Conheça os filmes selecionados para o Festival de Cannes 2018

Conheça os filmes selecionados para o Festival de Cannes 2018

Em coletiva realizada na manhã dessa última quinta-feira (12), os realizadores do Festival de Cannes divulgaram a lista completa de filmes que farão parte da 71ª edição do evento, que ocorrerá entre os dias 08 e 19 de maio de 2018, em Croissete, na França.

Dentre os destaques do espetáculo, estão os diretores Jean-Luc Godard (França), Spike Lee (Estados Unidos) e Jafar Panahi (Irã), que estarão na mostra competitiva. O representante brasileiro será Cacá Diegues, com seu filme “O Grande Circo Místico”, mas seu longa será exibido em sessão especial, fora de competição.

A atriz Cate Blanchett será a presidente do Júri e o filme “Everybody Knows”, do iraniano Asghar Farhadi, com atuações de Javier Bardem e Penelope Cruz, irá abrir o evento.

Veja abaixo a lista completa de filmes para as duas principais mostras.

MOSTRA COMPETIÇÃO – PALMA DE OURO

Everybody Knows, de Asghar Farhadi –ABERTURA
En Guerre, de Stéphane Brizé
Dogman, de Matteo Garrone
Le Livre D’Image, de Jean-Luc Godard
Netemo Sametemo” AKA “Asako I & II, de Ryusuke Hamaguchi
Plaire Aimer Et Courir Vite, de Christophe Honoré
Le Filles Du Soleil, de Eva Husson
Ash Is Purest White, Jia Zhang-Ke
Shoplifters, de Hirokazu Koreeda
Capharnaüm, de Nadine Labaki
Buh-Ning, de Lee Chang-dong
BlacKkKlansman, de Spike Lee
Under the Silver Lake, de David Robert Mitchell
Three Faces, de Jafar Panahi
Zimna Wojna, de Pawel Pawlikowski
Lazzaro Felice, de Alice Rohrwacher
Yomeddine, de A.B. Shawky
Leto” AKA “Summer, de Kirill Serebrennikov

MOSTRA UM CERTO OLHAR

Gräns, de Ali Abbasi
Sofia, de Meyem Benm’Barek
Les Chatouilles, de Andréa Bescond e Eric Métayer
Long Day’s Journey Into Night, de BI Gan
Manto, de Nandina DAS
À Genoux Les Gars, de Antoine Desrosières
Girl, de Lukas Dhont
Gueule D’Ange, de Vanessa Filho
Euphoria, de Valeria Golino
Mon Tissu Préféré, de Gaya Jiji
Rafiki, de Wanuri Kahiu
Die Stropers, de Etienne Kallos
In My Room, de Ulrich Köhler
El Angel, de Luis Ortega
The Gentle Indifference of the World, de Adilkhan Yerzhanov

A relação completa com todos os filmes do Festival de Cannes 2018 você confere aqui.

Por: Cesar Augusto Mota

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Poltrona Cabine: Em Pedaços/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Em Pedaços/ Cesar Augusto Mota

O cinema alemão a cada ano vem surpreendendo os cinéfilos, principalmente os brasileiros, com abordagens sensíveis, impactantes e com temas polêmicos, como racismo, intolerância política, religiosa, terrorismo e o radicalismo. ‘Em Pedaços’, do diretor Fatih Akin, chega credenciado pelo prêmio de melhor atriz para Diane Kruger no Festival de Cannes e como melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro, além de ilustrar aos espectador os diversos estágios do luto pelos quais uma pessoa pode passar após perder alguém querido.

A narrativa nos traz a história de Katja Sekerci (Kruger) casada com o ex-traficante Nuri (Numan Acar), e os dois abrem o próprio negócio em um escritório localizado em bairro de origem turca. Um dia, Katja deixa o filho Rocco, 6 anos, no escritório do marido e horas mais tarde é surpreendida com a notícia de um atentado à bomba, vitimando sua família. A partir daí começa uma longa saga, de muita angústia, sofrimento e luta por justiça.

