Poltrona Cabine: Rock Dog-No Faro do Sucesso

Poltrona Cabine: Rock Dog-No Faro do Sucesso

A luta pela realização de um sonho, apesar das adversidades, e uma aventura eletrizante em alto e bom som. Esses são os ingredientes de “Rock Dog: No Faro do Sucesso”, uma animação baseada na novela gráfica “Tibetan Rock Dog”, de autoria de Zheng Jun, que vem para divertir e cativar toda a família.

A história acompanha Bodi, um cão mastim tibetano que vem sendo treinado pelo pai para ser o cão de guarda de sua aldeia, localizada na Montanha Nevada. Mas nosso protagonista não se enxerga como líder e protetor de seu povo e após um fato inusitado descobre sua verdadeira vocação. Ao se deparar com um rádio que havia caído de um avião no céu, Bodi sintoniza em uma estação onde era transmitida uma entrevista com Angus Scattergood, um gato persa e considerado lenda do rock. Após o acontecimento, Bodi se abriu para um novo mundo e resolveu sair em busca de seu sonho: se tornar um grande músico.

Disposto a realizar seu sonho, Bodi parte para a cidade, mas encontra diversos percalços, como uma gangue de lobos que o segue e está disposta a ter o controle de sua aldeia, além das dificuldades em encontrar chance de mostrar seu talento artístico. Mesmo um pouco atrapalhado, o personagem principal tem como trunfos a determinação e a persistência, demonstrando muita força na busca por seus objetivos, de entrar numa banda de rock e de ter aulas de música com Angus Scattergood, mas passa por situações surreais.

Quem for assistir vai se deparar com uma ótima representação gráfica dos cenários e dos personagens, tudo bem desenhado e projetado, um retrato fiel das montanhas do Himalaia e prédios altos e ruas estreitas na China. Os personagens são carismáticos e farão você se apaixonar por eles, o roteiro muito bem construído, que apresenta uma evolução harmoniosa da história até seu desfecho, bem como importantes valores são transmitidos para o público.

Ao terminar de ver “Rock Dog”, saí da sala de exibição com a melhor sensação possível, o filme se propõe não só a divertir, ele dá uma aula. Para se realizar um propósito, não basta ter somente disposição e fé, deve-se estar preparado para tudo e lutar contra todos os males, como a inveja, a ganância e o ceticismo, e o filme mostra isso muito bem. Bodi realiza suas ações com maestria e é uma inspiração para todos os personagens do filme, bem como para os espectadores.

Ficou curioso? Não perca “Rock Dog: No Faro do Sucesso”, com distribuição da Paris Filmes, o filme chega ao circuito nacional no próximo dia 4 de maio. Não perca!

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

Poltrona Resenha: A Bela e a Fera/Anna Barros

Poltrona Resenha: A Bela e a Fera/Anna Barros

O filme é lindíssimo! Se equipara ao belo desenho e destaca ainda mais o papel feminista da princesa Bela, minha segunda princesa Disney. Só perde para a Jasmine, do Aladdin, cujo desenho também terá um live.

A história é conhecida e emociona demais! A produção é muito caprichada, exaltando todos os detalhes. Vi em 3D o que realça o colorido da película e toda a fotografia!

Só senti da música Beauty and the Beast não ter sido cantada por Celine Dion, como no desenho. A versão em português da Cidália também é muito linda!

Há vários atores marcantes no filme como Ewan McGregor, Emma Thompson, além da própria Emma Watson!

Terei sempre esse filme no meu coração! Lembrarei com bastante carinho de toda a atmosfera que o envolveu.

Houve uma polêmica de boicote ao filme por causa do personagem gay, amigo de Gaston, mas todo o fuzuê criando em torno disso foi realmente desnecessário. É um personagem como outro qualquer. Bela e a Fera são os protagonistas do filme, e o mesmo gira em torno desse amor puro e sem interesse.

O amor vai além das aparências, é algo profundo e revelador. E a Fera soube como conquistar Bela através de sua paixão que é a leitura. A cena em que ele lhe mostra a biblioteca com seu acervo particular é muito bonita e sensível.

Os dois se respeitam e se entendem, cada um aceitando a forma que cada um é. Bela romântica, amante de Shakespeare e a Fera mais realista, sem se ligar nisso, apesar de ter lido a obra e ter feito uma menção, que chama a a sua atenção!

Ainda em cartaz! Corra logo para assisti-lo!!!

Super recomendo! 4/5 poltronas

Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

 

Gabriel e a Montanha é selecionado para a Semana de Crítica de Cannes

Gabriel e a Montanha é selecionado para a Semana de Crítica de Cannes

O longa-metragem “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa, foi selecionado para o Festival de Cannes, que acontece entre 17 e 28 de maio. O filme compete na prestigiada mostra paralela Semana da Crítica, dedicada a revelar talentos emergentes do cinema. A obra recria a viagem de Gabriel Buchmann, brasileiro formado em economia que foi para a África a fim de estudar melhor a pobreza e se preparar para um doutorado em políticas públicas na UCLA. A produção é da TvZERO, Gamarosa Filmes & Damned Films.

