Poltrona Resenha: Malasartes e o Duelo com a Morte

Poltrona Resenha: Malasartes e o Duelo com a Morte

A morte vai enganar o homem mais esperto ou o homem esperto vai ter que usar todas as artimanhas para enganar a morte? Essas perguntas curiosas se farão presentes durante ‘Malasartes e o duelo com a Morte’, nova produção da O2 Filmes, que traz de volta um personagem da nossa literatura para encantar as futuras gerações.

Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa) é um malandro que sobrevive praticando um golpe aqui e outro ali e que vive se engraçando com muitas mulheres lindas. O coração do protagonista bate muito forte por Áurea (Ísis Valverde), que possui um irmão ciumento, Próspero (Milhem Cortaz), que não quer vê-lo passar nem na porta de casa. E no encalço de Malasartes está também a Morte (Júlio Andrade), cansada de tirar vidas por toda a eternidade e disposta a encontrar um substituto para então poder se aposentar.

Já deu para imaginar o clima de guerra e sombrio que Malasartes vai enfrentar, tanto para driblar Próspero e ficar com sua amada Áurea, como também para tentar fugir da Morte, que promete não perdê-lo de vista.

O uso da computação gráfica para a divisão da trama em realidade e fantasia proporciona um belíssimo espetáculo visual, com efeitos precisos e muita diversão e o envolvimentos dos personagens entre eles e com o público. O roteiro, porém, é um pouco prejudicado pelo uso excessivo dos efeitos especiais, a história em dados momentos é um pouco esquecida, mas o espectador se encanta e se convence daqueles dois mundos ali representados na tela, até risadas da Morte acontecem em dados momentos.

E o elenco? As atuações, juntamente dos efeitos visuais, são o ponto alto do filme, e notamos interpretações convincentes, além do carisma dos protagonistas, vividos por Ísis e Jesuíta, além de um vilão no estilo caricato e com interações sólidas. Acostumado com produções mais dramáticas, Júlio Andrade surpreende e consegue transmitir uma veia cômica a um personagem que normalmente inspiraria medo, Jesuíta e Ísis conseguem mostrar um casal com brilho e sem pieguismo, além de uma forte ligação com o público. Os personagens secundários, como Candinho (Augusto Madeira), amigo de Malasartes, bem como Leandro Hassum, como Esculápio, e Vera Holtz, como Cortadeira, enriquecem o enredo.

O trabalho do diretor Paulo Morelli em resgatar um personagem do folclore brasileiro e português e eternizado no cinema por Mazaroppi não só valorizam nossa cultura como também fortalecem o cinema nacional, há sim boas produções e engana-se quem diz que não somos dignos de filmes com qualidade.

Precisamos também dar valor ao que é nosso, e ‘Malasartes e o Duelo com a Morte’ é mais uma produção de destaque que merece o incentivo e nossa audiência. Vale muito a pena.

Avaliação: 4/5 Poltronas.

 

 

Por: Cesar Augusto Mota

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Poltrona Geek #18: Trindade Cinematográfica – Candidato Honesto, Getúlio Vargas e Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou

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Poltroneiros de Plantão,

No dia 10 de novembro de 2014 o Cinemark Brasil fez em toda sua rede de cinemas o 15° Projeta Brasil, onde exibe o dia todo filmes nacionais somente por 3 reais.

Então, decidi falar sobre três filmes que já assisti e que estavam sendo oferecidos.

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3 – Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou

Sinopse: Ironia. Essa é a definição ideal para a situação de Fernanda (Mônica Martelli), de 39 anos, que trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino, o casamento, mas é solteira. Forte devota do amor, a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito.

Análise: Uma boa sessão da tarde! Contudo, a aclamada peça deixou a desejar em sua adaptação para a telona. Piadas fracas e alguns estereótipos que deixariam uma feminista de cabelos em pé. Contudo, vale ressaltar que o cenário é maravilhoso e bem escolhido. Os atores são “mais ou menos”. Mas ainda assim vale a pena assistir se a internet estiver desligada e estiver passando na TV. (2,5 / 5 Spheras)

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2 – Getúlio

Sinopse: A intimidade de Getúlio Vargas (Tony Ramos), então presidente do Brasil, em seus dezenove últimos dias de vida. Pressionado por uma crise política sem precedentes, em decorrência das acusações de que teria ordenado o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges), ele avalia os riscos existentes, até tomar a decisão de se suicidar.

Análise:  Um excelente filme, que mostra um momento histórico no qual marcou o Brasil. Atuação esplêndida dos envolvidos e principalmente do ator total flex, Tony Ramos. Ponto alto do filme: os momentos que mostram como os militares envolviam a política para tentar dar o golpe. (4 / 5 Spheras)

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1 – O Candidato Honesto

Sinopse: João Ernesto Praxedes (Leandro Hassum) é um político corrupto, candidato à presidência da República. Ele está no segundo turno das eleições, à frente nas pesquisas, quando recebe uma mandinga da avó. E agora?

Análise: Leandro Hassum dá um show e com um humor ácido faz piada com todos aqueles que gostaríamos de fazer. Risos do início ao fim com uma conclusão muito boa. (4,5 / 5 Spheras)

Inté!!!

Thiago Simão

SpheraGeek