O roteiro fragmenta a obra em três capítulos, intitulados ‘Família’, ‘Justiça’ e ‘O Mar’, todos com desenvolvimentos adequados e bem encadeados, trazendo ainda mais curiosidade ao espectador. O enredo é de fácil compreensão e acompanhamento, cada capítulo nos oferece elementos que serão importantes e que podem influenciar no desfecho da história. Além da busca por provas que incriminem um casal suspeito e envolvido com um grupo de origem nazista, o trabalho dos advogados de acusação e defesa ganham um importante destaque, além da testemunha de acusação e personagem principal de acusação, Katja. Suas atitudes e decisões ditam o ritmo do enredo e a cada seg mento ficamos ansiosos para o que pode ou não acontecer e se Katja conseguirá obter justiça e a condenação dos acusados.

Sem dúvida que dentre as atuações, Diane Krueger leva maior destaque, e não é pelo fato de ser a protagonista da história, mas pelo que ela consegue fazer com sua personagem, com atuação emotiva, visceral, além da química que constrói com os outros personagens, como o marido, filho e o advogado Danilo Fava (Denis Moschitto). Tudo o que é sentido por Katja é transmitido ao espectador, este consegue se inserir na história com tamanha tensão e emoção que a personagem deixa transparecer, além dos belos elementos estéticos utilizados ao redor da personagem para trazer maior dramaticidade à obra.

A fotografia nos mostra cenas com ângulo fechado, explorando as emoções de Katja e a câmera passeando em primeiro plano e mudando para a terceira pessoa subitamente, o que nos traz maior sensação de inserção e incômodo. A montagem contribui com a cronologia, e a transição entre atentado, investigação, julgamento e desfecho ocorrem de maneira sistemática, prendendo o espectador do começo ao fim, deixando-o bem sintonizado à mente de Katja.

Incômodo, emotivo, vibrante e impactante, ‘Em Pedaços’, um drama alemão que fará você se comover com a vida de uma mulher com o coração estilhaçado, mas disposta a tudo. E com temas atuais e presentes no nosso cotidiano, como o fanatismo, o preconceito e a intolerância.

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: The Square: A Arte da Discórdia/ Cesar Augusto Mota

Maratona Oscar: The Square: A Arte da Discórdia/ Cesar Augusto Mota

A arte proporciona ao observador diversas possibilidades. A imagem ou o objeto retratado pode ter mais de um significado, bem como a capacidade de traçar um panorama positivo ou negativo ou até mesmo uma visão crítica da sociedade contemporânea, muitas vezes reticente e intolerante às manifestações artísticas. ‘The Square-A Arte da Discórdia’, do cineasta sueco Ruben Östlund e agraciado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, traz importantes valores ao público como reporta a ele até onde vão ou deveriam ir os limites da liberdade de expressão, cada vez mais questionados e censurados.

O personagem central da trama é Christian (Claes Bang), curador de um imponente museu de arte moderna e que prepara uma nova exposição, The Square, cujo tema central é a confiabilidade no próximo, premissa importante para a conversão do local em um ambiente sagrado e sinônimo de estabilidade e igualdade de direitos. Além disso, Christian quer trazer ao público um evento que tenha ousadia, provoque desafios e venha a ter bastante popularidade, e contará para isso com especialistas em criar vídeos que se tornem ‘virais’ na internet e artistas com performances ‘ousadas’, para não dizer insanas. Mas o curador se verá em meio a uma série de conflitos após ter seus pertences furtados e se envolver co m a polêmica divulgação de um vídeo promocional do museu, ‘um viral’ que se torna um escândalo e que vem a por em risco a credibilidade do local e de seus organizadores.

O roteiro apresenta uma série de fragmentos e traz diversos panoramas, como a capacidade do público em interpretar os valores transmitidos pelas obras, a definição de arte contemporânea, seus limites, bem como a fragilidade e falência das relações humanas. Na medida em que o filme vai se desenrolando o espectador passa a ter uma série de questionamentos em mente e reflete sobre a importância de se existir um diálogo entre a arte e o público, o museu e o frequentador, além de procurar saber o que é ético e moral em uma manifestação que preza ou deveria prezar pela cultura e busca do conhecimento. São ótimos exercícios que o público faz durante os 139 minutos de duração do longa, mas que poderiam ocorrer em um ritmo e tempo menores e sem tanta exaustão, além de algumas cenas que poderiam ser excluídas, tendo em vista o ridículo que é retratado em algumas ocasiões e o constrangimento causado com certas sequências bizarras. Algumas sequências são prejudicadas e divagações presentes no enredo poderiam ter sido evitadas.

