, 35mm, Livre.
16h – Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda, Direção de arte: Renata Pinheiro, 110 min, 35mm, 16 anos.
18h30 – Debate – O trabalho com direção de arte no cinema brasileiro. Com Claudio Amaral Peixoto e Bia Salgado. Mediação: Débora Butruce e Rodrigo Bouillet.
 
Cinema 2
11h – Super Xuxa contra o Baixo Astral (1988), de Ana Penido e David So, Direção de arte: Yurika Yamazaki, 100 min, Digital, Livre.
15h15 – Amor, plástico e barulho (2015), de Renata Pinheiro, Direção de Arte: Dani Vilela, 84 min, Digital, 14 anos.
 
Serviço:

Mostra A direção de arte no cinema brasileiro
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Data: 7 a 18 de fevereiro de 2017
Horários: Consultar programação
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: Cinema 1 – 78 lugares (mais 3 para cadeirantes) / Cinema 2 – 80 lugares (mais dois para cadeirantes)
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação Indicativa: Consultar programação
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal