Liga da Justiça quebra todos os recordes de bilheteria em seu dia de estreia no Brasil

Liga da Justiça quebra todos os recordes de bilheteria em seu dia de estreia no Brasil

A Warner Bros. Pictures anuncia que Liga da Justiça bateu todos os recordes de bilheteria possíveis em sua estreia no Brasil. O longa chegou aos cinemas na última quarta-feira (15) e arrecadou mais de R$ 13,1 milhões em seu primeiro dia em cartaz no país, números que colocam Liga da Justiça como o maior dia de abertura de cinema de todos os tempos no Brasil, batendo o antigo líder “Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”.

Consequentemente, a arrecadação da estreia também coloca Liga da Justiça como o maior dia de abertura de um filme de super-heróis de todos os tempos, ultrapassando “Capitão América: Guerra Civil”; maior dia de abertura histórica da Warner Bros. Pictures, que antes era liderada por “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”; maior dia de abertura geral de 2017, na frente de “Velozes e Furiosos 8” e maior dia de abertura de um filme de super-heróis em 2017, batendo “Homem Aranha: De Volta ao Lar”.

Sobre o filme

Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato de altruísmo de Superman, Bruce Wayne busca a ajuda de sua nova aliada, Diana Prince, para encarar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar um time de meta-humanos para encarar essa ameaça recém-desperta. Mas apesar da formação dessa liga sem precedentes de heróis – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Ciborgue e Flash – talvez seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas. O filme já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

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Estreias da Semana/ Poltrona Estreia

Estreias da Semana/ Poltrona Estreia


0260439Liga da Justiça: Ação de Zack Snyder. Elenco – Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ray Fisher e Ezra Miller.

Sinopse: Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Cyborg e The Flash, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Resenha do Filme: https://poltronadecinema.wordpress.com/2017/11/15/poltrona-cabine-liga-da-justica-cesar-augusto-mota/

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Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha: Biografia e Drama do diretor Stephen Frears.

Sinopse: 1887, Londres. Abdul Karim é um jovem indiano convidado a ser funcionário na corte do Reino Unido. Ele, que deixou sua cidade natal para a tarefa totalmente desafiadora, acabou despertando na rainha Victoria um sentimento especial: o da amizade. Apegado a ele de maneira maternal, Abdul, antes sem nenhum dinheiro ou posse, se torna o conselheiro da monarca.

 

 

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Uma razão para viver: Drama de Andy Serkis. Elenco – Andrew Garfield, Claire Foy, Diana Rigg.

Sinopse: A história real de Robin, um homem brilhante e aventureiro que fica paralisado por conta da poliomelite. Contra todos os conselhos, ele e sua amada Diana se recusam a ser aprisionados pelo sofrimento e vivem uma intensa história de amor, com cada respiração como se fosse a última.

 

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Histórias de amor que não pertencem a este mundo: Drama de Francesca Comencini.

Sinopse: Depois de se separar de Flávio, Cláudia se vê como uma alma perdida aos 50 anos de idade e acha que a solução para seus problemas é reconquistar o ex-marido. O que ela não imagina é que Flávio já seguiu em frente e que reconquistá-lo será uma batalha.

Por: Vitor Arouca

Poltrona Cabine: Liga da Justiça/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Liga da Justiça/ Cesar Augusto Mota

Os fãs de quadrinhos e apreciadores dos filmes da DC estão prestes a matar a ansiedade para ver uma das produções mais aguardadas do ano: ‘Liga da Justiça’, em live action, sob a direção de Zack Snyder e com um timaço de super-heróis que se reúne para combater uma nova ameaça. Promessa de uma história eletrizante, com muitas cenas de ação empolgantes e possantes efeitos especiais.

A narrativa nos traz Bruce Wayne (Ben Affleck), que reavalia seus métodos e espírito altruísta após a morte de Clark Kent (Henry Cavill) e se mostra disposto a formar uma equipe de combatentes do crime para defender a Terra de novos perigos. Ao lado de Diana Prince (Gal Gadot), Batman e Mulher-Maravilha encontram Victor Stone (Ray Fisher), o Ciborgue; o guerreiro de Atlantis Arthur Curry (Jason Momoa), o Aquaman; além do velocista Barry Allen (Ezra Miller), o The Flash. Juntos, eles precisam deter o terrível Lobo da Estepe (Ciaran Hinds), comandante de um exército de insetos humanóides, os parademônios, e disposto a recuperar as 3 caixas maternas, espécies de computadores vivos e dotado s de consciência própria que vivem em função de seus donos. As caixas concedem poderes como manipulação de energia e teletransporte, mas se autodestroem com a morte de seu possuidor.

Diferente de Esquadrão Suicida, a apresentação de todos os personagens se dá de maneira direta, sem rodeios e dispensando caracteres como animações e letreiros. A maneira como as histórias se entrelaçam e o encontro entre os heróis ocorrem de maneira impactante e com momentos hilários, principalmente de The Flash, o alívio cômico do grupo, com piadas infames e de duplo sentido, além dos diálogos engraçados entre Batman e Aquaman e o jeito destoante do Ciborgue, sempre sério, mas bastante solícito. A Mulher Maravilha não fica atrás e com seu jeito elétrico, carismático e de personalidade, vai conseguir motivar toda a equipe, além de se mostrar uma forte líder.

Foi possível perceber durante os 120 minutos de projeção que ‘Liga da Justiça’ deixou um pouco de lado o tom sombrio e sério presente em Batman vs Superman e incorporou uma veia mais cômica, presente nas produções da Marvel. Mas as doses de humor são aplicadas na medida certa, sem comprometer a essência do filme, e o recurso faz o espectador se importar ainda mais com cada um dos heróis. Reunidos, todos conseguem formar uma equipe coesa, empática e capaz de prender a atenção do início ao fim, além de entregarem cenas com muito dinamismo e emoção. A história foca mais na aventura e não há muita preocupação com as consequências das interações do enredo, um foco mais descompromissado e focado nas lutas.

Assim como acontecem em boas produções, também existem falhas em ‘Liga da Justiça’. Um dos pontos fracos está no vilão, o Lobo da Estepe, não por ter sido feito com efeitos CGI, mas pela pouca expressão e o pouco impacto transmitidos, o espectador não se convence e tampouco é atingido pelo grande vilão do Universo estendido da DC, tamanha era a expectativa. Além dele, o Ciborgue se mostra um tanto destoante dos demais heróis e o que menos se destaca, ao contrário de Mulher Maravilha, The Flash e o Aquaman, os três muito bem em cena e protagonistas das melhores sequências. Batman não compromete, mas não há grandes novidades do Homem-Morcego na tela, e o Superman é uma grata surpresa.

Além dos efeitos especiais e das empolgantes cenas de ação, o roteiro oferece uma grande reviravolta e surpreende o espectador no segundo terço do filme, grandes surpresas surgem e a narrativa ganha ainda mais emoção. As imperfeições demonstradas pelos heróis fazem que uns complementem os outros e juntos se tornem mais fortes contra o Lobo da Estepe, vilão tido como praticamente imbatível, mas no momento certo vamos descobrir seus pontos fracos. O desfecho é um pouco decepcionante, mas as ações e as piadas conseguem encobrir as imperfeições e empolgar o espectador, além de importantes mensagens sobre luz e esperança simbolizadas pelo grande time de heróis de ‘Liga da Justiça’.

O resultado de ‘Liga da Justiça’, roteirizado por Joss Whedon e dirigido por Zack Snyder, é muito positivo, você terá dificuldade em escolher seu super-herói favorito e vai torcer por todos eles na história, além de testemunhar uma aventura pulsante e cheia de surpresas. E fique até o fim, hein!? Há duas cenas pós-créditos, você vai se divertir muito!

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Colo/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Colo/ Cesar Augusto Mota

A família é vista como sinônimo de amor, fortaleza, apoio e de refúgio nas situações mais adversas da vida. Mas não é o que acontece com o núcleo familiar de ‘Colo’, filme da cineasta portuguesa Teresa Villaverde, que promete incomodar e mexer com os brios dos espectadores, além de mostrar o atual cenário de crise econômica de Portugal, fator capaz de afetar financeira e psicologicamente milhões de pessoas.

Nos deparamos durante os 136 minutos de projeção com um pai (João Pedro Vaz) desempregado e que se mostra envergonhado por ficar boa parte do tempo no ócio, uma mãe (Beatriz Batarda) sobrecarregada por jornadas em dois empregos e a jovem Marta (Alice Albergaria Borges), a filha negligenciada por ambos e que não pretende permanecer por muito tempo no mesmo teto. O que se pode perceber no filme é que raramente os três dividem a mesma cena, um sempre pergunta pelo outro, que sai de casa sem avisar e sem hora para voltar. E quando o retorno acontece, foi devido a uma frustração e por cada um não ter encontrado alívio ou uma melhor opção na rua para o preenchimento do vazio que os preenchia e atormentava. Um ambiente triste, melancólico e desolador.

O cenário de melancolia, vergonha e abandono é muito bem retratado, com metáforas sugestivas e com boas tomadas dos espaços vazios dos cômodos do apartamento. As expressões faciais dos intérpretes são paralisantes, sem desespero, mas a ponto de instigar quem acompanha a história e causar desconforto, tamanha é a falta de cumplicidade e união. A moradia, que depois vai ser esvaziada durante a história, é palco da maior parte das interações, e torna-se um personagem da trama, senão o principal, um retrato da crise econômica e familiar, e que se torna local preenchido por resignação e culpa.

A fotografia, a cargo de Acácio de Almeida, apresenta um céu nublado e coloração cinzenta em boa parte das cenas, reforçando o clima embaraçoso predominante desde o início da história, além de provocar consternação e tristeza nos espectadores. A falta de dinheiro não só devasta a dignidade dos personagens, como também provoca situações vexatórias e afeta diretamente o seio familiar, o amor não é suficiente para que a relação sobreviva.

Um filme que aborda sistematicamente e com delicadeza os sintomas provocados não só por uma instabilidade econômica, como também por uma crise de identidade familiar. Não há espaço para exageros ou constrangimentos, é uma obra lírica regada de momentos instáveis e depressivos, mas compensados por uma bela construção estética e atuações pulsantes. Um convite para a reflexão.

Avaliação: 4,5/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Fabiana Karla estrela “Lucicreide vai pra Marte”

Fabiana Karla estrela “Lucicreide vai pra Marte”

Entre 13 de novembro de 2017 a 24 de janeiro de 2018 uma equipe de 130 pessoas entre artistas, técnicos e produtores, estará imersa no Nordeste do Brasil e em Orlando (EUA) para rodar “Lucicreide vai pra Marte”, longa-metragem protagonizado por Fabiana Karla.

O filme leva para a tela grande a personagem Lucicreide, interpretada por Fabiana durante anos no programa Zorra Total (TV Globo). Lucicreide foi criada pela atriz em 1989, inspirada nas mulheres nordestinas que a rodeavam. “Eu prestava atenção em todas e achava interessante a linha tênue entre a pureza e força. Juntei isso tudo e fiz uma homenagem muito sincera a todas elas”, revela a atriz, que também é produtora do longa-metragem.

No filme, Lucicreide, depois de perder o controle de sua casa e seus cinco filhos, aceita participar de uma missão que levará o primeiro homem ao Planeta Vermelho e é inscrita pelo filho de seus patrões. Assim, acredita que deixará todos felizes

“Levar a realidade da Lucicreide para o cinema é muito emocionante. E a emoção maior até agora foi entrar no cenário que é a casa dela. Realmente existe uma vida ali, tem detalhes e outros personagens que fazem parte disso tudo. É muito gratificante pegar um personagem que eu fazia quando tinha 14 anos e agora, com 42, conseguir colocá-la na tela grande”, diz Fabiana.