A história real, com roteiro baseado em anotações, e-mails de Gabriel para a mãe e a namorada, e entrevistas com pessoas que cruzaram seu caminho na África, é dividida no longa em quatro capítulos, cada um ambientado em um país pelo qual ele viajou, até seu fim trágico. Gabriel morreu de hipotermia após decidir subir o Monte Mulanje, pico mais alto do Malawi com mais de 3 mil metros de altitude, sem a companhia de um guia. Seu corpo foi encontrado dias depois na subida da montanha.

“O significado de uma viagem só pode ser definido após o retorno. Gabriel não teve a oportunidade de retornar. Minha motivação para fazer esse filme foi descobrir o significado da viagem que ficou perdido e compartilhá-lo, que é exatamente o que o Gabriel teria feito”, explica Fellipe Barbosa.

Na viagem, Gabriel Buchmann também passou por países como Quênia e Tanzânia, sempre preocupado em conhecer as particularidades das comunidades locais, como a tribo dos Massais. Ele gastava entre dois e três dólares por dia e chegou a ajudar amigos que fez nessas regiões, pagando o aluguel mensal da casa de uma família africana com somente 12 dólares.

Ao longo da viagem, Gabriel, interpretado por João Pedro Zappa, se aventura por outras subidas difíceis, como o Kilimanjaro, ponto mais alto do continente africano. Ele também recebe a visita de sua namorada, Cris (Caroline Abras), que estava na África do Sul participando de um seminário sobre políticas públicas e, juntos, viajaram pela Tanzânia e Zâmbia. O principal objetivo do pesquisador era avaliar a miséria de perto.

“O filme também é resultado da minha relação com a África. Em novembro de 2011 eu fui para Uganda pela segunda vez como mentor do Maisha Film Lab, criado por Mira Nair. Depois do workshop, eu peguei a estrada e passei por parte do trajeto realizado pelo Gabriel Buchmann. Em dois meses cruzei Ruanda, Burundi, Tanzânia e Malawi, onde subi o Monte Mulanje e caminhei até o local onde o corpo de Gabriel foi encontrado”, lembra o diretor, que retornou à África em 2015, localizou todas as pessoas que estavam nas anotações de Gabriel e as entrevistou para aprimorar o roteiro.

Este é o segundo longa-metragem de ficção dirigido por Fellipe Barbosa, que esteve à frente do elogiado “Casa Grande” (2014), ganhador do prêmio do público no Festival do Rio. Na competição de longas-metragens, a Semana da Crítica do Festival de Cannes tem a tradição de selecionar cineastas com seus primeiros ou segundos longas.

Neste ano, a mostra paralela terá Kleber Mendonça Filho, diretor pernambucano, como o presidente do júri, que tem a missão de entregar o Grande Prêmio a um dos sete filmes em competição na Semana da Crítica, assim como o prêmio Revelação e o Discovery, este para melhor curta-metragem. Desde 1962, já participaram da Semana da Crítica cineastas como Bernardo Bertolucci, Alejandro González Iñárritu e Guillermo del Toro.

“Estamos empolgados com a seleção do filme para o Festival Cannes, especialmente para a Semana da Crítica, que lançou nomes como Emanuele Crialese, Alejandro Iñarritu e Lucía Puenzo. Já frequentamos a área do mercado no festival e estamos animados com a possibilidade de representar a TvZERO de uma outra perspectiva”, diz Rodrigo Letier, produtor executivo da TvZero.

 

Ainda sem título, filme de Steven Spielberg com Tom Hanks e Meryl Streep ganha data de estreia

Ainda sem título, filme de Steven Spielberg com Tom Hanks e Meryl Streep ganha data de estreia

O consagrado e vitorioso cineasta Steven Spielberg estreia seu mais novo filme com dois grandes nomes no elenco e com data já definida. De acordo com a revista Variety, o longa chegará aos cinemas em 22 de dezembro de 2017 e será lançado posteriormente em âmbito internacional em 12 de janeiro de 2018.

Ainda sem título oficial, o filme contará com as atuações de Tom Hanks e Meryl Streep e terá como ponto de partida o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.  A história é baseada em texto publicado no jornal The Washington Post em 1971, que continha informações militares e sigilosas sobre as ações do Exército norte-americano no Vietnã, vazadas por Daniel Ellsberg, funcionário do Pentágono.

Tom Hanks e Meryl Streep interpretam Bem Bradlee e Katharine Graham, dois editores do Washington Post que resolvem confrontar o governo Nixon ao decidirem que pretendem publicar os documentos da Guerra do Vietnã.  Já dá para imaginar que será uma grande produção e com chances de algumas indicações ao Oscar. Não dá para perder, não é mesmo?

Por: Cesar Augusto Mota

Deadpool 2 será lançado em meados de 2018

Deadpool 2 será lançado em meados de 2018

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Deadpool surgiu nas telinhas com toda sua ironia, força e peculiaridade. Os estúdios Fox não acreditaram tanto assim na potência do super-herói, até que o longa faturou quase US$800 milhões nas bilheterias, mesmo sendo um filme para maiores.