A fotografia é substancial, não só se preocupa em retratar a beleza dos objetos expostos e o significado deles, mas em despertar a curiosidade e aflorar os sentimentos do público, que ficam cada vez mais exaltados e evidentes em uma cena que ilustra um jantar entre ricos doadores do museu que são surpreendidos como uma exposição de um artista corporal que vai até a últimas consequências. A proposta de mostrar a intolerância e de criticar o posicionamento da sociedade europeia para com as manifestações artísticas é atingida de forma satisfatória, além de mostrar que o desequilíbrio pode existir dos dois lados, do público que pode não ser aberto ao que é exposto, como os expositores, com performances extravagantes e que firam a moral e a dignidade humanas.

Pulsante, didático e ousado, ‘The Square’ nos mostra que não basta apenas ilustrar o que é importante ser visto, como também deve existir uma estabilidade entre artistas e público. A arte não é só aquela que seduz e provoca repulsa, mas capaz de tocar no consciente e frisar o papel que cada um tem no seio social, e isso o longa de Ruben Östlund alcança com louvor e leva todos os méritos. A obra vem forte para a temporada de premiações e séria candidata a várias estatuetas, não é apenas um filme que reflete os ideais europeus, ele também se encaixa na atual realidade brasileira, envolta a escândalos, corrupção e intolerância. Um filme que se encaixa como uma luva no momento atual em que vivemos e que será por muito tempo posto em discussão.

Avaliação: 4,5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Filme sueco ‘The Square’ leva Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017

Filme sueco ‘The Square’ leva Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017

Cineasta sueco Ruben Östlund celebra Palma de Ouro pelo filme ‘The Square (Crédito: Julien Warnand/ SIC Notícias)
Chegou ao fim neste domingo (28) o 70º Festival de Cannes, um dos mais importantes eventos do cenário cinematográfico. Marcado pela apresentação de grandes filmes, bem como pela polêmica que envolveu a Netflix, criticada por Pedro Almodóvar pela exibição de dois filmes sem terem passado por salas de cinema, enfim conhecemos os vencedores da edição de 2017.

O vencedor da Palma de Ouro foi o filme “The Square”, dirigido pelo sueco Ruben Östlund. O longa teve como foco explorar as ideias sobre os contratos sociais, o poder e a classe dominante e o menosprezo crescente do mundo da arte. O cineasta fez uma crítica em forma de sátira da burguesia ocidental e do mundo da arte contemporâneo por meio da história de um diretor de um museu. A produção contou com o protagonismo de Dominic West e Elizabeth Moss.

O prêmio de melhor diretor foi para Sofia Coppola, pelo filme “The Beguiled” (O Estranho que Nós Amamos), uma trama que se passa durante a Guerra Civil e protagonizada por Colin Farrell e Nicole Kidman. A atriz australiana recebeu durante a cerimônia um prêmio especial pelos 70 anos de aniversário da premiação.

Entre outros ganhadores, tivemos Joaquin Phoenix como melhor ator e Diane Kruger como melhor atriz, por “You Were Never Really Here” e “In the Fade”, respectivamente. O Prêmio do Júri foi para o diretor russo Andrei Zviaguintsev por “Loveless”, um filme que ilustra o drama de um ex-casal que sofre com o repentino desaparecimento do filho e que precisa deixar as divergências de lado para reencontrar a criança.

