Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

Poltrona Séries Especial: Le Chalet/Anna Barros

A série é francesa, da Netflix. Minha irmã Renata foi quem descobriu, O gênero é suspense/terror.

Era para ser uma reunião de verão em um chalé afastado. Mas estes amigos caíram em uma cilada mortal que vai revelar um segredo obscuro do passado. Demoramos a descobrir quem está matando as pessoas reunidas no chalé. Só sabemos que o perigo está lá fora. Elas só ficam protegidas dentro do chalé. O roteiro é bem amarrado, intrigante e mescla com situações em flashback. Há um retorno no tempo de 20 anos. A família de um escritor Jean-Louis decide se mudar para um chalé num vilarejo aos pés dos Alpes Franceses para que ele recupere a inspiração perdida, já que o lugar é demasiadamente calmo, um tédio. Ele conhece a dona de um bar, Muriel, que acaba virando sua amante. Eles prometem um ao outro que se um deles ganhar na loteria leva o outro para uma viagem em redor do mundo. Muriel faz o bilhete e este acaba premiado. Christine, a segunda mulher de Philippe, irmão de Muriel, acaba descobrindo o que aconteceu e ela junto com Etienne e Philippe decidem matar Jean-Louis e ua família.  Convencem Muriel, que está magoada porque Jean termina o caso com ela dizendo ainda amar a esposa. Eles invadem a casa sorrateiramente e antes do massacre, Muriel, ao ver que Jean escreve o livro cujo título é o nome dela, muda de ideia, mas é tarde demais. O casal é assassinado. Mas os filhos Julien e Amelie fogem.

Vinte anos depois com o propósito de celebrar o casamento de Laurent, filho de Philippe, os amigos do vilarejo se encontram, sem nem imaginar quem está promovendo a matança. Um a um, todos acabam morrendo de forma cruel, e no final restam poucos.  Sebastién, que nutre uma paixão obsessiva por Alice, a mocinha da história, acaba levando a culpa de tudo por um esquema de vingança. Tem que ver a série para descobrir de quem. Ele acaba numa clínica psiquiátrica porque a sua história acaba sendo bem diferente do que a polícia francesa acaba  descobrindo.

Não falarei quem engendra e executa o crimes para não estragar. A série te envolve do início ao fim com uma excelente trama, boas interpretações e um visual de tirar o fôlego. Até a musiquinha da abertura é macabra.

São seis episódios de um baita thriller psicológico. Para ver e rever! Super recomendo!

Cotação: 4,5 poltronas/5 poltronas

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Nova temporada da série Guardiões da Galáxia estreia neste sábado no Disney XD

Nova temporada da série Guardiões da Galáxia estreia neste sábado no Disney XD

MARVEL’S GUARDIANS OF THE GALAXY – “Back in the New York Groove” – The Guardians meet up with Spider-Man in New York City to defeat Thanos’ super-powered symbiote. This episode of “Marvel’s Guardians of the Galaxy” airs Sunday, March 18 (8:30 – 9:00 A.M. EST) on Disney XD. (Marvel)
SPIDER-MAN, ROCKET

O escandaloso time de super-herois traz de volta muita ação na tela do Disney XD a partir deste sábado (14).  A terceira temporada da série Guardiões da Galáxia – Missão: Fuga! estreia às 9h e terá novos episódios a cada semana. Nesta nova fase, os guardiões desfrutam da fama e fortuna após terem prendido Thanos, mas em breve voltarão os problemas porque Collector criou uma armadilha para pegá-los. Eles viajarão para novos universos, organizarão o golpe máximo dentro do Nova Corps e farão surgir a tão esperada invasão secreta.

Guardiões da Galáxia é uma produção da Marvel Animation. A equipe premiada da série inclui Cort Lane (Homem-Aranha Supremo, Disney XD) e Harrison Wilcox (Os Vingadores Unidos e o Homem-Aranha Supremo, Disney XD).

