Netflix renova e série Glow terá segunda temporada

Netflix renova e série Glow terá segunda temporada

O serviço de streaming Netflix divulgou que a série Glow, baseada em uma história de mulheres da liga de luta-livre feminina dos anos 1980, foi renovada e terá uma segunda temporada. Confira o comunicado abaixo.

“Netflix renovou GLOW para uma segunda temporada (10 episódios). Ambientado em 1985 Los Angeles, GLOW segue Ruth Wilder (Alison Brie), uma atriz que luta fora do trabalho enquanto faz audições para o primeiro programa de Luta livre feminino na TV. Inspirada no curta, porém amado dos anos 80, GLOW é uma história de Cinderela com Bodyslams. GLOW foi criado por Liz Flahive (Homeland, Nurse Jackie) e Carly Mensch (Nurse Jackie, Orange Is The New Black, Weeds). A criadora de Orange is The New Black, Jenji Kohan e Tara Herrmann são produtoras executivas ao lado de Flahive e Mensch, que estão como showrunners.”

A produção é assinada por Jenji Kohan, criadora de ‘Orange is the New Black’. A primeira temporada possui 10 episódios e está disponível na Netflix.

Não há informações sobre início das filmagens e data de estreia da segunda temporada.

Por: Cesar Augusto Mota

 

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Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Poltrona Séries: Orange is the New Black/ 5ª temporada

Os fãs de ‘Orange is The New Black’ aguardavam ansiosamente por uma nova temporada, e eis que ela chega recheada de ingredientes diversificados: reflexivo, dramático e com doses de bom humor em alguns episódios. A série da Netflix manteve sua originalidade e criatividade, bem como a capacidade de atrair e manter magnetizado o espectador. Vamos analisar a nova sequência de 13 episódio a seguir.

A 5ª temporada começa com uma carga bem pesada, com a penitenciária de Litchfield sendo tomada pelas detentas após a morte de uma delas, Poussey Whashington (Samira Wiley), após confronto com um policial. Sedentas por justiça e por melhores condições de estrutura e trabalho, as prisioneiras são lideradas por Tasha “Taystee” Jackson (Danielle Brooks) e prometem não dar o braço a torcer, e estabelecem uma série de exigências para soltarem os guardas feitos de reféns, dentre elas, um melhor programa de aprendizagem e supletivo e anistia para todas as que participaram da rebelião, sem aumento de penas ou regressão de regime prisional.

Na medida em que os episódios passam a curiosidade e a tensão aumentam, pois os policiais aprisionados são submetidos a todo tipo de tratamento degradante, desde mãos e pés atados ao confinamento em banheiros químicos sujos e descuidados. E não só isso, o sentimento de culpa que cada interna sente e os demônios contra os quais elas lutam também contribuem para uma maior dramaticidade da história, além dos dramas das famílias e o passado das internas sendo dramatizados a cada episódio. As montagens foram perfeitas, que serviram para conhecermos um pouco mais de cada uma, bem como o ambiente familiar abalado delas.

A série estava muito centralizada nos conflitos entre as prisioneiras brancas, como o casal Alex (Laura Prepon) e Pipper (Taylor Schilling) nas temporadas anteriores. Agora, as negras, as latinas e as muçulmanas também ganharam espaço, com histórias comoventes, complexas e cheias de percalços até o último episódio. Os produtores resolveram apostar não só na diversidade, como em tratar sobre o empoderamento feminino, a união e a humanização das personagens, dispostas a lutarem por seus ideias, se apoiarem em quem amam e amparar as companheiras numa fase tão complicada, o encarceramento e a distância da família. As prisioneiras mostram que são inteligentes, sensíveis e mostram que querem ter voz em meio a um sistema prisional falido e sem perspectivas de melhora.

Outra coisa que chama a atenção é que “Orange is the New Black’ serve como uma crítica e um recado aos policiais e autoridades norte-americanas, que muitas vezes se utilizam da força bruta para agredirem e humilharem os mais fracos, um verdadeiro abuso de autoridade. Ao nos depararmos com esse cenário, pegamos um gancho e fazemos uma rápida conexão com o Brasil, que possui um cenário semelhante e a cada dia mais degradante, com rebeliões, mortes de presos e descaso dos nossos governantes, um caos longe de terminar e ter uma solução digna.

Não perca esta oportunidade, acompanhe a quinta temporada de ‘Orange is the New Black’, disponível no catálogo da Netflix, e aguardemos o que vem pela frente, pois se trata de uma trama que envolveu o público e novas possibilidades vão se abrir para a próxima temporada. Confiram!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota