“Feud” e a rivalidade entre mulheres/Tom Machado

“Feud” e a rivalidade entre mulheres/Tom Machado

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Na parte superior: Bette Davis e Joan Crawford em foto promocional para o filme “What ever happened to Baby Jane”. Na parte inferior, Susan Sarandon e Jessica Lange como Bette e Joan, respectivamente. Foto: Divulgação/ Google Imagens

 

Após assistir pela quinta vez o seriado “Feud: Bette x Joan” do diretor Ryan Murph que conta detalhes sobre a difícil  relação entre as maiores damas de Hollywood, Bette Davis e Joan Crawford, resolvi escrever um pouco sobre as conclusões que tirei.

Mais do que mostrar uma rivalidade entre dois ícones da old hollywood, essa série mostra o que é ser mulher numa indústria dominada exclusivamente por homens. Assim como as palavras ditas num dos episódios “uma rivalidade não é composta por ódio, e sim por dor” e é exatamente isso. Esse duelo “Davis x Crawford” era só mais um reflexo de uma cultura que alimenta a rivalidade feminina. Não era por ódio, era por sobrevivência.

Hoje estava lendo num site pessoas reclamando da escolha de Jessica Lange para interpretar a Joan Crawford, dizendo que ela não se parecia nada com a personagem, alguns até falando de sua aparência (e já por aí escolhendo um lado pra valorizar, o que para mim seria uma comparação com a Susan Sarandon que se parece com Bette, e dane-se o talento da Lange, já que ela não se parece fisicamente com a Crawford) e nada melhor que isso pra entender o que a série queria dizer… Em relação à mulheres, o que conta é a aparência, não é mesmo?

Eu fiquei encantado com a atuação da Jessica, como a própria disse “acho que consegui captar a essência de Crawford” e conseguiu mesmo. Eu vi Joan Crawford ali. Uma mulher que não era uma megera, uma bruxa, uma cretina, e sim era humana. Com qualidades e defeitos. A mesma coisa para Bette Davis, que eu sempre, nas minhas próprias palavras, dizia ser “muito melhor do que Joan Crawford.”

Eu acho que essa série foi um grande aprendizado para mim, ressaltando, consegui finalmente entender que não precisamos escolher um lado… e muito menos desprezar o outro.

Tom Machado

 

‘Doidas e Santas’, protagonizado por Maria Paula, ganha primeiro trailer

‘Doidas e Santas’, protagonizado por Maria Paula, ganha primeiro trailer

Inspirado na peça de Regiana Antonini e na obra de Martha Medeiros, ‘Doidas e Santas’, produção brasileira e Argentina, ganha seu primeiro trailer, divulgado nesta segunda-feira (24).

Beatriz (Maria Paula) é uma psicanalista que está passando por um drama conjugal, e acumula ao mesmo tempo uma porção de atividades, como administrar seu consultório, os pacientes, a instrução da filha adolescente, dar atenção à mãe (Nicette Bruno) que passa a morar em sua casa, a irmã (Georgiana Góes) que vive em Porto Alegre e ficou muito tempo ausente e um marido (Marcelo Faria) que após tantos anos de casa não mais a satisfaz.

Beatriz está decidida a mudar radicalmente sua vida e vai encontrar apoio na vizinha Valéria (Flávia Alessandra), que também está insatisfeita com seu casamento com Alex (Thiago Fragoso).

As filmagens foram realizadas nas cidades do Rio de Janeiro e em Buenos Aires. ‘Doidas e Santas’ estreia no circuito nacional em 24 de agosto de 2017, sob a direção de Paulo Thiago e distribuição da Imagem Filmes.

Confira o trailer abaixo.

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Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Cabine: O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Maki

Poltrona Cabine: O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Maki

Quando se fala de filmes que trazem lutas de boxe com certeza você se lembra de filmes como ‘Rocky: O Lutador’ e ‘Touro Indomável’, não é verdade? ‘O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Maki’, produzido pela Zeta Filmes, tem um foco bem diferente e sem dúvida vai impressionar você.