Guardiões da Galáxia – 3ª temporada

Estreia sábado, 14 de abril, às 09h

Poltrona Séries: O Mecanismo-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: O Mecanismo-1ª Temporada/ Cesar Augusto Mota

Utilizar como pano de fundo grandes acontecimentos, principalmente os concernentes à sociedade e à política nacional e adaptá-los em suas obras é uma das principais características do cineasta brasileiro José Padilha, conhecido por filmes como Tropa de Elite 1 e 2, Cidade de Deus e Ônibus 174. Agora, Padilha lança uma série para a Netflix, inspirada no livro “Lava Jato: O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil”, de Vladmir Netto, produção que conta com 8 episódios. Certamente esta é uma das obras mais comentadas da atualidade, seja por quem é ou não assinante do serviço de streaming, mas também uma das mais polêmicas.

A história possui como protagonista o agente da Polícia Federal, Marco Ruffo, vivido por Selton Mello (O Filme da Minha Vida), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com um doleiro envolvido, Roberto Ibrahim, mas o faz de forma independente. Porém, sua investigação não vai adiante por conta de um esquema de revés político manipulado por Ibrahim (Enrique Diaz), deixando Ruffo fora de na por um tempo. Mas Ibrahim volta a ser investigado e se torna o principal alvo da Operação Lava Jato, que revelou o maior esquema de corrupção e propina envolvendo empreiteiras, donos de estatais e políticos do alto escalão. Com essa premissa, Padilha procurou desenvolver uma história para mostrar que um fio foi puxando o outro até chegar nas fases mais agudas da operação, além de fazer uma análise crítica, apontando que a corrupção é um mal existente por todos os lados e independente de partidos, sejam de situação ou oposição.

Além de Marco Ruffo, também se destaca a policial federal Verena Cardoni, interpretada por Carol Abras. A trama se mostra envolvente e o espectador não se perde, pois ele evidencia todas as fases e todos os procedimentos, m verdadeiro thriller investigativo e com o selo Padilha de qualidade, com tomadas aéreas e suas narrativas em off. Mas a batalha é muito maior do que se pensa, pois há o envolvimento do Ministério Público e de um juiz extremamente vaidoso e sagaz, mostrando que o buraco é muito mais abaixo.

A fotografia, o ritmo que a história possui e as atuações do elenco são os pontos fortes da série, além de ter o mérito de não atacar a direita ou a esquerda, mas há em dados momentos problemas com o áudio, que sai estrondoso e grave em narrações off dos policiais protagonistas, prejudicando o entendimento da narrativa e prejudicando a finalização de algumas cenas.

A meu ver, a obra é baseada em tudo o que aconteceu no país e também com ares de ficção, e este recurso serve para que a trama funcione e faça o espectador repensar um pouco a situação do país e refletir sobre o futuro, acerca dos próximos passos e o que cada um quer para as próximas gerações. Uma série que ainda rende muitas histórias, com gancho para mais temporadas e muitos debates, sem dúvida vale a pena.

Exibida em mais de 190 países, “O Mecanismo” é uma série para quem gosta de produções baseadas em fatos reais e com algumas situações fictícias, e que também faça o público refletir e ficar atento à realidade atual e cada vez mais maculada por corrupção, ganância e outros males sociais, longe de serem extirpados. Sem dúvida um entretenimento e um exercício aos fãs de produção audiovisuais e sedentos por política. Um prato cheio.

Avaliação: 3,5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Altered Carbon-1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Altered Carbon-1ª temporada/ Cesar Augusto Mota

O que você acharia se se deparasse com um mundo futurista, no qual seres humanos pudessem ter suas consciências armazenadas em pequenos implantes e sendo transferidos de um corpo para outro, podendo prolongar a existência humana por séculos? É justamente nesse contexto que Altered Carbon, nova série da Netflix e baseada na adaptação da obra de Richard K. Morgan, que a história é ambientada.

A trama nos apresenta inicialmente a Takeshi Kovacs (Will Yun Lee), um rebelde que ressurge em outro corpo (Joel Kinnaman) após 250 anos congelado e é convocado para investigar o assassinato de Laurens Bancroft (James Purefoy), tido como um milionário imortal. Kovacs fica fascinado por Quell (Renée Elise Goldsberry), uma mulher um tanto deslumbrante que provoca grandes conflitos na história e principal peça que ajudará a revelar vários segredos do passado de Kovacs. Destaque para a tenente Kristin Ortega, uma policial mexicana que se envolve com o protagonista de uma forma que jamais imaginava e que vai ter suas motivações aos poucos reveladas na medida em que os episódios vão sendo construídos.

