Na véspera da estreia, Heitor Dhalia fala sobre Tungstênio

Na véspera da estreia, Heitor Dhalia fala sobre Tungstênio

Nesta quinta-feira, 21 de junho, o filme Tungstênio chega a 60 salas de cinema espalhadas pelo país, sob a direção de Heitor Dhalia. O longa é baseado no quadrinho homônimo de Marcello Quintanilha, em que a narrativa, ambientada em Salvador, traz quatro personagens centrais. Adaptada para o cinema, a trama “trata de questões atuais, de temas explosivos, mas faz isso de maneira dinâmica e com uma estrutura de linguagem bem inovadora”, explica Dhalia.

Tungstênio aborda um universo suburbano, periférico e violento. É um forte retrato da exclusão e das tensões sociais que vive o Brasil atual. “A violência urbana é um subproduto dessa desigualdade”, diz o diretor.

 

Preocupado em traduzir a essência do material de Quintanilha nessa adaptação, Tungstênio teve desafios extras: “Existem muitas cenas de ação, briga, cenas no mar, que é dificílimo. Um ponto de atenção era traduzir aquela prosódia do personagem para a boca dos atores. Tungstênio foi uma adaptação bem complexa de ser realizada”, conta Heitor Dhalia.

O longa, protagonizado por Fabrício BoliveiraZé DumontSamira Carvalho e Wesley Guimarães, passou por um processo de escolha de elenco mágico, segundo o cineasta. Foram realizadas diversas oficinas com atores de Salvador, até serem encontradas as personalidades certas para dar corpo e voz para cada um dos personagens. “O longa tem muitos personagens negros, o que tornou a procura por atores nos grupos de teatros locais maravilhosa. Foi um processo muito rico de troca e aprendizados”, completa. Além disso, uma grande característica dos filmes de Heitor Dhalia é a revelação de novos talentos. Samira Carvalho e Wesley Guimarães fazem a vez em Tungstênio: “Adoro encontrar atores novos. Acho importante trazer caras novas para o cinema e, mais que isso, achar o ator certo para cada personagem”, justifica o cineasta.

Mergulhar no universo de Quintanilha, que ganha cores agora nas mãos de Dhalia, é dar de cara com uma narrativa que trata de relações humanas esgarçadas pelo entorno. A pobreza, a corrupção e a violência social pressionam os personagens em todos os momentos. Um Brasil cheio de ódio, de relações esgarçadas e conflituosas. Tungstênio traz à tona o tempo do abuso de gênero, do racismo estrutural e vários outros temas importantes a serem debatidos. “Acho que o filme provoca um olhar crítico para o país de hoje”, diz Dhalia. O cineasta ainda conta que o filme capturou o ponto de tensão máxima que o Brasil chegou. “Estamos à beira de uma explosão de caos. Um momento em que o fascismo nos rondeia, em que as redes sociais criam bolhas de ódio que se chocam. Tungstênio mostra isso na vida real, na rua, no cotidiano e revela como a aparente tranquilidade pode ser rompida a qualquer momento. De uma maneira involuntária produzimos um retrato duro do país. Um Brasil onde a ideia romântica que tínhamos de nós mesmo foi deixada de lado”, finaliza.


Confira a entrevista na íntegra com Heitor Dhalia:

Como surgiu a ideia de filmar TungstênioO quadrinho foi me apresentado por um produtor e amigo que tinha interesse em adaptar a grafic novel de Marcello Quintanilha. Ele acabou desistindo e segui com o projeto. Entrei em contato com o Marcello e fizemos o primeiro tratamento. Por coincidência o Marçal Aquino, amigo e parceiro de longa data – fizemos o Nina e O Cheiro do Ralo juntos -, também estava interessado em adaptar a obra. Retomamos nossa parceria e levamos a ideia até Guel Arraes, que deu sinal verde para tocarmos o projeto.

O que te chamou mais atenção nos quadrinhos que despertou a vontade de adaptar a obra para o cinema? Tungstênio é um quadrinho que aborda um universo suburbano, periférico e violento. É um forte retrato da exclusão e das tensões sociais que vivemos no Brasil. A violência urbana é um subproduto dessa desigualdade e isso me interessou no quadrinho. Tungstênio trata de questões atuais, de temas explosivos, mas faz isso de maneira dinâmica e com uma estrutura de linguagem bem inovadora. Isso tudo combinado, me fez querer levar essa história para as telas.

Quais foram as maiores preocupações e desafios dessa adaptação? Minhas preocupações foram tentar traduzir a essência do material adaptado para a tela do cinema e como traduzir a narrativa de uma linguagem para outra. Tungstênio tem desafios extras, existem muitas cenas de ação, briga, cenas no mar que é dificílimo. Um ponto de atenção era traduzir aquela prosódia do personagem para a boca dos atores. Tungstêniofoi uma adaptação bem complexa de ser realizada.

Como foi o processo de escolha do elenco? O processo de escolha do elenco é sempre mágico. Fizemos muitas oficinas com atores de Salvador até encontrarmos as pessoas certas para dar corpo e voz para aqueles personagens. O longa tem muitos personagens negros, o que tornou a procura por atores nos grupos de teatros locais maravilhosa. Foi um processo muito rico de troca e aprendizados. Tive a sorte de trabalhar com o Fabrício Boliveira e com Zé Dumont, e de achar a Samira Carvalho e o Wesley Guimarães.

Ainda sobre o elenco, especificamente sobre Samira Carvalho e Wesley Guimarães, não é a primeira vez que atores estreantes se destacam com importantes papeis em seus filmes. Você procura dar oportunidade para esses profissionais em todos os seus projetos? Especificamente em Tungstênio, como foi o processo para encontrá-los? Adoro encontrar atores novos, e trabalho com dois produtores de elenco geniais, Chico Aciolly e Ana Luiza. Os dois têm muito bom gosto para atores e adoram fazer escolhas ousadas. Eu também gosto. Acho importante trazer caras novas para o cinema e mais que isso, achar o ator certo para cada personagem.

Como se deu a preparação do elenco e qual foi seu método de trabalho com os atores no set? Você trabalhou com cada ator individualmente? Temos um método de preparação em grupo e individual. Por meio de várias técnicas, vamos achando o tom e aproximando os atores dos personagens, mas o mais importante nesse processo é estabelecer uma ponte de confiança entre ator e diretor. Um canal de comunicação permanente para os riscos e desafios do processo de produção de um filme, onde entra o restante da equipe. O processo de entendimento da dramaturgia e de como cada ator funciona é muito importante.

Do elenco à equipe de produção, você formou um time majoritariamente baiano. Foi proposital? Como se de essa escolha?   Foi uma escolha natural, pois a Bahia tem equipes e atores maravilhosos. Tivemos a sorte de encontrar pessoas para defender este filme.

O longa levanta discussões muito presentes em nossa sociedade, como: as relações de poder, relacionamentos tóxicos, saudosismo militar, marginalização e até mesmo crime ambiental, entre outros. Juntos, esses temas provocam uma explosão e tensão social. Esse é o tema central da obra? Tungstênio é um filme que trata de relações humanas esgarçadas pelo entorno. A pobreza, a corrupção e a violência social pressionam os personagens em todos os momentos. O filme se passa numa região violenta e periférica. Um dos protagonistas é policial, o outro um pequeno traficante e por fim, temos um ex-militar saudosista da ditatura. Esses personagens são tragados para uma situação de conflito, a partir de um evento aleatório, um crime ambiental. De alguma maneira, Tungstênio captura muitos temas do Brasil atual. O Seu Ney, por exemplo, é um ex-militar, uma sátira, um retrato do Brasil atual. Nunca imaginei que teríamos uma possibilidade real de uma volta de um regime militar que pode se dar inclusive pelo voto. Tungstênio mostra um Brasil cheio de ódio, de relações esgarçadas e conflituosas. Traz o tempo do abuso de gênero, do racismo estrutural e vários outros temas importantes de serem debatidos. Acho um filme que provoca um olhar crítico para o País de hoje.

Os personagens são intensos e compartilham a violência (seja física ou verbal) como reação às suas fraquezas, gerando uma explosão de caos e sentimentos. Visivelmente, são personagens contemporâneos. Como você enxerga a relação Tungstênio x sociedade atual?Acho que Tungstênio capturou o ponto de tensão máxima que o Brasil chegou. Estamos a beira de um explosão de caos. Um momento em que o fascismo nos rondeia, em que as redes sociais criam bolhas de ódio que se chocam. Tungstênio mostra isso na vida real, na rua, no cotidiano e revela como a aparente tranquilidade pode ser rompida a qualquer momento. De uma maneira involuntário produzimos um retrato duro do País. Um Brasil onde a ideia romântica que tínhamos de nós mesmo foi deixada de lado.

Tungstênio aposta na força de um retrato social da Bahia que se reflete por todo o País. Cada história contada tem como personagem uma figura que vive às margens da sociedade e é tratada com descaso na vida real. Pensando no cenário atual do Brasil, como você acha que as pessoas reagirão ao assistir ao longa? Qual sua expectativa? Tungstênio é um retrato do Brasil real, do Brasil dos excluídos e pressionados por tensões sociais agudas, com a violência, o tráfico de drogas, as relações desiguais de gênero e o racismo estrutural e escravocrata que marginaliza uma parte importante da nossa população. O filme mostra isso de uma maneira forte e contundente e, ao mesmo tempo, é uma história dinâmica e efervescente que traz a linguagem dos quadrinhos para a discussão social. O filme vai ser visto com muito prazer em todas as regiões, e por todos os públicos. É um filme com linguagem sofisticada que traz um tema e uma narrativa forte, com personagens simples e populares. São bons os elementos no caldeirão e o caldeirão vai explodir. Tudo isso vai chamar a atenção e conquistar os corações do público que assistir. Não faltam razões para a identificação do público com o filme e com o País que ele retrata.

Por Anna Barros

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HBO lança programação de julho

HBO lança programação de julho

Duas estreias muito esperadas chegam em julho ao canal HBO: a minissérie dramática SHARP OBJECTS, baseada no best-seller homônimo de Gillian Flynn e protagonizada pela aclamada atriz Amy Adams; e a quarta e última temporada da produção original HBO Latin America  SR. ÁVILA, vencedora do prêmio Emmy® Internacional. Além disso, a programação dos canais do pacote HBO/MAX conta com o lançamento do documentário Os Diários Zen de Garry Shandling​, dirigido por Judd Apatow e grandes sucessos do cinema como Dunkirk e Blade Runner 2049.
HBO
ESTREIA DE SÉRIE
Baseada no best-seller homônimo de Gillian Flynn, SHARP OBJECTS  estreia no dia 8 às 22h. A trama é protagonizada por Amy Adams (também produtora executiva), que interpreta Camille Preaker, uma repórter que volta à sua cidade natal para fazer a cobertura jornalística do assassinato de duas pré-adolescentes. Enquanto tenta montar um quebra-cabeça psicológico sobre seu próprio passado, Camille acaba se identificando com as jovens vítimas.
No dia 29, às 21h, estreia a quarta e última temporada da série original HBO Latin America SR. ÁVILA. Em dez episódios, a produção mexicana vencedora do prêmio Emmy® Internacional mostra o assassino profissional Ávila (Tony Dalton) tendo que lidar com seus conflitos internos enquanto, ao mesmo tempo, precisa eliminar ameaças ao seu negócio.  
ESTREIA DE ​FILMES

 

Todo sábado, às 22h, um filme de sucesso estreia na programação do canal HBO.
 
Em Blade Runner 2049, após descobrir um segredo enterrado há muito tempo, que ameaça o que resta da sociedade, um policial chamado K (Ryan Gosling) embarca na busca de Rick Deckard (Harrison Ford), que está desaparecido há 30 anos. Dirigida por Denis Villeneuve, a sequência de Blade Runner (1982) chega à programação no dia 7.
O vendedor Ray Kroc (Michael Keaton) descobre o restaurante de fast food operado pelos irmãos McDonald no sul da Califórnia no final dos anos 50. Impressionado com a velocidade da cozinha e com o potencial do empreendimento, o ambicioso comerciante faz de tudo para assumir o controle do negócio, criando um icônico e bilionário império. Saiba mais sobre a história de ascensão do McDonald’s, no dia 14, em Fome de Poder.
A partir de três perspectivas diferentes, Dunkirk é um retrato da Operação Dínamo, que evacuou soldados aliados que estavam rodeados pelo exército alemão nas praias de Dunquerque, na França, durante a Segunda Guerra Mundial. Ganhador de três prêmios Oscar® e dirigido pelo aclamado cineasta Christopher Nolan, o longa vai ao ar no dia 21.
Homens de Coragem conta a história dos bombeiros de elite que impediram um dos incêndios mais devastadores do Arizona em 2013, revelando a valentia daqueles que arriscam suas vidas e lutam contra seus próprios instintos de sobrevivência, para salvar os outros. Estrelado por Josh Brolin, Jennifer Connelly e Miles Teller, o drama biográfico entra na programação dia 28, último sábado do mês.

ESTREIA DE DOCUMENTÁRIO

O documentário Os Diários Zen de Garry Shandling​ chega ao canal HBO dividido em duas partes, que vão ao ar nos dias 2 e 9 de junho, às 22h. Dirigida por Judd Apatow, a produção retrata a vida do lendário comediante Garry Shandling por meio de seus diários pessoais e cartas. Enquanto a primeira parte da produção exibe desde a infância de Garry até o cancelamento do seu programa de TV, a segunda parte acompanha sua rotina no programa da HBO até sua inesperada morte aos 66 anos.
MAX
ESTREIA DE ​FILMES
 
No canal MAX o destaque é a comédia dramática As Aventuras de Brigsby Bear, que será exibida no domingo, dia 22, às 21h. James (Kyle Mooney) passou a vida inteira em um bunker, onde sua principal diversão era assistir ao show do Urso Brigsby, programa que foi cancelado abruptamente. Ao sair de casa, para sua surpresa, ninguém além dele conhece o seu programa de TV favorito, o que o leva a uma decisão: terminar por conta própria a história de Brigsby.

Sobre HBO Latin America 

A HBO Latin America é a rede de televisão por assinatura premium líder na região, respeitada pela qualidade e pela diversidade de sua programação, incluindo séries, filmes, documentários e especiais originais, além da exibição de séries exclusivas e de alguns dos mais recentes blockbusters de Hollywood, antes de qualquer outro canal premium. A programação é exibida em HD em mais de 40 países da América Latina e do Caribe por meio dos canais HBO, HBO2, HBO Signature, HBO Plus, HBO Family, HBO Caribbean, MAX, MAX Prime, MAX UP, MAX Caribbean e Cinemax. Seu conteúdo também é oferecido em outras plataformas, como a HBO GO e HBO On Demand.

 

Por Anna Barros

O Segredo de Davi ganha primeiro trailer

O Segredo de Davi ganha primeiro trailer

O SEGREDO DE DAVI”, de Diego Freitas, acaba de ter primeiro trailer divulgado. Em sua estreia nos cinemas, Nicolas Prattes dá vida a esse anti-herói cheio de mistérios, numa trama focada em um jovem universitário que se transforma em um famoso serial killer.  Com lançamento previsto para novembro de 2018 em todo o Brasil e distribuição da Elo Company, o longa traz no elenco os atores João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Muller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, André Hendges e Neusa Maria Faro.

O roteiro original de “O SEGREDO DE DAVI” foi criado pelo diretor Diego Freitas, internacionalmente premiado como melhor diretor pelo curta “Sal” (2016). Elisa Tolomelli (“Cidade de Deus”, “Central do Brasil”) está coproduzindo o filme juntamente com Luciano Reck, Amadeu Alban e Marcio Yatsuda, que são os produtores executivos.

Sinopse

Davi é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria, um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelarão sua verdadeira natureza: a de um serial killer.

Ficha técnica

Direção: Diego Freitas
Roteiro: Diego Freitas
Elenco: Nicolas Prattes, André Hendges, Neusa Maria Faro, Eucir de Souza, Cris Vianna, Bianca Muller, Giselle de Prattes, João Côrtes, Giulia Ouro, Tutty Mendes, Tuna Dwek, Guilherme Rodio, Simonia Queiroz, Vinicius Bicudo, Isadora Magalhães, Lua Haddad, Jonathan Moreira e Aurea Maranhão.
Produtor Executivo: Luciano Reck
Coprodutores Executivos: Márcio Yatsuda, Amadeu Alban, Elisa Tolomelli
Gênero: suspense
Ano: 2018
Classificação: a definir

Sobre o Diretor

Diego Freitas faz parte da nova geração de diretores cinematográficos – já habituada a flutuar pelas diferentes mídias, gêneros e formas inovadoras de produção de filmes. Escritor, diretor e produtor é Bacharel em comunicação social, com mais de 10 anos de experiência no audiovisual. Diego já realizou produções em 6 países e desde 2009 acumula diversos prêmios nacionais e internacionais com seus filmes, sejam documentais, ficcionais, para TV e internet. Seu último curta, o premiado suspense “Sal”, já passou pelos principais festivais de cinema nacionais e internacionais. Em 2017 roda seu primeiro longa-metragem como diretor/roteirista, o suspense psicológico “O Segredo de Davi”, com distribuição comercial prevista para 2018.

Por Anna Barros

 

A busca pela liberdade é o tema do filme Primavera em Casablanca

A busca pela liberdade é o tema do filme Primavera em Casablanca

Casablanca é palco de distintas trajetórias em “PRIMAVERA EM CASABLANCA”, do cineasta Nabil Ayouch, que estreia nos cinemas em 19 de julho pela California Filmes. Entre o passado e o presente, cinco destinos estão inconscientemente interligados: Hakim (Abdelilah Rachid), que vive na parte conservadora da cidade, sonha em ser uma estrela do rock;  Salima (Maryam Touzani) luta para se libertar de uma sociedade que a quer definir; Joe (Arieh Worthalter), um judeu dono de restaurante, escolhe viver na Casablanca de suas fantasias, distorcendo sua realidade; a jovem e rica Inès (Dounia Binebine) está dividida entre tradição e modernidade, enquanto lida com o despertar sexual. E mais de três décadas antes, um apaixonado professor nas montanhas Atlas é silenciado… Através do eco de seus sonhos destroçados, as desilusões dos personagens dão vida às faíscas que irão incendiar essa cidade.

– Abdallah, Salima, Joe, Hakim e Inès são seres que alguns desejam destruir e esmagar. Ainda assim, são a representação da esperança, pois cada um personifica a diferença ou o desafio interno que nos mantém vivos. Eles são pessoas comuns, que encontramos no dia a dia e que se tornaram, no meu ponto de vista, heroicos – explica o diretor, que esteve no Brasil durante o Festival Varilux de Cinema Francês para apresentar o filme, ao lado da atriz Maryam Touzani.

Segundo Ayouch, o gatilho para fazer o filme veio a partir do assédio e os ataques que ele e o elenco sofreram depois do filme “MUITO AMADAS”. “No Marrocos, onde vivo, testemunhei a sociedade evoluir de um tipo de vida em comunidade para uma exclusão sectária de todos aqueles que não se encaixavam nos moldes. Quando lidando com temas sensíveis, o limite pode ser ultrapassado pelas massas, passando de ouvintes atentos à condenação, e, então, violência. Senti que era urgente falar abertamente e mais do que nunca, jogar uma luz sobre o que está ocorrendo. Sempre senti que era necessário falar sobre o que machuca e do que queremos manter distância. Eu gosto de ter personagens de quem a sociedade tenta tirar a voz e deixar invisível, os empurrando para a marginalidade”, revela.