A história acompanha o pugilista finlandês Olli Maki (Jarkko Lahti), recém-saído do boxe amador, que recebe uma chance única em sua vida: decidir o título mundial dos Peso-Penas em casa e contra o atual campeão, o norte-americano Davey Moore.O filme de Juho Kuosmanen nos mostra os acontecimentos antes da luta, com Olli sendo orientado por seu técnico, Elis Ask (Eero Milonoff), não só durante os treinos pesados e intensos, como também em relação ao comportamento que o atleta deve ter para com a imprensa e o público. Além da preparação, vemos também o relacionamento raso que Olli tem com Raija (Oona Airola), uma jovem completamente diferente dele, mais cativante e receptiva, mas que está sempre ao lado do lutador, para o que der e vier.

Percebe-se um Olli com postura completamente oposta a de um candidato a ídolo e um homem disposto a nadar contra a maré e ditar as regras do seu jeito. Olli ama o boxe e adora treinar, mas demonstra não se mostra preparado para lidar com a pressão de se tornar um herói nacional. Ele é constantemente cobrado para vencer, mas odeia dar entrevistas, tirar fotos e participar de eventos com patrocinadores, e sempre com um discurso modesto, do tipo ‘Vamos lutar e ver o que acontece’. Não há uma ambição pelo triunfo e, consequentemente, o título mundial dos Penas.

A narrativa apresentada é com a intenção de abordar a pressão que o ser humano sofre pela conquista da vitória, bem como o jogo de cintura para lidar com regras impostas pela sociedade e o mercado capitalista. A pessoa deve sempre estar na moda, andar com carrões, estar rodeado de mulheres bonitas e ostentar roupas caras. E Olli não se impressiona com nada dessas coisas.

A fotografia e as cenas feitas em plano fechado são formidáveis, bem como as filmagens em preto e branco, lembrando um documentário, mostrando a rotina de Olli e os bastidores de preparação para a luta do ano. Tomadas isoladas, como cenas em que Olli anda por corredores vazios e quando ele corre com uma pipa pela floresta refletem bem o sentimento de solidão do protagonista.

A relação de conflito com o técnico Elis e o romance com Raija, dois fatos que não combinam com a rotina de um postulante a título mundial, são bem articuladas durante a história, um lado delicado e humano nunca antes visto em Olli é apresentado ao espectador. O foco inicial era o da expectativa de criação de um herói nacional, mas o isolamento e prostração de Olli acabam por ser primordiais para mostrar que a felicidade pode estar onde você quiser, não necessariamente em um projeto.

‘O Dia Mais Feliz da Vida de Oli Maki’ é uma obra-prima, que trata de esporte, mas com foco maior nos sentimentos e também com uma análise social impactante, sobre uma sociedade cada vez mais consumista e obcecada pelo desejo do ser e parecer, o culto à imagem, presente ainda mais nos dias de hoje. Estar em evidência já era uma obsessão, ainda mais na atualidade, numa sociedade cada vez mais moderna e globalizada. Uma autobiografia e um filme épico, não perca!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Top 5 Filmes de Médicos

Top 5 Filmes de Médicos

Salve galera.

Algumas profissões sempre geram bons filmes. Já falei aqui de filmes sobre advogados e hoje vamos falar de médicos.

Vamos então ao Top 5 Filmes de Médicos.

 

5 – Linha Mortal (Flatliners / 1990 – direção Joel Schumacher)

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Estrelado por Kiefer Sutherland, Julia Roberts, William Baldwin, Oliver Platt e Kevin Bacon, este filme conta a história de um grupo de estudantes de medica que realizam um experimento para descobrir se existe algo além da morte.

Com um elenco estrelado e direção de Joel Schumacher, este thriller de suspense é um excelente filme. Com um roteiro simples e ótimas atuações, principalmente de Julia Roberts e Kiefer Sutherland, vale a pena assistir.

 

4 – Medidas Extremas (Extreme Measures /1996 – direção de Michael Apted)

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O médico Guy Luthan (Hugh Grant) trabalha em um hospital em Nova York começa a investigar o desaparecimento do corpo de um morador de rua que morreu na emergência.