Produzido pela ZQuatro Studio, este é o primeiro longa-metragem dirigido por Rodrigo César, depois de mais de dez anos à frente do programa de humor “Papeiro de Cinderela”, sucesso no Nordeste. A ideia de fazer o filme “Lucicreide vai pra Marte” surgiu de um encontro entre Rodrigo e Fabiana, em 2015. “Fabiana queria algo diferente de tudo o que já foi visto no nosso cinema, começando pelo cenário, que poderia ser a Lua. Pensei que, se era pra ser espaço, que fosse Marte, porque a viagem não tem volta. E isso já inseria um dilema emocional na trama”, conta o diretor, que assina o argumento junto com Fabiana Karla. O roteiro é de Cadu Pereiva, Chico Amorim e Dadá Coelho.

As filmagens acontecem nas cidades de Olinda e Recife, além do Kennedy Space Center, o parque da NASA em Orlando, EUA. É a primeira vez que um filme brasileiro será rodado na NASA, algo que se tornou possível graças ao astronauta brasileiro Marcos Pontes, único do país a ter ido ao espaço. Marcos é consultor do filme e fez todo o diálogo com a NASA.

“Lucicreide vai pra Marte” terá muitos efeitos especiais. A pós-produção também será feita pela ZQuatro Studio e tem a supervisão de Marcelo Vaz. “Tudo ainda é surpresa, mas o público pode esperar sequências 100% feitas em CGI (Computer Graphics Image) e sátiras perfeitas a filmes de temática Sci-Fi e espacial”, diz Rodrigo César.

Além de Fabiana Karla, “Lucicreide vai pra Marte” tem no elenco Adriana Briolli, Paulinho Serra, Cacau Hygino, Lucy Ramos, Isio Ghelman, Jeison Wallace, Isaac Du Vine, Riba Carlovich, Bianca Joy e Renato Chocair. A estreia está prevista para 2018.

Orçado em R$ 5.698.792, o filme tem o maior valor já disponibilizado pela Ancine para uma produção fora do eixo Rio-São Paulo. É uma coprodução 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes. A distribuição é pela Downtown Filmes.

SINOPSE CURTA

A casa de Lucicreide vira um inferno depois da chegada de sua sogra que, despejada, resolve morar por lá. Abandonada pelo marido e sem conseguir liderar seu lar diante dos cinco filhos, ela só tem o desejo de ir embora para bem longe. Sem entender a dimensão de uma viagem espacial, Lucicreide aceita participar de uma missão que levará o primeiro homem ao Planeta Vermelho e é inscrita pelo filho de seus patrões. Assim, acredita que estaria deixando seus filhos felizes.

SOBRE O DIRETOR

Natural de Olinda-PE, 36 anos, dirigiu por mais de dez anos o programa de humor “Papeiro de Cinderela”, para afiliadas do SBT do Nordeste, produziu quadros de humor para as cabeças de Rede Record e SBT, dirigiu uma das primeiras series de animação 100% em técnica 3D, “Bela Criativa”, e criou, produziu e dirigiu a serie “Banana da Terra”, para os canais Globosat/Canal Brasil, que fala de brasileiros que fazem sucesso na indústria do cinema no exterior. “Lucicreide vai pra Marte” é seu primeiro longa-metragem, onde assina argumento, produção e direção.

SOBRE A Z QUATRO STUDIO

A ZQuatro Studio é uma empresa fundada em 2003, especializada em animação e efeitos visuais, que participou de vários projetos de longas e curtas-metragens para cinema e séries para televisão. Já produziu mais de 900 projetos. Foi contemplada pelo Fundo Setorial no Prodav 09/2014, recebendo para execução de sua primeira obra de animação seriada, “Bela Criativa”. A ZQuatro Studio já produziu, até o momento, mais de 400 filmes em todas as áreas de computação gráfica, englobando formatos publicitários, programas de televisão e web. Em setembro de 2017, a ZQuatro Studio realiza seu primeiro longa-metragem, o filme “Lucicreide vai pra Marte”, co-produzido pela 20th Century Fox, Telecine e Globo Filmes e distribuído pela Downtown Filmes. O filme estreia nos cinema em 2018.

SOBRE A DOWNTOWN FILMES

Fundada em 2006, a Downtown Filmes é a única distribuidora dedicada exclusivamente ao cinema brasileiro. Desde 2011, ocupa a posição da distribuidora número 1 no ranking de filmes nacionais. De 2013 até hoje, vendeu mais de 50% de todos os ingressos de filmes brasileiros lançados.

Até setembro de 2017, a Downtown Filmes lançou 101 longas nacionais, que acumularam mais de 100 milhões de ingressos. Os destaques do lineup deste ano são: “Polícia Federal – A lei é Para Todos”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, e “Fala Sério, Mãe!”.

Entre os maiores sucessos da distribuidora estão “Minha Mãe É Uma Peça” e “Minha Mãe É Uma Peça 2”, estrelados por Paulo Gustavo; “De Pernas Pro Ar”, “De Pernas Pro Ar 2” e “Loucas Pra Casar”, com Ingrid Guimarães; ”O Candidato Honesto” com Leandro Hassum; “Chico Xavier” e “Elis”.

Para 2018, o lineup da Downtown conta com 15 títulos, entre eles “O Doutrinador”, adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome, “O Candidato Honesto 2” e “O Palestrante” estrelado por Fabio Porchat.

ELENCO

Fabiana Karla – LUCICREIDE

Adriana Birolli – LUANA

Paulinho Serra – MICHEL

Cacau Hygino – PADRE JOÃO

Lucy Ramos – COMANDANTE LEE

Isio Ghelman – WATSON

Jeison Wallace – JANDIRA

Isaac Du Vine – MOZANIEL

Riba Carlovich – INSPETOR DYLAN

Renato Chocair – ARNALDO

Bianca Joy – DÉBORA

FICHA TÉCNICA

Direção: Rodrigo César

Ideia Original: Fabiana Karla e Rodrigo César

Roteiro: Chico Amorim, Cadu Pereiva e Dadá Coelho

Produção: Tom Nogueira, Fabiana Karla e Rodrigo César

Produção executiva: Tom Nogueira, Julia Moraes e Martin Palacios

Direção de fotografia: Julia Equi

Direção de arte: Ula Schliemann

Figurino: Chris Garrido

Maquiagem: Rose Verçosa

Som direto: Moabe Filho

Trilha sonora: JC Salvatierra

Montagem: Walter Klecius

Realização: ZQuatro Studio

Distribuição: Downtown Filmes

Poltrona Cabine: Dona Flor e Seus Dois Maridos/ Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: Dona Flor e Seus Dois Maridos/ Cesar Augusto Mota

Um dos grandes clássicos da literatura e sucesso de bilheteria no cinema nacional está de volta. ‘Dona Flor e seus Dois Maridos’, escrito por Jorge Amado (1966) e lançado na tela grande (1976) sob a direção de Bruno Barreto, ‘Dona Flor’ contou inicialmente com o protagonismo de Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça. Quarenta anos depois, somos agraciados com uma nova versão, agora sob a batuta de Pedro Vasconcelos (O Concurso), mas inevitavelmente o cineasta não conseguirá escapar de comparações com o filme original e terá uma enorme responsabilidade de entregar uma produção decente e condizente com a qualidade da obra do escritor baiano. Será que o resultado foi satisfatório?

A história gira em torno de Flor (Juliana Paes), uma sedutora professora de culinária e casada com Vadinho (Marcelo Faria), um marido malandro, sedento por noitadas e jogatinas, mas um excelente amante. Ele morre de maneira precoce em um domingo de carnaval, e pouco tempo depois, Flor se casa novamente com o correto, polido e gentil farmacêutico Teodoro (Leandro Hassum). Apesar da estabilidade na nova união, Flor não está plenamente feliz, sente falta do jeito elétrico e fogoso de Vadinho, e consegue trazê-lo de volta como um fantasma que só ela pode ver, formando-se assim o triângulo amoroso que consta no título da obra.

A ambientação nos anos 1940, a retratação das paisagens e dos prédios de Salvador, bem como o cotidiano e costumes do povo baiano são apresentados com fidelidade ao que consta na obra de Jorge Amado, além de diálogos com roupagem lírica e em ritmo de prosa. Palavras mais fortes e chulas e o sotaque soteropolitano reforçam a dramaturgia, e tudo é feito de forma sistemática e para inserir o espectador nos contexto e realidade da época, o que acaba acontecendo de maneira eficiente. A narração em off se dá de forma complementar e a apresentação dos capítulos em flashback não comprometem a qualidade da produção. O ritmo em que se dão as histórias ocorrem de forma fluida e correspondente à origem literária, outro ponto positivo do filme.

As atuações de dois dos três intérpretes são acima da média, Juliana Paes mostrou ter percebido todos os cernes que envolvem Dona Flor, como suas paixões e seus ideais, além de esbanjar muita sensualidade e vitalidade, lembrando Sônia Braga na primeira versão. Marcelo Faria se mostra leve e seguro no papel de Vadinho, tendo em vista que o ator já encena o personagem há anos no teatro. Sua desenvoltura chama a atenção até mesmo nas cenas mais quentes e completamente despido desde que retorna do além até o fim da projeção. Já Leandro Hassum mais conhecido por seus trabalhos na comédia, em especial em ‘Os Caras de Pau’ e ‘Até que a Sorte nos Separe’, é o ponto fora da curva. Estava sob sua responsabilidade representar um papel mais sério, mas em momentos cruciais ele deixa escapar o riso, comprometendo o desenrolar de algumas cenas, e isso fez com que seu personagem fosse transformado em caricatura. As risadas que acontecem, não sabemos se foram por diversão ou constrangimento, algo embaraçoso, mas louvável o esforço do ator em representar um papel mais sério.

Outros pontos fracos do filme foram as apresentações de muitas ações repetitivas, como a resistência de Flor às investidas de Vadinho, e o uso constante de um mesmo recurso, como a diminuição do ritmo da música de fundo nas cenas de amor entre Flor e Teodoro, em alguns momentos eram cômicas, mas feitas repetidamente passaram a cansar o público.

O saldo da nova versão de ‘Dona Flor e seus Dois Maridos’ é positivo, você se depara com uma obra retratada com beleza, elegância e recheada de recursos ousados e cults, uma homenagem ao filme original e ao saudoso Jorge Amado. Juliana Paes carrega a trama com todos os méritos, e o núcleo de atores corresponde em boa parte da história.

Avaliação: 4/5 poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Vintage: Vale das Bonecas/Tom Machado

Poltrona Vintage: Vale das Bonecas/Tom Machado

O VALE DAS BONECAS, 1967 (Mark Robson)
Anne Welles é uma jovem e esperta colegial que deixa sua pequena cidade para se aventurar na Broadway, onde espera arrumar um bom trabalho e conhecer um homem sofisticado. O caminho é longo, mas tudo acontece muito rápido. Primeiro, ela passa por Manhattan e logo decide rumar para Hollywood. É quando ela irá compartilhar experiências com duas outras jovens: Jennifer North faz o tipo e gênero Marilyn Monroe, que quer ser aceita pelos homens como um ser humano e não como objeto sexual; Neely O’Hara é uma talentosa atriz em início de carreira, mas acusada por uma veterana estrela de usar métodos não convencionais para arrumar seus papéis.
Tinha me esquecido o quanto gosto desse filme até assisti-lo novamente ontem. A forma com que ele aborda temas pesados como vícios em pílulas (dolls, daí o nome), relacionamentos extraconjugais, doenças, suicídio e infelicidade podem parecer características de filmes mas atuais, porém, só poderia ter feito parte dos anos 60 e toda a sua quebra e libertação da Hollywood dos contos de fada.
A história é contada bem rapidamente, mas isso não estraga em nada o enredo (pelo contrário, até gostei disso). Me lembro de ter procurado por esse filme por ter a belíssima Sharon Tate no elenco (sou um grande fã dela, mesmo não tendo sido uma boa atriz), mas confesso que me encantei mesmo com a performance da Patty Duke e a personagem fofa da Barbara Parkins.
Um filme que não é fácil de ser digerido, especialmente pra quem gosta de um drama. “In the valley of the dolls, we sleep!”
Por Tom Machadoc