O diretor quis ir ainda mais fundo, explorando a alma silenciosa da maioria, cujas vozes ainda não falam alto o suficiente para reivindicar seus direitos. “Grandes revoluções começam com modestas e pequenas revoluções individuais. O que aconteceu na Primavera Árabe de 2011 é, na realidade, uma soma de vários fatores: uma série de frustrações, humilhações, um desrespeito total dos direitos civis básicos e a retirada dos mesmos. Esses movimentos de pessoas espalhados que derrubaram regimes foram feitos de homens e mulheres que no começo tiveram sua própria e íntima revolução antes de expressar sua raiva nas ruas. Queria aprender mais sobre essas pessoas, para aprender o que empurrou algumas para resistir e outras a renunciar”.

SINOPSE

Casablanca é palco de distintas trajetórias em “PRIMAVERA EM CASABLANCA”, do cineasta Nabil Ayouch. Entre o passado e o presente, cinco destinos estão inconscientemente interligados. Diferentes rostos, diferentes lutas, mas a mesma busca pela liberdade. E o som de uma revolta que cresce. O filme é estrelado por Maryam Touzani, Arieh Worthalter, Abdelilah Rachid.

FICHA TÉCNICA

Direção: Nabil Ayouch
Roteiro: Nabil Ayouch e Maryam Touzani
Produção: Bruno Nahon
Diretora de Fotografia: Virginie Surdej
Editora: Sophie Reine
Gênero: drama
País: Itália, Bélgica, China
Ano: 2017
Classificação: A definir

Top 5 de Filmes sobre Copa do Mundo

Top 5 de Filmes sobre Copa do Mundo

Começou a Copa do Mundo da Rússia, um evento esportivo que deixa a todos mobilizados. Ela teve início dia 14 de junho e a grande final será dia 15 de julho, no estádio Lujniki, em Moscou.

Faremos um Top 5 de filmes para serem assistidos durante a Copa do Mundo.

 

5- Fuga para a vitória

De 1981, o filme, ambientado durante a II Guerra Mundial, conta a história do major Karl von Steiner, ex-jogador da seleção da Alemanha, que decide promover um jogo entre um time de prisioneiros de guerra e uma equipe alemã. Apesar da partida ter como intuito impulsionar o Terceiro Reich, o jogo acaba servindo como oportunidade de fuga para os prisioneiros.

 

 

 

4- Boleiros – Era uma vez o futebol

“Boleiros – Era uma vez o futebol” retrata o cotidiano de ex-jogadores de futebol que se reunem para relembrar suas histórias como profissionais. Na trama, ambientada em um típico bar paulistano, os “boleiros” compartilham suas conquistas e curiosidades no esporte.

 

 

3- Todos os Corações do Mundo

“Todos os Corações do Mundo” é um documentário oficial da FIFA que fala sobre a Copa do Mundo de 1994, sediada nos Estados Unidos. O filme fala sobre os jogadores da época, os juizes, os fãs do esporte e, claro, sobre a final entre Brasil e Itália que rendeu o título de tetracampeã para a seleção brasileira.

 

2- Pelé Eterno

Dirigido por Anibal Massaini Neto, “Pelé Eterno” é um documentário brasileiro sobre a biografia de um dos maiores jogadores da história do futebol, Pelé. No filme, o espectador tem acesso aos principais acontecimentos da carreira, aos gols e aos jogos do “rei”. Além disso, ex-jogadores e amigos têm participação fundamental no documentário, contribuindo com depoimentos sobre Edson Arantes do Nascimento.

 

 

1- Heleno

Estrelado por Rodrigo Santoro, “Heleno” narra a história do jogador Heleno de Freitas, galã e um dos principais atletas do Botafogo na década de 1940. Apesar do sucesso, os comportamentos polêmicos e a sífilis transformaram a vida de Heleno em um drama que acabou com o seu sonho de ser o melhor jogador do mundo.

 

 

Por Anna Barros

 

Documentário sobre Arthur Miller na HBO estreia no próximo dia 25

Documentário sobre Arthur Miller na HBO estreia no próximo dia 25

O documentário ARTHUR MILLER: ESCRITOR estreia na próxima segunda-feira, dia 25, às 22h no canal HBO e na plataforma HBO GO. A produção original da HBO apresenta um retrato íntimo e pessoal sobre o autor e dramaturgo americano responsável por criações célebres como A Morte do Caixeiro Viajante – obra que continua movendo audiências pelo mundo até hoje.

Para baixar em alta resolução, clique aqui.

Narrado pelo ponto de vista de sua filha, Rebecca Miller, o longa combina entrevistas realizadas ao longo de décadas com inúmeros materiais inéditos e é uma intensa homenagem de uma filha para um pai – e de um artista para outro. Dividindo a vida profissional e pessoal de Miller em seis partes, o documentário revela o homem por trás do ícone, investigando sua infância, suas raízes como artista e os principais eventos do século XX que moldaram sua vida.
O filme celebra um estilo de vida americano vivido em grande escala no passado, cobrindo temas como o sucesso da obra de Miller nos anos 1940 e 1950, seu tempestuoso relacionamento com Marilyn Monroe, seu julgamento no Congresso pelo Comitê de Atividades Antiamericanas, seu casamento de 40 anos com a  fotógrafa Inge Morath e sua evolução como escritor ao longo das décadas, permanecendo fiel a sua própria voz até o fim.
Além das conversas de Rebecca Miller com seu pai e as leituras de trechos selecionados de sua autobiografia, Timebends: A Life, ARTHUR MILLER: ESCRITOR apresenta relatos de pessoas que o conheciam de profundamente, entre eles seus irmãos, filhos, a terceira esposa, Inge Morath, o dramaturgo Tony Kushner e o diretor Mike Nichols (que dirigiu e ganhou um prêmio Tony pela montagem de Death of a Salesman em 2012).
ARTHUR MILLER: ESCRITOR é dirigido e produzido por Rebecca Miller. Pela HBO, Nancy Abraham é a produtora sênior e Sheila Nevins é a produtora executiva. 
Todos os documentários e filmes originais da HBO estão disponíveis a qualquer hora e a qualquer momento na  HBO GO.

Sobre HBO Latin America 

A HBO Latin America é a rede de televisão por assinatura premium líder na região, respeitada pela qualidade e pela diversidade de sua programação, incluindo séries, filmes, documentários e especiais originais, além da exibição de séries exclusivas e de alguns dos mais recentes blockbusters de Hollywood, antes de qualquer outro canal premium. A programação é exibida em HD em mais de 40 países da América Latina e do Caribe por meio dos canais HBO, HBO2, HBO Signature, HBO Plus, HBO Family, HBO Caribbean, MAX, MAX Prime, MAX UP, MAX Caribbean e Cinemax. Seu conteúdo também é oferecido em outras plataformas, como a HBO GO e HBO On Demand.

Acesse o site http://www.HBOLApress.com para ver novidades e baixar materiais da HBO.

 

Cinemax exibe maratona inédita de Game of Thrones

Cinemax exibe maratona inédita de Game of Thrones

A partir desta segunda, 18 de junho, o canal CINEMAX apresenta uma maratona da primeira e segunda temporada de GAME OF THRONES, premiada produção original da HBO. De segunda à sexta-feira, sempre à meia-noite, o canal exibirá um episódio da série que é um fenômeno absoluto de audiência, com fãs em todo o mundo e que quebrou recorde como o programa que mais ganhou prêmios Emmy® na história, o maior reconhecimento da televisão americana. Quem ainda não viu e quem quiser rever terá oportunidade de acompanhar os 20 episódios (dez de cada temporada) em sequência, sempre nos dias de semana e no mesmo horário, até o dia 13 de julho.

Criada por David Benioff e D.B. Weiss, GAME OF THRONES é baseada na série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R.R. Martin. Antes que o inverno chegue, não perca a oportunidade de ver (ou rever) a maratona e compartilhe #GOTtododia nas redes sociais.

 

SOBRE O CINEMAX

Cinemax é o canal da HBO Latin America no segmento básico que oferece os filmes mais reconhecidos do setor. O canal abre uma janela premium para o público com as séries exclusivas dos canais HBO e MAX, como Game of Thrones, Ray Donovan, Banshee e The Knick, entre outros conteúdos