Ele descobre que mendigos e moradores de rua estão sendo utilizados como cobaias pelo neurocirurgião Lawrence Myrick (Gene Hackman).

O filme vale pela excelente atuação de Hackman.

 

3 – Tempo de Despertar (Awakening / 1990 – direção Penny Marshall)

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Baseado na história do neurologista Malcolm Sayer, este filme conta a luta do médico para tratar pacientes com encefalite letárgica, que os deixam em estado quase catatônico. E após alguns estudos, ele consegue administrar uma droga feita para pacientes com mal de Parkinson, que lentamente começa a tirar seus pacientes do estado catatônico. Porém, com o passar do tempo, a droga causa diversos efeitos colaterais.

O filme tem no elenco Robert De Niro, Robin Williams e Penelope Ann Miller.

 

2 – Patch Adams – O Amor é Contagioso (Patch Adams / 1998 – direção Tom Shadyac)

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Também baseado em uma história real, o filme conta a trajetória de Hunter “Patch” Adams (Robin Williams), que após uma tentativa de suicídio, resolve se internar em uma instituição psiquiátrica.

Uma vez lá, ele descobre que a melhor maneira de ajudar as pessoas é com humor e amor. E por isso, ele resolve ingressar na faculdade de medicina. E com o passar do tempo, ele mostra que um dos melhores remédios para as pessoas é o amor.

Além de tocante, o filme traz uma mensagem linda: de que o amor é contagiante.

 

1 – MASH (1970 / direção Robert Altman)

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Com fortes críticas a entrada do EUA na Guerra da Coreia, o filme conta a história de um grupo de médicos que trabalham nas trincheiras.

Estrelado por Donald Sutherland, Sally Kellerman, Elliott Gould, Tom Skerritt e Robert Duvall, MASH é o tipo de filme que nunca envelhece.

Comédia obrigatório para que gosta de cinema.

 

@guimaraesedu

Novos cartazes de Extraordinário apresentam os personagens do filme

Novos cartazes de Extraordinário apresentam os personagens do filme

Para preparar os fãs para a estreia de “Extraordinário” (Wonder), em 23 de novembro, a Paris Filmes lança cartazes ilustrados por divertidas caricaturas dos personagens e do cãozinho que dão vida ao longa adaptado do livro homônimo. A coleção reúne o jovem protagonista Auggie, interpretado por Jacob Tremblay (de “O Quarto de Jack”), sua irmã Via (Izabela Vidovic) e o cão da família (Daisy), além do elenco adulto do filme – incluindo a mãe (papel de Julia Roberts), o pai (Owen Wilson), o professor de inglês Sr. Browne (Daveed Diggs) e o diretor Sr. Buzanfa (Mandy Patinkin). O pôster da avó, interpretada pela brasileira Sonia Braga, foi elaborado com exclusividade para o Brasil.


Inspirada no best-seller de R.J. Palacio, a produção dirigida por Stephen Chbosky (de “As Vantagens de Ser Invisível” e roteirista de “A Bela e a Fera”) retrata a vida do garotinho Auggie Pullman, que nasceu com uma séria síndrome genética que o deixou com deformidades faciais, fazendo com que ele passasse por diversas cirurgias e complicações médicas ao longo dos seus poucos anos de vida.  Com a ajuda de seus pais Isabel (Julia Roberts) e Nate (Owen Wilson), o menino procura se adequar a uma nova rotina quando ingressa pela primeira vez numa escola convencional.

 

Sinopse – Extraordinário
Inspirado no best-seller do The New York Times, “Extraordinário” conta a inspiradora e emocionante história de August Pullman. Com deficiência facial, que, até agora, o impediram de ir a uma escola convencional, Auggie se torna o mais improvável dos heróis quando ele ingressa na 5ª série de uma escola comum. Sua família, seus novos colegas de classe e a comunidade lutam no desenvolvimento da compaixão e da aceitação e a extraordinária jornada de Auggie os unirá e provará que não é possível se misturar quando se nasce para se destacar.

 

Poltrona Resenha/ Homem-Aranha: De Volta Ao Lar

Poltrona Resenha/ Homem-Aranha: De Volta Ao Lar

DAlHTG_XkAIdEDGPeter Parker atuou com os Vingadores, mas é hora de voltar para casa e ao seu cotidiano escolar.

Parker está no segundo ano do Ensino Médio, faz estágio na empresa, Stark, é apaixonado pela Liz, do terceiro ano escolar, adora se aventurar no laboratório de química com o seu melhor amigo, Ned e repreende alguns pequenos delitos em Nova Iorque, além de realizar boas ações com a vizinhança.

Liz gosta de dar festas em sua casa, desta vez ela chama Parker para ir e ele aceita o convite. Peter não consegue ficar muito tempo na festa, pois observou pela janela uma explosão suspeita e foi até o lugar descobrir o que estava acontecendo.  No local, Peter observa uma negociação de armas magnéticas e tenta impedir a venda.

No dia seguinte, Ned aparece na casa de Peter e não acredita quando olha o seu amigo grudado na parede e assim descobre que ele é o Homem-Aranha. Os dois mantém segredo e Ned fica eufórico com a sua descoberta.

Parker fica intrigado com a transição das armas e começa a investigar quem está por trás desta maldade que afeta a população dos Estados Unidos, mesmo não sendo autorizado pelo seu superior, Tony Stark.

Nota: 3,5/5

Por: Vitor Arouca

Poltrona Resenha: Jezebel (1938)/ Tom Machado

Poltrona Resenha: Jezebel (1938)/ Tom Machado

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Foto: Divulgação

Como causar uma cena de impacto envolvendo um vestido vermelho num filme em preto e branco? A resposta é Bette Davis! Neste elegante e sofisticado longa-metragem do gênio William Wyler, é ambientada uma história de amor numa época em que se esperava certo tipo de comportamento das mulheres. “Estou a pensar em Jezebel, uma mulher que fez mal aos olhos de Deus…”

Em 1852, em Nova Orleans, na sociedade escravagista do Sul, uma jovem egocêntrica da aristocracia local provoca o rompimento do seu noivado ao usar um vestido vermelho, quando as moças deviam usar branco. Apesar de seu antigo noivo se casar com outra mulher, ela continua amando-o. Ela tem a grande chance de lhe provar que realmente deixou de ser uma jovem mimada quando uma peste se abate sobre a cidade.

Julie Marsden é uma das personagens mais atrevidas que eu já vi! Veste trajes inadequados, adentra estabelecimentos exclusivos de homens, não respeita ninguém e ainda espera que a valorizem por isso. Uma perfeita mistura de garota mimada e mulher de personalidade. Uma erva daninha no meio de rosas, totalmente insubmissa.

Além da magnífica Bette, o filme conta com um elenco excepcional: O charmosíssimo Henry Fonda no papel de Preston, o par romântico de Julie; Fay Bainter no papel da tia Belle; George Brent no papel de Buck, entre outros. Uma verdadeira joia na carreira de todos que fizeram parte dessa obra. Jezebel foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Fotografia e Trilha Sonora, não vencendo em nenhuma. Mas, se serve de consolo, Bette e Fay venceram nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Não é para qualquer uma!

É necessário destacar também o cenário social da história: Wyler deixa de uma forma bem crua para o telespectador a forma como os negros eram vistos pela sociedade sulista, totalmente contra a abolição da escravatura. Uma verdadeira aula sobre o regionalismo entre sul e norte daquele tempo e como o racismo e o machismo eram enraizados naquela sociedade. Em certos momentos, o filme chegou a me lembrar do clássico “E o vento levou”, mas diferente deste, não romantiza tanto essa terrível relação entre brancos e escravos.

Por fim, eu fiquei encantado (principalmente com Julie). Não acho que seja um roteiro perfeito, muito menos algo de outro planeta, mas é realmente muito bom. Elenco e atuações fantásticas eternizam este clássico. Simbolicamente falando, mostra perfeitamente o arrependimento de Julie, que rende-se, purificando-se de sua própria Jezebel…

Por Tom Machado