Confira a lista completa com todos os vencedores do Festival de Cannes 2017:

Palma de Ouro
The Square

Prêmio Especial 70º Aniversário
Nicole Kidman

Grande Prêmio do Júri
120 battements par minute

Melhor Diretor
Sofia Coppola (O Estranho que Nós Amamos)

Melhor Ator
Joaquin Phoenix (You Were Never Really Here)

Melhor Atriz
Diane Kruger (In the Fade)

Prêmio do Júri
Loveless

Melhor Roteiro
The Killing of a Sacred Deer / You Were Never Really Here

Camera d’Or
Jeune Femme

Prêmio FIPRESCI
120 battements par minute

Palma de Ouro de curta-metragem
Xiao Cheng Er Yue

Menção Especial
Katto

Por: Cesar Augusto Mota

Conheça todos os vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017

Conheça todos os vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017

Filme brasileiro ‘Gabriel e a Montanha’, do cineasta Fellipe Barbosa, leva prêmio revelação na Semana da Crítica do Festival de Cannes (Crédito: Tv ZERO / Divulgação)
Enfim saiu a lista dos vencedores da Semana da Crítica do Festival de Cannes. Os grandes destaques vão para os prêmios revelação e de melhor documentário, com o júri presidido pelo cineasta brasileiro Kléber Mendonça Filho, que dirigiu filmes como ‘Som ao Redor’ e ‘Aquarius’.

O Prêmio Revelação saiu para o filme ‘Gabriel e a Montanha’, de Fellipe Barbosa. O longa é baseado na história do economista carioca Felipe Buchmann, que resolveu dar a volta ao mundo antes de concluir seus estudos em uma universidade americana, mas perto de terminar o percurso foi encontrado morto por hipotermia ao sul do Malauí após 20 dias de buscas pelas autoridades.

Já o Grande Prêmio da Semana da Crítica foi o documentário ‘Makala’, do cineasta francês Emmanuel Gras. A história acompanha Kabwita, um jovem congolês de 28 anos sem tantas perspectivas que consegue sobreviver às custas de um trabalho de extrator e transportador de um carvão vendido a preço irrisório.

Veja abaixo a lista completa dos ganhadores da Semana da Crítica do Festival de Cannes 2017:

Grande Prêmio da Semana da Crítica
Makala, de Emmanuel Gras

Prêmio Revelação


Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

Prêmio Descoberta de Curta-Metragem
Los Desheredados, de Laura Ferrés

Prêmio da Fundação Gan de Distribuição
Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa

Prêmio SACD
Ava, de Léa Mysius

Prêmio Canal+ de Curta-Metragem
The Best Fireworks Ever, de Aleksandra Terpińska

Por: Cesar Augusto Mota

Adam Sandler marca presença no Festival de Cannes e lança mais um filme da Netflix

Adam Sandler marca presença no Festival de Cannes e lança mais um filme da Netflix

Ben Stiller, Dustin Hoffman, Emma Thompson, o diretor Noah Baumbach e Adam Sandler no Festival de Cannes 2017 (Crédito: Arthur Mola/Invision/AP)

Após a exibição de ‘Okja’, filme do diretor sul-coreano Joon-Ho Bong, mais um filme produzido pelo serviço de streaming Netflix foi exibido no Festival de Cannes, e com uma presença ilustre. O comediante Adam Sandler, estrela de ‘The Meyerowitz Stories’, produção concorrente à Palma de Ouro, esteve presente no tapete vermelho de Cannes e bastante empolgado.

O ator revela que se sentiu surpreso quando foi convidado para o projeto e mostrou satisfação por voltar a trabalhar com o colega de trabalho e amigo Ben Stiller.

“Não pude acreditar [quando fui chamado], achei a coisa mais extraordinária. Sabia que era um papel engraçado, emocional, me senti atraído por todo o filme e fiquei desde o início fiquei muito ligado [ao projeto]. Tivemos uma ótima hora trabalhando juntos. Conheço Ben [Stiller] desde sempre, quando tinha 22 anos, e Dustin [Hoffman] também, que sempre foi muito bom para mim, veio ao meu casamento”, disse Sandler.

Porém, a polêmica em torno da Netflix, sobre a empresa restringir o lançamento de seus filmes às salas de exibição e torná-los disponíveis apenas na plataforma VOD (vídeo on demand), presentes em celulares, computadores e TVs, seguiu na pauta da coletiva de imprensa do evento. Entretanto, o diretor Noah Baumbach preferiu evitar atritos e revelou que espera ver seu filme sendo exibido em tela grande.