O mérito da produção está na abordagem sobre a crise do Estado, com suas mazelas e sujeiras, com a criminalidade como mote. As diferenças econômicas e sociais são latentes, e com o passar dos episódios e das subtramas notamos uma sociedade corrompida e longe de se livrar de seus males, mesmo que dotada de alta tecnologia, com carros voadores e de grupos da alta elite. Outros conceitos, como Realidade Virtual e Inteligência Artificial, serão ampliados e esclarecidos aos espectadores, num ritmo que permita cada um acompanhar tudo de maneira atenta e também com diversão. E sem esquecer de temas como a ética e a imortalidade, polêmicos e muito longe de um consenso na comunidade científica.

Além do roteiro, com propostas interessantes e personagens com camadas bem construídas, temos um belo visual da cidade retratada, que nos faz lembrar do filme Blade Runner 2049, com letreiro em neon e céu cinza, aliados à melancolia das pessoas, descrentes com possíveis dias melhores e em cenários cada vez mais opressores nos episódios que vão sendo apresentados.

Se são poucas as novidades, com diálogos um tanto insossos, para não dizer com clichês, Altered Carbon é um prato cheio para quem quer se divertir com uma série que tem vários ingredientes e gosta de se inserir em um contexto de polêmicas e intensos debates sobre a ciência, a tecnologia e a ética na sociedade, essa série é ideal para você. Corra para a Netflix e não deixe de assistir!

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Suits/ 7ª temporada/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Séries: Suits/ 7ª temporada/ Cesar Augusto Mota

A famosa série jurídica, cheia de embates e muitas diferenças, está de volta. ‘Suits’, série da Netflix e ambientada no escritório Pearson Specter Litt, promete ainda mais sarcasmos, dinamismo e o crescimento de alguns personagens, principalmente de Donna (Sarah Rafferty) e Mike Ross (Patrick J. Adams).

Após exercer a advocacia sem possuir licença e trabalhando arduamente ao lado de Harvey Specter (Gabriel Macht), Mike consegue a tão suada licença, mas antes passa por provas de fogo e é confrontado por outro profissional, que faz questão de lembrar seu passado conturbado. E não para por aí, os parceiros Harvey e Mike vão participar de um caso em lados opostos e depois vão se unir novamente em outro, relembrando situações de temporadas anteriores, o que pode ser bom para alguns fãs da série e ruim para outros, que anseiam por novidade.

Na atual temporada, o arco de Louis (Rick Hoffman) dá um grande salto, de antes odiado para um personagem extremamente admirável. Antes centralizador e turrão com seus associados, ele mostra um lado frágil e muita força para superar o fim de seu noivado. Além disso, Louis aos poucos passa não só a ter a confiança de todos, como também consegue se reaproximar de Harvey e administrar melhor a empresa. Uma reviravolta impressionante e que vai fazer você ficar surpreso de forma positiva.

E não se pode deixar de falar do núcleo feminino da série, que conta com personagens que demonstram coragem, empoderamento e muito mais intensidade. Donna mostra que é muito mais que uma eficiente secretária e encara com muita serenidade o desafio de ser sócia da Pearson Specter Litt, mas não conseguirá inicialmente se desvencilhar da inveja e discriminação dos colegas e terá que bater de frente com Harvey e os associados. Com pouco espaço e sem tanto brilho na temporada passada, Rachel Zane (Meghan Markle) ganha mais espaço na trama e mostra que não está para brincadeira.

Mas não é só de intrigas que é feita a série. Há muitos momentos românticos, dores ainda não cicatrizadas, como o fim do noivado de Louis e o desfecho triste do relacionamento de Harvey e Donna, além de belíssimas demonstrações de amor e cenas românticas clássicas da literatura presentes na produção. Você passeia por momentos belos e dramáticos, uma série com ingredientes diversos.

Se você curte produções com romance, drama e é fã do universo jurídico, certamente vai gostar de ‘Suits’, que demonstra ainda ter muita bala na agulha e muito o que mostrar, uma produção dinâmica e aberta a novos conflitos e situações cada vez mais complexas em um mundo cada vez mais globalizado e interativo, vale a pena.

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Netflix renova e série Glow terá segunda temporada

Netflix renova e série Glow terá segunda temporada

O serviço de streaming Netflix divulgou que a série Glow, baseada em uma história de mulheres da liga de luta-livre feminina dos anos 1980, foi renovada e terá uma segunda temporada. Confira o comunicado abaixo.