Diante de tal sucesso, o filme está sendo tratado como um produto precioso e será lançado no dia 1° de junho de 2018, em pleno verão americano. O longa-metragem competirá com grandes estreias como Ocean’s 8, a versão feminina de onze homens e um segredo, e Bumblebee. Uma semana antes, o filme solo de Han Solo também estreará.

A sequência de Deadpool será dirigido por David Leitch e conta com Ryan Reynolds mais uma vez como protagonista.

Por: Lívia Lima

CCBB realiza mostra com grandes sucessos de Michelangelo Antonioni

CCBB realiza mostra com grandes sucessos de Michelangelo Antonioni

Michelangelo Antonioni, um dos grandes nomes do cinema europeu e mundial, receberá homenagens por seus trabalhos como diretor e roteirista. O cineasta italiano, falecido há 10 anos, será tema da mostra ‘Aventura Antonioni’, promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil.

O evento será realizado em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, entre 26 de abril e 22 de maio nas duas primeiras cidades, e entre 3 e 29 de maio na capital federal. Trinta e quatro filmes do cineasta italiano serão projetados no formato digital e em 35 mm, com grandes clássicos inclusos, como ‘A Aventura’, ‘A Noite e O Eclipse’, ‘Deserto Rosso – O Dilema de uma Vida’, ‘Blow-Up – Depois Daquele Beijo’ e ‘Profissão: Repórter’.

Além desses grandes sucessos citados, serão também apresentados filmes como ‘Abismo de Um Sonho’, de Federico Fellini, e ‘Um Piloto Retorna’, de Roberto Rossellini, nos quais Antonioni foi roteirista. Serão também exibidos documentários e curtas sobre a trajetória de Antonioni, alguns filmados por sua esposa, Enrica Antonioni.

Em comunicado à imprensa, o curador do evento, Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida, avaliou o trabalho de Antonioni e destacou sua importância para a sétima arte. “Antonioni manipula as bordas mais silenciosas e indiretas da estrutura cinematográfica, tão discretamente que seus enigmas existenciais são sentidos antes que possam ser intelectualizados. O espaço negativo é tão proeminente quanto o positivo, o silêncio tão alto como o ruído, a ausência tão palpável como presença, e a passividade uma força tão potente como a ação direta. Transgredindo as leis cinematográficas não ditas, Antonioni se concentra em protagonistas femininas, mas se recusa a sentimentalizá-las ou a julgá-las moralmente, e as coloca em pé de igualdade com os outros elementos dentro do seu sistema dinâmico total, como sons ou elementos do set”.

A mostra ‘Aventura Antonioni’ terá sessões diárias, exceto às terças-feiras. Os ingressos para o evento custarão R$ 10, com direito à meia-entrada. A programação completa do evento você confere aqui.

Por: Cesar Augusto Mota

Top 5 Cenas de Dança

Top 5 Cenas de Dança

Salve galera.

Desde que o som surgiu no cinema, à música e dança se tornaram parte da 7ª arte. Tanto que recentemente, tivemos diversos musicais que voltaram a concorrer ao Oscar, como La La Land, Chicago e DreamGirls.

Por isso hoje, nosso Top 5 vai ser de cenas inesquecíveis de dança no cinema.

Já aviso: certas cenas clássicas, como Gene Kelly em Cantando na Chuva, estarão fora da lista porque resolvi focar em cenas de filmes que não fossem musicais, mas que a dança fosse algo importante na história.

5- Perfume de Mulher (Scent of a Woman, 1992)

Além de contar uma história maravilhosa, que inclusive rendeu um Oscar para Al Pacino, a cena onde ele dança tango com Gabrielle Anwar é maravilhosa.

E, como diz Pacino no filme: “não há erros no tango Donna. Não como na vida. É simples. É por isso que o tango é tão especial. Se você cometer um erro, basta continuar dançando”.

4- Ou Tudo Ou Nada (The Full Monty, 1997)

Uma das melhores comédias britânicas em muito tempo, o filme conta a história de um grupo de desempregados que resolvem fazer um show de strip-tease para arrumar dinheiro.

Apesar da ultima cena ser muito boa, onde eles dançam ao som de You Could Leave Your Hat On, a melhor cena de dança do filme é a da fila de atendimento aos desempregados. Ao som de Looking For a Some Hot Stuff, que começa a tocar no som ambiente da sala, o grupo de amigos começa a dançar discretamente. É fantástica.

3- Pulp Fiction (1994)

Não dá pra fazer uma lista de cenas recentes e não incluir John Travolta e Uma Thurman dançando Twist ao som de You Can Never Tell de Chuck Berry.

2- O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2013)

Com uma total falta de coordenação e um mix de músicas que parece não combinar, a cena tem um significado especial para o filme.

Ela mostra que nem tudo tem que ser perfeito para ser maravilhoso e inesquecível.

1- Footloose (1984)

Como qualquer comédia adolescente da década de 80, este filme peca pela falta de roteiro, personagens cativantes ou direção. Mas a última cena de dança do filme se tornou um marco do cinema.

@guimaraesedu