“Fiz o filme com dinheiro independente, como sempre, com expectativas de que vai ser mostrado na tela grande. Porque acredito nisso, que é único, de que [ver na tela grande] não é uma experiência que vai embora. Mas o Netflix prestou grande apoio e sou muito grato a isso”, destacou Baumbach.

O FILME

No longa de Baumbach, Sandler interpreta um dos membros de uma família de artistas judeus novaiorquinos, os Meyerowitz, mas ele não possui o mesmo talento artístico do pai (Dustin Hoffman) e capacidade para ganhar dinheiro e administrar as finanças como o irmão (Ben Stiller). Toda a família não se vê há muitos anos, mas terá que se reencontrar em um evento e celebrar as obras de arte do patriarca.

A Netflix não divulgou uma data de lançamento do filme.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Em meio a aplausos e vaias, ‘Okja’, filme da Netflix, faz história no Festival de Cannes

Em meio a aplausos e vaias, ‘Okja’, filme da Netflix, faz história no Festival de Cannes

No centro das discussões desde o início da realização do Festival de Cannes 2017, a plataforma Netflix fez história e teve sua primeira produção exibida durante o evento na última sexta-feira (19). Trata-se do filme ‘Okja’, do cineasta Bong Joon-Ho, disponibilizado diretamente pelo serviço VOD (video on demand), sem passar pelas salas de exibição.

A produção, estrelada por Tilda Swinton e Jake Gyllenhaal, foi vaiada pelo público durante os dez primeiros minutos por ter sido projetada em formato errado, o que ocasionou um pedido posterior de desculpas dos organizadores da premiação. Apesar do incidente e da polêmica na abertura da cerimônia, ocasião em que o diretor Pedro Almodóvar, que preside o júri do festival, afirmou que Palma de Ouro não deveria ser entregue a um filme que não passou por salas de exibição, ‘Okja’ foi bastante ovacionado pelos presentes na sessão.

Após a exibição, houve uma coletiva de imprensa, na qual o diretor Bong Joon-Ho fez questão de colocar panos quentes em torno da declaração de Almodóvar, além de aproveitar para elogiar o presidente do júri do evento.
“”Estou apenas muito feliz que [Almodóvar] verá o filme hoje à noite. Estou bem, ele pode dizer o que quiser. Sou um grande fã dele, então o fato dele falar sobre o filme já me deixa contente.”, disse Jooh-Ho de forma serena.

Tilda Swinton também se manifestou sobre o assunto e falou da importância da exibição de produções feitas por serviços streaming no Festival de Cannes.

“Trata-se de uma declaração feita pelo presidente, e é realmente importante que ele se sinta livre para fazer qualquer declaração que achar pertinente. Mas a verdade é que não viemos pelos prêmios, mas para exibir este filme. Temos o absoluto privilégio de exibir Okja nesta tela. Creio que seja uma enorme e realmente interessante conversa que está apenas começando, mas o que realmente acho é que há espaço para todos”, destacou a atriz.

O FILME

SINOPSE: Nova York, 2007. Lucy Mirando (Tilda Swinton), a CEO de uma poderosa empresa, apresenta ao mundo que uma nova espécie animal foi descoberta no Chile. Apelidada de “super porco”, ela é cuidada em laboratório e tem 26 animais enviados para países distintos, de forma que cada fazenda que o receba possa apresentá-lo à sua própria cultura local. A ideia é que os animais permaneçam espalhados ao redor do planeta por 10 anos, sendo que após este período participarão de um concurso que escolherá o melhor super porco. Uma década depois, a jovem Mija (Seo-Hyun Ahn) convive desde a infância com Okja, o super porco fêmea criado pelo avô. Prestes a perdê-la devido à proximidade do concurso, Mija decide lutar para ficar ao lado dela, custe o que custar.

TRAILER

 

‘Okja’ teve orçamento de US$ 50 mi e chega à Netflix em 28 de junho de 2017.

Por: Cesar Augusto Mota