“Netflix renovou GLOW para uma segunda temporada (10 episódios). Ambientado em 1985 Los Angeles, GLOW segue Ruth Wilder (Alison Brie), uma atriz que luta fora do trabalho enquanto faz audições para o primeiro programa de Luta livre feminino na TV. Inspirada no curta, porém amado dos anos 80, GLOW é uma história de Cinderela com Bodyslams. GLOW foi criado por Liz Flahive (Homeland, Nurse Jackie) e Carly Mensch (Nurse Jackie, Orange Is The New Black, Weeds). A criadora de Orange is The New Black, Jenji Kohan e Tara Herrmann são produtoras executivas ao lado de Flahive e Mensch, que estão como showrunners.”

A produção é assinada por Jenji Kohan, criadora de ‘Orange is the New Black’. A primeira temporada possui 10 episódios e está disponível na Netflix.

Não há informações sobre início das filmagens e data de estreia da segunda temporada.

Por: Cesar Augusto Mota

 

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Os fãs de ‘Orange is The New Black’ aguardavam ansiosamente por uma nova temporada, e eis que ela chega recheada de ingredientes diversificados: reflexivo, dramático e com doses de bom humor em alguns episódios. A série da Netflix manteve sua originalidade e criatividade, bem como a capacidade de atrair e manter magnetizado o espectador. Vamos analisar a nova sequência de 13 episódio a seguir.

A 5ª temporada começa com uma carga bem pesada, com a penitenciária de Litchfield sendo tomada pelas detentas após a morte de uma delas, Poussey Whashington (Samira Wiley), após confronto com um policial. Sedentas por justiça e por melhores condições de estrutura e trabalho, as prisioneiras são lideradas por Tasha “Taystee” Jackson (Danielle Brooks) e prometem não dar o braço a torcer, e estabelecem uma série de exigências para soltarem os guardas feitos de reféns, dentre elas, um melhor programa de aprendizagem e supletivo e anistia para todas as que participaram da rebelião, sem aumento de penas ou regressão de regime prisional.

Na medida em que os episódios passam a curiosidade e a tensão aumentam, pois os policiais aprisionados são submetidos a todo tipo de tratamento degradante, desde mãos e pés atados ao confinamento em banheiros químicos sujos e descuidados. E não só isso, o sentimento de culpa que cada interna sente e os demônios contra os quais elas lutam também contribuem para uma maior dramaticidade da história, além dos dramas das famílias e o passado das internas sendo dramatizados a cada episódio. As montagens foram perfeitas, que serviram para conhecermos um pouco mais de cada uma, bem como o ambiente familiar abalado delas.

A série estava muito centralizada nos conflitos entre as prisioneiras brancas, como o casal Alex (Laura Prepon) e Pipper (Taylor Schilling) nas temporadas anteriores. Agora, as negras, as latinas e as muçulmanas também ganharam espaço, com histórias comoventes, complexas e cheias de percalços até o último episódio. Os produtores resolveram apostar não só na diversidade, como em tratar sobre o empoderamento feminino, a união e a humanização das personagens, dispostas a lutarem por seus ideias, se apoiarem em quem amam e amparar as companheiras numa fase tão complicada, o encarceramento e a distância da família. As prisioneiras mostram que são inteligentes, sensíveis e mostram que querem ter voz em meio a um sistema prisional falido e sem perspectivas de melhora.

Outra coisa que chama a atenção é que “Orange is the New Black’ serve como uma crítica e um recado aos policiais e autoridades norte-americanas, que muitas vezes se utilizam da força bruta para agredirem e humilharem os mais fracos, um verdadeiro abuso de autoridade. Ao nos depararmos com esse cenário, pegamos um gancho e fazemos uma rápida conexão com o Brasil, que possui um cenário semelhante e a cada dia mais degradante, com rebeliões, mortes de presos e descaso dos nossos governantes, um caos longe de terminar e ter uma solução digna.

Não perca esta oportunidade, acompanhe a quinta temporada de ‘Orange is the New Black’, disponível no catálogo da Netflix, e aguardemos o que vem pela frente, pois se trata de uma trama que envolveu o público e novas possibilidades vão se abrir para a próxima temporada. Confiram!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota