Poltrona Séries: Fuller House-3ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Fuller House-3ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Parece que foi ontem, a série Full House (Três é Demais, no Brasil), completou 30 anos de existência esse ano, para a felicidade dos fãs. Para celebrar a data, a Netflix liberou há poucas semanas os episódios da terceira temporada de Fuller House, série derivada da original, trazendo de volta os personagens do grande sucesso veiculado na TV por assinatura e na aberta, pelo SBT. O que era para ser nostálgico e de muito sucesso, acabou com uma pontinha de decepção.

Nos 9 episódios disponibilizados pelo serviço de streaming, os personagens Danny Tanner, Joey e Jesse, interpretados respectivamente por Bob Saget, Dave Coulier e John Stamos aparecem esporadicamente, um episódio para cada um. Os três atores tiveram grande importância no sucesso de 8 anos em que Full House ficou no ar, mas colocar Coulier, Stamos e Saget com participação reduzida deu um gostinho de quero mais, afinal, todos eles brilharam em cena e em dados momentos bastava uma simples aparição para o público sorrir e aplaudir.

Tirando a participação abreviada dos três atores, a terceira temporada está ótima, com uma excelente química entre o elenco consagrado e os novos atores recrutados. Vamos constatar temáticas muito interessantes na medida em que os episódios forem passando, como família, responsabilidade no trabalho, fertilidade, dramas amorosos e dilemas na adolescência. Tudo é muito bem conduzido pelas atrizes Candace Cameron, a DJ, Jodie Sweetin, a Sthephanie e Andrea Barber, a Kimmy. As três retornam e com uma irmandade ainda mais forte, mas as personagens terão que mostrar mais força e jogo de cintura, tendo em vista que DJ e Kimmy já são mães e tem maiores responsabilidades com os filhos, e Steph vive dilemas, como dificuldade em arranjar trabalho e tem o desejo de ser mãe e tenta todos os tipos de tratamento. Tudo é devidamente contornado e as três amigas tiram de letra todas as pedras colocadas no caminho, e com direito a vários micos.

Outro ponto forte é o desempenho do núcleo infantojuvenil, com ótimas tiradas de Elias Harger, o Max Tanner, segundo filho de DJ. Ele nos brinda com uma linda cena no começo do primeiro episódio, com a canção ‘Best Summer Ever’, na qual todo o elenco participa. Apesar da pouca idade, o garoto mostra que a vida não está às mil maravilhas e nos dá importantes lições. Michael Champion, o Jackson, filho mais velho de DJ, é o típico adolescente que enfrenta os problemas mais comuns, como dificuldades com os estudos e a descoberta do primeiro amor. Jackson nos diverte muito nas cenas em que divide o quarto com Max, os dois só faltam se matar. E a jovem Ramona (Soni Nicole Bringas) não fica atrás, ela demonstra muita cumplicidade na relação que tem com a mãe, Kimmy, além de passar por perrengues que todo adolescente enfrenta.

Se você ainda não viu, corra para ver Fuller House, a série é muito divertida, para toda a família, com muita diversão, risos e muitas mensagens importantes. Vale a pena!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

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Mudbound: Novo drama produzido pela Netflix ganha seu primeiro trailer

Mudbound: Novo drama produzido pela Netflix ganha seu primeiro trailer

Garrett Hedlund, Mary J. Blige and Rob Morgan appear in Mudbound by Dee Rees, an official selection of the Premieres program at the 2017 Sundance Film Festival. Courtesy of Sundance Institute |photo by Steve Dietl.

Novo filme da Netflix e dirigido por Dee Rees, ‘Mudbound’ teve seu primeiro trailer divulgado. Confira abaixo.

Baseada no livro homônimo de escrito por Hillary Jordan, a história se base durante a Segunda Guerra Mundial e acompanha duas famílias que dividem uma fazenda próxima ao rio Mississipi, na zona rural no sul dos Estados Unidos. Juntas, elas enfrentam stress pós-trauma dos conflitos e para desfazer barreiras raciais existentes na região.

O elenco terá nomes como Jason Clarke (“Evereste“), Carey Mulligan (“As Sufragistas“), Rob Morgan (da série “Stranger Things“), Garrett Hedlund (“A Longa Caminhada de Billy Lynn“), Jason Mitchell (“Kong: A Ilha da Caveira“) e Mary J. Blige (” Black Nativity: Uma Jornada Inesquecível“).

A estreia do longa no serviço de streaming será em 17 de novembro de 2017.

Por: Cesar Augusto Mota

Filme com Jane Fonda e Robert Redford arranca aplausos do público no Festival de Veneza

Filme com Jane Fonda e Robert Redford arranca aplausos do público no Festival de Veneza

Dois atores consagrados pela crítica e pelo público receberam uma merecida homenagem durante o 74º Festival de Veneza na noite da última sexta-feira (01). Jane Fonda, 79 anos, e Robert Redford, 81, levaram o Leão de Ouro pela trajetória de sucesso de ambos nas telonas, de mais de 50 anos.

O primeiro filme no qual Jane e Redford atuaram juntos foi em “A Caçada Humana”, de Arthur Penn (1966). Mas o primeiro sucesso em um filme romântico foi  “Descalços no parque” (1967), de Gene Saks. Ambos não contracenavam desde “O cavaleiro elétrico” (1979), de Sydney Pollack.

O mais recente filme protagonizado por eles, “Our Souls at Night” (Nossas Noites), foi exibido em Veneza e arrancou muitos aplausos do público. O longa mostra Jane interpretando uma viúva que resolve espantar a solidão e convida um vizinho de longa data para passar a noite com ela. Na medida em que uma cumplicidade vai se construindo, a relação entre os dois vai ficando ainda mais profunda.

A produção é do serviço de streaming Netflix, que estreará na plataforma em 29 de setembro e não será exibida nos cinemas.

Por: Cesar Augusto Mota

Netflix renova e série Glow terá segunda temporada

Netflix renova e série Glow terá segunda temporada

O serviço de streaming Netflix divulgou que a série Glow, baseada em uma história de mulheres da liga de luta-livre feminina dos anos 1980, foi renovada e terá uma segunda temporada. Confira o comunicado abaixo.

“Netflix renovou GLOW para uma segunda temporada (10 episódios). Ambientado em 1985 Los Angeles, GLOW segue Ruth Wilder (Alison Brie), uma atriz que luta fora do trabalho enquanto faz audições para o primeiro programa de Luta livre feminino na TV. Inspirada no curta, porém amado dos anos 80, GLOW é uma história de Cinderela com Bodyslams. GLOW foi criado por Liz Flahive (Homeland, Nurse Jackie) e Carly Mensch (Nurse Jackie, Orange Is The New Black, Weeds). A criadora de Orange is The New Black, Jenji Kohan e Tara Herrmann são produtoras executivas ao lado de Flahive e Mensch, que estão como showrunners.”

A produção é assinada por Jenji Kohan, criadora de ‘Orange is the New Black’. A primeira temporada possui 10 episódios e está disponível na Netflix.

Não há informações sobre início das filmagens e data de estreia da segunda temporada.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Poltrona Séries: Friends from College/ 1ª temporada

Poltrona Séries: Friends from College/ 1ª temporada

Sem dúvida você conhece o ditado popular ‘A vida começa aos 40’, não é? Pois bem, a nova série da Netflix, ‘Friends from College’ vai abordar o cotidiano de 6 amigos que se reencontram em Nova York após 20 anos e depois de terem se graduado em Harvard, mas com questões do passado mal resolvidas e alguns dilemas atordoantes do presente.

A série foi criada por Francesca Delbanco e Nicholas Stoller, o segundo famoso por dirigir Vizinhos e Vizinhos 2, com pouco sucesso de público e crítica. Ambos lançam um trabalho apostando em temas como traição, frustração com a carreira, crise de identidade e claro, reencontros, e todos os personagens estão na casa dos 40 anos.

Por falar nos protagonistas, temos Ethan; interpretado por Keegan-Michael Key, um escritor que passa por crise criativa e não consegue ter retorno com a vendagem de seus livros. Ethan teve um relacionamento no passado com Sam (Annie Parisse); casada com um milionário e que também não consegue se esquecer desse momento marcante e vive uma crise de identidade, sem saber quem é e o que quer.

Temos também Lisa (Cobie Smulders; a Robin de How I Met Your Mother), advogada e casada com Ethan, mas que enfrenta dificuldades de engravidar e não está motivada com seu atual trabalho, de diretora jurídica de uma firma.

Para completar o sexteto, Max (Fred Savage, o Kevin de Anos Incríveis); amigo de Ethan e que vai ter uma importância enorme no próximo sucesso de trabalho do escritor, Marianne(Jae Suh Park ); dramaturga e amiga que segura as pontas de Lisa e Ethan, e Nick(Nat Faxon ); ex-namorado de Lisa e que leva uma vida boêmia e sem regras.

As atuações são brilhantes, muitas beiram ao verossímil, como Keegan-Michael Key e Cobie Smulders, e sobre temas cada vez mais recorrentes no cotidiano, como a frustração da formação em uma grande faculdade e não corresponder às expectativas de Ethan, e a decepção com o trabalho e a falta de expectativas para o futuro, com a personagem de Smulders. E os demais atores não ficam atrás, Annie Parisse mostra com sua atuação que Sam tem dificuldades de se libertar do passado e tem medo de envelhecer, mas ao mesmo tempo acredita que nunca é tarde para reparar os erros e recomeçar.

O roteiro apresenta situações surreais, que favorecem a liberdade de atuação dos atores, mas algumas situações são exageradas e podem causar repulsa no espectador, como o processo utilizado por Ethan e Max para o novo roteiro do escritor, um novo conto de lobisomens, sem falar no que Nick e Lisa aprontam, e as tramoias de Ethan e Sam para não serem descobertos, seja por Lisa ou outro amigo. Mas o núcleo da série atende as principais propostas, de despertas o sentimento de nostalgia nas pessoas, de como era a vida nos tempos de faculdade, sem se esquecer do presente e no planejamento futuro de curto a médio prazo, como a luta pelo sucesso e felicidade. Algumas situações retratadas podem fazer quem assiste se identifique com alguma, bem como com o perfil de algum dos personagens. Uma produção bem construída e que realmente chama a atenção.

A Netflix segue apostando em séries com dosagem de drama e comédia, mas com algumas situações tragicômicas e sem controle, mas vem obtendo resultados, e ‘Friends from College’ pode ser um deles. Não se sabe se vai haver uma segunda temporada, mas há gancho para que novos conflitos aconteçam e novas emoções serem transmitidas, vamos aguardar.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Recém lançada pela Netflix, Castlevania é renovada e terá uma segunda temporada

Recém lançada pela Netflix, Castlevania é renovada e terá uma segunda temporada

Os fãs da franquia Castlevania, popular jogo da Konami e inicialmente lançado para a plataforma NES em 1989, se depararam com a estreia da série animada nesta sexta-feira (07) pela Netflix. Mas não para por aí, o serviço de streaming, um dia após, anuncia que a produção será renovada para sua segunda temporada.

A série em seu primeiro ano tem 4 episódios, de 25 minutos cada, e passará a contar com 8 episódios a partir de 2018. Castlevania é produzida por Adi Shankar, responsável também pela adaptação de Assassin’s Creed para as telas em forma de série animada. As dublagens contarão com as vozes de Richard Armitage como Trevor Belmont, Tony Amendola como The Elder, James Callis é Alucard, Matt Frewer como The Bishop e Graham McTavish será o Dracula.

A história se passa na cidade de Valáquia, na Romênia, no ano de 1476, quando o malvado Conde Drácula reúne um exército de criaturas da noite para destruir a raça humana e vingar a morte de Lisa Tepes, sua esposa, que foi queimada na Santa Inquisição após ser acusada de praticar atos de bruxaria. Para acabar com isso, um grupo religioso recorre a Trevor Belmont, um bravo caçador de vampiros e que vaga pela cidade em busca de sobrevivência.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Os fãs de ‘Orange is The New Black’ aguardavam ansiosamente por uma nova temporada, e eis que ela chega recheada de ingredientes diversificados: reflexivo, dramático e com doses de bom humor em alguns episódios. A série da Netflix manteve sua originalidade e criatividade, bem como a capacidade de atrair e manter magnetizado o espectador. Vamos analisar a nova sequência de 13 episódio a seguir.

A 5ª temporada começa com uma carga bem pesada, com a penitenciária de Litchfield sendo tomada pelas detentas após a morte de uma delas, Poussey Whashington (Samira Wiley), após confronto com um policial. Sedentas por justiça e por melhores condições de estrutura e trabalho, as prisioneiras são lideradas por Tasha “Taystee” Jackson (Danielle Brooks) e prometem não dar o braço a torcer, e estabelecem uma série de exigências para soltarem os guardas feitos de reféns, dentre elas, um melhor programa de aprendizagem e supletivo e anistia para todas as que participaram da rebelião, sem aumento de penas ou regressão de regime prisional.

Na medida em que os episódios passam a curiosidade e a tensão aumentam, pois os policiais aprisionados são submetidos a todo tipo de tratamento degradante, desde mãos e pés atados ao confinamento em banheiros químicos sujos e descuidados. E não só isso, o sentimento de culpa que cada interna sente e os demônios contra os quais elas lutam também contribuem para uma maior dramaticidade da história, além dos dramas das famílias e o passado das internas sendo dramatizados a cada episódio. As montagens foram perfeitas, que serviram para conhecermos um pouco mais de cada uma, bem como o ambiente familiar abalado delas.

A série estava muito centralizada nos conflitos entre as prisioneiras brancas, como o casal Alex (Laura Prepon) e Pipper (Taylor Schilling) nas temporadas anteriores. Agora, as negras, as latinas e as muçulmanas também ganharam espaço, com histórias comoventes, complexas e cheias de percalços até o último episódio. Os produtores resolveram apostar não só na diversidade, como em tratar sobre o empoderamento feminino, a união e a humanização das personagens, dispostas a lutarem por seus ideias, se apoiarem em quem amam e amparar as companheiras numa fase tão complicada, o encarceramento e a distância da família. As prisioneiras mostram que são inteligentes, sensíveis e mostram que querem ter voz em meio a um sistema prisional falido e sem perspectivas de melhora.

Outra coisa que chama a atenção é que “Orange is the New Black’ serve como uma crítica e um recado aos policiais e autoridades norte-americanas, que muitas vezes se utilizam da força bruta para agredirem e humilharem os mais fracos, um verdadeiro abuso de autoridade. Ao nos depararmos com esse cenário, pegamos um gancho e fazemos uma rápida conexão com o Brasil, que possui um cenário semelhante e a cada dia mais degradante, com rebeliões, mortes de presos e descaso dos nossos governantes, um caos longe de terminar e ter uma solução digna.

Não perca esta oportunidade, acompanhe a quinta temporada de ‘Orange is the New Black’, disponível no catálogo da Netflix, e aguardemos o que vem pela frente, pois se trata de uma trama que envolveu o público e novas possibilidades vão se abrir para a próxima temporada. Confiram!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota